No site da PMCG consta matéria que o município aderiu ao Programa Mais Educação do governo Federal e oferecerá em 32 escolas atividades em tempo integral, com aulas de reforço, práticas esportivas, teatro, dança e aula de música, alunos das escolas municipais que estavam ou estão com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Pois bem, esperamos que o município realmente tenha aderido ao Programa Mais Educação, objetivando melhorar a qualidade da educação aos munícipes e não apenas para aumentar os recursos financeiros repassados do governo federal ao município. Segundo as más línguas, algumas escolas inseridas no programa poderão receber R$ 70.000,00 mensais.
O que deixa este blogueiro meio “encucado” e muito desconfiado, é que o município sem oferecer aulas em tempo integral, já tem um déficit de mais de 7 mil vagas aos alunos tendo que recorrer as escolas privadas através de convenio de bolsas para suprir a demanda.
Onde estes alunos que serão contemplados pelo Programa Mais Educação irão estudar em tempo integral, já que o município não construiu escolas para suprir a demanda?
Mesmo com atividades diferenciadas, os alunos precisarão de espaço para o desenvolvimento dessas tarefas, ou não?
Quem serão os profissionais que estarão atuando neste programa e de que forma foram selecionados?
Como em Campos parece que tudo se transforma em “instrumento”, massa de manobra nas mãos dos politiqueiros, não é de se estranhar que esses monitores que serão selecionados para trabalhar no projeto ampliem o curral eleitoral.
O risco é de que, mais um a vez, a educação seja usada como área de influência política/ partidária elucidando os antigos tempos do voto de cabresto, já que esses monitores, de acordo com o que sugere o programa, deverão ser pessoas da comunidade, provavelmente, sem possuem vínculo empregatício com a prefeitura, o que torna viável a “política da troca de favores”.
Contudo, esperamos que essa seja apenas uma análise hipotética que não venha a se concretizar, jogando a educação do município em segundo plano em detrimento de causas políticas.