9 de setembro de 2011
'A creche está caindo aos pedaços', disse funcionária de instituição em Campos
Os alunos estudam em locais sem estrutura e que representa riscos para as crianças e funcionários. Os pais reclamam das condições.
do RJ INTER TV 1ª Edição
Alunos, pais e professores reclamam da falta de condições de funcionamento de algumas escolas municipais de Campos. A situação é tão preocupante que na última quinta-feira (8) o teto de uma creche desabou.
O teto da creche Gilberto Espírito Santo Amaral, em Guarus, caiu durante a aula. Três alunos e uma professora estavam em sala mas, por sorte, ninguém se feriu. O local ainda oferece outros riscos aos alunos e funcionários. Uma funcionária avisava aos pais que os alunos não iam ter aula porque o teto desabou.
A entrada da equipe da InterTv não foi autorizada pela direção da escola. Uma funcionária disse que na sala estudam 11 crianças, por sorte ninguém ficou ferido. Muitos pais só foram avisados um dia depois do acidente.
Falta de estrutura ofrece riscos para alunos
Do muro de uma casa vizinha, a equipe da InterTv conseguiu registrar imagens de dentro da escola. Na sala, tinham pedaços de reboco próximos a uma estante de livros. A cozinha fica na área de serviço, em frente as salas das crianças; as paredes estão descascando e há infiltrações. O fundo da casa mostra que a obra não está sequer concluída.
Os alunos da Creche Escola Municipal Gilberto do Espírito Santo Amaral, não estudam só no local onde o teto desabou. Como o espaço é improvisado, eles estão divididos em duas unidades. A parte onde ficam as crianças do maternal e berçário funciona em um posto de saúde. As crianças estudam em salas apertadas e na cozinha o espaço é tão pequeno que mal dá para andar.
Os mantimentos e os materiais ficam empilhados nas salas. Os pais também reclamam que precisam esperar a chegada dos professores para deixar as crianças na creche.
Mais escolas com problemas
Uma outra escola municipal com problemas é a João Goulart. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação - o Sepe -, desde 2006 são feitas denúncias sobre o estado de conservação da escola. Essas denúncias foram feitas na secretaria de Educação e no Ministério Público Estadual. Só que até agora, segundo o sindicato, nada foi feito. Enquanto isso, os problemas continuam.
Prefeitura de Campos promete melhorias
Em abril deste ano, a prefeitura de Campos publicou em Diário Oficial a contratação de uma empresa terceirizada. Ela seria responsável pela manutenção preventiva e corretiva de instalações e equipamentos de escolas e creches municipais. O contrato é de um ano no valor de R$ 6 milhões e 200 mil.
Ao vivo, o secretário de Obras de Campos, César Romero, disse que os problemas mostrados na reportagem são de outros governos e que existe a previsão de inauguração de novas creches para este ano de 2011 e de 2012. Sobre a escola João Goulart, ela vais er demolida e no local vai ser construída uma nova instituição de ensino. Segundo o secretáriod e Obras, a previsão é que fique pronto em oito meses.
E.M. JOÃO GOURLART
A escada ficou pendurada e, devido ao vento forte ameaçava cair sobre fios de alta tensão. A defesa civil foi comunicada pela manhã e só compareceu ao local no final da tarde.
As crianças foram liberadas às 10h da manhã entretanto, os professores\e funcionários - mesmo diante de risco iminente - permaneceram na escola cumprindo horário.
O SEPE, a INTER TV e o Jornal Folha da Manhã estiveram no local.
A comunidade de Venda Nova expressou toda a indignação diante da gravidade da situação da escola e, apresentaram várias denúncias. Pudemos constatar os seguintes problemas na estrutura do prédio:
- Parte do prédio foi desativada pela defesa civil
- fossas que enchem em dias de chuva
- mau cheiro vindo da fossa próxima a cozinha e, causa desconforto aos alunos e professores da sala de aula que funciona ao lado da mesma
- chove nas salas de aula
-banheiro em condições precárias
- caixa d' água de ferro desativada, representado grande risco à integridade física de alunos e profissionais de educação
- tampa inadequada para fossa
- presença de animais peçonhentos tais como ratos, cobras e gambás
INFELIZMENTE A E.M. JOÃO GOURLART SOFRE COM A NEGLIGÊNCIA DO GOVERNO MUNICIPAL.
O SEPE vai denunciar o caso ao MPE.
6 de setembro de 2011
EDUCAÇÃO DE LUTO NO DIA 7 DE SETEMBRO
A EDUCAÇÃO MUNICIPAL vive debaixo do "chicote" da Prefeita Rosinha. A educação representa a emancipação do ser humano. Em Campos - ao contrário - o governo municipal trata a educação e os profissionais de educação de maneira hostil, relegando-os ao abandono, a opressão e autoritarismo.
EDUCAÇÃO DE LUTO!
FORA ROSINHA!
5 de setembro de 2011
SEM LENGA-LENGA NEM MARACUTAIA
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Entretanto, a influência africana no português começou muito antes, já no séc. XV, quando os portugueses trouxeram escravos africanos para trabalhar na lavoura e na cidade, substituindo os que partiam para as navegações. Gil Vicente documenta em suas peças teatrais a língua portuguesa falada pelos africanos.
