5 de maio de 2011

Evento gratuito no Fórum de Campos dos Goytacazes/RJ


Data: 16 de maio de 2011

Horário: 13 às 17h30min

Local: Fórum Maria Tereza Gusmão Andrade, Av. XV de Novembro, 289, 4° andar - Salão do Júri, Centro, Campos dos Goytacazes - RJ.

1º Momento

Abertura: Dr. Paulo Assed Estefan, Juiz Diretor do Fórum de Campos.

2º Momento: Mesa - Inclusão Escolar: Políticas e Garantias

Dr. Joiran Medeiros da Silva - Coordenador Geral de Avaliação e Apoio a Programas e Projetos em Educação Especial do Ministério da Educação (MEC); Dr. Heitor Carvalho Campinho - Juiz Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso e Juiz Dirigente do 6° NUR; Dr. Márcio Pacheco - Deputado Estadual, Presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência - ALERJ. Coordenador da mesa: Dr. Décio Nascimento Guimarães - Técnico de Atividade Judiciária (TJ/RJ), Pedagogo, Orientador Educacional, Pesquisador em Educação Inclusiva.

3º Momento: Mesa - Inclusão Escolar: Estratégias e Possibilidades

* Superdotados:

Dra. Cristina M. C. Delou - Presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação, Psicóloga, Doutora em Educação, Profª Associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF)

* Deficiências:

Dr. Décio Nascimento Guimarães - Técnico de Atividade Judiciária (TJ/RJ), Pedagogo, Orientador Educacional, Pesquisador em Educação Inclusiva

* Transtornos Neurocomportamentais:

Dr. Irineu Dias da Silva, Médico, Especialista em Saúde Mental da Infância e Adolescência. Coordenadora da mesa: Drª Giséle Pessin - Psicóloga Escolar da Prefeitura Municipal de São João da Barra.

4º Momento: Inclusão na Prática: Experiências

Dra. Vanessa Andrade - Psicóloga, Consultora em Acessibilidade, Coordenadora de Acessibilidade da UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) Virtual.

Inscrições: www.culturaesaber.com

Informações: (22) 2737-9600 / decion@tjrj.jus.br

Realização: Direção do Fórum de Campos dos Goytacazes e Instituto Cultura e Saber

Apoio: Instituto Palmares e ABATERJ

Inscrições no Link abaixo:

http://www.culturaesaber.com/page_4.html


SENADO APROVA AMPLIAÇÃO DA JORNADA ESCOLAR (DE 800 PARA 960 HORAS)

O projeto deve passar, ainda, pela Câmara Federal e pela sanção da Presidência da República. Mas o Senado aprovou a ampliação das 800 horas anuais (definidas na LDBEn) para 960 horas. Também aprovou a exigência de 75% para 80% de frequência dos alunos do ensino básico para serem aprovados (na prática, significa que os alunos terão que assistir um mínimo de 768 horas/ano de atividades educativas.
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Esta decisão acaba por dar mais um passo na direção da implantação nacional da escola em tempo integral. E pode superar esta equivocada noção que língua portuguesa e matemática são básicas para a formação dos alunos. Este pragmatismo reducionista da inteligência humana (e seu desenvolvimento) não resistirá a uma carga horária ampliada. Felizmente, música, esporte, atividades sociais, teatro, xadrez, entre outras, terão que ser incluídas na programação curricular.
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Só espero que pensem em tempo de planejamento coletivo. Professor não pode ser contratado para apenas dar aulas. Precisa pesquisas (seus alunos e suas famílias, inclusive) e formular ações integradas entre várias disciplinas.

