13 de novembro de 2012

Lançamento da 7ª Bienal do Livro em Campos dos Goytacazes atrai toda a imprensa regional.





A cerimônia de lançamento da 7ª Bienal do Livro em Campos dos Goytacazes, que tem como tema – ‘Leitura que muda o mundo’- ocorrida nesta segunda-feira (12), no auditório do Palácio da Cultura contou com a presença de grande público, além da prefeita Rosinha Garotinho  e demais autoridades, destaque, também para o grande número de jornalistas de toda a imprensa regional na cobertura do evento. Este ano, os homenageados da bienal serão Jorge Amado, Luiz Gonzaga, Osório Peixoto e Alberto Lamego.  A Bienal do Livro em Campos, e que acontece de dois em dois anos, é considerada a bienal regional, visto ser um evento já consolidado e que agrega grande valor para todos os demais municípios da região, pela enorme presença de público que sempre esteve presente,  e dada importância maior na sua essência, pela valorização e desenvolvimento do hábito da leitura, além do intercâmbio literário e cultural que cada edição oferece.
A abertura da cerimônia de lançamento foi feita pela prefeita Rosinha. “Esse encontro literário tem por objetivo promover uma reflexão social, principalmente nos nossos jovens, que por meio da literatura tem a oportunidade de construir um mundo novo. É através da cultura que podemos fomentar o espaço em nossa terra, trazendo mais cultura e isso se afirma nessa Bienal. A palavra é o próprio homem e discutir a literatura faz formar um homem mais tolerante, menos individualista, que se reconhece nos outros. A literatura é tão importante que disponibilizaremos um site com mostras dos autores campistas nessa Bienal” ressaltou.
A bienal vai acontecer de 23/11 a 02/12 no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) e contará com uma vasta programação de alto nível para todas as idades. Segunda a curadora da bienal, Susana Vargas, o adiamento da bienal para o final do ano, uma vez que ela sempre foi realizada entre maio e junho, ocorreu por conta de alguns fatores, como por ex., a dificuldade da agenda de escritores que haviam sito contatados, porém, devido a outros eventos fora do país, alguns não puderam fechar o contrato de participação e, assim, a organização do evento ficou prejudicada na corrida contra o tempo por ter que refazer uma nova agenda de contatos e aguardar as confirmações.
Ao todo, serão 4 mil m² com a expectativa de um fluxo de 10.000 pessoas por dia, que terão a oportunidade de participar de diversas atrações como oficinas e palestras com Muniz Sodré, Maria Colasanti, Frei Betto, Thalita Rebouças, Laura Muller, Jairo Bouer, Mv Bill, Antônio Carlos Secchim, Joel Rufino, Marcelino Freire, Ziraldo, Rildo Hora, Carlinhos de Jesus, Daniel Gonzaga e Elba Ramalho, além das atrizes Cássia Kiss e Lucélia Santos .
Além do novo espaço para a realização, a Bienal contará com outras novidades como o espaço do professor, para a realização de minicursos e produções literárias, e o espaço para os artistas locais. Como nas Bienais anteriores, se mantiveram os espaços do Botequim Literário, Leituras na Caverna, Café Literário e Espaço Jovem.
Durante o lançamento, apresentações de algumas obras famosas como “Capitães de Areia” e “Gabriela” de Jorge Amado e o “Menino Maluquinho” de Ziraldo, prestaram uma homenagem a esses grandes nomes da cultura brasileira.

12 de novembro de 2012

Túnel do tempo...

  Isso foi em dezembro de 2011...

 

SECRETÁRIA APROVA PRORROGAÇÃO DO PRAZO PARA ELEIÇÃO DE DIRETORES DE ESCOLAS EM CAMPOS

Aconteceu hoje pela manhã a reunião ordinária do Conselho Municipal de Educação.
A Secretária de Educação, Joilza Rangel, apresentou proposta de prorrogação do prazo para as eleições de diretores de escolas, POR 1(um)ano.
As eleições para diretores de escolas consta no Plano Municipal de Educação, aprovado em 14/12/2009, por unanimidade na Câmara de Vereadores de Campos, com prazo para ser colocado em vigor no período máximo de 2(dois) anos, expirando, portanto, o prazo exatamente no dia de hoje.
A proposta foi aprovada por 13 votos dos Conselheiros presentes - representantes de instituições com assento no Conselho.
O VOTO CONTRÁRIO foi da representante do SEPE/Campos no referido Conselho, que declarou seu voto de próprio punho. Daqui a instantes será publicado a declaração de voto contrário a prorrogação das eleições de diretores.
O SEPE tem nas eleições para diretores uma bandeira de luta da qual não abre mão. Assim, providências serão tomadas para garantir o cumprimento da Lei Municipal.
Não devemos permitir a continuidade do "loteamento" político por parte dos vereadores - com aquiescência da prefeita Rosinha - na indicação de diretores de escolas que, no momento das eleições municipais são "usados" como cabos eleitorais.
Percebam que o prazo aprovado é posterior as eleições municipais de 2012.

