6 de março de 2013

A EDUCAÇÃO DE CAMPOS NA UTI

(Por e-mail)

Boa noite!

Tenho uma denúncia grave a ser feita. A prefeitura de Campos, depois de ter enrolado para convocar os concursados do último concurso, estão deixando centenas de alunos sem aula. Em CONSELHEIRO JOSINO, nossos filhos estão sem aula. Todos dias chegam em casa dizendo que não teve professor. Isso já acontece desde o início do ano letivo. Ou seja, quase 1 mês sem aula, e a prefeitura não toma nenhuma solução. 

Só nossa escola, parece que quase 100 alunos já pediram transferência para outras escolas devido a esse problema. Por favor, contamos com esse meio de comunicação para quem sabe assim a secretaria de educação tome alguma posição, pois já fizemos várias reclamações na escola e a direção diz que também não pode resolver nada. 

Agradeço desde já pela ajuda.

Rede estadual vai parar novamente no dia 21 de março: veja como foi a mobilização de ontem

Blog da Unidade Classista

Rede estadual vai parar novamente no dia 21 de março: veja como foi a mobilização de ontem

seperj

Os professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais realizaram ontem, dia 05/03, uma paralisação de 24 horas em protesto contra os baixos salários, contra as políticas meritocráticas impostas pela Secretaria Estadual de Educação, os ataques do governo estadual aos direitos dos educadores e as más condições de trabalho. 
Em assembleia realizada no auditório da ABI, no Centro do Rio, centenas de profissionais de educação decidiram realizar uma nova paralisação no dia 21 de março, quando a mobilização pela campanha salarial vai continuar. Neste dia, será realizada nova assembleia, também na ABI, às 11h, quando uma proposta de greve será discutida; logo após a assembleia, também no dia 21, ocorrerá um ato público em frente à Alerj.
As redes estadual e a municipal do Rio fizeram uma paralisação conjunta. Elas reivindicam piso salarial de 5 salários mínimos para os professores e 3,5 para funcionários. O piso do professor estadual hoje é de R$ 1.001,00; no município, o professor recebe de piso salarial R$ 1.092,00.
Na parte da tarde, a categoria participou da Marcha da Educação, em conjunto com outras entidades integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública (FEDEP). A passeata reuniu profissionais das escolas estaduais e municipais; UERJ, UFF, UFRJ, Universidades Estaduais; Colégio Pedro II; Escolas Técnicas estaduais e federais e entidades do movimento estudantil, todas integrantes do Fórum em Defesa da Escola Pública.

Falta de professores na rede municipal

Folha da Manhã

Mais uma vez a falta de professores na rede municipal de ensino vira alvo das reclamações de pais e responsáveis. Segundo eles, em algumas escolas, vários alunos ainda estão sem aulas desde o início do ano letivo, no dia 18 de fevereiro. Em outras instituições, os alunos estão em falta de determinadas disciplinas. Outro exemplo do problema é a creche escola Ruth Chagas Manhães, no bairro Julião Nogueira, que funciona em meio período, após demissão de auxiliares de creche.
De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), a prefeita Rosinha foi convidada, através de ofício, para uma assembleia hoje, às 17h, na sede da entidade, para explicar a situação que as creches vêm enfrentando. No ano passado, pais e alunos chegaram a realizar um protesto por conta da falta de professores.
A doméstica Márcia Helena Carvalho, 35 anos, disse que a direção da escola municipal Santo Amaro, em Lagoa de Cima, onde seu filho cursa o 3º ano, teria informado que a falta de professores seria porque os profissionais não estariam querendo trabalhar na localidade. “Alguns professores que moram no Centro não querem trabalhar aqui. Acham muito longe”, disse.
Já Flávia Silveira, 38 anos, relatou que o 5º ano da escola municipal Vilma Tâmega, onde seu filho estuda, está sem professores. Segundo ela, a direção teria informado que a secretaria de Educação não teria enviado os profissionais para a escola. “Isso é um absurdo”, afirmou.
— O Sepe enviou ofício à prefeita Rosinha a fim de garantir que o problema seja sanado. Estamos tomando algumas providências para que a situação seja normalizada. A rede municipal de ensino está enfrentando uma crise grave, onde os alunos são os maiores prejudicados — disse uma das diretoras do Sepe Ângela Barbosa.
Os auxiliares de creche estavam contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), que foi suspenso pela Justiça no ano passado. Na época, o juiz da 4ª Vara Cível de Campos, Wladmir Hungria, revelou que o Regime viola os princípios do concurso público, da isonomia, da igualdade, da moralidade e da impessoalidade.

