13 de abril de 2010

Ação civil apura evasão escolar

Foto Mauro Souza


O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou na segunda-feira um Inquérito Civil Público contra o município de Campos. A ação teve como base a denúncia feita pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) no último dia cinco, dando conta de que 132 alunos da rede municipal de ensino estavam matriculados em uma escola em Quissamã. A informação foi confirmada pela coordenadora geral do SEPE, Graciete Santana, que voltou ontem ao órgão estadual para entregar documentação que reforça a evasão dos alunos da rede.
De acordo com a coordenadora da entidade, o deslocamento dos alunos de Campos para Quissamã foi descoberto durante levantamentos que foram feitos nas escolas para apontar a necessidade de os professores aprovados no concurso de 2008 serem chamados para ocupar as vagas reais disponíveis.
A pesquisa feita pelo SEPE revelou que 72 alunos da localidade de Retiro, 51 do Canal das Flechas e 9 do Bela Vista foram matriculados na Escola Municipal Délfica de Carvalho Wagner, no vizinho município de Quissamã.
No total, de 427 alunos matriculados na unidade, sendo que pelo menos 30% deles são de Campos.



Matéria de Valquíria Azevedo publicado na Folha da Manhã Online

Atenção: Retificando data da assinatura das 40 horas

Após confirmar no setor pedagógico da SMEC, o blog retifica que o período da assinatura das 40 horas pedagógicas tem início hoje, dia 13, e vai até sexta-feira dia 16/ 04 e NÃO até dia 20/04 como havia sido divulgado antes.

12 de abril de 2010

SEPE na Luta!


Audiência dia 20 - “No dia 20, uma comissão do Sepe será recebida em audiência pelo subsecretário de Administração do Estado, Marcelo Medina, para discutir a implantação do Plano de Cargos e Salários dos Administrativos. Também nesta data vamos lutar para regulamentar imediatamente as 30 horas do pessoal“, informa a diretora-tesoureira, do Sepe/Campos, Sandrelene Antunes.
Em audiência pública, dia 10 de março, realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o Sepe e a União dos Professores Públicos no Estado (Uppes) enumeraram que o alto número de professores deixando o magistério e a desvalorização dos profissionais formam um quadro preocupante entre a categoria.
Para tentar conquistar os outros itens da pauta dos administrativos e dos professores – como a incorporação do Nova Escola, regulamentação do cargo de animador cultural, o reajuste salarial para minimizar as perdas salariais, acumuladas em 48% -, de acordo com o Sepe, os profissionais da Educação vão novamente sair em passeata da Candelária para a Alerj no dia 27 de abril. Na data haverá paralisação de 24h e caso as negociações não avancem, a categoria poderá parar por tempo indeterminado.
“É fundamental que o Governo cumpra todas as dívidas que tem com a categoria”
Remuneração baixa tem causado carência de profissionais na rede
De acordo com a psicóloga Márcia Cardoso de Barros, da Uppes, em matéria da assessoria de Imprensa da Alerj, no Estado do Rio, somente 44,5 % dos jovens concluem o Ensino Médio. Essa afirmação foi feita pela que apresentou um diagnóstico da Educação no País. “O Brasil ocupa a 88ª posição nos índices de desenvolvimento educacional e o salário do professor brasileiro é o terceiro pior do mundo”.