VERGONHA!!!

Estudantes fazem manifestação na RJ 216


Jornal Terceira Via

Alunos da Escola Estadual Desembargador Ferreira Pinto, em Donana, ameaçam interditar estrada

Dezenas de estudantes da Escola Estadual Desembargador Ferreira Pinto, em Donana, fizeram uma manifestação na RJ 216, na manhã desta segunda-feira (12 de novembro), por causa da falta de transporte na localidade.

De acordo com Vitor Souza Rodrigues, aluno do ensino médio e presidente do grêmio escolar, alguns estudantes levam até duas esperando por uma condução. “A gente leve 40, 50 minutos no ponto. Quando, enfim, chega um ônibus, normalmente está cheio ou não param porque somos estudantes e não pagamos passagem”, afirmou o aluno.

A estudante Bruna Tavares alega que o problema vai além. Segundo ela, é comum alguns motoristas desrespeitarem estudantes e idosos. “Eles não param e, quando param, querem que a gente pague passagem. Querem nos ofender, humilhar. Já fui até xingada por um motorista”, denuncia.

A situação é tão complicada que a direção da escola decidiu prorrogar o tempo de tolerância. Entretanto, também não foi a solução. Segundo a diretora adjunta Brasilina Andrade, já foram encaminhados diversos ofícios a Emut, mas a empresa não deu nenhum retorno. “Os alunos estão se prejudicando. Estamos no fim do ano e muitos deles perdem até três aulas por dia. Alguém tem que tomar uma providência”, frisou a educadora, ressaltando que no ano passado a escola promoveu uma manifestação no mesmo lugar.

Durante o inicio da manifestação, motoristas acionaram policiais do BPRV, que convenceram os alunos a não interditar a estrada. Os alunos disseram que, se nada for feito, eles irão realizar uma nova manifestação, ainda mais volumosa, interditando totalmente a RJ 216, e se necessário for, irão atear fogo em pneus.

O diretor de transportes da Emut, Sidney Santana, disse que a solução do transporte coletivo de Campos vem sendo estudada pelo órgão, por meio de audiências públicas,  que devem resultar nas melhorias do transporte público. Será feito, ainda, um processo de licitação para beneficiar moradores de todos os bairros e distritos de Campos.

A prefeitura não deu um prazo para a resolução dos problemas.

10 de novembro de 2012

Sobre educação e negócios




Em vésperas de vestibulares e nos períodos em que ocorrem as provas do Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – a imprensa costuma reforçar o noticiário e as análises sobre educação no Brasil. O teor é sempre o mesmo, no arco que vai desde a má qualidade do ensino até as chances de o Brasil, com uma população de baixa escolaridade, competir no mercado global de alta tecnologia. 

Durante alguns anos, até muito recentemente, uma das principais diversões de cidadãos de classe média na internet era trocar mensagens com barbaridades supostamente cometidas por estudantes despreparados. Tais manifestações nunca dissimularam o ranço do preconceito social contra quem nunca teve oportunidade de frequentar escolas pelo menos razoáveis. 

Na sexta-feira (9/11), em meio ao intenso noticiário sobre o Enem, o Estado de S.Paulo traz um caderno especial intitulado “Educação, ferramenta para o desenvolvimento”. Diz o enunciado na primeira página: “Para não perder a corrida da competitividade, o País precisa enfrentar o desafio de investir na qualificação profissional”. 

Qualidade baixa 

Não por acaso, esse suplemento vem abrigado na editoria de Economia e Negócios. É o resultado de debates realizados pelo jornal paulista em parceria com a Confederação Nacional da Indústria, no terceiro encontro da série de fóruns chamada “Brasil competitivo”. Trata-se, portanto, de uma visão da educação voltada especificamente para os interesses da indústria. 

Esse contexto explica, a princípio, o foco central do trabalho: o objetivo de seus patrocinadores é discutir unicamente aquilo que, no entender dos organizadores do evento, representa a principal carência do Brasil no que se refere à educação: “a falta de mão de obra qualificada”. 

