16 de julho de 2011

Professores da rede estadual continuam em greve

Matéria do Jornal Folha da Manhã edição de 16 de Julho 2011

Professores da rede estadual continuam em greve

Agencia O Dia/Divulgacao
Os profissionais da rede estadual de educação decidiram nesta sexta-feira em assembléia no Rio de Janeiro continuar a greve, iniciada no dia 7 de junho. Professores e funcionários administrativos também continuarão acampados em frente à secretaria estadual de Educação, pelo menos até 3 de agosto, data da próxima assembléia. A categoria rejeitou as propostas do governo feitas na última quinta-feira, durante reunião entre o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) secretários estaduais, o presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Melo, e parlamentares.


Segundo a diretora do Sepe, em Campos, Graciete Santana, na audiência, o governo condicionou a implementação das propostas mediante o fim da greve, inclusive a antecipação do pagamento da parcela da gratificação Nova Escola de 2012 para 2011. “Há duas semanas, o secretário Risolia anunciou que a antecipação da parcela 2012 ocorreria em agosto, independentemente da continuação do movimento”, disse ela, destacando que durante o recesso nas escolas estaduais, iniciado ontem, ocorrerão dois conselhos ampliados da direção, que terão o encargo de avaliar o andamento das possíveis negociações com o governo estadual. “É uma maneira de não desmobilizar o movimento”.

"Fechamento de 24 mil escolas do campo é retrocesso"