“Esses fatores nos fazem entender o aumento da evasão escolar por parte dos alunos e dos professores também. O profissional da Educação precisa ter condições físicas e psicológicas para executar com qualidade as tarefas pertinentes à profissão”, defende Márcia. O Estado do Rio ocupa um bom, espaço nesse quadro, o que reforça ainda mais os argumentos do Sepe e da Uppes.
Com base também no diagnóstico da psicóloga, Teresinha Machado, da Uppes, reclama que “é fundamental que o Governo cumpra todas as dívidas que tem com a categoria. Em 2009, não tivemos sequer o reajuste anual”. O diretor do Sepe/RJ, Tarcísio Motta, faz coro e destaca a necessidade da realização de concursos públicos para a área educacional. “Hoje temos uma carência de mais de 21 mil professores, já que 16 mil profissionais estão trabalhando em jornada dupla e 5 mil vagas estão em aberto”, avalia o sindicalista. Na mesma linha, a coordenadora do Sepe estadual, Maria Beatriz Lugão, ainda de acordo com a matéria da Alerj, defende uma política pública para valorizar o professor “em todos os seus aspectos”.
“O que temos visto nos últimos anos é o que se pode chamar de efeito cascata: o poder público não valoriza a Educação, e o setor privado também não”, diz. Ela acrescenta que há uma opção clara do Governo do Estado em gastar com tecnologia e não investir no profissional. “Parece que não se importam com o nosso trabalho cotidiano e, sim, com grandes obras. Precisamos mudar essa política”, dispara Maria Beatriz.
“Será que alguém acredita que climatização de escolas públicas garante ensino de qualidade?”
Segundo Graciete Santana, piso estadual está abaixo do nacional
A coordenadora do Sepe em Campos, Graciete Santana, reclama que o piso estadual dos professores está abaixo do piso nacional, tendo em vista que os professores fluminenses de 20 horas recebem pouco mais de R$ 500, e com os descontos recebe por mês R$ 475,00.
“O governador somente concedeu até agora o enquadramento dos professores de 40 horas do Ciep. A outra concessão está pela metade e não atende as expectativas dos professores do Nova Escola: ele (Cabral) concedeu o teto de R$ 475, mas de forma parcelada, em cinco anos. Mas se ele não se reeleger? Queremos este enquadramento agora”, enfatiza.
Graciete aponta um paradoxo entre a decisão do governador, de instalar aparelhos de ar condicionado nas escolas, “quando as condições das instalações físicas impõem aos professores e alunos situações insalubres”. Ela pontua ainda a violência no âmbito do espaço escolar e ausência de investimento no que é prioritário para as garantias de uma escola pública de qualidade.
“Será que alguém acredita que a climatização das escolas públicas garante ensino de qualidade?”, indaga Graciete, que propõe, em seu blog: “Os investimentos devem começar na garantia de qualificação para os profissionais de Educação e ainda, possibilitar um ambiente escolar propício para a construção do conhecimento e, sem dúvida, em salários dignos para os profissionais de Educação”, defende em seu blog.
aDe acordo com informações do Sepe/Campos municipal, o sindicato estadual vai concentrar, durante o mês de abril, todo o esforço na negociação para que o governador Cabral feche o acordo ainda neste mês e conceda as reivindicações até maio, que é o prazo final previsto na legislação federal para que o estado, município e união possam conceder benefícios aos servidores, por ser ano eleitoral.
Leia matéria completa aqui.
Fonte: O Diário