3 de março de 2013

05 de Março: Ato em Defesa da Educação Pública na cidade do Rio de Janeiro


TODOS LÁ!
Professores da Educação Básica das redes estadual e municipal do Estado do Rio de Janeiro estarão lá!
 

Os professores Universitários do Brasil inteiro estão no Rio de Janeiro por conta do Congresso do ANDES, discutindo a luta pela educação. Professores do Ensino de Base começarão em breve suas campanhas salariais e por melhores condições de trabalho. Os estudantes se preparam para dar o gás da Juventude que quer uma Educação de Qualidade.



O Rio de Janeiro viverá um grande ATO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA. No dia 5 de Março estaremos todos caminhando juntos para fazer valer o que anos de luta, greves (como a greve nacional do ano passado) e mobilizações vêm exigindo uma Educação Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente referenciada que nós tanto buscamos.
Venha para a luta você também!


Fale com seu sindicato/ Grêmio/ C.A/ DCE/ Associação de Moradores e entre nessa luta que também é sua.

2 de março de 2013

Estão mesmo todos pela educação?


Diário Liberdade - [Robson Wellington] Nos últimos anos, os meios de comunicação, livros, discursos políticos, organizações internacionais, especialistas, páginas de internet, sociedade civil, todos têm coincidido sobre a importância da educação. Mas quando observamos com maior atenção vemos que essa coincidência é apenas aparente. Os objetivos e caminhos propostos são na maioria das vezes fundamentalmente opostos

A educação com ênfase na defesa dos direitos humanos é imprescindível para a afirmação dos estudantes como cidadãos críticos capazes de ultrapassar às barreiras à sua inclusão numa comunidade política. É difícil imaginar uma saída para a problemática da afirmação e ampliação de direitos versus limitação e negação de direitos que não passe também pela sala de aula, por uma educação comprometida com a inclusão e transformação social.
No entanto, a maioria dos clamores e receitas de educação que circulam hoje pelo Brasil e pelo mundo representam na verdade grandes entraves para a universalização dessa educação para a cidadania, de qualidade, gratuita, laica e transformadora. O que querem de fato são respostas rápidas às exigências das engrenagens da economia, o crescimento da produtividade da mão de obra, a aquisição de vantagens comparativas dinâmicas pelas empresas para a concorrência no mercado.
Nesse contexto emergem muitos especialistas e gestores formulando e aplicando suas receitas de educação. Promovendo uma enxurrada de avaliações externas, focadas apenas nos conhecimentos de Português e Matemática, reduzindo o tempo de aulas das demais disciplinas, sobretudo de Sociologia e Filosofia. Lançando mão de bonificações para os professores com base no resultado obtido pelos alunos nessas avaliações, ao mesmo tempo que mantém a baixa remuneração e ausência de um plano de cargos e salários. O projeto é transformar a ação humana em repetições de papéis pré-fabricados para mover as engrenagens de um sistema baseado na limitação e negação de direitos.
Não, não estão todos pela educação. A crescente privatização do ensino, a perda da autonomia pedagógica dos professores, sucessivos ataques ao currículo escolar e a carreira docente vêm sendo empreendidos por muitos que aparentemente coincidem sobre a importância da educação. Os responsáveis por esse triste quadro sabem muito bem o que querem. E nós? É urgente que aqueles que lutam por um outro mundo possível, saibam separar o joio do trigo e sobretudo sejam capazes de oferecer alternativas em termos de políticas públicas para uma educação inclusiva e transformadora que dispute hegemonia com esse nefasto projeto.

25 de fevereiro de 2013

Escolas empobrecidas, sem História nem Geografia



Os professores carecem de condições para um trabalho digno. A sociedade alterou suas expectativas referentes à escola e, assim, criou-se um complicado jogo de múltiplas contradições e, para essa complexidade, não cabem respostas e políticas simplistas.