Por Luiz Felipe Albuquerque

Da Página do MST
Mais de 24 mil escolas no campo brasileiro foram fechadas no meio rural desde 2002. O fechamento dessas escolas demonstra o drástico problema na vida educacional no Brasil, especialmente no meio rural.
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Após décadas de lutas por conquistas no âmbito educacional, cujas reivindicações foram atendidas em parte - o que permitiu a consolidação da pauta – o fechamento das escolas vão no sentido contrário do que parecia cristalizado.
Nesse quadro, o MST lançou a Campanha Nacional contra o Fechamento de Escolas do Campo, que pretende fazer o debate sobre a educação do campo com o conjunto da sociedade, articular diversos setores contra esses retrocessos e denunciar a continuidade dessa política.
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“O fechamento das escolas no campo nos remete a olhar com profundidade que o que está em jogo é algo maior, relacionado às disputas de projetos de campo. Os governos têm demonstrado cada vez mais a clara opção pela agricultura de negócio – o agronegócio – que tem em sua lógica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola”, afirma Erivan Hilário, do Setor de Educação do MST.
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De acordo com o Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do Ministério da Educação, existiam 107.432 escolas em 2002. Em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036, significando o fechamento 24.396 estabelecimentos de ensino, sendo 22.179 escolas municipais.
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Essas escolas foram fechadas por estados e municípios, mas o Ministério da Educação também tem responsabilidade. "Não se tem, por exemplo, critérios claros que determine o fechamento de escolas, que explicitem os motivos pelos quais se fecham, ou em que medida se pode ou não fechar uma escola no campo", aponta Erivan.
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Ele apresenta um panorama do atual momento pelo qual passa a educação do campo, apontando desafios, lutas e propostas. Abaixo, leia a entrevista.
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Como se encontra a educação no campo brasileiro, de um modo geral?
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Vive momentos bastantes contraditórios. Se por um lado, na última década, avançou do ponto de vista de algumas conquistas e iniciativas significativas no campo educacional, como no caso da legislação e das políticas públicas – a exemplo das diretrizes operacionais para educação básica nas escolas do campo, aprovada em 2002, e tantas outras resoluções do conselho nacional, como o custo aluno diferenciado para o campo e as licenciaturas em Educação do Campo - por outro percebemos que os fechamentos das escolas no campo caminham na contramão desses avanços, conforme demonstram vários dados das próprias instituições do governo.
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Desde 2002 até 2009, foram fechadas mais de 24 mil escolas no campo. Com isso, voltamos ao início da construção do que hoje chamamos de Educação do Campo, que foi a luta dos movimentos sociais organizados no campo, mais particularmente, o MST, contra a política neoliberal de fechamento das escolas.
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A que se deve o fechamento das escolas no campo?
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O fechamento das escolas no campo nos remete a olhar com profundidade que o que está em jogo é algo maior, relacionado às disputas de projetos de campo. Os governos têm demonstrado cada vez mais a clara opção pela agricultura de negócio – o agronegócio – que tem em sua lógica de funcionamento pensar num campo sem gente e, por conseguinte, um campo sem cultura e sem escola.
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Nesse sentido, os camponeses e os pequenos agricultores têm resistido contra esse modelo que concentra cada vez mais terras e riqueza, com base na produção que tem como finalidade o lucro. Nessa lógica, os camponeses são considerados como “atraso”. Por isso, lutar contra o fechamento das escolas tem se constituído como expressão de luta dos camponeses, de comunidades contra a lógica desse modelo capitalista neoliberal para o campo.
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Quais os objetivos da Campanha Nacional contra os Fechamentos das Escolas do Campo?
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O primeiro grande objetivo é fazermos um amplo debate com a sociedade, tendo em vista a educação como um direito elementar, consolidado, na perspectiva de que todos possam ter acesso. O que precisamos fazer é justamente frear esse movimento que tem acontecido, do fechamento das escolas do campo, sobretudo no âmbito dos municípios e dos estados.
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Pensar isso significa garantir esse direito tão consolidado no imaginário social, como uma conquista social à educação, garantir que as crianças e os jovens possam se apropriar do conhecimento historicamente acumulado pela humanidade, que esse conhecimento esteja vinculado com sua prática social e que, sobretudo, esse conhecimento seja um mecanismo de transformação da vida, de transformação para que ela seja cada vez mais plena, cada vez mais solidária e humana.
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Colado a isso, temos que fazer esse debate da educação como um direito básico, e que nós não podemos - do ponto de vista da sociedade - dar passos para trás nesse sentido, ao negar esse direito historicamente consolidado.
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A educação do campo nasce como uma crítica a situação da educação brasileira no campo. E essa situação na época revelava justamente o fechamento das escolas no campo e o deslocamento das crianças, de jovens e de adultos do campo para a cidade.
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Qual o significado do fechamento dessas escolas?
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Passado mais de 12 anos do que chamamos de educação do campo, dentro dessa articulação que foi surgindo pela garantia de direitos, de crítica à situação do campo brasileiro, vemos esse movimento na contramão, mesmo já tendo conquistado várias políticas públicas no âmbito educacional. É preciso que não percamos de vista essa luta pela educação no campo. Essa luta passa, essencialmente, pela defesa de melhores condições de trabalho, das condições das estruturas físicas das escolas e pela conquista de mais escolas para atender a grande demanda do campo brasileiro.