Dentro do amplo espectro da questão educacional, a única coisa que interessa, no caso tratado pelo caderno especial do Estadão, é a educação profissionalizante, considerada fundamental para aumentar a produtividade da indústria nacional. Segundo a publicação, a indústria brasileira precisará de 7,2 milhões de técnicos até 2015, para atuar em 177 atividades industriais. 

O panorama desenhado pelo suplemento do Estadão é, no fundo, otimista, porque projeta uma necessidade crescente de profissionais, o que indica a perspectiva de crescimento da economia e, principalmente, da indústria. 

Numa das entrevistas, a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, iniciativa de empresários e ativistas sociais, afirma que o Brasil poderá ter, até 2022 – portanto, em dez anos – um sistema de educação básica de qualidade para toda a população. 

Nos últimos anos, o país conseguiu colocar 98% de suas crianças no ensino fundamental, mas a qualidade ainda é baixa e a evasão elevada: no ensino médio, o índice de matriculados cai para 80%, e apenas 50% do total de estudantes concluem essa etapa da educação essencial. 

Visão otimista 

Essa é a chave para entender o dilema da indústria: a defasagem criada entre o início e o fim do ensino médio dificulta a capacidade de aprendizado das questões mais complexas que implicam, por exemplo, funções técnicas de montagem, controle e manutenção de equipamentos que envolvem eletrônica; adequação de processos a normas técnicas, e – principalmente – a fabricação de insumos imateriais, como programas de computador e aplicativos para outros aparelhos de comunicação e informação. 

Enquanto o Brasil avança no uso de equipamentos automatizados e se insere entre os maiores usuários de dispositivos digitais, aumenta sua dependência de fornecedores estrangeiros e diminuem suas chances de acompanhar a evolução da tecnologia. 

A falta de qualificação se reflete até mesmo nas escolhas do consumidor: o uso de telefones celulares de terceira geração é muito reduzido no Brasil, principalmente porque os consumidores não sabem diferenciar entre os aparelhos obsoletos que as empresas oferecem aqui e as alternativas mais avançadas disponíveis há muito tempo em outros países, por preços mais baixos. 

No caso das comunicações, estamos vivendo o mesmo fenômeno que marcou a indústria automobilística nos anos 1990, quando os brasileiros se satisfaziam com modelos que o ex-presidente Fernando Collor chamou de “carroças”. 

O fato de que apenas 25% dos celulares vendidos no Brasil têm habilitações de smartphones atrasa o desenvolvimento de muitos negócios e reforça a exclusão digital. 

O acesso à tecnologia digital poderia ajudar a melhorar a educação. Esse é um dos aspectos do círculo de carências que afetam a educação e a economia.

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Argumentos contra o financiamento do novo Plano Nacional de Educação são falsos e enviesados




Em fins de junho passado, uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou um novo Plano Nacional de Educação (PNE), em substituição à versão originalmente apresentada pelo poder executivo federal. Entre as vinte metas contidas na versão final está o aumento do investimento em educação pública, o qual deverá atingir 7% do PIB nacional até o quinto ano de sua vigência e 10% até o décimo ano. A aprovação ainda não é definitiva, pois o projeto deverá ser apreciado pelo Senado. 

Imediatamente após a aprovação, surgiram manifestações, especialmente em parcela da mídia escrita, que, ao desqualificarem o proposto aumento dos investimentos, objetivavam pressionar os membros do Congresso Nacional para reverem os valores e, possivelmente, já sinalizar à Presidência da República que um eventual veto, caso a proposta seja mantida, seria bem recebido. 

Valores insuficientes 


Nessa tentativa de desqualificação da proposta aprovada, caracterizando-a como demagógica, o velho e desgastado argumento “dinheiro para a educação, tem; o problema é que ele é mal administrado” foi ressuscitado. Ora, quem tem a mínima ideia dos custos envolvidos se dá conta de que tipo de educação é possível oferecer com investimentos da ordem R$ 250,00 por mês e por estudante na educação básica, como ocorre atualmente na enorme maioria das redes estaduais e municipais, sendo esses, em muitos casos, ainda menores do que o valor acima apontado. É essa a disponibilidade mensal de recursos, correspondente tanto aos valores definidos pela lei do Fundeb para 2012 quanto ao que se obtém a partir do pouco mais do que 3% do PIB investidos por estados e municípios na educação básica (despesas correntes) dividido pelos cerca de 44 milhões de alunos atendidos. Entre outras mazelas daí decorrentes, esse baixo valor atribuído a cada aluno é uma das causas da remuneração insuficiente dos professores, cujo piso salarial mal alcança R$ 1,5 mil, e que é responsável pela falta de atratividade dessa importante profissão. 

