21 de abril de 2010

E-MAIL ENVIADO PARA VEREADORES

Nós concursados 2008 apenas queremos exercer nosso papel importante em uma sociedade que é levar a educação as nossas crianças

Não pensei que estaria um dia tendo que lutar por um direito que todos dizem que temos, tem um momento da vida que queremos mais sinceridade e que nos poupem desse mundo selvagem e me convençam de que a vida é bela e que nunca vou perder a minha esperança.
O que é uma sociedade onde não se respeita o fundamental para ela que é a educação de nossas crianças, tirar delas o direito de uma educação digna é fazer com que elas não acreditem em seus próprios sonhos....
Como diz aquela velha música....
Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
E tirava essas crianças dos faróis
As botava, as botava pra estudar.....
É nossa responsabilidade, dever levar a criança a estudar, viajar no seu mundo lúdico através de educação, viajar pra onde ela pode ser inocente, ser criança, mas criança feliz, feliz a cantar e não criança pobre e carente e que não perca a esperança de que irão proporciona-las uma educação digna.

Esse governo precisa dar mais importância a uma educação limpa, onde não é usado manobras para burlar a lei e assim ser mal visto por seus munícipes.

ABANDONO DO ENSINO PÚBLICO EM CAMPOS-RJ

Pela Professora Luciana Gomes

Caros amigos,

A nossa prefeita Rosinha Garotinho está indo longe demais no abandono da educação, aqui em Campos dos Goytacazes-RJ. No início do ano letivo de 2010 foram fechadas diversas escolas municipais situadas na zona rural do município, são elas:
- E. M. Ribeiro de Carvalho (Morro do Coco)
- E. M. Barcelos Martins (Correnteza)
- E. M. Carlota Ferreira Peçanha (Santa Maria)
- E. M. E. M. Fazenda Muritiba (Morro do Coco)
- E. M. Guararema (Morro do Coco)
- E. M. Joaquim Costa Wagner (Tocos)
- E. M. Maura Batista Peçanha (Morro do Coco)
- E. M. Barra Velha (Farol de São Thomé)
- E. M. Benedito Ribeiro Venâncio (Goiaba Tocos)
- E. M. Mont’ alverne (Mulaco Baixada)
- E. M. N.S. do Carmo (Garrafão S. Eduardo)

Além disso, 132 alunos residentes e domiciliados no Canal das Flexas, Retiro, Boa Vista, aqui em Campos-RJ, tiveram que ser matriculados no município de Quissamam-RJ, em busca de ensino público, haja vista o fechamento das escolas. Mais 21 adolescentes residentes e domiciliados no IMBÉ, em Campos-RJ, estão frequentando aulas no município de São Fidelis-RJ, para ter acesso ao ensino fundamental. UMA VERGONHA PARA NOSSA CIDADE! A prefeita está fechando escolas situadas na zona rural, talvez de pouca conotação na mídia, mas de grande importância no ensino público municipal. E o concurso de 2008, além dela não convocar nenhum candidato aprovado, nem para o ano letivo de 2009, nem para o de 2010, ela não mostra interesse em prorrogá-lo, por mais 2 anos. Nunca vi disso! Precisamos ir a luta, não podemos deixar esse descaso e abandono com o ensino público municipal aqui em Campos. Temos que publicar, postar, divulgar tudo isso que está ocorrendo aqui a nível nacional. Não podemos nos calar! Meu Deus do Céu!!!

Luciana Gomes.

19 de abril de 2010

O SEPE EM AÇÃO...

Mais uma ação aprovada na última Assembléia de concursados de 2008 da educação, promovida pelo SEPE, foi colocada em prática.

Uma comissão formada pelo Professor Amaro Sérgio, duas concursadas e eu, fomos aos gabinetes dos vereadores, protocolar um documento que, na verdade é um resumo das denúncias encaminhadas por nós ao MPE e à Promotoria da Infância e da Juventude.

