14 de junho de 2013

Assembleia geral da rede estadual amanhã!


Amanhã às 10h será realizada mais uma grande assembleia geral da educação estadual, no Clube Municipal na Tijuca. O Sepe Campos e a categoria estarão presentes na referida assembleia para garantir a luta pelos nossos direitos. Avante, rede estadual!

Sepe: Estado com carência de professores


Excelente matéria do Jornal O Diário que foi publicada no domingo (dia 09 de Junho). Aproveito o espaço apenas para fazer uma retificação, a carência existente no C. E. Nilo Peçanha é de professor de Biologia e não de História como mencionado na matéria. De qualquer forma, a matéria mostrou de forma maestral a realidade das escolas estaduais de Campos.

Publicado em 09/06/2013



Imprensa RJ/Arquivo
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Denúncia ao Sepe de falta de professor de História no Colégio Estadual Nilo Peçanha


Fernanda Moraes

Dados do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) revelam que, por dia, quase três professores pedem demissão da rede estadual de ensino. Só nos cinco primeiros meses deste ano, 308 mestres concursados teriam pedido exoneração. Outros 504 se aposentaram. Ou seja, 812 mestres estariam fora da rede. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) não confirma a informação e diz que o Sepe faz uma contabilidade por meio do Diário Oficial, manipulando os dados.

A coordenadora geral do Sepe, em Campos, Cristini Marcelino, disse que o levantamento dos números foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ela confirmou que a média de pedidos de demissão na rede é de 2,5 por dia. "Isso leva a uma carência de profissionais nas salas de aula das escolas estaduais. Recentemente, o sindicato recebeu denúncia de que o Colégio Estadual Nilo Peçanha, em Campos, estaria sem professor de História, mas esse é um problema que vem ocorrendo em todas as escolas. Por outro lado, existem colégios, como o Julião Nogueira, com um número pequeno de alunos no turno da tarde. Estive lá e constatei que apenas 50 alunos estudam neste turno", disse ela, destacando que isso se deve ao sucateamento da rede pública por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Cristini afirmou que, em vez de convocar os concursados, o Governo do Estado prefere contratar, terceirizando a educação. "Além da desvalorização profissional, as escolas não são dotadas de estruturas físicas adequadas para atender aos alunos e professores". A principal causa apontada para os pedidos de demissão seriam os baixos salários - R$ 1.001,00 de
salário inicial bruto, por 16 horas de trabalho. "A defasagem salarial no Governo Cabral é de 36%", disse Cristini.

Em nota, a Seeduc explicou que uma exoneração, seja ela a pedido ou não, demora a sair em Diário Oficial. Portanto, o Sepe espera acumular, contabiliza e diz que saíram tantos docentes no ano. Isso não necessariamente quer dizer que o profissional saiu agora.

Secretaria contesta dados

A Seeduc informou ainda que há cerca de 11 mil docentes aptos a se aposentarem, que entraram no concurso de 1985. Um professor pode se aposentar com 25 anos de serviço. Eles poderiam se aposentar desde 2010, mas não o fizeram. "É mais um fato que comprova que não querem deixar a rede", acrescentou a secretaria.

De 2007 até hoje, 44.386 novos professores entraram para a rede, de novos concursos. Isso representa, por dia, em média 19 novos docentes entrantes na rede estadual. Ou seja, mesmo se os números passados pelo Sepe não fossem manipulados, haveria um saldo positivo de novos professores entrando no Estado por dia.

O número real, por ano, de docentes que deixam a rede é de 3.500, sendo que 90% são de aposentadorias. Em dezembro de 2010, havia uma carência de 12 mil docentes. Este ano, está em cerca de 800. Por mês, e com grande variação, faltam às aulas algo entre 5 e 7 mil professores, sendo essas faltas justificadas e não justificadas.