A região Nordeste representou mais da metade do total de estabelecimentos fechado nos últimos anos. Por quê?
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No Nordeste é onde ainda está concentrada a maior parte da população no campo. Por isso, é maior o impacto nessa região. A exemplo, a maioria das famílias em projetos de assentamentos de Reforma Agrária estão no Nordeste. É onde se fecha mais escola e continua sendo uma região que apresenta baixos níveis de escolaridade da população no quadro geral brasileiro.
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A educação é um direito básico que está consolidado no imaginário popular como conquista dos movimentos sociais, da população brasileira, mas tem sido negado. Isso configura um retrocesso histórico em meio aos avanços tidos no âmbito educacional, a exemplo das resoluções do Conselho Nacional de Educação, que assegura que os anos iniciais do ensino fundamental sejam ofertados nas comunidades.
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No caso dos anos finais, caso as crianças e jovens tenham que se deslocar, que consigam ir para outras comunidades no próprio campo - o que chamam de intra-campo -, mas somente após uma ampla consulta e debate com os movimentos sociais e as comunidades.
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Como trabalhar essa questão nacionalmente tendo em vista que a maioria das escolas que foram fechadas é de responsabilidade dos municípios?
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Os dados de fato apontam que são os estados e os municípios que tem fechado. Não poderia ser diferente, já que são estes entes federados que ofertam de maneira geral a educação básica nesse país, cada qual assumindo suas responsabilidades.
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Em geral, os municípios têm assumido a educação infantil e o ensino fundamental, e tem ficado cada vez mais para os estados a responsabilidade sobre o ensino médio. O Ministério da Educação tem também responsabilidade pelo fechamento dessas escolas, até porque estamos falando de um espaço de Estado que é a expressão máxima de instituição responsável pela educação no país.
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Não se tem, por exemplo, critérios claros que determine o fechamento de escolas, que explicitem os motivos pelos quais se fecham, ou em que medida se pode ou não fechar uma escola no campo.
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A escola em um determinado município faz parte de uma rede maior que são as escolas públicas brasileiras. É nessa visão de país que temos que pensar. É preciso garantir que a população do campo tenha acesso ao conhecimento elaborado e que este acesso seja possível no território em que eles vivem.
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De qual maneira a luta pela Reforma Agrária se alinha com a luta pela educação?
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Quando falamos de luta pela Reforma Agrária, estamos nos referindo a uma luta pela conquista de direitos como o da terra e as condições necessárias para trabalhar e viver, como o direito à educação. Com isso, vinculamos permanentemente à questão do processo educacional à Reforma Agrária, pois pensar um projeto de campo e de país, fundamentalmente, passa também por pensar um projeto de educação.
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A história do nosso movimento demonstra que é necessário fazer a luta pela terra paralelamente à luta por outros direitos, como educação, cultura, comunicação. Viver no campo é exigir cada vez mais conhecimento – saber elaborado – para poder viver bem e melhor, cuidando da terra e da natureza e cultivando alimentos saudáveis para toda a sociedade brasileira.
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Quais são as propostas do MST para a educação do campo?
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Primeiro, que o direito à educação deixe de ser apenas um direito formal, que seja direito real das pessoas que vivem no campo, no sentido de terem em seus territórios acesso à educação e à escola tão necessária e importante como para os que vivem na cidade.
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O acesso ao conhecimento não deve ser moeda de troca, em que os que necessitam tenham que comprar, algo tão fortemente presenciado na educação privada. Que possamos seguir lutando para que nenhuma outra escola seja fechada no campo ou na cidade. Temos que seguir lutando cada vez mais para garantir na realidade questões como a ampliação e construção de mais escolas no campo; com acesso a toda educação básica e suas modalidades de ensino; acesso à ciência e à tecnologia, vinculados aos processos de produção da vida social no campo e seus diversos territórios camponeses, de pequenos agricultores.
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Além disso, lutamos para assegurar a formação inicial e continuada dos educadores nas diversas áreas do conhecimento para atuação na educação básica, uma vez que são mais de 200 mil educadores no campo sem formação superior; garantir educação profissional técnica de nível e superior; e que se efetive uma política pública com a participação efetiva das comunidades camponesas, dos movimentos sociais do campo.
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Qual a importância de que essas escolas sejam voltadas para o campo? Ou seja, que sejam escolas do campo?
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Estamos falando de um princípio básico que é da produção da existência dos sujeitos do campo. Os camponeses, os trabalhadores rurais, produzem resistência nesse espaço, nesse território. Portanto, o processo educacional que defendemos é que, além de acessar uma base comum do ponto de vista do conhecimento, precisamos que as escolas que estejam situadas no campo possam incorporar dimensões importantes da vida dos camponeses. Da dimensão do trabalho, da cultura e, fundamentalmente, da dimensão da luta social - algo que é constante no campo brasileiro. Nas últimas décadas, vivemos com o avanço do agronegócio, do capital no campo, que tem se intensificado cada vez mais e tem expulsado os trabalhadores e trabalhadores que ali vivem. Há uma resistência no campo, são os trabalhadores, as comunidades camponesas lutando contra esse modelo. E a escola, de certa maneira, precisa incorporar na organização de seu trabalho pedagógico essas tensões e contradições que constituem a realidade no campo brasileiro.
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E quais são os impactos e consequências que as crianças do campo sofrem ao irem estudar nas cidades?
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São vários. Mas gostaria de destacar um dos principais impactos que é do ponto de vista da subjetividade. As crianças e jovens que se deslocam diariamente para estudar na cidade sofrem com o preconceito e a discriminação pelo fato de serem do campo. A cultura urbana se coloca como superior a do campo, e essa hierarquização acaba tendo impactos direto nos processos educacionais. E não poderia ser diferente. Uma vez que a cidade está colocada como sinônimo de modernidade, o campo é visto ainda como sinônimo de atraso, mesmo sendo os trabalhadores rurais responsáveis por colocar mais de 70% dos alimentos em nossa mesa. Por experiência própria, quando fiz uma das séries do ensino fundamental em uma escola da cidade, eu e os outros colegas do assentamentos éramos tratados como “inferiores”, “os coitadinhos”, quer seja pelos colegas de sala ou pelos próprios professores que não tinham formação suficiente para lidar com essas realidades. Tais posturas levam as crianças e jovens a terem vergonha de suas origens, de suas raízes, de ser o que é e passa a fortalecer uma ideia de inferioridade, levando a muitos casos de desistência da escola, e consequentemente, desiste do sonho de continuar estudando. Por isso que a luta contra o fechamento e por construção de escola no campo tem o sentido de poder tornar real o sonho de milhares de crianças e jovens de continuar estudando.
(Foto: Nina Fideles)
FONTE: MST