A MERITOCRACIA E O ILUSIONISMO

Nas Fatecs e escolas técnicas de São Paulo, quem aprova mais alunos recebe maior bonificação. Para especialista da Unicamp, modelo gera corrupção no sistema.
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Sem reajuste salarial desde 2005 e descontentes com os critérios usados para o pagamento da chamada “bonificação por resultados”, professores das escolas técnicas (Etecs) e faculdades de tecnologia (Fatecs) do estado de São Paulo ameaçam entrar em greve nas próximas semanas (Clique aqui para ler a reportagem publicada na edição impressa de CartaCapital).
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Uma das principais queixas foi a inclusão, em 2007, de critérios de produtividade para a concessão do benefício aos docentes. Quem aprova mais alunos, recebe um bônus maior. Especialista em avaliação, Luiz Carlos Freitas, professor de Educação da Unicamp, afirma que o modelo gera corrupção no sistema. Confira a entrevista concedida a CartaCapital.
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CartaCapital: Como o senhor avalia essa política de bonificação instituída na rede pública paulista?
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Luiz Carlos de Freitas: A ideia da bonificação é importada da iniciativa privada.
Os reformadores empresariais da educação acreditam que a educação é uma atividade como qualquer outra, passível de ser administrada pelos critérios da iniciativa privada, ou seja, a escola é vista como se fosse igual a uma pequena empresa. Para este pensamento, o problema educacional se resolve com um choque de gestão. Uma empresa vai bem quando os lucros aumentam, e na escola, o equivalente aos lucros são os resultados dos testes. Se eles aumentam, então a escola vai bem, logo seus profissionais merecem um bonus, se as notas não aumentam, então alguém tem que ser responsabilizado, ou seja, demitido – tal como s e fosse uma fábrica de sapatos. Ocorre que não há intercambiabilidade entre a área dos negócios e a área da educação. São lógicas diferentes. No mercado há ganhadores e perdedores e os ganhadores não têm que se preocupar com os perdedores. A educação é um direito de todos e temos que nos responsabilizar pelo avanço de todos. São lógicas incompatíveis. Os testes ganham então uma relevância extraordinária. Há, entretanto, um princípio antigo, de Campbell, que diz que quanto mais um indicador social é usado para controle, mais ele distorce e corrompe o processo social que ele tenta monitorar.
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CC: Por que o senhor acredita que o sistema de bonificação por resultados, como o implantado em São Paulo, gera corrupção no interior das redes de ensino?
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LCF:
Há muitos exemplos que comprovam isso. Recentemente, Beverly Hall, Superintendente do sistema educacional de Atlanta nos EUA foi demitida do seu cargo em função de que uma investigação governamental encontrou fraude na avaliação de 58 escolas públicas de Atlanta. Na Cidade de Nova York, John Klein deixou o cargo de Superintendente depois que em junho do ano passado a bolha de desempenho da cidade de Nova York explodiu mostrando que as altas notas que os alunos estavam tirando nas escolas estavam infladas.Cathleen Black, que o sucedeu, vindo de um posto bem sucedido na iniciativa privada (Hearst Magazines) conseguiu ficar apenas três meses no cargo e foi demitida no começo de abril. Black não conseguiu administrar o sistema de educação da cidade de Nova York pois não dominava o mundo educacional, apenas era uma gestora bem sucedida no campo da iniciativa privada. Entre suas gafes está sua recomendação de que as sala de aulas superlotadas de alunos poderiam ser mudadas se houvesse mais controle de natalidade. Isso tudo mostra que entre o mundo dos negócios e o mundo da educação há uma grande distância. A escola não é uma pequena empresa.
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CC: O sindicato dos professores do ensino técnico afirma que a bonificação tem sido usada como desculpa para a falta de reajustes salariais nos últimos anos e que o sistema leva em conta critérios que não dependem só do docente, como evasão escolar e aprovação dos alunos. Essas críticas procedem?