Não encontramos todos os vereadores, entretanto os poucos com os quais conversamos pareceram bem receptivos, no entanto esperamos que isso seja confirmado com uma ação conjunto de todos eles em reativar as escolas fechadas, convocar os concursados para suprir as vagas nestas escolas e prorrogar o prazo de validade do concurso.
Graciete Santana

DOCUMENTO PROTOCOLADO NO GABINETE DE CADA UM DOS VEREADORES DE CAMPOS

Ofício nº 20/2010
Do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE)
Para a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes
Assunto: Prorrogação do prazo de validade do concurso de 2008 para a Educação de Campos, c/c para o MPE
Campos dos Goytacazes, 19 de abril de 2010
Ilustres Vereadores (as)

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, no cumprimento do seu compromisso com a defesa da Escola Pública, gratuita e de qualidade, e dos interesses de todos os profissionais de Educação, atendendo aos anseios dos Professores concursados de 2008 da educação, vem por meio deste, solicitar de cada um dos vereadores (as) desta casa, independente de quais partidos façam, uma atenção especial para um assunto que, sem dúvida, deve ser do interesse dos nobres edis.
O Edital do referido concurso, cujo prazo de validade expira em 29/05/10, é de 2 (dois) anos podendo ser prorrogado por mais 2 (dois) anos, à critério da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes. Entretanto, este sindicato ao se dirigir aos órgãos competentes a fim de solicitar a prorrogação do mesmo, se deparou com argumentos irrelevantes, frente a realidade das escolas municipais, em não fazê-lo, restando-nos recorrer aos (às) senhores (as) para, o cumprimento das suas atribuições.
Com a intenção de contribuir para a compreensão dos (as) senhores (as), informamos alguns problemas que assolam as escolas municipais de Campos, dentro do que foi constatado no início do ano letivo de 2010, o que justifica o pleito de prorrogação do prazo de validade do referido concurso:
• que no início do ano letivo de 2010 foram fechadas 12 escolas municipais situadas na zona rural do município, e os professores das mesmas remanejados para outras unidades escolares, sendo elas:
- E. M. Ribeiro de Carvalho (Morro do Coco)
- E. M. Barcelos Martins (Correnteza)
- E. M. Carlota Ferreira Peçanha (Santa Maria)
- E. M. E. M. Fazenda Muritiba (Morro do Coco)
- E. M. Guararema (Morro do Coco)
- E. M. Joaquim Costa Wagner (Tocos)
- E. M. Maura Batista Peçanha (Morro do Coco)
- E. M. Barra Velha (Farol de São Thomé)
- E. M. Benedito Ribeiro Venâncio (Goiaba Tocos)
- E. M. Mont’ alverne (Mulaco Baixada)
- E. M. N.S. do Carmo (Garrafão S. Eduardo)
• que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) “estabelece uma base comum a todas as regiões do país, a ser complementada pelos sistemas federal, estaduais e municipais de ensino e determina a adequação da educação e do calendário escolar ás peculiaridades da vida rural e de cada região” e que reconhece em seus artigos 3º, 23º, 27º e 61º a “diversidade sociocultural e o direito a igualdade e a diferença, possibilitando a definição de diretrizes operacionais para a educação rural sem, no entanto, romper com o projeto global de educação para o país”.
• que o Plano Municipal de Educação do Município aprovado pela Câmara de vereadores, por unanimidade no dia 15/12/09,, dentro dos preceitos da Constituição Federal, da Lei Orgânica do Município, da LDB, PNE e PEE, dentro “Das especificidades dos níveis e ou modalidades da Educação Básica”, 3.1.6. sobre a Educação do Campo diz que “Faz-se necessário o compromisso de desenvolver a Educação Camponesa como determina a Resolução CNE/CEB nº 1, de 03 de abril de 2002, principalmente por Campos dos Goytacazes ser um município com uma demanda de alunos camponeses bastante significativa, correspondente a um percentual de, aproximadamente, 43% no ensino fundamental e 30% nas creches do nosso total de alunos”.