Afinal, para que a escola existe? Para formar adequadamente as gerações futuras ou para preparar os estudantes para avaliações externas como Enem, Saresp, Prova Brasil, Pisa etc.?

A que se destinariam os conhecimentos? Deveriam eles compor um mosaico para criar curiosidades, desejos e perguntas nos estudantes ou só serviriam para produzir informações para uso em testes de avaliação?

Nós, pesquisadoras de educação, ficamos mais uma vez perplexas ao nos depararmos com a nova proposta curricular do ensino público do Estado de São Paulo. Para bem aprender o Português e a Matemática, sugere-se excluir os conhecimentos de História, Geografia e Ciências do 1º ao 3º ano e manter 10% dessas disciplinas no 4º e 5º anos do currículo básico. Por essa nova proposta, ficou assim decretado: doravante, por meio desse novo currículo básico, as crianças de escolas públicas estaduais só receberão, até o 3º ano, aulas de Português e Matemática! Partindo do pressuposto evidentemente errôneo de que um conhecimento atrapalha o outro, as aulas de História, Geografia e Ciências serão eliminadas do currículo desses estudantes.

Como consequência dessa política, nas escolas de tempo integral, o aluno terá aulas em um período e, no outro, oficinas temáticas das diferentes áreas do conhecimento, algumas obrigatórias e outras eletivas escolhidas de acordo com o projeto pedagógico da escola.

À primeira vista, esse currículo está "rico" e diversificado; no entanto, pelo olhar sério e comprometido, ele estará fatalmente fragmentado. Primeiramente porque verificamos que as oficinas obrigatórias também não objetivam, do mesmo modo, um trabalho com História, Ciências e Geografia; pelo contrário, voltam-se novamente para a Matemática e para o Português.
Além disso, como trabalhar a oficina optativa, por exemplo, de Saúde e Qualidade de Vida sem os fundamentos das ciências? Intriga a essa altura saber: por que oficinas e não estudo contínuo? O que se ganha com isso? Vários equívocos nos saltam aos olhos! O primeiro deles é considerar que o conhecimento de algumas áreas é acessório, ocupa espaço e ainda impede o bom aprendizado do Português e da Matemática!

As concepções de escrita e leitura, por exemplo, acabariam por ser responsabilidade exclusiva de uma única disciplina do currículo. Não seria essa uma visão muito simplista de aprendizagem, pois parece supor que o estudante não desenvolve processos de escrita e leitura também em outras disciplinas?

Outro equívoco é a suposição de que para estudantes de escola pública o mínimo basta! Para que sofisticar com lições da história, da natureza e do lugar do nosso povo? Conhecimento científico seria enfim útil para quê?

A aprendizagem não ocorre por partes. O aprendizado é todo ele integrado e sistêmico. Um bom ensino de História expande o pensamento e as referências e o estudante, assim, tem condições para perceber relações de fatos, tempo e espaço, tão necessárias à aprendizagem matemática.

A Geografia leva nossos pensamentos para viajar em outros espaços; possibilita compreender a diversidade das sociedades, conhecer e apreciar a natureza, aprender a observar e a estabelecer conexões entre lugares e culturas. Mergulhados, assim, nesses novos referenciais, os estudantes podem compreender melhor a própria realidade e encarar suas circunstâncias com pleno envolvimento. Isso certamente repercutirá na sua vida e no seu aprendizado, com consequência, por exemplo, em estudos simbólicos e gráficos.

Como deixar de aproveitar a natural curiosidade das crianças, seu espírito exploratório, suas perguntas intrigantes acerca dos fenômenos da natureza e, dessa forma, tecer as bases de um fundamental espírito científico, que por certo ajudará a compreender a Matemática e a recriar o Português?

Será que a estratégia de oficinas, ao invés do estudo contínuo, dará conta de captar tal complexidade e também de tornar possível um processo de ensino-aprendizagem que seja capaz de construir os conhecimentos de Geografia, História e Ciências que ficaram tão diminuídos no currículo básico?

De nosso ponto de vista entendemos que a questão não é separar para empobrecer. O que vale é democratizar as possibilidades de ser e de estar melhor no mundo. E para que isso aconteça precisamos da integração total de saberes e práticas.

