11 de maio de 2011

Amigo adorado, Somente quem é seu amigo verdadeiramente pode dizer o quão grande é a sua lealdade,

Amigo adorado,
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Somente quem é seu amigo verdadeiramente pode dizer o quão grande é a sua lealdade, o quanto você é bondoso, despretensioso, puro, carinhoso. Sabe, Eduardo, uso os verbos no presente porque acredito que você apenas passou por um portal e foi para um lugar muito melhor que este, mais leve, mais suave, onde Jesus caminha entre as gentes espalhando luz e graças; um lugar onde seus ideais bordam os espaços do futuro imediato e onde todo o seu trabalho, as humilhações por que passou estão transmutados em cores de arco-íris em flor nos jardins à sua volta, amigo. A saudade, esta sim, é horrível! Não posso apenas ligar pra você agora ou passar um email, porque só ouço e vejo silêncios, embora sinta e saiba que está vivo...
De onde estiver, recebe com carinho este presente de aniversário, sei que é amanhã, dia dez de maio, recebe também o nosso carinho, a nossa amizade e a certeza de que não será esquecido,porque nós, seus amigos - o amamos muito. Deus o abençoe, guie e proteja onde estiver.

Sempre que puder, dá uma olhadinha para nós, que ainda estamos deste lado do portal.
BjsssssRosa vermelha
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"A amizade é um amor que nunca morre.
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."


"Amigo é coisa para se guardar

Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo,

a gente vai se encontrar.

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...



AMIGO

No rumo certo do vento,
amigo é nau de se chegar
em lugar azul.
Amigo é esquina
onde o tempo para
e a Terra não gira,
antes paira,
em doçura contínua.
Oceano tramando sal,
mel inventando fruta,

amigo é estrela sempre
no rumo certo do vento,
com todas as metáforas,
luzes, imagens
que sua condição de estrela contém.




"Com fina linha prateada
o sonhador borda a sua vida:
na fronteira entre o dia e a noite,
entre uma estrela e outra,
uma palavra e sua sombra,
ergue um castelo de vento,
desfralda as bandeiras da paz. "



Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

A todos que gostaram do texto por gentileza ao final assinem o seu nome e repassem aos amigos de Eduardo, pois será uma linda homenagem no dia do seu aniversário, ainda que ele já não esteja mais entre nós. Umgrande abraço a todos.

Maria do Socorro, Luis Ieski. Graciete Santana

ELEIÇÃO PARA DIRETOR

Foi publicado no D.O. do município do dia 06 de maio os critérios para Gestor e Vice-Gestor das escolas municipais de Campos, entretanto o calendário das eleições ainda não foi sequer pensado.

Vale lembrar que o prazo para o processo de eleição - conforme o Plano Municipal de Educação - é o ano de 2011 e, urge que o calendário seja divulgado.

10 de maio de 2011

A EDUCAÇÃO MUNICIPAL EM CRISE

Os professores da rede municipal de Campos sofrem cada vez mais com a intransigência do governo municipal em não cumprir a Lei aprovada em dezembro de 2009 na Câmara sobre as eleições diretas para diretores de escolas.

Tem sido crescente o número de casos de assédio moral dos diretores indicados em relação à professores e funcionários.

O Gestor é o sujeito que, além de administrar a escola deve administrar os conflitos no interior da unidade escolar entretanto, ocorrências mostram que este - muitas das vezes - tem cumprido o triste papel de acirramento dos conflitos, colocando uns contra os outros levando professores a exposição extrema.

Digo isso porque, somente esta semana o SEPE recebeu várias denúncias neste sentido. Numa situação o professor está respondendo processo administrativo e, impedido de realizar o seu trabalho cumpre carga horária ociosa na escola enquanto os alunos ficam privados de suas aulas. Noutra, o diretor perseguidor forneceu dados e documentos a fim de incitar o pai de uma aluna a denunciar a professora na Justiça com argumentos caluniosos.

Além disso, existem escolas acéfalas onde por falta de diretores os auxiliares de secretaria são obrigados a responder pela UA.

Sem contar com as sucessivas nomeações e exonerações de diretores. Alguns por falta de competência, outros por nepotismo.