15 de julho de 2011

SEEDUC tentou mascarar boicote da categoria ao SAERJ reaplicando a mesma prova no dia seguinte


O Sepe recebeu uma série de reclamações de escolas estaduais que denunciaram a tentativa da SEEDUC de obrigar as unidades a reaplicar a prova do SAERJ no dia 30/6), depois do fracasso do dia 29/6, quando a categoria promoveu um grande boicote à avaliação programada pelo governo do estado. Segundo informações da categoria, as avaliações do dia 30 seriam as mesmas do dia anterior, ou seja, seus gabaritos já haviam sido revelados, o que configura uma verdadeira fraude. O Sepe continuou recomendando que as escolas adotem a decisão da assembléia da rede estadual para que a categoria não aplicasse qualquer avaliação do Programa de Metas e não aceitasse a pressão da secretaria ou das coordenadorias.

Profissionais de 40 horas devem entregar requerimento para receber diferença dos triênios a partir de 1994






Os profissionais de 40 horas da rede estadual devem entrar

com um requerimento para solicitar a abertura de um processo

para restituição da diferença dos triênios a partir de 1994.

Para dar entrada, os profissionais devem comparecer ao

protocolo geral, no 26º andar do Centro Administrativo do

Governo do Estado, na Rua da Ajuda - Centro, munidos de

xerox do contracheque e da identidade.

Em Campos deverão se dirigir a Coordenadoria Norte Fluminense.

Ousar lutar. Ousar vencer!





PROFESSORES MUNICIPAIS SOFREM ATAQUE AOS SEUS DIREITOS


A EDUCAÇÃO em Campos está sendo atacada em seus direitos. Além de não receberem o FUNDEB, conviver com direções de escolas indicadas - onde muitos destes se comportam como "feitores" do governo - trabalham em turmas numerosas, etc, estão sendo massacrados pela retirada de direitos com o decreto 305 e, PROFESSORES READAPTADOS, desviados de função - que atuam na Supervisão Escolar e área pedagógica, etc - está sendo negado a usufluir do descanso no recesso escolar inerente a TODOS OS PROFESSORES.

É preciso esclarecer que PROFESSOR não perde a sua condição por ter sido readaptado em outra função em face de problema de saúde devidamente periciado por junta médica, nem tampouco o PROFESSOR desviado de função cuja motivação foi o fim do Ensino Médio na rede municipal.