As crianças de classe social mais favorecida possuem, antes já de chegar à escola, uma gama infindável de vivências. As crianças de classe popular, em sua maioria, chegam já à escola destituídas desse capital cultural. Possuem outras ricas e profícuas experiências que, nem sempre, são valorizadas e transformadas na escola. No entanto, o importante é trabalhar pedagogicamente com essas experiências de modo a transformá-las em vivências socialmente válidas. Pensamos que o fundamental é ampliar as oportunidades ao invés de restringi-las; para tanto, a experiência com as diferentes áreas do conhecimento é essencial.

Preocupa-nos o risco de a função da escola, para as crianças dos anos iniciais, limitar-se, a partir da reforma proposta, ao ensino das habilidades mínimas de leitura e escrita e de cálculo, retirando-se as cores e os sabores das descobertas que se fazem no contínuo do seu desenvolvimento. Preocupa-nos que esse projeto ganhe força e se concretize em outros níveis de ensino e em outros Estados. Preocupa-nos que as oficinas contribuam mais para o esvaziamento dos conteúdos do que para a construção de conhecimentos. O que será da nossa escola pública, então? Um reducionismo dos conhecimentos, um estreitamento das concepções de ensino-aprendizagem? O objetivo final será a quantificação em detrimento da qualidade? E, se atingir índices é o foco dos processos de ensino-aprendizagem, o que isso realmente significa? Qual é a verdadeira motivação da política educacional implícita nesse movimento?

As autoras Maria Amélia Santoro Franco (Unisantos), Valéria Belletati (Instituto Federal de São Paulo), Cristina Pedroso (USP/FFCLRP) são doutoras em Educação e Ligia Paula Couto (Universidade Estadual de Ponta Grossa) é doutoranda em Educação. Todas são pesquisadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Formação do Educador (GEPEFE) – FEUSP.

FONTE:http://www.diarioliberdade.org/brasil/lingua-educacom/35776-brasil-escolas-empobrecidas,-sem-história-nem-geografia.html

Os professores carecem de condições para um trabalho digno. A sociedade alterou suas expectativas referentes à escola e, assim, criou-se um complicado jogo de múltiplas contradições e, para essa complexidade, não cabem respostas e políticas simplistas.

Afinal, para que a escola existe? Para formar adequadamente as gerações futuras ou para preparar os estudantes para avaliações externas como Enem, Saresp, Prova Brasil, Pisa etc.?

A que se destinariam os conhecimentos? Deveriam eles compor um mosaico para criar curiosidades, desejos e perguntas nos estudantes ou só serviriam para produzir informações para uso em testes de avaliação?

Nós, pesquisadoras de educação, ficamos mais uma vez perplexas ao nos depararmos com a nova proposta curricular do ensino público do Estado de São Paulo. Para bem aprender o Português e a Matemática, sugere-se excluir os conhecimentos de História, Geografia e Ciências do 1º ao 3º ano e manter 10% dessas disciplinas no 4º e 5º anos do currículo básico. Por essa nova proposta, ficou assim decretado: doravante, por meio desse novo currículo básico, as crianças de escolas públicas estaduais só receberão, até o 3º ano, aulas de Português e Matemática! Partindo do pressuposto evidentemente errôneo de que um conhecimento atrapalha o outro, as aulas de História, Geografia e Ciências serão eliminadas do currículo desses estudantes.

Como consequência dessa política, nas escolas de tempo integral, o aluno terá aulas em um período e, no outro, oficinas temáticas das diferentes áreas do conhecimento, algumas obrigatórias e outras eletivas escolhidas de acordo com o projeto pedagógico da escola.

À primeira vista, esse currículo está "rico" e diversificado; no entanto, pelo olhar sério e comprometido, ele estará fatalmente fragmentado. Primeiramente porque verificamos que as oficinas obrigatórias também não objetivam, do mesmo modo, um trabalho com História, Ciências e Geografia; pelo contrário, voltam-se novamente para a Matemática e para o Português.
Além disso, como trabalhar a oficina optativa, por exemplo, de Saúde e Qualidade de Vida sem os fundamentos das ciências? Intriga a essa altura saber: por que oficinas e não estudo contínuo? O que se ganha com isso? Vários equívocos nos saltam aos olhos! O primeiro deles é considerar que o conhecimento de algumas áreas é acessório, ocupa espaço e ainda impede o bom aprendizado do Português e da Matemática!