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Os africanos trazidos para o Brasil integravam duas culturas: a cultura banto e a cultura sudanesa.
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A cultura banto cinde-se no Grupo Ocidental, originário do Congo e de Angola, e no Grupo Oriental, originário de Moçambique, Tanganica e Região dos Lagos. Seus representantes se fixaram no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco e Alagoas.
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A cultura sudanesa compreende os fulá, os mandinga, os hausá, os fanti-ashanti, os ewê e os iorubá ou nagô, originários da costa oeste africana: Sudão, Senegal, Guiné, Costa do Ouro, Daomé e Nigéria. Eles se fixaram principalmente na Bahia, vieram em número menor que os banto, e dois séculos mais tarde.
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Estima-se em 300 o número de palavras africanas incorporadas ao léxico do português brasileiro. Os primeiros estudos sobre a contribuição africana atribuem aos africanos as simplificações da morfologia nominal e verbal que outros tantos textos atribuíram igualmente aos indígenas. Quanto ao léxico, eles procuram identificar as origens do vocabulário africano difundido no Brasil, e esse é o caso dos trabalhos de Raimundo Nina Rodrigues e Renato Mendonça Aires da Mata Machado Filho.
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Reproduzi no capítulo três de minha Nova gramática do português brasileiro (São Paulo: Contexto, 2010) as seguintes palavras banto, recolhidas por Yedda Castro:
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Banto ... Significado
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Bagunça ... Desordem, confusão, baderna, pândega ruidosa
Banguela ... Desdentado ou que tem arcada dentária falha na frente
Beleléu ... Cemitério: “ir para o beleléu”: morrer, sumir
Cachaça ... Aguardente obtida do caldo da cana; qualquer bebida alcoólica
Cachimbo ... Pito de fumar
Caçula ... O mais novo dos filhos ou dos irmãos
Carimbo ... Selo; sinete; sinal público com que se autenticam documentos
Encafifa(r) ... Amuar; calar-se de repente; envergonhar-se; desagradar
Lenga-lenga ... Conversa fiada, enganosa; discurso longo, enfadonho
Mambembe ... Medíocre, de má qualidade, inferior
Maracutaia ... Engodo, trapaça
Moleque ... Menino, garoto, rapaz; menino negro
Quilombo ... Povoação de escravos fugidos
Xinga(r) ... Insultar, ofender com palavras
Zonzo ... Atordoado, tonto, distraído
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A extraordinária complexidade linguística dos povos africanos, associada à prática portuguesa de misturar suas etnias às dos indígenas, para dificultar as revoltas, deve ter dado origem, após o século XVII, a um “dialeto das senzalas”, sorte de língua franca, segundo hipótese de Yedda Castro. Das línguas banto provêm as expressões vir de Aruanda (isto é, de Luanda, costa norte de Angola), dançar um Moçambique, rainha do Congo, e congada.
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As palavras banto incorporadas no português brasileiro conheceram uma dispersão maior pelas áreas lexicais, como atestam os itens cacunda, caçula, fubá, angu, jiló, carinho, bunda, quiabo, dendê, dengo, samba etc. Já as palavras da cultura sudanesa concentram-se em 65,7% na linguagem litúrgica dos candomblés, tais como estas palavras do iorubá incorporadas ao português:
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Iorubá ... Significado
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Afoxé ... Cortejo carnavalesco da Bahia
Agogô ... Instrumento musical usado no candomblé
Auê ... Confusão, alvoroço
Babalorixá ... Pai de santo
Ebó ... Despacho, oferenda
Ialorixá ... Mãe de santo
Iansã ... Orixá do fogo, do trovão e da tempestade
Iemanjá ... Orixá do mar
Ogum ... Orixá do ferro e da guerra
Odara ... Bem, bom, bonito
Orixá ... Divindade
Oxumaré ... Orixá da riqueza
Xangô ... Orixá dos raios e do trovão
Xinxim ... Cozido de galinha com camarões secos, amendoim e castanha-de-caju
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Foto: Blog do Labjor
3 de setembro de 2011
DELIBERAÇÕES DA ASSEMBLEIA DO DIA 27/08 - REDE ESTADUAL
Rio de Janeiro, 1o de setembro de 2011.
CIRC/SEPE/RJ/009/11.