Seja como for, o Professor não deixa de ser Professor e goza dos mesmos direitos de docente afinal, este é o cargo que lhe foi conferido através de concurso público. As mudanças de caminho é decorrência de problemas de saúde adquiridos na profissão ou mudança da legislação e, o Professor não deve ser penalizado por isso.

Ousar lutar. Ousar vencer!

NOTÍCIAS SOBRE A AUDIÊNCIA DE ONTEM COM RISOLIA

Em audiência que terminou pouco (20h30) na Alerj, o deputado Paulo Melo, presidente da Alerj, falando em nome do governo do estado, anunciou ao Sepe quatro propostas, tendo em vista a lista de reivindicações dos profissionais de educação:

1) Reajuste de 26%: o governo se compromete a formar uma mesa de negociação com o Sepe no início de agosto para discutir especificamente a proposta do sindicato de reajuste emergencial de 26%. Paulo Melo condicionou a formação desta mesa com o fim da greve;

2) Antecipação imediata da Gratificação Nova Escola: não houve novidade. O governo manteve a proposta de antecipar somente a parcela de 2012 em 2011;

3) Descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos: o governo mandará em agosto um Projeto de Lei à Alerj, descongelando o plano;

4) Animadores Culturais: Paulo Melo anunciou que orientou a Procuradoria da Alerj a defender a PEC que regulariza a profissão de animador cultural na rede.

Além de Melo, estavam presentes os secretários Wilson Risolia (Educação), Sergio Ruy (Planejamento) e Wilson Carlos (secretário de Governo).

Amanhã, às 14h, a categoria realiza assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, para discutir as propostas do governo e os rumos da greve - com isso, a greve ESTÁ MANTIDA pelo menos até a assembleia desta sexta.

Enquanto a audiência era realizada, cerca de 500 profissionais das escolas públicas estaduais do Rio realizavam ato público em frente à Secretaria de estado de Educação (Seeduc), com a presença de parlamentares e líderes do movimento social. No mesmo local, desde o dia 12, cerca de 100 profissionais estão acampados em protesto contra a falta de propostas salariais da parte do governo.

Eis as principais reivindicações da categoria:
reajuste
emergencial de 26%; incorporação imediata da gratificação do Nova Escola; descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.

O piso salarial do professor é R$ 638,00; o do funcionário da escola, R$ 433,00. Cerca de 20 professores por dia útil saem das escolas estaduais, entre exonerados e aposentados uma carência de mais de 10 mil professores na rede, mas os baixos salários não atraem novos professores.

Além das reivindicações citadas acima, a categoria luta por: reforma urgente da estrutura física das escolas; regulamentação dos animadores culturais; eleição de diretores de escolas; concurso público para professor e funcionário; paridade para os aposentados; e a revitalização do Iaserj.
Fonte: SEPE

14 de julho de 2011

PREFEITA GAROTINHO RETIRA DIREITO DE PROFESSORES READAPTADOS DE DESCANSAR DURANTE RECESSO ESCOLAR. ABSURDO!


Professores readaptados sofrem ataques aos seus direitos ao terem negado seus direito de descansar durante recesso escolar como os demais colegas da categoria.

É bom lembrar que apesar de readaptado por motivo de doença, o professor tem os seus direitos preservados pelo concurso que permitiu seu ingresso no magistério onde o cargo ao qual concorreu foi a de docente e, somente precisou se afastar da sala de aula por orientação médica.

A medida da prefeita é um atentado contra os direitos dos professores e, o SEPE tomará providências quanto a isso.

13 de julho de 2011

FOTOS DA OCUPAÇÃO DA SEEDUC NO DIA 12/07

Hoje, em assembéia realizada em frente a Alerj, centro do Rio de Janeiro, professores da rede estadual decidiram manter a greve, iniciada em 7 de junho.









Após a assembleia, a categoria saiu em passeata e decidiram ocupar a sede da Secretaria de Educação(Seeduc) exigindo uma audiência imediata dom o secretário Wilson Risolia.