Ação da promotoria da infância minimiza violência na escola


A solução para a crise de autoridade


Após o assassinato de um aluno dentro da escola, em Campo Grande- MS, promotor criou forma de disciplinar estudantes baderneiros. A solução estava justamente no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Por e-mail e por telefone, professores se aconselham com o promotor, pais assinam a autorização do “castigo” que vai desde a limpeza do pátio, por exemplo, até a ajuda na distribuição da merenda.
A redução da violência já nos 3 primeiros meses é de 60%.
A solução para a crise de autoridade foi encontrada numa parceria entre promotoria e educação, que hoje conta com mais de 30 mil pais 8 mil professores do município.

Leia matéria na íntegra: Fantástico

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

As denúncias encaminhadas ao MPE pelo SEPE sobre escolas fechadas, vagas reais para professores na rede municipal e o descaso com a Prefeitura Municipal de Campos com a Educação Pública resultou no Inquérito Cívil Público de nº 106/10 de 06/04/10.

É grande a expectativa em relação ao papel, fundamental, da Promotoria neste momento para a educação de Campos.

Onde falta governo; JUSTIÇA!!!

SEPE FORMALIZA DENÚNCIA AO MPE SOBRE ESCOLAS FECHADAS PELA SMEC

Ofício s/nº 19/2010
Do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE)
Ao Ministério Público
Assunto: Fechamento de Escolas Municipais no Campo
Campos dos Goytacazes,12 de abril de 2010
Ilustríssimos Senhores

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, no cumprimento de suas atribuições tanto na defesa de uma escola pública, gratuita e de qualidade, quanto dos interesses dos profissionais de educação da rede municipal de Campos, vem por meio deste, apresentar denúncias referentes ao tratamento dispensado pelo poder público local às escolas situadas em área rural do município de Campos, onde 12 escolas do campo foram fechadas no ínicio do ano letivo de 2010 sob pretexto do baixo número de alunos nas unidades escolares abaixo relacionadas:
1- E.M. Ribeiro de Carvalho (Morro do Coco)
2- E.M. Antonio Rodrigues da Silva (Morro do Coco)
3- E.M. Barcelos Martins (Correnteza)
4- E.M. Carlota Ferreira Peçanha (Santa Maria)
5- E.M. Fazenda Muritiba ( Morro do Coco)
6- E.M. Guararema (Morro do Coco)
7- E.M. Joaquim Costa Wagner (Tocos)
8- E.M. Maura batista Peçanha (Morro do Coco)
9- E.M. Barra Velha (Farol de São Thomé)
10- E.M. Benedito Ribeiro Venâncio (Goiaba Tocos)
11- E.M. Mont’alverne (Mulaco Baixada)
12- E.M. N.S. do Carmo (Garrafão S.Eduardo)

Denúncias recebidas por este sindicato dão conta que, todas unidades fechadas são escolas do campo; que na localidade de Correnteza 09 crianças estão sem estudar por falta de transporte e outras 10 crianças percorrem 12 Km por dia , à pé , para chegar a escola; que 12 adolescentes residentes na Fazenda Sertão, estão se deslocando para São Fidélis para ter acesso ao 2º segmento do ensino fundamental e que 09 pessoas se deslocam à noite para ter acesso ao EJA em São Fidélis e que, o 2º segmento do ensino fundamental é quase inexistente na área rural Além disso, que a E.M. Barra Velha funcionava bem e com um bom trabalho comunitário junto aos pais de alunos da referida unidade, cuja denúncia já foi encaminhada a esta promotoria no dia 08 de fevereiro de 2010.
Na intenção de contribuir para a compreensão dos senhores quanto a gravidade das denúncias ora encaminhadas, evocaremos a atual lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) que “estabelece uma base comum a todas as regiões do país, a ser complementada pelos sistemas federal, estaduais e municipais de ensino e determina a adequação da educação e do calendário escolar às peculiaridades da vida rural e de cada região.”


A LDB de 1996 reconhece, em seus artigos 3º,23,27 e 61, a diversidade sociocultural e o direito a igualdade e a diferença, possibilitando a definição de diretrizes operacionais para a educação rural sem, no entanto, romper com o projeto global de educação para o país.
As Diretrizes Operacionais para a Educação Básica das Escolas do Campo, de acordo com o parecer 36/2001, (da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação) aprovado em 04/12/2001 representa um importante marco para a educação no campo porque contempla o reconhecimento e valorização da diversidade dos povos do campo, a formação diferenciada dos professores, a possibilidade de diferentes formas de organização da escola, a adequação dos conteúdos às peculiaridades locais,etc.
É verdade que as escolas multisseriadas são um desafio às políticas públicas do campo, mas de acordo com o INEP.2006:19 (...)” o problema das turmas multisseriadas está na ausência de uma capacitação específica de professores envolvidos, na falta de material pedagógico adequado e, principalmente, a ausência de infra-estrutura básica -material e de recursos humanos- que favoreça a atividade docente e garanta a efetividade do processo ensino-aprendizagem. Investindo nestes aspectos, as turmas multisseriadas poderiam se transformar numa boa alternativa para o meio rural, atendendo aos anseios da população em dispor de uma escola próxima do local de moradia dos alunos, sem prejuízo da qualidade do ensino ofertado, especificamente no caso das séries iniciais do ensino fundamental.”
O documento final da II Conferência Nacional por Educação do Campo, de 2004, apresenta como demandas “a universalização do acesso à educação Básica de qualidade para a população brasileira que trabalha e vive no e do campo, por meio de uma política pública permanente que inclua como ações básicas o fim do fechamento arbitrário de escolas do campo; a construção de escolas no campo que sejam do campo(...).”
Diante das denúncias encaminhadas e dos argumentos apresentados, esperamos que esta promotoria venha exigir do poder público local a reativação imediata das escolas por ora fechadas e que, haja imediatamente os investimentos necessários para garantias de uma infra-estrutura física adequada ao funcionamento de cada uma destas escolas, como também a garantia de respeito a identidade cultural da população rural e para concluir à luz da LDB, art. 28 “na oferta da educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região(...)”.