Com a crise instalada o correto é cumprir o quanto antes a Lei que orienta eleições de diretores em todas as escolas municipais e ponto. Esta é a única saída para devolver autonomia e equilibrio ao ambiente escolar e, garantir à Secretária de Educação uma tranquilidade para realizar a tarefa para a qual foi designada.

Ou é isso ou a crise tende a crescer comprometendo a Educação como um todo.

GRAMSCI E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A COMPREENSÃO DO TRABALHO DOCENTE

Emilia Peixoto vieira
O INTELECTUAL E SUA IMPORTÂNCIA NA SOCIEDADE

Gramsci (1978) apresenta ainda uma formulação teórica bastante atual para a compreensão da sociedade capitalista do século XX e XXI. Ao discutir o processo histórico real de formação das diversas categorias intelectuais, ele o faz entendendo este processo no conjunto geral do sistema de relações sociais. Neste sentido afirma que todo ser humano é intelectual, no entanto, nem todos desempenham esta função na sociedade. Dessa forma, só é possível compreender as atividades intelectuais no contexto em que estas se encontram no conjunto geral das relações sociais.

Desse modo, Gramsci afirma que,

Não existe atividade humana da qual se possa excluir toda intervenção intelectual, não se pode separar o homo faber do homo sapiens. Em suma, todo, homem, fora de sua profissão, desenvolve uma atividade intelectual qualquer, ou seja, é um “filósofo”, um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção do mundo, possui uma linha consciente de conduta moral, contribui assim, para manter ou para modificar uma concepção do mundo, isto é, para promover novas maneiras de pensar (GRAMSCI, 1979, p. 08).

