16 de novembro de 2011

Nota do Sepe sobre a divulgação da Seeduc de que existem 120 mil alunos fantasmas nas escolas estaduais



A imprensa divulgou hoje, dia 16/11, a informação

do secretário estadual de Educação, Wilson Risolia,

de que existem “120 mil alunos fantasmas” nas

escolas estaduais - estudantes que abandonaram

as aulas, apesar de estarem normalmente matriculados.

O secretário também afirma que irá corrigir os dados

para o próximo ano. O Sepe considera que estes

120 mil alunos que abandonaram as aulas não

são “fantasmas” e sim alunos evadidos, e que por

motivos diversos, inclusive sociais, abandonaram

as escolas, sem o apoio devido da Secretaria

Estadual de Educação (Seeduc) para continuar os estudos.

O Sepe teme que a afirmação do secretário de que

irá “corrigir os dados” sobre estes milhares de

alunos evadidos pode significar o fechamento

de escolas – o próprio secretário confirmou

que irá fechar 48 unidades noturnas para o próximo

ano letivo. Na matéria de hoje, a Seeduc informa

que a manutenção destes alunos por ano tem

um custo de R$ 297 milhões – valor este que

será economizado, para o secretário, com o

corte destas vagas.

O Sepe esclarece que é contra o corte de vagas

e o fechamento de escolasestes dados sobre

estes supostos alunos fantasmas têm que ser,

portanto, detalhadamente analisados. A rede

estadual, tão carente de receitas e estrutura,

não pode sofrer mais cortes nas matrículas e

muito menos ter escolas fechadas.

Não que o sindicato seja contra a reorganização

dos gastos do governo, tendo em vista uma

melhor aplicação do orçamento – o sindicato

é contra, isso sim, os gastos indevidos, a

malversação de verbas, o favorecimento de empresas,

contra o lançamento de notas falsas no programa

“Conexão Educação”, a partir de orientação da

própria Secretaria, entre outras sérias denúncias

contra o governo de Sérgio Cabral trazidas pela

imprensa nos últimos anos.

Desta forma, para o Sepe, a solução em relação à

evasão de alunos não é o corte de verbas, como

pretende a Seeduc, e sim um trabalho articulado

entre as escolas e o governo, envolvendo inclusive

outras secretarias, como a de Ação Social, por exemplo.

Sepe fará campanha e protesto no diia 23/11

contra fechamento de escolas estaduais:

O Sepe, juntamente com os profissionais e alunos

das escolas estaduais noturnas ameaçadas de

fechamento, realizará um ato no dia 23 de

novembro, na porta da SEEDUC, a partir das 18h,

para protestar contra o anúncio feito pelo secretário

de estado de Educação, Wilson Risolia, de fechamento

de 48 unidades que funcionam em regime compartilhado

com a Secretaria Municipal de Educação (município de

dia e estado no turno da noite).

Além do ato, o sindicato vai promover uma campanha

intitulada "Fechar escolas é crime", veiculando

mensagens contra a política da SEEDUC de extinção

de escolas noturnas em carros de som nas ruas da

capital e dos municípios que também terão unidades

fechadas, colagem de cartazes, distribuição de adesivos

como slogan contra a medida e publicação de encarte

publicitário em um jornal de grande circulação.

Em 2010, o Sepe esteve à frente da luta em várias

escolas ameaçadas, mobilizando as comunidades

escolares com atos de protesto, reuniões e audiências

na SEEDUC para reverter o processo de extinção

de escolas, que ameaçava o ano letivo dos alunos

do ensino estadual noturno. A mobilização foi

iniciada em meados deste ano, quando Risolia

anunciou a intenção de fechar mais de duas

dezenas de escolas noturnas que atendiam

alunos das regiões da Tijuca, Rio Comprido e

Centro. Graças à mobilização, a secretaria acabou

revertendo o fechamento. Em outubro, foi a vez da

mobilização da comunidade no Colégio Tereza Cristina

(Brás de Pina), onde a SEEDUC queria extinguir várias

turmas e realocar os alunos dois meses do final do

ano letivo. Depois de vários protestos e reuniões na escola,

na Metropolitana local e na SEEDUC, o secretário recuou da

decisão e os alunos não foram prejudicados.