O batalhão de choque da PM foi acionado e tentou dispersar os manifestantes usando spray de pimenta.



Segundo o Sepe, cerca de 100 profissionais de educação das escolas estaduais ocuparam neste momento a sede da Secretaria Estadual de Educação, na Rua da Ajuda, Centro do Rio. Em torno de 500 profissionais estão em frente à Secretaria, do lado de fora, aguardando as negociações. PMs do Batalhão do Choque jogaram gás de pimenta nos professores e funcionários. O carro de som do sindicato está no local e a situação é tensa.



12/07/2011: Dezenas de profissionais ocupam 5º andar da Seeduc


Foto 1 feita pelos manifestantes dentro da SEEDUC.

Foto interna: momento da ocupação do saguão (Foto Samuel Tosta)

Cerca de 60 professores e funcionários das escolas estaduais ocupam desde as 13h30 o 5 º andar da sede da Secretaria de Educação Estadual (Seeduc), onde se localiza o Gabinete do secretário. Dirigentes do Sepe reivindicam um audiência com o secretário Wilson Risolia. O subsecretário Becker garantiu que a audiência ocorrerá às 15h. Centenas de profissionais estão na rua em frente ao prédio da Seeduc, aguardando o resultado da audiência. No momento da ocupação, PMs do Batalhão de Choque chegaram a jogar gas de pimenta nos manifestantes.
FOTOS DA OCUPAÇÃO - SAMUEL TOSTA
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A GREVE CONTINUA. CABRAL, A CULPA É SUA!


A ocupação do 5º andar da SEEDUC ontem à tarde cumpriu o importante papel de forçar a audiência com o Secretário de Educação Wilson Risolia que, numa demonstração de arrogância não compareceu as duas últimas previamente agendadas.

Estiveram presentes na audiência de ontem - além do secretário de Educação- o secretário de planejamento Sérgio Ruy, alguns sub-secretários, parlamentares e a comissão do SEPE, enquanto os manifestantes que fizeram a ocupação da SEEDUC permaneceram no saguão em frente ao gabinete do secretário Risolia.

Após três horas e meia de negociações - marcada pela frieza do secretário de educação e, o tom irônico e provocador do secretário de planejamento- não houve nenhum avanço numa demonstração clara da intransigência do governo Cabral cujos secretários não se preocupam em poupá-lo de mais um desgaste político.

Com se deu a ocupação da SEEDUC:

Um pouco antes das 12h setenta(70) profissionais entraram na secretária normalmente apresentando como de praxe o RG e, concentrados pacificamente no andar aos quais se dirigiram desceram em hora previamente combinada para o 5º andar onde fica o gabinete do secretário de educação onde foram atendidos pelo sub-secretário de Gestão de Pessoas, momento em que foi comunicado a este tratar-se de manifestação pacífica e que dali ninguém sairia até que fossem atendidos pelo secretário Risolia. Muitos profissionais tiveram a oportunidade de expôr as mazelas sofridas pela categoria e, loo veio a notícia de que o secretário atenderia às 15h.

Enquanto isso...

Os mais de mil profissionais que começaram a chegar na ALERJ para o acampamento e assembleia às 14h ao saberem da ocupação na SEEDUC decidiram se deslocar para lá a fim de acompanhar o desdobramento da audiência só que, a esta altura a PM já havia sido chamada ao local - desnecessariamente - e houve contenção na entrada da SEEDUC com gás de pimenta e porta de vidro fechada. Nisso, com a pressão de profissionais querendo entrar e, outros já na parte interna da SEEDUC tentando evitar o gás de pimenta a porta de vidro não suportou a pressão e, se partiu ACINDENTALMENTE.

E depois...

A não ser a posição intransigente do governo todo o restante transcorreu dentro da normalidade como sempre foram as manifestações dos profissionais de educação e, às 20:00h os que fizeram a ocupação desceram espontaneamente devido ao entendimento de que não havia necessidade de permanecer no interior da SEEDUC e, uniram-se aos acampados por TEMPO INDETERMINADO na Rua da Ajuda em frente a SEEDUC.