As concepções de escrita e leitura, por exemplo, acabariam por ser responsabilidade exclusiva de uma única disciplina do currículo. Não seria essa uma visão muito simplista de aprendizagem, pois parece supor que o estudante não desenvolve processos de escrita e leitura também em outras disciplinas?

Outro equívoco é a suposição de que para estudantes de escola pública o mínimo basta! Para que sofisticar com lições da história, da natureza e do lugar do nosso povo? Conhecimento científico seria enfim útil para quê?

A aprendizagem não ocorre por partes. O aprendizado é todo ele integrado e sistêmico. Um bom ensino de História expande o pensamento e as referências e o estudante, assim, tem condições para perceber relações de fatos, tempo e espaço, tão necessárias à aprendizagem matemática.

A Geografia leva nossos pensamentos para viajar em outros espaços; possibilita compreender a diversidade das sociedades, conhecer e apreciar a natureza, aprender a observar e a estabelecer conexões entre lugares e culturas. Mergulhados, assim, nesses novos referenciais, os estudantes podem compreender melhor a própria realidade e encarar suas circunstâncias com pleno envolvimento. Isso certamente repercutirá na sua vida e no seu aprendizado, com consequência, por exemplo, em estudos simbólicos e gráficos.

Como deixar de aproveitar a natural curiosidade das crianças, seu espírito exploratório, suas perguntas intrigantes acerca dos fenômenos da natureza e, dessa forma, tecer as bases de um fundamental espírito científico, que por certo ajudará a compreender a Matemática e a recriar o Português?

Será que a estratégia de oficinas, ao invés do estudo contínuo, dará conta de captar tal complexidade e também de tornar possível um processo de ensino-aprendizagem que seja capaz de construir os conhecimentos de Geografia, História e Ciências que ficaram tão diminuídos no currículo básico?

De nosso ponto de vista entendemos que a questão não é separar para empobrecer. O que vale é democratizar as possibilidades de ser e de estar melhor no mundo. E para que isso aconteça precisamos da integração total de saberes e práticas.

As crianças de classe social mais favorecida possuem, antes já de chegar à escola, uma gama infindável de vivências. As crianças de classe popular, em sua maioria, chegam já à escola destituídas desse capital cultural. Possuem outras ricas e profícuas experiências que, nem sempre, são valorizadas e transformadas na escola. No entanto, o importante é trabalhar pedagogicamente com essas experiências de modo a transformá-las em vivências socialmente válidas. Pensamos que o fundamental é ampliar as oportunidades ao invés de restringi-las; para tanto, a experiência com as diferentes áreas do conhecimento é essencial.

Preocupa-nos o risco de a função da escola, para as crianças dos anos iniciais, limitar-se, a partir da reforma proposta, ao ensino das habilidades mínimas de leitura e escrita e de cálculo, retirando-se as cores e os sabores das descobertas que se fazem no contínuo do seu desenvolvimento. Preocupa-nos que esse projeto ganhe força e se concretize em outros níveis de ensino e em outros Estados. Preocupa-nos que as oficinas contribuam mais para o esvaziamento dos conteúdos do que para a construção de conhecimentos. O que será da nossa escola pública, então? Um reducionismo dos conhecimentos, um estreitamento das concepções de ensino-aprendizagem? O objetivo final será a quantificação em detrimento da qualidade? E, se atingir índices é o foco dos processos de ensino-aprendizagem, o que isso realmente significa? Qual é a verdadeira motivação da política educacional implícita nesse movimento?

As autoras Maria Amélia Santoro Franco (Unisantos), Valéria Belletati (Instituto Federal de São Paulo), Cristina Pedroso (USP/FFCLRP) são doutoras em Educação e Ligia Paula Couto (Universidade Estadual de Ponta Grossa) é doutoranda em Educação. Todas são pesquisadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Formação do Educador (GEPEFE) – FEUSP.