Agora, a SEEDUC volta a atacar o direitos dos alunos

à escolas públicas noturnas e ameaça fechar 48 unidades

para o ano letivo de 2012. A iniciativa faz parte do

processo de municipalização e de "otimização" das

unidades estaduais e o sindicato e as comunidades

escolares não irão permitir que a política de

mercantilização da escola pública estadual

prejudique ainda mais a educação em nosso estado.

5 de novembro de 2011

PAI FAZ DENÚNCIA SOBRE ESCOLA ESTADUAL

Denúncia na Folha da Manhã on line


Senhores,

Maior absurdo está acontecendo com relação a E.E. Maria Isabel Rangel de Araújo em Venda Nova.

Esta escola é a única estadual com ensino fundamental na localidade.Meu filho estuda lá e vai terminar o 9º ano,como lá não tem Ensino Médio falei com a Diretora pra pedir Ensino Médio pra escola.E ela me disse que já abriu processo,só que a supervisora e a Regional Norte Fluminense indeferiram.

Com isso nossos filhos ficam sem cursar o ensino médio,param de estudar porque ir estudar na cidade é muito arriscado.

Será que não existe uma lei para nos amparar???

Tem muitos alunos que já concluiram o ensino fundamental lá que estão aguardando o ensino médio para voltar a estudar.

Alô,alô REGIONAL olhe com mais carinho para a E.E. MARIA ISABEL RANGEL DE ARAÚJO….

O DESCASO COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA É GENERALIZADO


Matéria da Folha da Manhã on line


Colégio estadual acaba com turmas faltando apenas um mês para fim do ano letivo

Professores e pais de alunos estão em polvorosa no Colégio Estadual Julião Nogueira. Faltando somente um mês para o fim do ano letivo, três turmas (902, 801 EJA e 2002) foram extintas, com a alegação de que tinham poucos alunos, com apenas 10 estudantes, em média, por turma.

Com o fechamento das turmas, os alunos estão sendo obrigados a mudar de turno e até de escola. Alunos que trabalham e estudam e se programaram para fazer ambos em turnos diferentes ficarão impossibilitados de concluir os seus estudos. Os professores também estão tendo que modificar totalmente os seus horários, tendo de procurar outra escola.

A decisão teria sido tomada pela Regional Norte-Fluminense. É certo que é não é econômico e nem produtivo turmas com baixo número de alunos. Agora, porque tomar tal decisão faltando apenas um mês para acabar o ano letivo? É de uma absoluta falta de respeito com alunos e professores.

É por estas e outras no ensino público que o estado do Rio tem índices tão ruins na educação.

O GOVERNO ROSINHA TENTA NEGAR MAS, OS NÚMEROS SÃO IMPLACÁVEIS




Temos sido impertinentes ao longo dos anos apontando TODAS as mazelas da Educação do Município de Campos, provocadas evidendentemente pelo DESCASO do governo municipal.

O governo Rosinha Garotinho insiste em práticas atrasadas já denunciadas por nós a várias instâncias de poder e, que tem contribuído para sucatear a Educação em nosso município.

O ano de 2010 começou com 12 escolas rurais fechadas. Fizemos atos públicos, denunciamos ao MPE, tentamos dialogar com a SMEC e, nada. As escolas estão fechadas até hoje e a comunidade onde cada uma delas está inserida foi duramente lesada em seus direitos de ter uma escola próxima a residência.

Mas antes disso, já reivindicávamos a convocação dos concursados de 2008 e a prorrogação do prazo de validade do concurso que se expiraria em 31 de maio de 2010. E nada. O governo Rosinha não cedeu. Enquanto isso a carência de professores nas escolas era crescente e fechar as escolas rurais foi um dos artifícios utilizados para tentar amenizá-la.

As condições físicas da maior parte das escolas municipais de Campos é pessima. Tentamos mostrar isso ao governo Rosinha em audiência com seus secretários e na tribuna da Câmara. O que foi feito para sanar de vez o problema? NADA.