Por melhor que seja a administração desses recursos, jamais conseguiríamos alguma coisa além daquilo que vemos acontecer em nossas escolas públicas. Nenhum país do mundo conseguiria oferecer boa educação com tão parcos recursos, próximos aos 15% da renda per capita. Além disso, caso tentássemos cumprir outras metas contidas na proposta de PNE aprovada pela Câmara dos Deputados e aumentássemos o atendimento na educação infantil, reduzíssemos a evasão no ensino fundamental e tivéssemos um ensino médio que, pelo menos nas regiões urbanas, fosse concluído pela grande maioria dos jovens, aqueles valores, já insuficientes, ficariam ainda menores, pois o mesmo recurso seria dividido por um número maior de crianças e jovens. Para um atendimento em acordo com as metas do PNE há necessidade de incluir da ordem de 5 milhões de crianças apenas na pré-escola e vários outros milhões no ensino médio regular e profissionalizante, além de recuperar alunos que se evadem ao longo do ensino fundamental. Claramente, se quisermos alcançar a reversão da situação lastimável em que nos encontramos, é necessário fazer um esforço nacional. Apenas para a urgente melhora na educação básica, uma estimativa razoável seria a destinação de 7% do PIB a esse nível no prazo mais curto possível. Para contemplar, ainda, as importantes expansões, previstas em outras tantas metas do PNE e que aumentam consideravelmente vagas e matrículas em instituições de ensino superior públicas, tanto na graduação quanto na pós-graduação stricto-sensu – esta, como se sabe, intrinsecamente acoplada à pesquisa -, são necessários, pelo menos, os 3% do PIB adicionais. 

Se nenhum país conseguiu superar atrasos educacionais acumulados, que fossem tão intensos quanto os nossos, sem investir valores próximos ou mesmo superiores a 10% do PIB em educação, por que há quem ache que nós conseguiremos? Valores típicos de investimento por criança nos países que têm um sistema educacional razoável, sejam eles pobres ou ricos, são da ordem de 25% da renda per capita, bem mais do que os valores aplicados no Brasil. 

O argumento “dinheiro tem, …”, em referência aos investimentos públicos, é usado – inadvertidamente ou não – por quem gasta com a escolarização básica de suas crianças e jovens valores mensais até dez vezes mais altos do que aqueles investidos nas redes públicas, sem, nisso, considerar os complementos educacionais como cursos de línguas estrangeiras, aulas particulares, atividades esportivas, viagens culturais etc., que se tornaram praticamente obrigatórios para a classe média. E esse investimento se estende por um período não raramente superior a vinte anos, muitos anos a mais do que a duração da educação escolar dos jovens provenientes dos setores menos favorecidos. Portanto, aquele argumento tem alguma dose de cinismo e um viés segregacionista e não republicano: a educação dos mais pobres pode ser pior que a dos mais ricos. 

Argumentar com a exceção 

Contudo, para tentar embasar esse tipo de argumento, mostram-se exemplos escolas públicas que podem ser classificadas como boas, apesar dos parcos recursos, e argumenta-se que esses exemplos poderiam ser seguidos por todas. Será? Vejamos. 

O Brasil tem perto de duzentas mil escolas públicas e dezenas de milhões de estudantes. Essas escolas apresentam um desempenho médio que é esse que vem preocupando a população e os profissionais da educação, mas, entre um número tão grande de escolas, encontraremos o padrão médio e, também, suas variações. Desse modo, como a partir de qualquer média, em especial de indicadores sociais, encontraremos um grande número daquelas que estão muito abaixo ou acima dela. Não é surpreendente, portanto, que encontremos algumas escolas que tenham, casualmente e em um determinado período, condições particularmente favoráveis por causa daqueles que nelas trabalham naquele período, de algumas particularidades de seus alunos e pais de alunos, do seu entorno geográfico etc., que lhes permitam ter um bom desempenho. Entretanto, essas são as exceções, não as regras, e assim como existem exceções para um lado, existem, também, exceções para o outro lado: uma escola com absoluta carência de professores, dirigentes desmotivados e apenas interessados em mudar o local de trabalho e um entorno violento e pobre, com pais e estudantes desinteressados, o que, certamente, levará a péssimos desempenhos. 

Podemos aprender com os dois tipos de exceção, descobrindo formas de aproveitar melhor as exceções positivas e reduzir as negativas. Contudo, sabemos: políticas públicas não podem ser feitas com as exceções e sim com as regras, isto é, com aquilo que acontece com maior frequência. É absolutamente impossível, com os atuais recursos, termos, como regra e em média, um bom sistema educacional. 