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LCF:
Procedem. Em geral, todos admitem que mais de 50% das variáveis que explicam o bom rendimento do aluno se deve a fatores que estão fora da escola. Entretanto, na hora de pensar nas soluções para aumentar o rendimento dos alunos isto é esquecido e se pensa exclusivamente em termos de variáveis intraescolares, em especial o papel do professor. Isso leva à tentação de aumentar o salário somente para aqueles professores que possam ser associados à melhoria do rendimento de seus alunos, medido em testes, e demitir aqueles que não são associados à melhoria do rendimento do aluno. Por isso, os defensores destas políticas são contra o aumento salarial para todos e são igualmente contra a estabilidade do emprego do professor, pois precisam ameaçar com a demissão ou com o não pagamento de bônus .
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CC: Ao incluir como critério do bônus a “produtividade”, isto é, o número de alunos aprovados em relação ao total de matrículas, isso não provoca distorções na avaliação dos alunos?
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LCF:
A prática diz que sim, como relatei acima no caso de Atlanta nos EUA. Mesmo no caso do Estado de São Paulo, com a aplicação da avaliação do SARESP para rede regular de ensino, esta interferência da avaliação tem sido detectada. Há ainda a questão do aumento de simulados no interior das redes que acaba por tomar tempo precioso da aprendizagem dos alunos que acaba sendo substituido por treino para as provas. Aprendizagem é algo diferente de ser treinado para se sair bem em testes. É corrente nos Estados Unidos o fato de que há estados que rebaixam as exigências nos testes locais para que seus alunos possam se sair bem e então acessarem verbas federais.
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CC: No Brasil, há experiências de escolas charter (administradas pela iniciativa privada) no sistema público? De que forma esse tipo de iniciativa está associada à política de bonificação e quais são os riscos dessa aposta?
LCF:
No Brasil a experiência mais próxima deste conceito foi feita em Recife, Pernambuco, no ensino médio, embora tenha sido interrompida. Não há uma avaliação independente dos resultados desta experiência. A única avaliação foi feita por uma agência que atua na própria divulgação da ideia o que torna a avaliação suspeita. As avaliações feitas nos Estados Unidos sobre as escolas charters não são alentadoras. No caso americano, quando as escolas não conseguem fazer com que seus alunos melhorem nos testes, elas podem ser fechadas e transferidas à iniciativa privada por meio de contrato de gestão (escolas charters), em um processo que está previsto em sua lei de responsabilidade educacional. Tal lei, aprovada em 2001, previa que em 2014 todas as escolas americanas deveriam ter seus alunos na categoria de “proficientes” em leitura e matemática. Há um mês o Ministro de Educação americano afirmou que 80% das escolas dos EUA não estarão em condições de cumprir esta meta. Ou seja, a lei serviu unicamente para promover a privatização do sistema público de educação americano, destruindo-o com a implantação de escolas administradas por contrato de gestão. Antes destas medidas, os EUA estavam na média do PISA – o programa de avaliação de estudantes da OCDE – e depois destas medidas, no PISA de 2009, o país continua na média.
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CC: Que lição fica para o Brasil?
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LCF:
As escolas charter não levaram os americanos a uma melhor posição educacional. Nos testes nacionais igualmente não houve melhora e há quem diga que até piorou. Portanto, estas ações que são no Brasil alardeadas pelos reformadores empresariais como o Movimento todos pela Educação e o Movimento Parceiros da Educação não se mostraram com condições de melhorar a educação no país que mais fez uso destas medidas. Por que devemos acreditar que fariam diferença no Brasil? Aliás, o Brasil vem melhorando no PISA sem ter que recorrer a tais medidas.
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A JUVENTUDE NEGRA QUER VIVER!