Foi necessário cair o teto de uma sala de aula em cima dos alunos em uma das Creches de Guarus
para representantes do governo tentar justificar o injustificável. Outra casa foi alugada e as crianças acomodadas em outro espaço. Apenas um arremedo de solução. O problema continua lá.

Ao mesmo tempo, a Escola Municipal de Venda Nova - com situação denunciada ao longo dos últimos seis anos - dava sinais claros que cairia a qualquer momento. Totalmente insalubre. Crianças e professores expostos a uma situação indigna e perigosa. A escola foi demolida recentemente. Os professores e alunos foram abrigados temporariamente por uma Igreja Evangélica local. Até agora a obra de reconstrução da Escola Municipal de Venda Nova não deslanchou. O Pastor - no seu direito - avisou a diretora da escola que não terá como abrigar a escola em sua Igreja no próximo ano.

Em condições físicas semelhantes as já citadas estão a Creche de Fazendinha, a Escola de Campo Novo, etc,etc...

Outra coisa inquietante é a terceirização da merenda escolar. Preço elevado, qualidade a desejar. Ontem numa escola de Nova Brasília uma funcionária se feriu na explosão de uma panela de pressão. Foi a segunda vez nesta mesma escola que o fato ocorreu. Na primeira vez, ninguém se feriu, a panela foi trocada pela empresa terceirizada. Ontem, na explosão, a funcionária saiu ferida. A SMEC nada fez e, a empresa terceirizada alegou que a culpa é da funcionária que não sabe usar a panela devidamente. Acidente de trabalho, registra-se.

Ainda no campo das terceirizações temos a assessoria pedagógica da EXPOENTE e da ALFA E BETO. Materiais caros, de qualidade questionável como já tivemos oportunidade de apontar. Aliás, não só os materiais são caros. O custo destas assessorias é bastante elevado acrescido dos materiais que são descontextualizados. Ou seja, os conteúdos são distantes da realidade local. Nosso aluno sabe o que é um gambá e não faz a menor idéia do que seja um quati. Nem eu.

Avançando nesta exposição está na hora de falar dos professores e funcionários: os profissionais de educação.

A categoria da educação tem sido duramente tratada pelo governo Rosinha Garotinho.

Os professores querem saber onde está sendo aplicado os R$ 100 milhões do FUNDEB. O FUNDEB deve ser destinado à valorização profissional, como acréscimo no salário até o ano de 2020. Pelo que consta a assessoria pedagógica da EXPOENTE, ALFA E BETO e a merenda terceirizada não implicam em valorização profissional. Mas, desconfia-se que é justamente a iniciativa privada que está sendo "valorizada" ou beneficiada em detrimento dos profissionais concursados que se vêem obrigados a usar os materiais destas empresas e estão a ver navios sobre o FUNDEB.

Em 2009 foi aprovado o Plano de Cargos e Salários dos professores. Foi apresentado e aprovado na Câmara às pressas para que o município não perder verbas federais. Veja bem que, a preocupação não foi com os profissionais. Tanto que, o PCCS deveria ser unificado ou seja, todos os profissionais que trabalham nas escolas deveriam ser inseridos no referido PCCS. Professores, Funcionários administrativos, Pedagogos, Psicopedagogos, Animadores Culturais, Supervisores, Assistentes Sociais, Psicólogos, Fonaudiólogos, etc. O PCCS além de excluir profissionais de educação, tem uma qualidade abaixo da expectativa. Propusemos alterações a fim de melhorá-lo e mesmo estando prontas desde o final de 2010 e até hoje não foram encaminhadas à Câmara de Vereadores para votação.

No segundo semestre de 2011 muitos professores foram surpreendidos com o remanejamento compulsório. Foram colocados como excedentes nas escolas em que atuavam com turmas para escolher outras escolas onde turmas inteiras estavam sem professores desde o início do ano. Mais uma maquiagem mal feita para tentar dar respostas à carência - a esta altura - gritante de professores.

Neste mesmo período, salas de leitura e de recursos foram fechadas, juntaram turmas, etc, tudo para criar falso excedente de professores para serem remanejados para outras escolas. Houve o aprofundamento do sucateamento da educação pública nas escolas municipais.