Próximos eventos....

. Permanência do acampamento em frente a SEEDUC
. Audiência dia 14/07 com o chefe de gabinete do governador Cabral às 15:30
. Assembleia da categoria sexta-feira (15/07)as 14 h no Clube Municipal na Tijuca.

Expectativas...

Que o governo apresente contra-propostas as reivindicações da categoria e, caso contrário a GREVE CONTINUA e, os profissionais de educação que até então ficaram assistindo de longe movimento se incorporem a ele e, que em agosto - se for necessário - haja 100% de adesão da categoria.

Galeria de fotos...

A GREVE CONTINUA. CABRAL, A CULPA É SUA!


A ocupação do 5º andar da SEEDUC ontem à tarde cumpriu o importante papel de forçar a audiência com o Secretário de Educação Wilson Risolia que, numa demonstração de arrogância não compareceu as duas últimas previamente agendadas.

Estiveram presentes na audiência de ontem - além do secretário de Educação- o secretário de planejamento Sérgio Ruy, alguns sub-secretários, parlamentares e a comissão do SEPE, enquanto os manifestantes que fizeram a ocupação da SEEDUC permaneceram no saguão em frente ao gabinete do secretário Risolia.

Após três horas e meia de negociações - marcada pela frieza do secretário de educação e, o tom irônico e provocador do secretário de planejamento- não houve nenhum avanço numa demonstração clara da intransigência do governo Cabral cujos secretários não se preocupam em poupá-lo de mais um desgaste político.

Com se deu a ocupação da SEEDUC:

Um pouco antes das 12h setenta(70) profissionais entraram na secretária normalmente apresentando como de praxe o RG e, concentrados pacificamente no andar aos quais se dirigiram desceram em hora previamente combinada para o 5º andar onde fica o gabinete do secretário de educação onde foram atendidos pelo sub-secretário de Gestão de Pessoas, momento em que foi comunicado a este tratar-se de manifestação pacífica e que dali ninguém sairia até que fossem atendidos pelo secretário Risolia. Muitos profissionais tiveram a oportunidade de expôr as mazelas sofridas pela categoria e, loo veio a notícia de que o secretário atenderia às 15h.

Enquanto isso...

Os mais de mil profissionais que começaram a chegar na ALERJ para o acampamento e assembleia às 14h ao saberem da ocupação na SEEDUC decidiram se deslocar para lá a fim de acompanhar o desdobramento da audiência só que, a esta altura a PM já havia sido chamada ao local - desnecessariamente - e houve contenção na entrada da SEEDUC com gás de pimenta e porta de vidro fechada. Nisso, com a pressão de profissionais querendo entrar e, outros já na parte interna da SEEDUC tentando evitar o gás de pimenta a porta de vidro não suportou a pressão e, se partiu ACINDENTALMENTE.

E depois...

A não ser a posição intransigente do governo todo o restante transcorreu dentro da normalidade como sempre foram as manifestações dos profissionais de educação e, às 20:00h os que fizeram a ocupação desceram espontaneamente devido ao entendimento de que não havia necessidade de permanecer no interior da SEEDUC e, uniram-se aos acampados por TEMPO INDETERMINADO na Rua da Ajuda em frente a SEEDUC.

Próximos eventos....

. Permanência do acampamento em frente a SEEDUC
. Audiência dia 14/07 com o chefe de gabinete do governador Cabral às 15:30
. Assembleia da categoria sexta-feira (15/07)as 14 h no Clube Municipal na Tijuca.

Expectativas...

Que o governo apresente contra-propostas as reivindicações da categoria e, caso contrário a GREVE CONTINUA e, os profissionais de educação que até então ficaram assistindo de longe movimento se incorporem a ele e, que em agosto - se for necessário - haja 100% de adesão da categoria.

Galeria de fotos...