Para além disso este sindicato recebeu denúncias de que:

• 132 alunos da zona rural de Campos estão matriculados e frequentando a E. M. DÉLFICA DE CARVALHO WAGNER, localizada em Barra do Furado - QUISSAMÃ (conforme comprova documento em anexo), sendo 51 alunos moradores de Canal da Flechas (cuja escola municipal está fechada), 72 alunos da localidade de Retiro (onde existe uma escola municipal, funcionando precariamente, com 45 alunos em apenas duas salas de aula) e 09 alunos moradores da localidade de Bela Vista e em Canto do Engenho existe uma escola municipal precária;
• que, aproximadamente, 20 alunos moradores da localidade de Serrinha e de Macabuzinho freqüentam a escola municipal de Morro Alto localizada em QUISSAMÃ;
• que 12 (doze) adolescentes residentes na fazenda Sertão- Imbé se deslocam para São Fidélis para ter acesso ao 2º segmento do ensino fundamental;
• que 09 pessoas residentes na Fazenda Sertão – Imbé se deslocam, à noite, para São Fidélis para ter acesso ao EJA;
• que na localidade de Correnteza 09 crianças estão sem estudar por falta de transporte e outras 10 crianças da mesma localidade percorrem 12 km para chegar a escola;
• que a E. M. Barra Velha funcionava bem e com um trabalho comunitário de excelência (conforme parecer técnico em anexo);
• que o 2º segmento do ensino fundamental (6º ao 9º ano) é quase inexistente na área rural;
• que em Venda Nova a E.M. João Goulart funciona em condições insalubres, tendo inclusive um prédio condenado pela Defesa Civil:

Recebemos, também, a denúncia de que existe hoje nas Unidades Escolares do município de Campos do Goytacazes aproximadamente 500 (quinhentos) profissionais trabalhando em RET (Regime Especial de Trabalho), que é um sistema que visa cobrir carências temporárias, de um período máximo de 1 (um) ano, entretanto, há denúncias de vagas reais em Ponta Grossa dos Fidalgos (7), Tocos (2), 3º Distrito (1), Morangaba (2) e muitas outras além dos exemplos citados. Ressaltamos ainda que, o Governo Municipal tem anunciado reformas, com ampliação, de várias escolas e creches.
Diante do exposto, em que sobejam evidências da necessidade, DENTRE OUTRAS PROVIDÊNCIAS, de convocação de professores, tendo o município o concurso de 2008 da educação dentro da validade, podendo ser prorrogado por mais 2 (dois), não há motivo para não fazê-lo. Primeiro, por não ser oneroso ao município, segundo porque é uma medida prudente por parte daqueles que têm compromisso com a educação pública diante da realidade ora apontada.
Reiteramos a solicitação da prorrogação do prazo de validade do concurso de 2008 da educação, certos de que partilhamos da mesma luta, pela garantia da plena aplicação da lei por uma educação pública de qualidade, agradecemos a atenção.


Atenciosamente,

Graciete Santana N. Nunes
Coordenadora Geral do SEPE/

Amaro Sérgio da Silva Azevedo
Secretaria de Imprensa do SEPE/Campos

18 de abril de 2010

MAIS DE 20 MIL CRIANÇAS SEM AULA DESDE A TRAGÉDIA DA CHUVA EM NITERÓI

Escolas viraram refúgio para desabrigados e alunos da Educação Básica na rede pública de Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro estão sem poder estudar há quase duas semanas

Rio - A rede de solidariedade que se formou para ajudar a multidão de desabrigados gerou um problema para estudantes das cidades mais afetadas pelas chuvas. Em Niterói, Rio e São Gonçalo, 20.378 alunos da rede pública estão sem aulas há mais de uma semana, porque 37 escolas transformaram-se em moradia provisória para as vítimas. A situação é tão crítica que, em algumas unidades, não há expectativa do retorno das atividades.