Atenciosamente,

Graciete Santana Nogueira. Nunes
Coordenadora Geral do SEPE/Campos

Amaro Sérgio da Silva Azevedo
Secretaria de Imprensa do SEPE/Campos

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ASSINATURA DAS 40 HORAS NA SMEC

O PERÍODO DA ASSINATURA DAS 40 HORAS SERÁ DE 13 (TERÇA-FEIRA) A 20 (SEXTA-FEIRA) DE ABRIL, INDEPENDENTE DAS LETRAS.
DIVISÃO DE CERTIFICAÇÃO DE CURSOS DE EXTENSÃO.

LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA

Não há dúvida de que, para um governo que pensa que investimento em educação é fechar escolas, está faltando bom senso para ouvir àqueles que insistem em afirmar que isso é um absurdo.

Pior ainda, quando alguns outros incautos do governo resolvem bater na mesma tecla. Ora, desde quando fechar escolas contribui para a superação dos muitos problemas existentes na educação?

Qual o problema se uma escola tem 10 alunos, 20, 30 ou 300? O direito à educação é de todos. Alguém aí considera avanço o fechamento de escolas implicar em evasão escolar? Trocando em miúdos: quem defende o fato do fechamento das escolas ter tirado muitos alunos da escola? Estão simplesmente em casa. É essa a mudança na educação que este governo da Rosinha Garotinho pretendia na campanha eleitoral?

Tem criança fora da escola e isso é crime. Existe um projeto nacional destinado à educação no campo. Ou este governo defende a visão urbanocêntrica, na qual o campo é visto como lugar atrasado, cuja referência e essência devem ser arrancadas da população rural?

Lamento a mediocridade em que a educação de Campos está imersa. Há uma total falta de compromisso e sensibilidade com um tema tão relevante.

De verdade. Estou decepcionada com pessoas que gozavam de um bom conceito enquanto educadores. Estamos no ano de 2010 e a História um dia cobrará destes insanos. Como deverá ser triste o dia em que, daqui há muitos anos, pesquisadores na área de educação se depararem com este retrocesso na educação de Campos.

Graciete Santana

11 de abril de 2010

"SONETO DA INFIDELIDADE" DOS GOVERNOS CONTRA A EDUCAÇÃO

DO BLOG DE VALDECY ALVES...
Perfeita a construção do pensamento sobre como os governos tem tratado a Educação Pública. É um reflexo do descaso e de toda sorte de abusos que acometem a EDUCAÇÃO, no âmbito de todo território nacional.
ACORDEM PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DE TODO O BRASIL!!!
VAMOS À LUTA!!!
Com a palavra Valdecy...

Que me perdoe o grande poeta Vinicius de Moraes, a grande ousadia, de a partir de famoso soneto seu, de escrever o SONETO DA INFIDELIDADE dos prefeitos aos professores, dos prefeitos infieis à valorização dos profissionais da educação, dos prefeitos infieis à educação de qualidade. Eis o soneto:

Soneto da Infidelidade

A todo professor sou desatento
Sempre, com zelo tal e tanto e tanto
Pois educar é o meu desencanto
Extinguir professor: meu pensamento!

Perseguirei a cada vão momento
Esteja onde estiver, qual seja o canto
Levarei cada um ao pior do pranto
Ao pior pesar, nenhum contentamento!

E assim mais tarde, quando me procure
Atrás do piso, dor de quem ensina
Da valorização que vou negar-te!

Do FUNDEB direi quanto à propina
Desvio não o total, posto que é parte
De toda corrupção, que sempre dure!



Restando clara a infidelidade dos prefeitos...

ANÔNIMO DEIXOU UM NOVO COMENTÁRIO...

Vocês estão de parabéns por tomarem a atitude de denunciar o que vem acontecendo vergonhosamente neste município. Espero que vcs reforcem o coro do pessoal que fez o concurso para a saude (PSF EM 2008 e até agora ela não permitiu nem a divulgação do resultado e vem mantendo contratados no lugar de concursados, além de perder o repasse de verbas do Ministério da Saúde por conta disso....lamentável!).
Quando estas terceirizações terão fim!!!????????????