O Fórum Nacional de Juventude Negra, lançou no dia 28 de janeiro durante a edição 2009 do Fórum Social Mundial, realizada na cidade de Belém no Pará, a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra.


A Campanha é fruto de um processo de articulação nacional da juventude negra brasileira reunida durante o I Encontro Nacional de Juventude Negra, em 2007 na Bahia. A Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra surge como um instrumento de luta e discussão com a sociedade brasileira sobre um modelo de segurança pública, que respeite os direitos humanos, e seja compatível com um Estado democrático e de Direito, reduzindo assim, o alto índice de violência contra a população negra, especialmente jovens negros e negras.

A atividade foi realizada durante o Dia da Pan-Amazônia, dedicado a levar ao mundo as vozes da Amazônia, evidenciando 500 anos de resistência, conquistas e perspectivas africanas, indígenas e populares. Os dados para a violência na região amazônica do país são alarmantes, dos 100 municípios com maiores índices de desmatamento, 61 estão entre os que apresentam as maiores taxas de assassinatos no país, de acordo com o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/02/27/materia.2007-02....


Entre os municípios que figuram nas duas listas, 28 estão no Mato Grosso, 21 no Pará, oito em Rondônia e dois no Maranhão.

A violência é um dos maiores problemas enfrentados pela sociedade brasileira, fruto de condições sócio-econômicas profundamente desiguais, de corrupção e de uma tradição de impunidade.


"O racismo não vai deixar de existir, precisamos criar políticas de enfrentamento a ele. Apoiamos a luta da juventude negra, precisamos salvar os nossos jovens", enfatizou o Babalorixá Edson de Oxossi, integrante da organização paraense CEDENPA, durante a atividade.

"O racismo presente na sociedade impede a população negra, principalmente sua juventude, de acessar uma educação de qualidade, acesso no serviço público de saúde, e principalmente se materializa na violência diária sofrida pelos jovens negros... precisamos viver". (coordenador do Fórum de Juventude Negra do Pará).

Apesar dos avanços na legislação de proteção aos direitos humanos, os índices de homicídios contra a juventude permanecem elevados e alguns deles cresceram ainda mais nos últimos anos. Pesquisas recentes têm demonstrado que é o
homem, jovem e negro a vítima preferencial da violência.
No início de 2006,
a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou dados sobre o genocídio praticado pelo estado brasileiro contra sua juventude. O Brasil ficou conhecido como o país que mais mata jovens no mundo, sendo que a imensa maioria destes(as) jovens são negros(as).
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De acordo com o Mapa da Violência: Os jovens da América Latina, as taxas de violência da América Latina para o conjunto da população são dezesseis vezes maiores que as taxas européias, quando se trata de vítimas jovens, viram 31 vezes maiores. Historicamente, os pólos dinâmicos da violência encontravam-se localizados na América do Sul, principalmente na Colômbia e no Brasil. Apesar de não ser totalmente correto, nas últimas décadas a violência na América Latina virou sinônimo de tráfico de drogas, com seu aparelho criminal
infiltrado nas diversas instâncias da sociedade civil e política e seus assentamentos territoriais. As alternativas a esse cenário são a promoção de políticas e estratégias que estimulem a plena inserção e um papel protagônico para os(as) jovens. Estratégias que promovam o conhecimento, a revalorização e o fortalecimento da identidade juvenil e sua participação, como setor ativo e consciente da construção da cidadania e do desenvolvimento dos países.

A Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra visa despertar uma reflexão sobre o valor da vida humana e das práticas discriminatórias predominantes na sociedade, fortalecer, impulsionar e disseminar as discussões sobre violência e segurança pública através do olhar da juventude negra.



*Thais Zimbwe é jornalista, corresponde do Portal Mundo Negro

CNE APROVA DIRETRIZES QUE FLEXIBILIZAM ENSINO MÉDIO

Cada sistema de ensino ou escola poderá montar disciplinas conforme o interesse da escola, com ênfases variadas
Cinthia Rodrigues
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O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta quarta novas diretrizes para o ensino médio. A resolução vai dar liberdade a escolas e sistemas de ensino para que montem a grade curricular mais interessante aos alunos com ênfase em trabalho, ciência e tecnologia e cultura. Emendas serão feitas ao texto original, mas segundo a assessoria do órgão elas apenas esclarecem pontos e não alteram o conteúdo.
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A expectativa é que as= novas diretrizes criem diversidade de projetos que atraiam os jovens em instituições públicas e privadas. Uma escola pode ter um projeto político pedagógico que enfatiza música, outra física, outra comunicação e o que mais a equipe achar que a comunidade precisa. “Cada escola ou sistema está liberado para dar mais tempo a uma ou outra área sem se prender a cargas horárias. Tem que ensinar matemática, português e outros conteúdos sim, mas pode ser dentro de um projeto sobre o que for melhor para a comunidade, pode ser uma hora ou 200 horas”, explicou o relator da proposta, José Fernandes de Lima. O texto segue agora para homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad e deve ser publicado em algumas semanas.
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A flexibilização é uma proposta do conselho debatida há 8 meses e que sugere aprendizado por projetos e uma divisão menos rigorosa de disciplinas. Os Estados – responsáveis por 90% das matrículas nesta etapa – já haviam aprovado o projeto apresentado em janeiro. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma, disse que é “muito favorável” ao agrupamento de disciplinas.
O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados conclui os estudos e 10% aprende o que seria o mínimo adequado segundo as expectativas vigentes.
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Aprovadas as diretrizes, novas expectativas de aprendizagem devem ser produzidas menos baseadas em conteúdos muito específicos. Será promovido um debate em todos os Estados para formular quais devem ser as bases mínimas esperadas.
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Mais tempo
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Um dia antes, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto de lei aumenta em 20% o tempo de aula anual em todas as etapas, inclusive no ensino médio. As novas diretrizes apóiam esta ampliação e sugerem que parte das horas a mais seja de aulas fora da sala de aula.
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Ensino técnico
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Na semana passada, um programa de ampliação de vagas em escolas técnicas por meio de financiamento e bolsas, o Pronatec, foi lançado pelo ministro e a presidenta Dilma Rousseff. Apesar de reconhecer a importância do preparo para o mercado de trabalho, educadores questionaram que essa não era a solução para a etapa, que precisava de um currículo mais variado.
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29 de abril de 2011