FONTE:http://www.diarioliberdade.org/brasil/lingua-educacom/35776-brasil-escolas-empobrecidas,-sem-história-nem-geografia.html

24 de fevereiro de 2013

Deliberações da assembleia estadual do dia 23 de fevereiro 2013


Calendário:
Dia 5 de março- paralisação 24 horas. Lançamento da Campanha Salarial 2013. Marcha da Educação em conjunto com FEDEP- da Candelária a Cinelândia. Concentração às 16 horas na Candelária; saída às 17 horas.
13 horas- Assembleia da categoria;
Indicativo para que os núcleos e regionais realizem assembleias Locais
Dia 8 de março- Marcha Unificada do 8 de março: Contra todas as formas de violência contra as mulheres: da Candelária à Cinelândia
21 de março- Marcha dos estudantes/Educação
24 de abril- Marcha Nacional em Brasília
No dia 2 de março haverá uma plenária unificada dos/as funcionários/as administrativos/as

Eixos da Campanha:
1) Salarial: 3 mil para magistério e 2 mil para funcionários/as com base no piso histórico de 5 salários mínimos para professores/as e 3,5 para funcionários/as administrativos/as
2) Direitos:
• Plano de Carreira Unificado com paridade para aposentados/as, incluindo professores/as indígenas;
• À lotação dos/as professores/as e funcionários/as;
• Efetivação dos/as animadores culturais;
• Iaserj e a saúde pública;
• Concurso público já e fim da certificação
3)Gestão Democrática:
• Eleições para direção nas escolas;
• Liberdade de expressão e organização;
• Fim do assédiio moral;
• Eleição de representante das escolas e formar comitês por escolas
3) Pedagógico:
• 1/3 da carga horária para planejamento;
• 1 matrícula, 1 escola;
• Nenhuma disciplina com menos de 2 tempos de aula em todas as séries;
A Assembleia se posicionou contra a resolução que trata do tempo de planejamento, no sentido de ser cumprido dentro da escola;

Deputados fazem representação ao TCE contra remoção de funcionários - veja o documento

20/02/2013






























O Sepe esteve hoje (20/02) pela manhã percorrendo

  os gabinetes da Alerj.
Ali, os diretores do sindicato foram informados que 

os deputados estaduais  
Comte Bittencourt (PPS), Marcelo Freixo (Psol) e

 Paulo Ramos (PDT)  
fizeram na manhã de hoje uma reunião com o Tribunal 

de Contas do Estado (TCE).  
Nela foi apresentada uma representação dos deputados 

 em relação às remoções
  dos funcionários administrativos da Rede Estadual de educação.

Uma nova reunião foi marcada, dessa vez com o  

Ministério Público para avaliar
  uma possível ação na justiça contra o governo

Os deputados informaram ainda
 que a audiência pública sobre as remoções será a

 primeira assim que a comissão
  de educação for constituída.

Assinam a representação os deputados

Clarissa Garotinho, Comte Bittencourt,
Luiz Paulo Corrêa da Rocha, Marcelo Freixo

Maria Inês Pandeló, Paulo Ramos
 e Robson Leite. a deputada Jandira Rocha 

disse que assinará a representação
assim que estiver na Alerj.

Hoje à tarde, o deputado Marcelo Freixo se 

pronunciará na “Ordem do Dia”
sobre as remoções dos funcionários, e também 

a distribuição de cartilhas feitas
 pela Secretaria de educação – em seu conteúdo

 apenas os deveres dos servidores
 do estado são mencionados, esquecendo os direitos 

dos mesmos. Além disso,
o material é um desperdício de dinheiro público, 

já que é feito com um papel
 mais caro que o comum.

O Sepe está preparando cartilhas para a categoria,

 explicando os direitos do
 servidor – mais sobre isso em uma próxima 

matéria aqui no site.

Ao lado, a parte final do documento entregue 

pelos deputados ao TCE,
 com as respectivas assinaturas - em breve, 

disponibilizaremos o
documento na íntegra.

Nota do Sepe sobre o anúncio do secretário Risolia de reajuste para a educação




Na sexta-feira, dia 15, o Secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, divulgou em diversos meios de comunicação que dará aumento salarial aos profissionais de educação do estado, informando apenas que este será acima da inflação.