Em Ciep no Borel, desalojados pelas chuvas trancaram o portão impedindo as aulas. Muitas das crianças abrigadas estudam na escola. Foto: Eduardo Naddar / Agência O Dia
No Morro do Borel, na Tijuca, ontem, moradores abrigados no Ciep Doutor Antoine Magarinos Torres Filho desde o dia 5 impediram a entrada de alunos e professores, com quem teriam que dividir o espaço.

No mesmo bairro, o Colégio Estadual Herbert de Souza, onde estudam 2.078 alunos, também está com as aulas suspensas. O prédio serve de moradia para 220 desabrigados. Em Niterói, a situação é pior. Doze mil estudantes, de 27 escolas, estão fora das salas. O prefeito do município, Jorge Roberto Silveira, garantiu que segunda-feira a situação será normalizada e que já começou a transferir as vítimas da chuva. Em São Gonçalo são 6.300 crianças e adolescentes, de 9 colégios, sem previsão de volta às aulas.

A Secretaria Estadual de Educação garantiu que nas unidades em que alunos e desalojados compartilham a instalação, a convivência é pacífica. Mas naquelas cedidas 100% às vítimas, não há como precisar a data da volta dos estudantes, porque não se sabe por quanto tempo as unidades vão continuar como abrigo.

No colégio do Borel, que abriga 51 famílias, 540 alunos — muitos deles crianças que estão com os pais na escola — estão sem aula. “Não há condições de ficarmos aqui e os alunos terem aulas ao mesmo tempo. O colégio não tem estrutura e não sabemos para onde ir. Enquanto a prefeitura não resolver nossa situação, vai permanecer fechado”, avisou a presidente da Associação de Moradores do Morro do Borel, Roberta Ferreira.

Um só banheiro para todos e preparo do almoço às 16h

No colégio municipal do Borel, há só um banheiro sem chuveiro. Há uma semana, os alunos voltaram e as vítimas foram deslocadas das salas de aula para uma pequena biblioteca. Os sem-teto relatam que só podiam preparar o café da manhã às 11h e o almoço às 16h. Pelo menos 13 crianças e 3 adultos teriam sido intoxicados por água do bebedouro, lacrado pela Vigilância Sanitária.
O secretário municipal da Assistência Social, Fernando William, ofereceu dois abrigos para que eles deixassem a escola, em vão. “Temos medo de sermos esquecidos lá. Só vamos sair daqui quando tivermos casa”, disse Andreia dos Santos Alves, 30, que está no Ciep com os 6 filhos, 5 deles alunos do colégio. “É triste as crianças ficarem sem aula, mas pior é ficarmos sem casa”, completou. William disse que em até uma semana distribuirá os cheques de R$ 400 do aluguel social.

Sem teto e à mercê da solidariedade popular

A Escola Estadual Machado de Assis, próxima ao Morro do Bumba, em Niterói, é uma das que estão com as aulas suspensas em virtude do grande número de pessoas abrigadas no local. São 188, 90% deles ex-moradores do antigo lixão.

Com ajuda de voluntários e grande volume de doações, eles se dividem na limpeza dos cômodos do colégio e na hora de cozinhar as refeições. São só elogios à organização e à estrutura dos locais. Mas dizem que, neste momento, estão à mercê da solidariedade. Dizem não ter recebido qualquer auxílio dos governos do estado e do município

“Não tenho palavras para agradecer o que essas pessoas (voluntários) estão fazendo por nós. Não falta nada aqui, é tudo muito limpo e organizado. Mas esperamos uma solução da prefeitura, já que não podemos ficar morando na escola para sempre”, diz o pedreiro Jair Santos Silva Souza, 32 anos, que perdeu mãe, irmã e quatro sobrinhos no soterramento de sua casa, no Bumba, na madrugada do dia 6. Alguns desabrigados estão fazendo 5 refeições por dia pela primeira vez na vida.