E.M. TASSO DE OLIVEIRA - O IMPOSSÍVEL RETORNO

Gabriel Perissé
A escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, foi palco de um holocausto. Os danos psicológicos que alunos, seus pais e professores estão sofrendo jamais serão superados. Escola massacrada, escola estigmatizada.
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Quem teria estrutura psicológica para retornar ao local de um massacre e, nele, voltar a estudar e lecionar, voltar a brincar e fazer planos para o futuro? Qual criança poderá descer e subir novamente as escadas, sem vê-las como um mar de sangue?
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Não se trata de um caso de polícia simplesmente. Não se trata de instalar detectores de metal e câmeras de vídeo; serão tão úteis ou inúteis como as que existem em bancos e outras instituições. De nada adianta pintar as paredes com novas cores. Celebrar cultos ecumênicos. Promover shows ou levar jogadores de futebol para visitar as vítimas. Nada disso vai alterar o passado. Pesadelos não podem ser controlados da noite para o dia.
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João Ubaldo Ribeiro, no domingo (Estado de S.Paulo, 17/04), descreveu a dor e o sofrimento que se abateram sobre aquela comunidade escolar e sobre nós:
"Coitados de tantos jovens trucidados bárbara e sadicamente, coitadas das mães que jamais se recuperarão do golpe recebido, coitados dos pais cujo sofrimento jamais cessará, coitados dos sobreviventes que jamais deixarão de carregar essa lembrança de terror, coitados de nós todos, lançados no horror de tanta aflição, participantes, mesmo muito distantes, da tragédia."
Postura solidária
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Em inúmeras entrevistas e matérias, fica evidente que as crianças temem andar de novo por aqueles corredores, frequentar aquelas salas e reviver, na memória, o encontro cara a cara com a loucura e a morte.
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O fácil (e frio) discurso da superação é insuficiente. Por que o poder público carioca quer forçar o retorno às aulas neste prédio, a rápida recuperação da escola e da vizinhança? Tangencia-se o cinismo. Por que fazer de conta que tudo voltará à normalidade? Esquecer a história? A escola massacrada deveria se transformar agora num memorial da paz, num local para se refletir sobre temas da educação contemporânea: tolerância, inclusão, bullying...
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Que os alunos e professores sejam transferidos, em respeito à dor que sentem, à angústia, ao medo. Que a escola Tasso da Silveira seja realmente reinventada, mais do que maquiada. Que suas instalações recebam outro significado social e novas funções. Que se torne símbolo de uma postura solidária e humanitária!
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FONTE:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=638JDB004

ESCOLA ABERTA PARA A COMUNIDADE

WILMA LÚCIA RODRIGUES PESSOA

Vejo na TV o discurso pretensiosamente progressista de que a escola deve estar "aberta para a comunidade". Que escola? Aberta como?