Companheiras/os,
Encaminhamos as deliberações da Assembléia Geral dos Profissionais de Educação da rede estadual de ensino, realizada no dia 27 de agosto do corrente, no Teatro da ACM:
CONTINUIDADE DO ESTADO DE GREVE
PARALISAÇÃO no dia do SAERJ;
- 01.09 (quinta-feira) – Ato na Bienal com faixas e camisetas;
- 01.10 (sábado) – plenária de funcionários, com reunião do coletivo para elaborar material de divulgação do setor;
- 24.09 (sábado) – às 09h – Conselho deliberativo da rede (no auditório do SEPE/RJ); às 14h, Assembléia Geral dos Profissionais da Educação no Teatro da ACM (Rua da Lapa, 86, 6o andar - Centro)
- Ação na justiça e representação no Ministério Público pedindo a suspensão do SAERJ baseado na desigualdade das condições das escolas e principalmente na falta de professores;
- Material específico (cartilha) sobre o SAERJ;
- Direção está autorizada pela assembléia para convocar um conselho extraordinário caso a data do SAERJ seja antes da próxima assembléia;
- Inclusão da animação cultural na resolução do vale-transporte;
- Cada escola deve levantar a situação do ar-condicionado e dos computadores;
- Campanha de sindicalização com distribuição de kit para eleição de representantes de escolas e cartilha com história do SEPE;
- Incentivar organização de grêmios, livres da influência das direções e da SEEDUC;
- Atos públicos descentralizados pela valorização do profissional da educação e da educação pública sendo considerados como reposição;
- Melhorar o sitio do SEPE com atualização imediata;
- O SEPE deve protagonizar a retomada do MUSPE;
- Aprovação da proposta de critérios para eleição de diretores e como eixo de campanha até o final do ano;
- Fazer camisetas do “eu fiz”;
- Construção de uma passeata com todos os setores em defesa dos 10% do PIB para a educação em outubro;
- Adaptar a cartilha sobre a avaliação externa à realidade da rede estadual e ao SAERJ.
Saudações sindicais,
DIREÇÃO ESTADUAL DO SEPE/RJ
Alerj deverá derrubar vetos de Cabral
| Alerj deverá derrubar vetos de Cabral |
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Comte Bittencourt,
informou ao Sepe que o presidente da Alerj,
Paulo Melo, afirmou que
vai sustentar o PL 677 aprovado na casa no dia 11 de agosto. Ou seja por esta informação, o sindicato acredita
que a Assembleia Legislativa poderá derrubar os vetos do governador
Sergio Cabral ao projeto.
Cabral
vetou o abono dos dias parados na greve,
o enquadramento por
formação dos funcionários e a carga horária
do professor distribuída
em 2/3 em sala de aula e 1/3 de planejamento. O Sepe espera que
o veto seja debatido a partir
da semana
que vem. Importante:
a lei já está valendo, com a exceção
dos vetos. |
REDE MUNICIPAL DE CAMPOS: PONTO CORTADO, SEM REPOSIÇÃO DE AULAS!
Matéria da edição de 03/09/2011 Jornal Folha da Manhã
Alunos da rede estadual terão aulas repostas conforme disponibilidade de escolas
Para não ter o ponto cortado, cerca de dois mil docentes regentes de turma da rede estadual de ensino terão que repor as aulas, para milhares de alunos, após a greve que durou 65 dias. Os professores continuam em estado de greve e aguardam uma nova posição dos deputados estaduais, que analisarão novamente as emendas vetadas pelo Governador Sérgio Cabral na última segunda-feira.
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) informou que a categoria vai repor as aulas conforme a disponibilidade das unidades de ensino e de cada professor. Para a diretora Graciete Santana, existem inúmeras formas de se repor as aulas sem prejudicar os alunos.
— Na rede estadual as aulas serão repostas, já que não tivemos corte no ponto. Tudo será feito para que os alunos e também os professores não saiam prejudicados. Agora na rede municipal às 72 horas de paralisação realizadas no início do mês passado, não serão repostas, já que a prefeitura cortou o ponto dos professores — ressaltou Graciete, que informou ainda que a categoria permanece em estado de greve até que as emendas vetadas pelo governador voltem para a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e sejam novamente analisadas pelos deputados. “Existe um compromisso do presidente da Alerj, Paulo Melo, com toda a categoria de que as reivindicações serão atendidas. Esperamos que o veto do governador seja tombado pelos deputados o mais rápido possível. Acredito que na próxima semana já tenhamos uma resposta. A assembléia está marcada para o dia 24 de setembro no Rio de Janeiro”, informou.
MODELO DE REQUERIMENTO INDIVIDUAL SOBRE O ABONO DA FALTA DO DIA 05/07
Ref.: Abono Dia de Paralisação/Greve
_____________________(nome), qualificação, número de matrícula, vem mui respeitosamente, expor para depois requerer o que segue.
Em atendimento ao decidido em assembléia da categoria dos profissionais da educação, participei do movimento de paralisação/greve de um dia de trabalho em 05/07/2011, fazendo-me presente nas atividades deflagradas pelo SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação no Estado do Rio de Janeiro, movimento este reivindicatório de implementação do plano de carreira, aplicação correta das verbas do Fundeb, cumprimento das normas municipais relativas à eleição de Diretores de Escola, convocação dos profissionais concursados em 2008, dentre outros pontos da pauta de reivindicação.
Assim, é a apresente para requerer seja abonado todo e qualquer lançamento de falta em minha ficha funcional relativo ao dias de atendimento ao chamamento do Sindicato, uma vez que não houve ausência deliberada do local de trabalho, mas sim a participação de um movimento organizado de reivindicação de melhores dias para a educação e seus profissionais, o que, em atendimento aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, jamais pode ser confundido como falta ao trabalho.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Campos, 02 de setembro de 2011.