Nossa economia não suportaria… 


Outro argumento levantado contra o aumento dos recursos destinados à educação pública centra-se no seu pretenso impacto negativo sobre a economia. É notável que esse argumento cause eco e seja frequentemente repercutido pela imprensa. Destinar uma maior parte do PIB à educação não prejudica em nada a produção econômica. Na verdade, vale o contrário: muitos estudos fidedignos mostram que o retorno econômico dos investimentos em educação é alto, até mesmo superior a muitos investimentos no setor produtivo. E, novamente, basta refletir um pouco para perceber que os baixos investimentos feitos no passado são causa importante das dificuldades para o desenvolvimento da produção econômica atual no país, em especial quando se trata dos setores mais sofisticados, que sofrem com a carência de trabalhadores altamente qualificados. E, pior, como estudiosos do assunto têm alertado: por falta absoluta do ferramental básico em matemática e interpretação de textos entre os nossos jovens – atribuível às atuais condições da nossa educação – talvez não consigamos resolver essa carência antes de melhorar consideravelmente as nossas escolas públicas, onde estão quase 90% dos alunos. Não há dúvidas, portanto, que um mau sistema educacional tem consequências negativas para a produção econômica do país; melhorá-lo, portanto, só pode ter consequências positivas na economia. 

Mesmo concentrando a análise no aqui e agora, uma maior parte do PIB destinada à educação não reduzirá esse PIB, no médio prazo, como parece que aqueles contrários ao aumento proposto pretendem nos fazer acreditar; apenas a forma de se distribuir a produção é que será alterada. Afinal, se forem construídos mais prédios e equipamentos escolares, em que isso pode reduzir o PIB? Se os trabalhadores do setor educacional tiverem aumentos salariais e, portanto, mais recursos para movimentar o lado saudável da economia, por que esta seria afetada negativamente? E qual poderia ser o impacto negativo na economia se aumentarmos o número de professores e de estudantes nas escolas públicas? A necessidade premente de se empreender essas ações é uma das razões fundamentais para se aumentar os recursos em educação pública, com o objetivo de influir para a melhoria de sua qualidade. 

Nunca se ouviu falar que um maior investimento nos demais setores de serviços (saúde, transporte, hotelaria, comércio, alimentação etc.) tenha impacto negativo na economia; jamais se ouviu falar que algum país que conseguiu superar atrasos escolares investindo em educação tenha tido dificuldades econômicas por causa disso; jamais se ouviu falar de um país cuja crise econômica fosse explicada pelo fato de ter uma população bem escolarizada. E a atual crise econômica nada tem a ver com investimentos excessivos em educação, com bem sabemos. Por que, então, usar aquele tipo de argumento econômico quando se trata da educação pública brasileira? 

Interesses econômicos 

Há acusações de que a reivindicação por mais recursos para a educação é corporativa, pois conta com o apoio de entidades estudantis e de professores. Isso não está correto: uma melhor remuneração dos professores consta do pacote de ações do PNE e, sem dúvida, é amplamente reconhecida como condição básica para reverter a desvalorização, que atualmente afeta a profissão, implicando baixas oferta e procura por cursos de licenciatura, em especial na área de ciências exatas. Essa reivindicação está na pauta de muitas entidades científicas, profissionais, sindicais e religiosas, que reconhecem o valor da educação para o desenvolvimento de um país: são entidades preocupadas com o crescimento social e cultural da nação e com o bem estar da população, não apenas com o interesse específico de seus membros. Seria absurdo imaginar que a reivindicação pudesse não estar na pauta de entidades que congregam educadores e estudantes que, afinal, são aqueles que melhor conhecem nossa realidade educacional. 

Talvez a chave para entender a verdadeira origem da oposição ao aumento significativo da participação da educação no PIB brasileiro seja a seguinte: se for aumentada a participação da educação no PIB, a participação de outros setores será, obviamente, diminuída. Portanto, aqueles que se opõem àquele aumento, ao mesmo tempo, estão defendendo a não diminuição da participação dos outros setores. 

É evidente que, dentro das contas públicas dos municípios, estados e da união, não há muito de onde tirar. Não é possível reduzir os gastos em saúde, previdência, justiça, segurança, transportes etc., pois todos esses setores também são carentes de recursos. Portanto, não é daí que viriam os recursos. Talvez se possa conseguir alguma coisa com os juros das dívidas públicas. Mas o custo dessas dívidas já não é mais muito significativo, pois os juros reais, descontada a inflação e o imposto de renda na fonte, estão abaixo de 2% ao ano, o que, combinado com uma dívida da ordem da metade do PIB, forneceria cerca de 1% do PIB. 

