Lista de professores convocados.pdf
FONTE: FOLHA DIRIGIDA E D.O-RJ
Com respeito à morte do aluno Wesley Rodrigues de Oliveira, de 11 anos, ferido por uma bala perdida dentro de sala de aula no Ciep Rubens Gomes (Costa Barros), o Sepe lamenta o ocorrido, que é mais uma prova do aumento da violência que ameaça profissionais e alunos nas escolas públicas do Rio de Janeiro.
Há alguns anos, o sindicato tem denunciado nos mais variados fóruns (Ministério Público, Conselho Tutelar, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Secretarias estadual e municipal de Educação, Câmara de Vereadores e OAB/RJ) o perigo que ronda o ambiente escolar, não só na área interna das unidades municipais e estaduais mas, também, o entorno das escolas – muitas delas localizadas dentro ou próximas de áreas consideradas de risco.
Em 2006, o Sepe divulgou um dossiê que relacionava cerca de 200 escolas localizadas em áreas de risco, mas até hoje as autoridades não tomaram providências no sentido de aumentar as condições de segurança e funcionamento das escolas.
O sindicato também reivindicou das secretarias de Educação normas claras para o funcionamento das unidades no caso de ocorrência de conflitos, já que, muitas vezes, as direções de escolas não têm autorização para fechar as portas ao primeiro sinal de confrontos entre policiais e bandidos.
A SEEDUC informou para a imprensa que a decisão de instalação de câmeras na escola foi uma decisão da direção da unidade, mas o Sepe lembra que a precariedade das condições de segurança tanto em unidades da rede estadual como na rede municipal tem feito que muitas direções de escola coloquem equipamentos de vídeo - não nos banheiros - em pátios e corredores para tentar suprir a carência de funcionários administrativos para controlar o transito e a entrada de alunos nas escolas.
O sindicato entende que a SEEDUC e o governo do estado são os principais responsáveis pelo acontecimento de fatos como estes. Se as escolas tivessem mais segurança e mais funcionários certamente tais fatos não estariam ocupando o espaço do noticiário.
ATENDIMENTO NO SEPE CENTRAL – NÚCLEOS E REGIONAIS DO SEPE
HORÁRIO de atendimento no SEPE/RJ: 09:00 às 18:00 h, de 2ª a 6ª - Rua Evaristo da Veiga n. 55 – 7º andar – Centro – Rio de Janeiro.
Telefone: 21950450 – ramal 471.
Falar com Flávia ou Rafaela.
Além de não ir, Porto não enviou nenhum representante da secretaria à reunião. Por causa da ausência da secretária, os deputados não realizaram a audiência e anunciaram que convocarão ainda este mês a secretária para uma nova audiência pública. Tereza Porto não informou porque faltou à reunião. Representantes de duas escolas estaduais de Duque de Caxias, entre elas a Guadalajara, compareceram à audiência e se decepcionaram com a ausência do governo. Este ano, o governador Sergio Cabral deixou mais de 120 mil servidores da educação sem reajuste salarial. Além disso, sua secretária se recusa sequer a discutir com o Poder Legislativo e o Sepe. O professor de uma escola estadual recebe como piso salarial apenas R$ 584. Já o funcionário administrativo recebe um piso de R$ 415,00 – menor que o salário mínimo naciona. Por causa dos baixos salários, muitos profissionais pedem demissão ou aceleram sua aposentadoria - um estudo do Sepe no Diário Oficial do estado confirmou que ano passado cerca de 20 professores e 4 funcionários saíram das escolas por dia! O Sepe está negociando com a Comissão de Educação da Alerj uma denúncia conjunta no Ministério Público contra o descumprimento dos planos de carreira da educação (incluindo o de funcionários, que está congelado); o Sepe e a comissão também discutem uma ação civil pública contra o governo, que seria assinada por representantes de diversos partidos.
Para o Sepe, a preocupação central com estes índices de desenvolvimento da educação, seja em qualquer nível (federal, municipal ou estadual), tem um caráter principal: retirar das mãos do governo a responsabilidade para com o ensino público; provar que a educação alcançou índices melhores não porque o governo aumentou o número de concursados nas escolas; não porque os salários aumentaram e o professor pode se dedicar mais; não porque o governo investiu mais na educação. Simplesmente querem induzir os profissionais a que esqueçam tudo aquilo que aprenderam; tudo o que significa ensinar. Assim, tentam retirar toda a autonomia de suas aulas.
1) Campanha salarial prossegue, com os seguintes objetivos: antecipação de outras parcelas do Nova Escola; descongelamento por formação e possibilidade de recuperação de perdas salariais.
2) Calendário:
- 14 de agosto: Conselho deliberativo (sábado), às 10h, no auditório do SINDJUSTIÇA (Travessa do Paço, 23, 13o andar – Praça XV);
-14/08: Assembléia geral dos profissionais da educação da rede estadual, às 14h, no auditório do
INDJUSTIÇA
– conselhos das redes municipais do interior, data e local a serem definidos na próxima reunião de diretoria.
-11/08: Ato dos funcionários na Alerj.
3) Sobre as denúncias dos problemas enfrentados pela direção do Sepe Magé: a direção estadual, em conjunto com a direção de Magé, vai preparar um dossiê denunciando as perseguições do governo local ao sindicato e aos seus dirigentes, cobrando a intervenção do Conselho Estadual de Educação/RJ, Comissão de Educação da Alerj, Comissão de Direitos Humanos da Alerj, todos os deputados estaduais, Ministério Público – setor educação e Direitos Humanos, Ouvidoria do Estado, Anistia Internacional e Secretaria Nacional dos Direitos Humanos; ainda sobre Magé, foi aprovado recuperarmos a ação judicial anterior do Sepe sobre garantia do trabalho sindical e marcar um ato público em Magé em conjunto com a direção local para entrega da carta sindical formalmente. A comissão formada inclui os coordenadores gerais (ou seus eventuais substitutos indicados), com o conjunto dos diretores do núcleo e mais outros diretores que quiserem, da direção estadual.
4) Sobre a luta dos funcionários administrativos: aprovada a manutenção das reuniões quinzenais do coletivo com a garantia de pagamento de passagem e almoço para três representantes de cada núcleo/regional; aprovado o ato de funcionários administrativos no dia 11/08 (quarta-feira), em frente a ALERJ;
5) Aprovada “Campanha de avaliação do governo e resgate da escola pública”.
6) Sobre o projeto conexão: manter o abaixo assinado, audiências com o MP com ação imediata do DJ sobre o tema; fazer o cadastro de professores docentes II, levantamento da distribuição de laptops, reproduzir mais material sobre o “conexão” nesta próxima semana.
7) Fórum do Sepe para reunir e organizar os conselheiros representantes do sindicato nos conselhos municipais de educação, alimentação e Fundeb. A direção irá marcar uma data para a realização deste fórum, no próximo semestre;
8) Reafirmamos a luta em defesa do IASERJ nos nossos eixos de luta. A próxima reunião de direção vai abordar a forma de participação do Sepe nesta campanha do IASERJ em conjunto com o Muspe.