Secretário em Campos

No próximo dia 27, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, estará em Campos. Segundo o presidente da Federação dos Estudantes de Campos (FEC), Maycon Maciel Pinto, a assessoria do secretário confirmou a visita. "Na quarta-feira participei de audiência na Alerj e solicitei ao secretário, por meio de ofício, uma visita às escolas de Campos".

Maycon disse que a FEC pretende elaborar um calendário de visitas: ao Liceu de Humanidades, Nilo Peçcanha, Francisco Sales e Visconde do Rio Branco. "Só sabemos, por enquanto, que ele estará pela manhã na Coordenadoria Regional de Educação", afirmou ele, destacando que pretende abordar também a questão do passe livre que, com o RioCard dos estudantes, implantado pelo Governo do Estado, a viagem nos ônibus está limitada em duas por dia. "A FEC é contra e vê isso como uma ameaça ao passe livre".

No dia 25 de maio, membros da Comissão Permanente de Educação da Alerj visitaram três escolas estaduais de Campos e constataram a precariedade dos prédios. À tarde, a comissão participou de uma audiência pública na Câmara de Vereadores, solicitada pela FEC, para discutir a situação das unidades.

11 de junho de 2013

Quem quer democracia nas escolas?

Caio Andrade Bezerra da Silva *
Diante dos atuais rumos da educação pública no Brasil em geral e no Rio de Janeiro em particular, convém lembrar que encontra-se em vigor uma Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. A respeito dos Princípios e Fins da Educação Nacional, em seu Título II, o texto legal evoca as bandeiras da “liberdade” e da “solidariedade humana”, em vista do “pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Dentre os princípios estabelecidos pela legislação, destacam-se, ainda: a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”; o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”; “respeito à liberdade e apreço à tolerância”; “valorização do profissional da educação escolar”; “gestão democrática do ensino público”.
Importa ressaltar que, considerando apenas os artigos 2º e 3º do referido texto, a palavra “liberdade” aparece três vezes, acompanhada de correlatas como “pluralismo”, “democrática”, “igualdade”, etc. Avançado? A má notícia é que a realidade, insistentemente diferente de tudo isso, é síntese de múltiplas determinações. E os fatos tem mostrado que algumas determinações são mais determinantes do que as letras mortas nos papéis. Vivo mesmo está o conflito de interesses contraditórios que permeiam a sociedade...
Não é exagero afirmar que hoje as escolas públicas apresentam um quadro acachapante de aparelhamento político pelo governo. Apesar de sofisticados e complexos, os mecanismos são incapazes de velar completamente suas vísceras: a imensa burocracia, desde o secretário de educação até os diretores das unidades escolares, passando por coordenadorias regionais, agentes de acompanhamento da gestão escolar, supervisores escolares, assistentes operacionais, etc., consiste de inúmeros “cargos de confiança”.
Em outras palavras, são funcionários indicados ou selecionados sem nenhuma imparcialidade, pagos para garantir a implementação da política “educacional” do governo ou, no máximo, em alguns casos, evitar incômodos. Grande parte desse séquito está disposto a cumprir qualquer papel sujo de capataz para não perder o cargo e a gratificação, tendo que voltar para as difíceis salas de aula. Em todos os níveis da hierarquia semieclesiástica, a justificativa geral é a mesma: “só estou cumprindo ordens”. E assim essas peças compõem uma monstruosa máquina de moer gente...
Essa dinâmica, contudo, está submetida a questões ainda maiores. A meritocracia, o produtivismo, a destruição da autonomia pedagógica e da gestão democrática, os pacotes prontos e fechados, a intensificação do trabalho, a ditadura das estatísticas, etc. apenas expressam as diretrizes proferidas pelo Banco Mundial e demais instituições que organizam o internacionalismo burguês para os mais diversos assuntos (diretrizes que, por algumas razões, prevalecem sobre a LDB).
Sob o comando do capital iniciou-se a reestruturação produtiva empresarial a partir dos anos 1970. Hoje se consolida a reestruturação produtiva do Estado e, por tabela, da Educação. Sem dúvida, trata-se da mercantilização absoluta e do treinamento de força de trabalho barata e acrítica, para atender às necessidades da acumulação capitalista. Nesse sentido, é evidente o lado que está ganhando...
Quem quer democracia nas escolas? Lute, organize-se e ajude o time dos incomodados a superar o time dos acomodados. Posicione-se. Faça críticas ao sindicato, mas não basta, também é necessário participar e construir. Não fique apenas esperando por alguém que lhe represente, não se submeta ao jugo dos opressores. Assuma a responsabilidade e atue coletivamente, enquanto membro da classe trabalhadora. Diretor não tem que ser representante do governo perante a comunidade escolar, mas sim representante da comunidade escolar perante o governo. Por eleições diretas para diretores, submetidos ao conselho escolar! Pelo poder popular nas escolas, contra as imposições do governo e a tirania do capital!
* Militante da Unidade Classista, monitor do NEP 13 de Maio, docente da rede estadual e diretor do SEPE Caxias.