Apesar de todas as manobras descritas, a carência persistiu então, abriu-se um processo - questionável - de seleção para CONTRATOS DE PROFESSORES para o período de 11 meses. Turmas que ficaram sem professores do início do ano letivo de 2011 até o mês do contrato (mais ou menos em setembro) começaram a ter aulas.

Professores perseguidos, desvalorizados, desrespeitados em seus direitos, diretores indicados pelo governo municipal, etc, etc.

Violência no interior das escolas, profissionais vítimas de ameaças, etc,etc.

Profissionais de educação adoecendo devido as péssimas condições de trabalho aos quais são submetidos, etc, etc.

Esta é a realidade da Educação de um município que entre os anos de 2008/2012 recebe R$ 4,5 bilhões de royalties de petróleo.

Um município que apesar dos fartos recursos figura entre o segundo PIOR na educação, com média 3,2 ficando a frente somente de Vitória da Conquista, na Bahia.

É bom lembrar que no Brasil existem mais de 5 mil municípios.

Esta nota deve ser atribuída a quem de direito. Não são nossos profissionais de educação nem nossos alunos que fazem jus a esta nota e, sim o governo Rosinha Garotinho e seus comandados. A Expoente, Alfa e Beto, etc.

Com certeza, a atual gestão municipal para a Educação, deve ser a segunda pior do Brasil senão a pior. Nota 3,2 para eles.

A CORTINA DE FUMAÇA DA SEGURANÇA DA USP

por Pablo Ortellado
.
A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria.
.
Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.
.
Liberdades individuais
.
O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.
.
Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro.
.
Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).
.
O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas.
.
O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por “atentado ao pudor”. Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus.
.
O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente? Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.
.
É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.
.
Liberdades políticas
.
Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.
.
Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidavam a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade – de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.
.
Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional – simplesmente por falta de opção.
.
As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas – dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder.
.
Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas. É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.
.
Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial.
.
Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes.
;
Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.
.
A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns – é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça.
.
Pablo Ortellado é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.
Fonte: AQUI

4 de novembro de 2011

UNIVERSIDADE DE RONDÔNIA PEDE SOCORRO!!!


De: Ariely de Castro


Caros,

Compartilho com vocês a angústia de estar no Estado mais periférico do Brasil. A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias (desde 14 de setembro) e ninguém fora de Rondônia sabe disso. A Reitoria está ocupada pelos estudantes há 25 dias. Ocupada significa fechada.
Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito.
Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.
Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.
Pedimos o afastamento do Reitor, mas ele não renuncia. Pedimos intervenção do MEC, mas demora. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Aqui temos o apoio da mídia local e da sociedade (que traz comida e diesel pro gerador da Reitoria - cortaram a energia).
Estamos no faroeste.

Assistam ao vídeo sobre a prisão do professor
grevista:http://www.youtube.com/watch?v=xeBQh3BlGaU

Acessem o blogo do Comando de Greve: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

UNIVERSIDADE DE RONDÔNIA PEDE SOCORRO!!!


De: Ariely de Castro


Caros,

Compartilho com vocês a angústia de estar no Estado mais periférico do Brasil. A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias (desde 14 de setembro) e ninguém fora de Rondônia sabe disso. A Reitoria está ocupada pelos estudantes há 25 dias. Ocupada significa fechada.
Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito.
Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.
Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.
Pedimos o afastamento do Reitor, mas ele não renuncia. Pedimos intervenção do MEC, mas demora. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Aqui temos o apoio da mídia local e da sociedade (que traz comida e diesel pro gerador da Reitoria - cortaram a energia).
Estamos no faroeste.

Assistam ao vídeo sobre a prisão do professor
grevista:http://www.youtube.com/watch?v=xeBQh3BlGaU

Acessem o blogo do Comando de Greve: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

1 de novembro de 2011

ESSA É PARA DESCONTRAIR!