Para Gramsci (1978) o homem é o resultado das relações sociais que estabelece com os outros homens e das relações que trava com a natureza na busca constante de sobrevivência e desenvolvimento. Para existir o homem necessita prover sua própria existência que é o que vai determinar a maneira que ele existe. Nas sociedades capitalistas, essa luta pela sobrevivência é determinada pela divisão da sociedade em classes. Essa divisão de classes vai gerar contraposições, em virtude das relações de força de disputa nos campos material, político e militar.
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Nesse caminho, Gramsci discute o papel dos intelectuais como os que fazem as relações entre as diferentes classes sociais possibilitando uma visão de mundo unitária e homogênea. Mostra-nos nesse sentido, que todas as camadas sociais possuem seus intelectuais, uns sendo profissionais, outros inclusos nesta categoria por participarem de determinada visão de mundo.
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O intelectual caracteriza-se por sua ligação com a estrutura, isto é, com os interesses de uma determinada classe da produção econômica, mas também pelo caráter superestrutural5 de sua função no bloco histórico, dando homogeneidade e consciência de sua função à classe à qual está ligado. O vínculo do intelectual não é, portanto, sua origem social, mas o caráter orgânico que ele desempenha no nível superestrutural. Nesse sentido, todo ser humano é um intelectual fora de sua profissão, pois participa de uma concepção de mundo contribuindo para mantê-la ou modificá-la, promovendo novas maneiras de pensar. A elaboração dessa camada de intelectuais deve ser entendida sempre como resultado dos processos históricos concretos.
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A relação entre os intelectuais e o mundo da produção não é imediata, como é o caso nos grupos sociais fundamentais, mas é “mediatizada”, em diversos graus, por todo o contexto social, pelo conjunto das superestruturas, do qual os intelectuais são precisamente os “funcionários” (GRAMSCI, 1979, p. 10).
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É precisamente por meio dos processos de persuasão, tarefa dos intelectuais, que a supremacia da classe dominante é mantida por longos períodos, uma vez que pelos mecanismos repressivos da sociedade política ela exerce uma dominação pela força, submetendo-os à sua vontade. A impossibilidade de manter essa dominação pelos mecanismos coercitivos por longos períodos, requer, também, o trabalho de persuasão, próprio da sociedade civil, por meio do qual passa-se do exercício da dominação ao exercício da hegemonia6. Isso significa dizer que no capitalismo o intelectual pode vincular-se tanto à burguesia quanto ao operariado, uma vez que sua relação é mediatizada. Desse modo,
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Cada grupo social, nascendo no terreno originário de uma função essencial no mundo da produção econômica, cria para si, ao mesmo tempo, de um modo orgânico, uma ou mais camadas de intelectuais que lhe dão homogeneidade e consciência da própria função, não apenas no campo econômico, mas também no social e no político (GRAMSCI, 1979,
p. 03).
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O conceito de intelectual em Gramsci, portanto, só pode ser compreendido em sua qualidade de ser orgânico, o que significa claramente vincular-se a uma classe fundamental, desempenhando atividades tanto no âmbito da sociedade civil quanto política. A busca da hegemonia do grupo que representa é seu objetivo, a fim de proporcionar-lhe o controle do bloco histórico, isto é, mantendo a relação dialética existente entre a estrutura e a superestrutura. Os intelectuais ligados à classe burguesa são
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As células vivas da sociedade civil e da sociedade política: são eles que elaboram a ideologia da classe dominante, dando-lhe assim consciência de seu papel, e a transformam em “concepção de mundo” que impregna todo o corpo social. No nível da difusão da ideologia, os intelectuais são os encarregados de animar e gerir a “estrutura ideológica” da classe dominante no seio das organizações da sociedade civil (Igrejas, sistema escolar, sindicatos, partidos etc.) e de seu material de difusão (mass media). Funcionários da sociedade civil, os intelectuais são igualmente os agentes da sociedade política, encarregados da gestão do aparelho de Estado e da força armada (homens políticos, funcionários, exército etc.) (PORTELLI, 1977, p. 86).
Gramsci destaca ainda que, a atividade intelectual pode ser diferenciada em graus do ponto de vista intrínseco, que vão produzir uma diferença qualitativa entre os tipos de intelectual que possa existir e de acordo com a atividade exercida na superestrutura.
No mais alto grau, devem ser colocados os criadores das várias ciências, da filosofia, da arte, etc.; no mais baixo, os “administradores” e divulgadores mais modestos da riqueza intelectual já existente, tradicional acumulada (1979, p. 11-12).
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Assim, os intelectuais ligados à classe burguesa são porta-vozes desse grupo ligado ao mundo da produção e tentam imprimir na sociedade maior homogeneidade e consciência da importância dessa classe.
Por outro lado, para Gramsci, o intelectual a serviço da classe trabalhadora tem papel importante no processo da reprodução social, na medida em que ocupa espaço social de decisão prática e teórica, com função de elaborar uma nova cultura, que pode ser entendida também como contra-hegemonia. A organicidade dos intelectuais nessa referência não se reduz apenas a formação de uma vontade coletiva, capaz de adquirir o poder do Estado, mas também a difusão de uma nova concepção de mundo e de comportamento. A possibilidade de se contrapor a hegemonia do grupo dominante requer do intelectual orgânico romper com a sua posição tradicional, e dessa forma, criar mecanismos capazes de relacionar política e hegemonia da classe trabalhadora, contrapondo-se com a classe dominante.
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O que Gramsci (1978) nos mostra é que todos os homens são filósofos, ainda que ao seu modo, inconscientemente, pois em qualquer manifestação de uma atividade intelectual está contida uma determinada concepção do mundo. Assim, existem duas maneiras de lidar com a formação de sua concepção do mundo. Ou o indivíduo participa de uma concepção do mundo imposta pelo ambiente exterior, por vários grupos sociais, nos quais todos estão envolvidos desde sua entrada no mundo consciente, ou elabora a própria concepção do mundo de uma maneira crítica e consciente e, portanto, em ligação com o próprio pensamento, escolhendo a própria esfera de atividade, participando ativamente na produção histórica do mundo, sendo guia de si mesmo e não aceitando o exterior de forma passiva.
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A AUTONOMIA DO INTELECTUAL

9 de maio de 2011

DO BLOG NA LUTA PELA EDUCAÇÃO DE SÃO GONÇALO

Uma mensagem a todos os membros de LUTA PELA EDUCAÇÃO

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Lutar pelo direito de ser ouvido, de expressar aquilo em que acredita. Exercer a possibilidade de refletir sobre a própria existência e contextualizá-la na sociedade em que vive, ir além e propor caminhos, possibilidades inerente a condição humana. Essa é a luta mais elementar que podemos travar em nosso cotidiano, lutar para ser reconhecidos como humanos, e por isso mesmo ,talvez se transforme-se na maior das lutas que travamos, e você Eduardo à lutou, com a indignação e a força dos grandes lutadores.
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Nos tornamos seus amigos quando nos dispusemos a ouvi-lo. Ouvimos, discordamos e concordamos mas acima de tudo dialogamos e acabamos convergindo, tendo como denominador comum a mesma meta em muitas jornadas, aprendemos com sua tenacidade, você Eduardo nos deixou uma lição, uma questão de ordem; EU DESEJO, EU TENHO O DIREITO DE SER OUVIDO.
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Camarada Eduardo! Presente!