Uma fonte possível e significativa de recursos viria da eliminação de subvenções dadas pelos municípios, estados e união, na forma de renúncias fiscais, abatimentos de impostos e subsídios, a vários setores e a pessoas físicas. Segundo o próprio Tribunal de Contas da União, a renúncia fiscal apenas da União foi, em 2011, de “R$ 187,3 bilhões [que] ultrapassaram a soma dos orçamentos da saúde, educação e assistência social”. Só esse valor, que não inclui as renúncias fiscais de estados e municípios, já é da ordem de 5% do PIB. Talvez aí esteja uma das razões para tanta campanha contra uma maior participação da educação pública no PIB brasileiro, já que os grandes beneficiados dessas subvenções estão exatamente nos setores mais bem aquinhoados da população e mais bem posicionados para fazer barulho. 

Outro caminho para conseguir maiores recursos para a educação seria um aumento dos impostos para patamares mais condizentes com o que é adotado nos países capitalistas, em especial naqueles que, pobres ou ricos, mantêm um sistema educacional razoável. Um trabalho recente do IPEA mostra que essas correções das alíquotas, ainda que bastante conservadoras e nos mantendo ainda aquém do que se pratica nos países mais organizados, poderiam gerar quase 3% do PIB. Se combinadas com a abolição das renúncias fiscais, já teríamos uma quantidade significativa de recursos para os setores sociais. Possivelmente uma maior formalidade da economia e um combate à sonegação fariam com que a arrecadação pública brasileira se aproximasse daquela dos países mais organizados e, aí, poderíamos ter melhores saúde, educação, previdência, transportes, moradias, saneamento, justiça, segurança etc. 

Conclusão 

O crescimento da produção econômica, vale dizer, de bens e serviços, só vale realmente a pena se a ele corresponder o desenvolvimento social e cultural do país e a promoção do bem estar da sociedade. Assim, com um aumento da participação da educação pública no PIB, o que deverá ocorrer, pelo menos em grande parte, por um aumento da arrecadação pública, podemos ganhar de vários lados. Se esse aumento for bem dirigido, as fábricas de móveis produzirão menos mesas de bar e mais carteiras escolares; nossas crianças e jovens passarão mais tempo participativos e atentos às atividades propostas por um professor do que a joguinhos em celular, em computador ou a programas pouco instrutivos da televisão; construtoras, pedreiros e engenheiros se ocuparão mais com construções escolares do que com shopping centers; as confecções produzirão mais uniformes escolares do que roupas de grife. E, o que é o melhor, haverá boas universidades e licenciandos bem preparados para educar as próximas gerações e garantir um futuro melhor para o país. 

Enfim, poderemos trocar más práticas por práticas melhores e todos ganharíamos. Muitos países fizeram isso e deu certo. Por que não fazer aqui também? Mas, claro, essa é uma opção ideológica e dependente de classe e de quem a toma. 

Otaviano Helene, professor do Instituto de Física da USP, foi presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e do Inep/MEC; Lighia B. Horodynski-Matsushigue, professora do Instituto de Física da USP, membro do Grupo de Trabalho de Política Educacional da Adusp e do ANDES-SN.
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8 de novembro de 2012

O grande educador Anísio Teixeira terá sua morte investigada 41 anos depois

Aconteceu hoje em Brasília, hoje, às 10 da manhã, na Fundação Darcy Ribeiro, uma audiência da Comissão Nacional da Verdade, em que o filho do educador Anísio Teixeira, Carlos Antonio Teixeira, seu sobrinho, Haroldo Lima, e o pesquisador de sua vida e obra, o professor João Augusto de Lima Rocha, apresentaram um dossiê que indica ser falsa a versão oficial de que o professor morreu em consequência de uma suposta queda no elevador do prédio do imortal Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Edifício Duque de Caxias, Praia de Botafogo 48, Rio de Janeiro…

Como conto aqui ao lado, nas Borbulhantes, Anisio, com aquela visita a Aurélio, encerrava o protocolar “beija-mão”, apresentando-se como candidato a imortal da Academia Brasileira de Letras por indicação do amigo imortal Hermes Lima, que via nisso maneira de resguardá-lo dos perigos da Ditadura Militar…

Anísio desapareceu no dia 11 de março de 1971. Seu corpo foi encontrado, apenas dois dias depois, no poço do elevador do edifício…