Numa reunião com o Presidente da Suíça, Dilma apresenta os seus Ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Cultura, este é o Ministro da Justiça....
E assim foi...
Chegou a vez do Presidente da Suíça:
-Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Fazenda, este é o Ministro da Justiça, este é o Ministro da Educação, este é o Ministro da Marinha...
Nessa altura, Dilma começa a rir.
- Desculpe Sr. Presidente, mas para que o senhor tem um Ministro da Marinha, se o seu país não tem mar?
E o Presidente da Suíça responde:

-Quando Vossa Excelência apresentou os Ministros da Justiça, da Educação e da Saúde, eu não ri!



CLIMA DE MEDO EM RONDÔNIA

CAROS AMIGOS

Não, este não é mais um daqueles malditos spams que são enviados para listas intermináveis. É, sim, um pedido de socorro...

Estamos nós, antropólogos, tão acostumados a ler ou escrever sobre absurdos na Amazônia em assuntos relacionados a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses, entre outros, que o conteúdo deste email parecerá, aos que não estão acostumados com a realidade amazônica,
surreal.

No Estado de Rondônia, hoje, alunos estão sendo ameaçados, professores universitários presos, deputados agredidos pela polícia federal e jornalistas coagidos por essa mesma polícia.


Resumidamente, em meados de setembro deste ano, professores e alunos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) entraram em greve, não por melhorias salariais, mas por melhores condições de trabalho e estudo.
(...)

Em resposta a pauta grevista, a administração da Universidade disse que as reivindicações por melhorias não fariam sentido, já que a Universidade, por mais que apresentasse problemas,estava bem, obrigado.

Aos poucos, o movimento dos alunos se transformou em um movimento para afastamento da administração atual, por entender que havia uma série de denúncias (em licitações, obras, recursos, fundação de apoio, concursos públicos, etc.) que precisavam ser tiradas a limpo. Ato contínuo, o movimento grevista montou um dossiê de 1.500 páginas onde essas denúncias eram
sistematizadas e foi a Brasilia, encaminha-las ao MEC e a Casa Civil, da Presidência da República.

Na Casa Civil, com todas as letras, ouviram de um assessor que uma vez que a administração atual da Universidade contava com o apoio de um político da executiva nacional do PMDB, base aliada do Governo Federal no congresso, nada haveria a ser feito.

Há alguns dias a Polícia Federal, em uma tentativa desastrada (e desastrosa) de descoupação do prédio da Reitoria, ocupada por alunos da instituição há quase um mês, acabou agredindo um Deputado Federal que lá estava, tentando negociar (Deputado Mauro Nazif, PSB-RO) e prendendo um professor, que nada fazia a não ser observar a cena.
(...)

Naquela mesma noite o Prof. Valdir foi encaminhado a um presídio comum,
chamado “Urso Panda”, onde passou a noite em uma cela.
Alguns dias após o ocorrido, um jornalista local foi coagido por Policiais
Federais, por publicar notícias apoiando a greve na Universidade

Esta é, basicamente, a situação por aqui: agressão, medo, coersão e ameaças, fazendo uso da máquina pública e de agentes que deveriam proteger a população. O que nos parece, aqui em Porto Velho, é que tanto essas ações truculentas quanto a conivência do Governo Federal e a invisibilidade da questão na imprensa nacional se deve, sobretudo, ao fato de nosso reitor ser aliado político e amigo pessoal de membros da direção do maior partido da base aliada do Governo Federal.

Longe de mim acusar que quer que seja. Afinal, é bem possível que todos os
implicados nessa história sejam absolutamente inocentes e/ou tenham agido de
boa fé. Entretanto, a única forma de garantirmos transparência no processo
de investigação nos fatos aqui relatados divulgando esses acontecimentos
junto aos nossos contatos em ONGs, Governo, imprensa e associações
científicas.
Há informações atualizadas sobre esses eventos no site mantido pelo
comando
de greve da Universidade, http://comandodegreveunir.blogspot.com do qual,
diga-se, não sou parte.
(...)
Espero contar com a compreensão e ajuda de todos na divulgação do que tem
acontecido por aqui. Qualquer coisa, sintam-se a vontade para me escrever a
qualquer momento.

Um cordial abraço,


Prof. Estêvão Rafael Fernandes
Chefe do Departamento de C. Sociais> Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia (CENHPRE/UNIR)
Porto Velho, RO, Brasil