Desinteresse por carreira de professor pode causar "apagão" de profissionais


Piso nacional é de R$ 1.187; faxineira ganha R$ 1.200 com a mesma carga horária

Do R7, com Jornal da Record

Uma recente pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita em várias cidades do país, revelou que apenas 2% dos estudantes querem ser professores. O dado preocupa, pois indica que o futuro pode viver um apagão na educação do país.

A baixa remuneração é um dos principais problemas da área. O piso nacional é de R$ 1.187; uma faxineira ganha cerca de R$ 1.200 fazendo a mesma carga horária.

A desvalorização é outro dos principais fatores responsáveis pelo desânimo com a profissão. Foi-se o tempo em que o professor era valorizado e respeitado no Brasil, e a violência assusta os docentes.

Na USP (Universidade de São Paulo), sobraram 50% das vagas no curso de pedagogia deste ano, após a convocação de aprovados em primeira chamada. Essas oportunidades foram preenchidas em novas istas de espera divulgadas pela instituição.

Seis anos atrás, uma cadeira era disputada por 18 candidatos no curso de pedagogia. Hoje, são apenas cinco pessoas na disputa.

Como destruir o ensino médio público


Sob o patrocínio por ora oculto do ministro da Educação, Fernando Haddad, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou uma proposta que, se posta em prática, oficializa a bagunça no ensino médio do país. Os pobres serão definitivamente condenados à ignorância; na prática, vai se instituir um sistema de castas na educação. A quem pode pagar, ensino médio privado e de alta performance e, por conseqüência, os cursos superiores mais concorridos e as melhores universidades… públicas! A quem não pode, ensino público de quinta categoria no antigo segundo grau, faculdades privadas que não se distinguem de balcões de negócios, financiadas pelo ProUni. Eu explico.

Segundo a genial proposta aprovada pelo CNE, cada escola — sim, cada escola! — poderá organizar o seu próprio curso de ensino médio, desde que ministre disciplinas em quatro áreas: “trabalho, tecnologia, ciência e cultura”. Sei… Um colégio que fique numa área industrial, enfatizaria mais “trabalho e tecnologia” e, pois, deveria dar mais ênfase, por exemplo, a disciplinas como física e química… Ah, que interessante! Os colégios de São Thomé das Letras (MG) e Varginha, onde os ETs costumam dar pinta — aborrecidos que estão com o tédio das esferas —, concentrarão seus esforços em literatura; ficção científica, de preferência.

É uma sandice! O ensino médio no Brasil precisa é do contrário: urge a definição de um currículo mínimo de abrangência nacional, até porque, vejam a contradição, os estudantes do Enem fazem um exame… nacional! Por mais que o Ministério da Educação alopre nas questões — e, com efeito, sobram muito proselitismo e muita vigarice —, supõe-se a existência de um conteúdo mínimo que tem de ser ministrado. Imaginem se a coisa corre solta, cada escola definindo a sua própria prioridade… Alguém dirá: “Viva a liberdade!” Uma ova! Viva o autoritarismo dos chefes de quarteirão!

Trata-se de uma proposta contra os pobres. As escolas privadas de ensino médio de alta performance, que avaliam o desempenho dos professores e que vivem de resultado, tenderão a usar a “liberdade” para tornar seus cursos ainda mais competitivos, preparando seus estudantes para os cursos mais concorridos das universidades públicas. Já as escolas públicas do que antes se chamava “segundo grau”, corroídas pelo sindicalismo casca-grossa, que preferem ensinar “cidadania” (seja lá o que isso signifique) a matemática, física ou química, vão se entregar ao proselitismo rasgado. Os currículos passarão a ser definidos pelos sindicatos.