Vivemos tempos neoliberais, de abandono do coletivo, de extremo individualismo, vivemos o tempo do darwinismo social. A escola não está imune, nem as famílias. A agressividade e a competitividade adentram a escola estimulados pelo aluno empreendedor, do professor "reflexivo", da escola produtivista, com mais horas de aula e menos professores, menos conteúdo, da aprovação automática (ou semi-automática, como queiram). Da desvalorização do profissional da educação e da ode aos "amigos das escolas".

A Escola deve estar aberta para entrada de recursos que a qualifiquem para dar o melhor aos seus estudantes. A Escola deve estar aberta para que entre a boa merenda, a boa hora de aula, o bom profissional bem remunerado e concursado. A Escola deve estar aberta para uma boa biblioteca e bons equipamentos didáticos, deve estar aberta para o conforto dos alunos e dos professores na hora da aula.

A parte administrativa da Escola deve estar aberta para o público, mas não deve servir de porta de acesso descontrolado para que qualquer um circule a qualquer momento no espaço reservado as atividades de ensino. A parte administrativa não deve dar acesso a parte das atividades de ensino. Deve haver inspetores, psicólogos, médicos, dentistas, fonoaudiólogos, especialistas que cuidem dos nossos alunos e treinem nossos profissionais de educação para perceber quando um aluno precisa de um cuidado especial, para encaminhá-lo a um tratamento adequado que o ajude a superar suas dificuldades.

A Escola deve estar aberta para que os familiares e profissionais da educação se reúnam e reflitam sobre o que é preciso fazer para melhorá-la, para se unir e reivindicar.

A Escola deve estar fechada para as Cláudias Costins da vida, carreiristas sem compromisso com a sociedade e sim com seus pares de governo no desmonte dos serviços públicos, dos nossos sonhos e dos nossos filhos.

Vamos abraçar a Escola todo o aniversário do massacre de Realengo para protestar contra esse abandono em que lançaram a educação e nossas crianças, contra o ataque cotidiano dos governos aos que trabalham na Escola e por ela. Em memória de todos os nossos lutadores que se foram, de nossas vítimas e por um futuro melhor.

Em memória do companheiro Eduardo e das vítimas do Realengo.