Desalojados e estudantes no mesmo espaço

Embora convivam pacificamente no Colégio Estadual Guilherme Briggs, em Niterói, os 126 desalojados do Morro do Beltrão esperam uma solução mais confortável. Hoje, eles dividem o espaço com os 1.026 alunos do colégio, que desde segunda-feira voltaram às aulas nos três turnos.
Restritos agora à área de quatro banheiros, um auditório e duas salas de vídeo, os sem-teto acreditam que estejam prejudicando os estudantes, que têm encerrado as aulas uma hora mais cedo. As áreas comuns — refeitório, pátio e cozinha — têm horários determinados para o uso de alunos e de desalojados.

O segredo da convivência pacífica — segundo os próprios moradores, voluntários e funcionários da escola — é a organização. A exemplo do que ocorre na Escola Machado de Assis, em Santa Rosa, cada desalojado é responsável por uma tarefa, seja na limpeza, na cozinha ou na separação das doações.

A dona de casa Patricia Vaz da Silva, 28 anos, mudou-se com os dois filhos para a escola desde que sua casa desabou, na noite do dia 5. Mãe de uma aluna do 5º ano do Ensino Fundamental, ela fala das dificuldades: “Estamos nos adaptando. É claro que às vezes sentimos que estamos incomodando os estudantes e vice-versa, é complicado. Ao menos temos onde ficar e eles não ficam sem aulas”.


Natalia Von Korsh e Christina Nascimento-O DIA

PAIS APROVAM NOVAS REGRAS QUE DÃO PODER A MESTRES - REDE MUNICIPAL- RJ

* Postado por NA LUTA PELA EDUCAÇÃO em 16 abril 2010 às 8:30


Ministério Público dará ‘consultoria’ a diretores em casos de transgressão grave

Diretores e professores da rede municipal já contam com dois importantes aliados para garantir o cumprimento pelos alunos do novo Regimento Escolar, que entrou ontem em vigor: o Ministério Público, que funcionará como uma espécie de consultor para casos mais graves de desobediência, e os pais dos estudantes, que aprovaram as normas. O regimento, entre outras medidas, proíbe as chamadas ‘pulseiras do sexo’, bonés e aparelhos eletrônicos nas escolas, como antecipou ontem o ‘Informe do DIA’
Novo Regimento Escolar, que entrou ontem em vigor, proíbe as chamadas ‘pulseiras do sexo’, bonés e aparelhos eletrônicos nas escolas.

O objetivo é devolver aos mestres a autoridade perdida. Eles terão respaldo, por exemplo, para reter por dois dias o celular do aluno que usar o telefone em sala de aula. “Queremos resgatar a autoridade dos professores”, explicou a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, acrescentando que os educadores serão responsáveis por observar o cumprimento das determinações. A direção poderá decidir até pela transferência do aluno que insistir na transgressão.

Mãe de três estudantes da rede municipal em Olaria, Andrea Santos, 35 anos, elogiou as regras. “Muitos pais não entendem quando o professor toma o celular do aluno, mas esses aparelhos atrapalham a concentração”, diz Andrea, que também se preocupa com as pulseirinhas. “Até meu filho de 5 anos disse que queria. Conversei em casa, expliquei que não era bom usar a pulseira e entenderam”, contou. José Ricardo Moreira, pai de aluna de 12 anos, já faz a filha cumprir as regras: “Ela não usa celular na sala nem essa pulseira da moda. Nós conversamos com ela. As normas são ótimas. Precisam do apoio dos pais”. O professor de História Marcos Amorim lembra que o exemplo precisa vir também dos mestres: “Temos que desligar o celular também”.

Ontem, em escolas municipais na Tijuca, Maracanã e Praça da Bandeira, embora estivessem acostumados com esse tipo de recomendação, os alunos se assustaram ao saber, pelos professores, que a desobediência às regras poderá resultar na perda temporária dos objetos pessoais. “Ninguém quer ouvir sermão em casa”, diz a estudante da Escola Municipal Martin Luther King, na Praça da Bandeira, Dominique Lima, 14.