Tudo bem! Dado o andamento do ensino universitário no país, o desastre não será nem sequer percebido. Há muitos mecanismos para mascarar a desigualdade educacional no país que diz ter a educação como prioridade. Começa com o sistema de cotas e se estende ao ProUni, hoje um gigantesco sistema de repasse de dinheiro público para mantenedoras privadas. A esmagadora maioria das vagas destinadas aos pobres é composta dos cursos que requerem apenas cuspe e giz — às vezes, nem isso. O que o CNE está propondo é a radicalização desse sistema.

A proposta desce a detalhes perversos. Permite, por exemplo, que 20% das aulas do ensino médio noturno — 40% dos alunos — sejam, como se diz hoje em dia, “não-presenciais”, e o curso poderá durar mais de três anos. Pois é… Brasil afora, dada a desordem no setor, os alunos já fazem curso a distância porque não há professores.

A proposta aprovada pelo CNE, patrocinada nos bastidores por Haddad, é vergonhosa. Significa a renúncia ao esforço em favor da qualidade.

Por Reinaldo Azevedo

8 de maio de 2011

Você merece ( Servidor da Educação Estad. do RJ ).



Você merece...

Você deve deve notar que não tem mais dinheiro
E dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
E dizer que está recompensado

Você deve estampar sempre um ar de alegria
E dizer: tudo tem melhorado!
Você deve rezar pelo bem do Cabral
E esquecer que está sendo mal pago

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Incorporação do Nova Escola em 5 anos, Plano de metas, currículo mínimo e assédio moral

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre muito obrigado
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser um Professor "Comprometido" e "Capacitado"
Deve,pois, só trabalhar com o Currículo Mínimo
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar uma gratificação no juízo Final
E Diploma de "Bom Funcionário"

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Lap Top, Auxilio transporte e vale cultura
Que maravilha!
Você merece, você merece
Aumento de 0%, Promessas do Pinóquio, Fracasso educacional
Que maravilha!
Você merece, você merece
Fazer gabarito do Saerjinho de graça, lançar notas no conexão
Esqueça que está sendo mal pago
Que maravilha
Secretário de Educação Economista, Concurso Interno Mandrake, Penúltimo lugar no IDEB
Que maravilha
Tudo vai bem, tudo legal
Professor sem aumento salarial
Graças a dupla Risolia/Cabral
Que maravilha

Parodia da Música Comportamento Geral (Luiz Gonzaga Jr.)
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*** Em www.youtube.com/watch?v=UzCL2fHmAU8 você ouve a música original.

Rede estadual: veja o que foi deliberado na assembléia do dia 5 de maio na ABI


Veja o que foi deliberado na assembléia da rede estadual de ontem (dia 5 de maio) na ABI:

Estado de greve;

Paralisação de 24h no dia 07 de junho com assembléia geral da rede às 14h no Salão Nobre do Club Municipal (Rua Haddock Lobo, 359 – Tijuca);

Conselho deliberativo no dia 07 de junho a partir de 09h no auditório do SEPE/RJ;

Boicote ao conexão através do não lançamento de notas;

Posicionamento contrário do SEPE em relação ao SAERJ e produção de materiais com orientação de não aplicação desta avaliação;

Comando de mobilização na rede: direção do SEPE/RJ, núcleos e regionais, acrescida dos profissionais que se dispuseram na assembléia;

Indicativo que as escolas organizem reunião com os pais;

Aprovada moção de apoio à luta dos trabalhadores da educação do Espírito Santo.

Calendário complementar:

11 de maio - audiência com o Secretário Estadual de Educação - Wilson Risolia, o Secretário de Estado de Planejamento e Gestão - Sérgio Ruy Barbosa Martins e alguns deputados estaduais, às 14h no gabinete da Secretaria de Estado de Educação. A audiência com o Secretário Risolia, que inicialmente estava marcada para o dia 10 de maio, não acontecerá mais em função do agendamento dessa mais ampla, do dia 11 de maio.

18 de maio - audiência pública na ALERJ apartir de 10h da manhã - prestação de contas da SEEDUC com a presença do Secretário Risolia.
FONTE: Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ

7 de maio de 2011

REDE MUNICIPAL DE CAMPOS

Diante do descaso da Prefeita Rosinha com a Educação Municipal a direção do SEPE/Campos convoca os profissionais de educação para a assembleia geral no dia 08 de junho, às 18 h na sede do sindicato, Ed. Ninho das Águias, sala 514.