Há indicações, confirmadas por duas personalidades importantes próximas da família do educador e ligadas aos golpistas de 1964, de que, em torno do meio-dia daquele dia 31, Anísio se encontrava detido em instalação da Aeronáutica no Rio, e não caído no fosso do elevador, conforme a versão oficial afirmou…

O dossiê entregue à Comissão Nacional da Verdade contém indícios de que a morte ocorreu sob tortura, dois meses antes da morte de meu irmão Stuart Angel (o comandante da Base Aérea do Galeão era o mesmo brigadeiro Burnier envolvido na morte de meu irmão Stuart) e um mês após a morte de Rubens Paiva, parecendo haver conexão entre os três episódios. Era o governo do general Emilio Garrastazu Médici, aquele em que mais se matou…

Todos esperamos que as investigações a cargo da Comissão Nacional da Verdade possam levar ao esclarecimento completo dessa tragédia brasileira que se arrasta há 41 anos!…

O professor João Augusto de Lima Rocha, da UFBA, estudioso da vida e obra de Anísio Teixeira, é um personagem importante na exumação dessa história nebulosa da morte de Teixeira. Ainda há brasileiros éticos e dignos que não entregaram os pontos…

A morte em circunstâncias dúbias do educador baiano Anisio Teixeira, que revolucionou o ensino brasileiro, será agora investigada, enfim!

Amigo de Monteiro Lobato, amigo de Darcy Ribeiro, criou a CAPES, fundou a Universidade de Brasília, a Escola Parque em Salvador, que serviu de modelo aos Cieps e Ciacs.

Dois meses antes de morrer, Anisio Teixeira escreveu ao amigo Fernando de Azevedo:

“Por mais que busquemos aceitar a morte, ela nos chega sempre como algo de imprevisto e terrível, talvez devido ao seu caráter definitivo: a vida é permanente transição, interrompida por estes sobressaltos bruscos de morte”
 
 

Falta de vagas nas escolas preocupa


Jornal Folha da Manhã

A primeira etapa da pré-matrícula na rede municipal já terminou e a listagem com a relação dos alunos beneficiados está prevista para ser divulgada no próximo dia 14. Um novo ano letivo se aproxima e a falta de vagas em algumas escolas, principalmente as que oferecem a educação infantil, acaba se tornando um problema. No início deste ano, a Prefeitura encaminhou muitos alunos para escolas particulares, por meio de bolsas de estudo, para não deixá-los fora das salas de aula. E, para impedir que a situação se repita em 2013, a secretária de Educação, Joilza Abreu, informou, na ocasião, que novas unidades seriam construídas e professores contratados.

A coordenadora geral do sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Cristini Marcelino, confirmou que a oferta de vagas na maioria das escolas municipais tem sido menor do que a demanda, principalmente com o fechamento de dez importantes unidades na zona rural.

Ela, que é professora da rede, lamentou também as condições precárias de muitas escolas. “Enquanto professora, me entristeço com essa realidade. A Prefeitura faz propaganda sobre as creches-escolas modelo que estão sendo construídas, só que a maioria das unidades não tem a mesma estrutura”, afirmou ela, destacando que a melhoria estrutural das escolas não é a única bandeira de luta do Sepe. “Há anos lutamos também pela valorização profissional”.
Em nota, a assessoria da secretaria de Educação se limitou a informar que, “ao todo, são 243 unidades escolares distribuídas nos bairros e distritos do município. No atual governo foram entregues à população, quatro escolas e seis creches escola modelo. Outras 30 unidades escolares estão em construção, com recursos dos royalties do petróleo. Também estão sendo construídas oito creches com recursos do governo federal, conquistados pelo deputado federal Anthony Garotinho, aumentando a oferta de vagas”.
Fernanda Moraes

Aprovado projeto que regulamenta profissão de historiador

Aprovado projeto que regulamenta profissão de historiador
Aprovação deixa projeto muito próximo de uma realidade concreta. Entenda a situação.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto que regulamenta a profissão de historiador. O PLS 368/09, do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que o exercício é privativo dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.
Aprovado nas comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Educação, Cultura e Esporte (CE),  o projeto recebeu emenda, em Plenário, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que retirou do texto original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser desempenhado.
Discussão
Assim como Pedro Taques (PDT-MT), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) votou contra o projeto. Ele considerou "um profundo equívoco" dar exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais qualificados ministrem a disciplina, havendo o risco de "engessar" o ensino da História.
– [A História] É a investigação sobre a evolução das sociedades humanas que tem que ser vista sob os mais diferentes prismas. História é política. História é vida. História é pluralismo. Não pode ser objeto de um carimbo profissional – argumentou.
Aloysio Nunes ainda condenou o que chamou de "reserva de mercado" dos profissionais com curso superior em História e a formação de uma "República Corporativa do Brasil", onde cada profissão exige "seu nicho de atividade exclusiva em prejuízo da universalidade do conhecimento".
Capacitação
Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na CCJ, em que este declara que "a omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas."
O texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar "a presença de normas regulamentadoras" da profissão. E conclui que não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação necessária para exercer o trabalho.
A matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado

7 de novembro de 2012

Reda: Juiz manda verificar se prefeitura está cumprindo decisão

Por suzy, em 07-11-2012 - 19h45

O juiz Wladimir Hungria concedeu liminar determinando que oficiais de Justiça verifiquem se o município está ou não cumprindo outra liminar, de agosto, em que ele decidiu suspender todos os contratados sob o regime do REDA e pagamentos sob pena de multa diária de R$ 5 MIL.
O juiz deu prazo de 72 horas para a resposta seja anexada aos autos e ainda determinou 24 horas para a secretária de Educação, Joilza Rangel, entregue cópias da folha de ponto dos contratados pela secretaria.

REDA: Justiça adia julgamento da ação protocolada pela Prefeitura


Site do Ururau
07 de novembro de 2012 · 17:59

Ururau / Divulgação

Cerca de mil profissionais estão sem trabalhar por causa da decisão
Cerca de mil profissionais estão sem trabalhar por causa da decisão
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Os profissionais que esperavam com expectativa o julgamento do recurso da Prefeitura de Campos contra a liminar que suspendeu todos os contratos temporários e pagamentos firmados pelo Município, sob sistema do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), vão ter que esperar. A liminar concedida em primeira instância que estava prevista para ser julgada nesta quarta-feira (07/11), no Tribunal de Justiça (TJ), não aconteceu.

Dos 1.730 profissionais contratados pelo Reda, cerca de mil trabalhadores estão sem emprego por causa da decisão, que são funcionários das secretárias de Educação, Família e Assistência, Planejamento e Gestão, Saúde, Desenvolvimento Econômico e Petróleo, além das Fundações de Esportes e Oswaldo Lima. Apenas os contratados para funções no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ) não tiveram seus contratos suspensos pela decisão judicial da 4ª Vara Cível de Campos e continuam trabalhando.
Segundo o advogado José Paes Neto, autor da ação, com adiamento fica difícil saber quando vai acontecer a votação. “Como o Tribunal de Justiça realiza estes julgamentos apenas nas quartas-feiras, pode ser que na próxima semana haja a possibilidade da votação, mas isso não é possível prever”, disse.
O mérito ainda será julgado em Campos, mas o advogado informou que acredita na manutenção da decisão. “Estou confiante, até a Procuradoria Geral do Município do Rio de Janeiro foi favorável à decisão. Isso é um indício de que o resultado vai ser positivo”, concluiu.

A Ação Popular questiona a constitucionalidade da lei nº 8.295/12, que instituiu o Reda, e sua necessidade de contratação dos temporários, que aconteceu às vésperas do período eleitoral. Questiona também a razão pela qual esses cargos não estiveram previstos no concurso público ocorrido esse ano, já que muitos têm funções de caráter permanente da Administração, o que não cabe contratação temporária, a não ser em casos realmente excepcionais.
No último dia 31 de agosto, o juiz da 4ª Vara Cível de Campos, Wladimir Hungria, concedeu liminar, por entender que os processos seletivos realizados com fundamento no Reda seriam, a priori, inconstitucionais. Esses contratos violariam os princípios do concurso público, da isonomia, da igualdade, da moralidade e da impessoalidade. Segundo a Ação, os cargos oferecidos seriam atividades permanentes, que deveriam ser exercidas por servidores públicos concursados.
O Reda é um processo de contratação temporária prevista pela Constituição Federal e adotado por várias administrações públicas. Na secretaria municipal de Educação, a contratação temporária supre a carência de profissionais licenciados.
A Procuradoria Geral do Município informou que está recorrendo da decisão e todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas para obstar os efeitos da liminar junto ao Tribunal de Justiça (TJ-RJ), e afirma que as contratações temporárias ocorreram com amparo na legislação, que instituiu Reda, dando-se de forma regular e com total observância ao ordenamento jurídico vigente, que prevê contratação temporária através de processo seletivo para atender a programas.
Ururau
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