O celular é o item proibido mais polêmico. As amigas Aline Abel, 13, Adriana Brito da Silva, 12, Keitura Suane, 13, usam por recomendação dos pais. “Minha mãe quer poder falar comigo a qualquer hora. Deixo o celular para vibrar em cima da mesa”, conta Aline. E o estudante V., 17, admite usar o MP5 que ganhou dos pais para colar nas provas. “Gravo partes da matéria aqui e escuto na hora da prova. Ninguém percebe”, confessa o menino, que também usa as pulseirinhas do sexo.

Professora da Faculdade de Educação da Uerj e ex-diretora de escola municipal, Bertha do Valle diz que, para ser eficiente, o regimento preciso vir com empenho dos pais e ações pedagógicas pertinentes. “É preciso que as escolas tenham diálogo com alunos e que pais ajudem na aplicação dessas medidas”, diz.

Registro policial para transgressões graves

Segundo o coordenador da Promotoria da Infância e Juventude, Roberto Medina, a orientação à direção em transgressões graves — alunos com armas de fogo, agressões físicas ou depredação da escola — é registrar o caso na delegacia. “Nossa recomendação é que o jovem seja submetido a medidas socioeducativas cabíveis”, explicou o promotor, que elogiou o regimento: “Vai ajudar diretores e professores a agir”.

Moda entre crianças e adolescentes, as pulseiras são um perigoso jogo — cada cor corresponde a um ato sexual que deve ser cumprido quando o acessório arrebentar — e viraram caso de polícia. Em março, uma menina de 13 anos foi estuprada no Paraná por quatro rapazes que arrebentaram as pulseiras dela. No último dia 5, em Manaus, a morte de duas adolescentes teve como suspeita o uso de pulseiras coloridas.

Uma das jovens, de 14 anos, foi encontrada morta em um quarto de hotel com seis pulseiras coloridas que, segundo a polícia, foram arrebentadas pelo autor do crime. A outra possível vítima, também adolescente, foi esfaqueada na noite da Sexta-feira Santa, no bairro Valparaíso, também em Manaus. Ao lado do corpo da menor, foram encontradas duas pulseiras arrebentadas.

No Rio, escolas particulares têm pedido aos pais que não deixem seus filhos usarem as pulseiras.
FONTE: O DIA

17 de abril de 2010

CRECHE CAUSA POLÊMICA NO PARQUE ALVORADA

MATÉRIA DA FOLHA DA MANHÃ ONLINE

Após um ano de aluguel atrasado, os proprietários herdeiros da casa onde funcionava a creche Getúlio Vargas, localizada na rua Jovino Gomes Lima, Parque Alvorada, pediram o imóvel à Prefeitura, que foi desocupado nesta sexta-feira.

Os pais reclamam que, pela terceira vez nos últimos dois anos, as 69 crianças serão deslocadas, desta vez para outra casa alugada, cujas obras de adaptação só ficarão prontas no próximo dia 26.

A secretaria de Educação explica que o atraso nos três primeiros meses aconteceu por causa de trâmites legais e normais em um processo de locação de imóvel para o poder público. O órgão justifica que a situação foi agravada pela morte do proprietário, Joaquim Freitas, já que o sistema de locação teve que ser alterado.

FALA PROFESSORA!!!

MAIS UMA DENÚNCIA DIRETO DO BLOG DIGNIDADE...
VERGONHA!!!
Luciana, solicito à você que entre em contato comigo pelo e-mail do blog ou pelo cel. 8819 1723 / 99376057.
Vamos, através do SEPE, averiguar onde foram parar suas denúncias e, se necessário for, encaminharemos nova denúncia ao MPE.
Devemos estar atentos a característica da escola municipal em questão: área rural.
É isso que temos constatado e denunciado. Sucateiam (os sucessivos governos através da SMEC) a escola da área rural para depois fechá-la.
Isso é um crime!!!