A VERDADE SOBRE O ALFA E BETO

DO BLOG PALAVRAS ACESAS
por Graciete Santana
www.gracietesantana.blogspot.com
Colegas
Na reunião do CME, dia 13/04 , foi apresentado por Ana Paula excelente trabalho sobre
alunos com distorção idade/série e a necessidade de um programa direcionado aos,
aproximadamente, 9 mil alunos da rede que se encontram neste perfil.
Na ocasião foi apresentado - já em processo de negociação - o Instituto Alfa e Beto como
instituição que irá trazer para Campos um programa pronto e com o qual o SEPE não tem
acordo devido à problemas já detectados em outros municípios, como estes a seguir:
RJ: Cartilha gera polêmica em escolas (alfa e beto)
Material escolar com palavra de duplo sentido leva Sindicato Estadual dos Profissionais de
Educação do Rio de Janeiro a denunciar a prefeitura ao MP.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) vai
denunciar a Prefeitura do Rio de Janeiro ao Ministério Público estadual por conta da
cartilha que começou a ser distribuída este ano na rede municipal de ensino para ser
trabalhada com crianças do ensino fundamental. À parte as divergências pedagógicas, o
Sepe declarou guerra ao uso da palavra "chaninha" em um dos textos que fazem parte do
material. Para o Instituto Alfa e Beto, que desenvolveu o kit vendido ao município, o
diminutivo é um regionalismo que significa chinelo. Para o sindicato, é um jeito
obsceno e grosseiro de se referir ao órgão sexual feminino. O Sepe vai juntar à
denúncia análises feitas por professores de língua portuguesa.
Fonte: O Globo (RJ), Carla Rocha – 31/03/2010
A fábula dos burros de São Gonçalo - Instituto Alfa e Beto
A adoção, pelo Município de São Gonçalo, do programa de alfabetização desenvolvido
pelo Instituto Alfa Beto, liderado por João Batista de Oliveira, vem provocando uma série
de reações agressivas por parte do Sindicato Estadual dos Professores de Educação do
Rio de Janeiro.
O ataque começou com uma nota “plantada” na coluna de Alcelmo Gois no O
Globo (16/5/2007) dando a entender que os alunos estavam sendo forçados a dizer que
eram burros (quando na realidade era uma brincadeira associada ao processo de
aprendizagem), e continua com uma série de acusações e denúncias ao Ministério
Público, por supostas irregularidades, conforme O Globo de hoje, 17/05/2007.
A acusação principal é que o método adotado utiliza o recurso da repetição, que os
professores consideram “ultrapassado”, mas que, segundo João Batista, é essencial para
a consolidação dos conhecimentos. Segundo a professora Maria Tereza Goudard Tavares,
da Faculdade de Formação de Professores da UERJ, conforme a matéria do jornal, o
problema é que “os professores são transformados em repetidores” (ou seja, devem
trabalhar conforme um método sistemático e comprovado, e não de qualquer
maneira), e que São Gonçalo tem outros problemas: “faltam recursos para laboratórios de
informática e muitas escolas nem sequer têm quadras esportivas”, diz ela.
Os resultados de São Gonçalo na Prova Brasil, do Ministério da Educação,
mostram que o desempenho dos alunos das escolas da cidade, educados até agora
conforme as pedagogias mais “modernas” estão abaixo da média do Estado do Rio,
que já é ruim quando comparado a outros Estados do Centro-Sul. Quem sabe que,
com mais quadras esportivas e laboratórios de informática, a qualidade melhora?…
Chaninha' gera polêmica em escolas do Rio-INSTITUTO ALFA E BETO
RIO - Um palavrão ou uma palavrinha? A polêmica está lançada. O Sindicato
Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) vai denunciar a prefeitura ao
Ministério Público estadual por causa da cartilha que começou a ser distribuída este ano
na rede municipal. À parte as divergências pedagógicas - que são muitas -, o Sepe
declarou guerra ao uso da palavra "chaninha" em um dos textos que fazem parte do
material. Para o Instituto Alfa e Beto de Brasília, que desenvolveu o kit vendido ao
município, o singelo diminutivo é um regionalismo que significa chinelo; para o sindicato, é
um jeito obsceno e grosseiro de se referir ao órgão sexual feminino.
A coluna de Ancelmo Góis noticiou nesta terça-feira que o Sepe estava disposto a ir
à Justiça. A diretora do sindicato, Maristela Abreu, afirma que o projeto pedagógico é
ultrapassado:
- Foi dinheiro jogado fora. É um retrocesso educacional. Alguns textos são surreais - afirma
Maristela, rebatendo o argumento de que se trata de regionalismo. - O material didático
não pode servir de piada entre os alunos ou favorecer situações humilhantes. Segundo
Maristela, o sindicato não conseguiu obter uma cópia da cartilha que cita a palavra
"chaninha". O texto seria: "Minha chaninha cheira mal. Cheira a chulé". Vale destacar:
como se trata de gíria, o palavrão ou a palavrinha da discórdia poderiam ser
grafados tanto com x quanto com ch. O professor de português, Sérgio Nogueira,
acha que os autores devem ter mais cuidado com textos que vão para todo o país,
em especial se voltados para educação: - Houve descuido. Eu não usaria, por
exemplo, no Pará ou no Maranhã, a palavra rapariga numa cartilha porque lá
significa prostituta.
O Sepe vai juntar à denúncia análises feitas por professores de língua portuguesa.
A diretora Maristela adianta que serão apresentadas uma série de razões para impedir o
uso do material. Entre elas, o fato de se utilizar o método fonético na alfabetização, que o
Sepe considera ultrapassado, e outros tantos exercícios e textos propostos para a
educação infantil e a alfabetização.
- Há exercícios absurdos. Um deles, para crianças de 4 e 5 anos, pergunta qual é o lugar
mais frio, se a Patagônia ou a Groenlândia. Outro, inicia o aprendizado das horas com o
ponteiro dos segundos!
A briga em torno do kit do Instituto Alfa e Beto, de Brasília, é longa. Antes, em
São Gonçalo, o motivo da discórdia foi uma brincadeira com rimas. Eis os
versinhos: "Fui andando pelo caminho. /Éramos três/ Comigo quatro /Subimos os
três no morro/ Comigo quatro/ Encontramos três burros/Comigo quatro." Na
denúncia, foi dito que a leitura deixava professores e alunos em situação
humilhante.
Diretor do Instituto Alfa e Beto, o educador João Batista de Oliveira rebate as
acusações e diz que o problema em São Gonçalo girava em torno de um texto consagrado
de Cecília Meireles. Ele vê patrulhamento nas críticas e interesses políticos:
- Além disso, proibir palavras que possam ter conotação diferente em algum lugar é erro
de entendimento da língua. O professor está em sala de aula para lidar com essas
questões e não para fazer patrulhamento ideológico. Não podem impor um filtro e ignorar a
dinâmica da língua.
A Secretaria municipal de Educação informou que o programa Alfa e Beto destinase
à alfabetização de crianças do ensino fundamental e apresenta metodologia pautada no
método fônico, mundialmente utilizado com sucesso na aprendizagem da leitura e da
escrita. O ponto de partida desse método são os fonemas da língua e sua grafia. Ainda
segundo a secretaria, o investimento na nova metodologia foi de aproximadamente R$ 526
mil.
FONTE: http://oglobo.globo.com/ rio/mat/2010/03/30/chaninha- gera-polemica-em-escolasdo-
rio-916217620.asp