Segundo Risolia, o governador Cabral concedeu reajuste salarial em todos os anos de seu mandato, o que é uma inverdade, que ano passado não existiu nenhum aumento salarial para os professores da rede. E o aumento para as demais categorias foi abaixo da inflação, o que não melhorou em nada a vida destes servidores. Outra questão é que a incorporação da gratificação do “Nova Escola”, não pode ser computada como reajuste salarial! No site da Secretaria, Risolia afirma que a incorporação da gratificação do Nova Escola foi uma “conquista” do atual governo. Lembramos ao secretário que esta antecipação foi, na verdade, uma conquista da mobilização da categoria. A antecipação do Nova Escola não caiu do céufoi conquistada, reafirmamos, pela nossa mobilização.

Na entrevista à imprensa, o secretário tornou a colocar em pauta o projeto de Certificação para os professores. Desde que foi anunciado, ainda no ano passado, o projeto causou revolta na categoria, que não motivos para “certificar” os professores, que são concursados e passaram por provas que comprovam a sua plena capacidade de exercer a docência em sala de aula. Como se isto não bastasse, Risolia vai destinar para a Certificação um valor menor do que a verba utilizada pelo governo do estado com o extinto Programa Nova Escola.

Também foi divulgado que a Seeduc vai pagar um auxílio alimentação de R$ 160,00. O que o Sepe reivindica é um salário justo, que garanta dignidade também para os aposentados! Além disso, queremos perguntar ao secretário o que ele compra com 160 reais?

Risolia também disse que turmas com menos de 20 alunos serão remanejadas, chamando este tipo de estratégia política como otimização de turmas, quando na verdade o que se faz é economizar os recursos públicos e a criar turmas superlotadas, com professores sobrecarregados! Não vamos aceitar esses ataques a educação pública!

Exigimos reajuste salarial !

Obras raras e públicas,para consulta na internet


A Biblioteca Digital da Unicamp acaba de disponibilizar para consulta pública 43 títulos da Coleção de Obras Raras da Biblioteca Central Cesar Lattes (BC-CL). Dentre os volumes digitalizados, o mais antigo foi publicado em 1559. Outro destaque é uma obra que trata da história natural do Brasil, publicada em 1648 e que traz diversas ilustrações de plantas, animais e cenas de trabalho no campo. “Estamos muito satisfeitos em colocar esse material à disposição de um público mais amplo. Por serem raros, esses livros eram acessíveis a um número muito restrito de pessoas. Agora, qualquer interessado, a despeito do lugar do mundo onde ele esteja, poderá consultá-los gratuitamente”, comemora o coordenador da BC-CL, Luiz Atilio Vicentini.
De acordo com ele, a digitalização dos 43 volumes é resultado de uma parceria entre os sistemas de bibliotecas da Unicamp, USP e Unesp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O trabalho foi realizado no Laboratório de Digitalização do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. “A digitalização desses 43 livros é o primeiro passo para a estruturação de um laboratório de digitalização na Unicamp, dentro do projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras [Bora]. Graças ao apoio da Fapesp, nós já adquirimos dois scanners, no valor de 83 mil euros, que devem entrar em operação em março e dar continuidade à digitalização das cerca de 4 mil obras raras do nosso acervo”, estima Vicentini.
Segundo ele, o trabalho feito pelos profissionais do Laboratório de Digitalização da USP foi de altíssima qualidade. Tanto é assim que é possível ao observador analisar detalhes das ilustrações presentes no livro, como as ranhuras das folhas de um cajueiro ou as “estampas” da pele de uma jararaca. “Quero agradecer à colaboração dos colegas da USP, que fizeram um serviço irretocável”, atesta Vicentini.
Entre as obras raras que já estão disponíveis para consulta na Biblioteca Digital da Unicamp, a “Coleção Brasiliana”, composta por volumes escritos por viajantes dos séculos XVI ao XIX, chama a atenção pela riqueza de detalhes das ilustrações. Segundo o coordenador da BC-CL, essas obras certamente gerarão grande interesse por parte de pesquisadores das áreas das artes, história, economia, política e sociologia, entre outras. “Com essa iniciativa, a Unicamp supre a comunidade científica nacional e internacional de mais um instrumento capaz de criar e disseminar o conhecimento”, define.