É lamentável tudo isso...
Quero relatar uma situação presenciada por mim.Trabalhei na E.M João Goulart 14 anos, desde 94 até 2007.Essa unidade escolar com o passar dos anos foi depreciando suas estruturas ao ponto de uma de suas paredes desabar três vezes em 97, 2000 e 2005.Todas as vezes a PMCG consertava, porém o risco permanecia.Tirei fotos entreguei nas mãos do então vice-prefeito na época Geraldo Pudim e continuamos na mesma.Posteriormente fotografei e entreguei nas mãos de Auxiliadora, Elisabeth Campista, Elisabeth Landim, novamente Auxiliadora, e por último MPE e nada, nada foi feito. A escola continua sucateada... meu DEUS!

Agora encontra-se em péssimas condições!!! Atualmente exerço minhas funções em outra escola, porém meu coração continua batendo muito forte pela Comunidade de Venda Nova e pela Escola Municipal João Goulart.

Relato tudo isso para contribuir com mais uma DENÚNCIA (infelizmente) quanto ao descaso com as escolas da zona rural.

OBS:Está tudo relatado , fotografado e anexado a uma carta denúncia feita ao MPE em novembro de 2006.

Luciana Soares Marques(Educadora)

Abolição, onde está você ?!

Ontem assistindo a audiência pública no auditório da Câmara de Vereadores , presidida pelo ilustre deputado Marcelo Freixo, tivemos nosso conhecimento tecnico aprofundado sobre o trabalho escravo e no aspecto emocional um corte na carne pelos depoimentos lá expostos. Como me disse um trabalhador rural ao meu lado: "é uma escravidão branca !" Pelo lado técnico houve a apresentação de documentos e de multas aplicadas por uma precária fiscalização do Ministério do Trabalho, onde tais multas são cobradas _ou não_ numa sala do MT no Rio de Janeiro. O deputado Marcelo Freixo da Comissão de Direitos Humanos ficou de observar diretamente no referido setor o destino dessas multas. Pessoas que trabalharam vinte ou trinta anos receberam menos que um ano de direitos na rescisão , pelo que lá ouvimos. A desapropriação de terras dos devedores para pagar os milhões em dívidas me pareceu a proposta mais coerente. Outro ponto constrangedor foi a situação dos trabalhadores arregimentados em regiões pobres de outros estados para labutarem sem registros, sem carteira assinada, em acomodações próximas das velhas senzalas via uma teia de intermediários que possibilita as usinas se livrarem deles como palhas de cana. A luta de classes é um motor essencial para mudar a sociedade no sentido popular como no combate ao trabalho escravo. A mobilização de ontem foi mais um passo importante.
A abolição 1888 foi parcial, a escravidão disfarçada continua a caminhar "oculta"pelos frondosos sertões e canavias .

CONEXÃO PROFESSOR DA REDE ESTADUAL

A SEEDUC está tentando implantar o projeto CONEXÃO PROFESSOR através do qual os professores deverão registrar conteúdos, frequência dos alunos e rendimento escolar.

Na verdade a proposta é uma forma de controle direto do professor pela SEEDUC. Além disso, um problema tem afetado os professores na implementação deste projeto. As escolas estão sendo tratadas como se fossem todas da zona urbana enquanto que, a realidade difere da escola situada na área rural do município, onde a internet não possui um sinal que permita uma conexão plena.

Em virtude dos vários problemas, na audiência com a SEEDUC, ocorrida no dia 15/04, o assunto foi discutido pelos representantes do SEPE e o governo admitiu que está recebendo muitas reclamações e que, uma avaliação será feita pela SEEDUC a partir do relatório que deverá ser encaminhado pelas Coordenadorias Regionais.

Em Campos, professores de uma escola de Conselheiro Josino estão preparando um documento para a Coordenadoria contendo relato da realidade da escola, não havendo condições para a implementação deste projeto continuarão utilizando o diário de classe.

Outras escolas que estejam enfrentando este problema deverão ter o mesmo procedimento.
Graciete Santana