A FALÁCIA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL EM CAMPOS

Profissionais conhecem Programa de Correção de Fluxo Escolar


- O Programa de Correção de Fluxo Escolar acontecerá em duas etapas: para alfabetizar e acelerar a aprendizagem dos alunos. O município atuará em parceria com o Instituto Alfa e Beto. Ele foi um dos indicados pelo Ministério da Educação (MEC) e escolhido pelo município, porque possui um dos melhores métodos na linha fônica, utilizada na estimulação da cognição dos alunos. Estamos reunindo com os diretores porque para realização e eficácia do programa será necessária união de todos; profissionais da (SMEC), da unidade escolar e da família dos alunos - disse Chardelli.

Matéria Completa:

OS IDEAIS DE EDUARDO MANOEL DA SILVA NÃO MORRERAM COM ELE

POR UM SEPE CLASSISTA E NÃO CORPORATIVISTA.

POR UM SEPE QUE ATENDA OS ANSEIOS E DEMANDAS DO PROLETARIADO, E NÃO DA PEQUENA BURGUESIA, CUJO PRINCÍPIO É A COLABORAÇÃO DE CLASSES.

DEVEMOS APROVEITAR O NOSSO 13º CONGRESSO E ROMPER DE UMA VEZ COM ESTA IDEOLOGIA ,E CONTINUARMOS A SEGUIR A NOSSA CONCEPÇÃO DO QUE SEJA SINDICALISMO EXPOSTO EM NOSSO BLOG E NA COMUNIDADE "LUTA PELA EDUCAÇÃO":

“Ao separar a luta econômica, e meramente sindical, da luta política mais geral, a maioria dos sindicatos, ao longo do século XX no Brasil e no mundo, deixaram de cumprir um papel, que apesar de limitado, era e é imprescindível para a luta socialista. A partir da leitura do marxismo clássico, é tarefa dos sindicalistas revolucionários atuais fazer esse balanço e encaminhar ações que procurem pôr em xeque o sistema capitalista como um todo, sem se limitar a lutar meramente contra os seus efeitos, mesmo que estes sejam bastante nefastos.”

Teones França

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AO CAMARADA EDUARDO UM POEMA E NOSSO IDEAL EXPRESSO EM UM HINO .

CANÇÃO DA SAÍDA

Se não tens o que comer
como pretendes defender-te
é preciso transformar
todo o estado
até que tenhas o que comer
e então serás teu próprio convidado.

Quando não houver trabalho para ti
como terás de defender-te
é preciso transformar
todo o estado
até que sejas teu próprio empregador.
e então haverá trabalho para ti

se riem de tua fraqueza
como pretendes defender-te?
deves unir-te aos fracos.
e marcharem todos unidos.
então será uma grande força
e ninguém rirá.


BERTOLD BRECHT