29 de maio de 2013

Wilson Diniz: A Educação e a sucessão

(...)

O DIA
Rio - A Educação foi tema central dos filósofos e dos líderes mundiais que governaram grandes nações e que pensavam num amanhã melhor para a humanidade. Dos pensadores gregos aos iluministas franceses. (...)
(...)

Referindo-se ao Estado do Rio, o ministro disse: “Campos é cidade que mais recebe royalties, mas tem os piores indicadores do Ideb entre todos os municípios do país”. Os dados comprovam. É a peste epidêmica da ‘maldição dos recursos naturais’ ou o ‘mal holandês’, que contaminou os governantes que por ali passaram e optaram por priorizar Passarela de Samba, Centros Esportivos ou Carnaval fora de época e esqueceram a população de adolescentes que ficarão desempregados no futuro ou que serão hospedados em presídios públicos.
No estudo ‘Radiografia do Orçamento de Campos — Raio-X’, em 20 anos, dos R$ 15,9 bilhões orçados, R$ 11 bilhões eram das receitas dos royalties. Os indicadores do Ideb das escolas municipais são em média de 3,7: quando projetados para 2021, chegam a 5,2. É o legado do clã de Garotinho.
Cesar Maia, na Prefeitura do Rio, implantou a aprovação automática, uma espécie de ‘’genocídio educacional’, enquanto Garotinho esconde a realidade educacional da cidade de Campos e o seu alto índice de rejeição — 30% — na corrida da sucessão ao governo do estado. Os dois estão fora da sucessão estadual. Volto ao tema...
Wilson Diniz é economista e analista político

28 de maio de 2013

Por dia, quase três professores pedem demissão da rede estadual de ensino


Baixos salários são principal causa de pedidos de exonerações dos mestres

Jornal do BrasilMaria Luisa de Melo

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Pagando salários menores do que os da Prefeitura do Riode Janeiro, e de pelo menos cinco municípios da Baixada Fluminense, a rede pública estadual do Rio assiste a uma debandada de professores no início deste ano. Só nestes cinco primeiros meses, 308 mestres concursados pediram exonerações. Outros 504 se aposentaram. Ou seja, 812 mestres estão fora da rede. O déficit de profissionais, segundo a Secretaria estadual de Educação, no entanto, é de cerca de 800. 
A principal causa apontada para os pedidos de demissão trata dos baixos salários - R$ 1001 de salário inicial bruto, por 16 horas de trabalho. De acordo com dados do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), a média de pedidos de demissão na rede é de 2,5 por dia. Levando-se em conta o número de profissionais que se aposentam, a média aumenta para 6,76.
O problema, segundo os dados, não é exclusividade da rede estadual. No caso da Secretaria Municipal de Educação, o número de mestres que pediram desligamento de janeiro a maio é ainda maior: 514. No segundo semestre do ano passado, o município se viu às voltas com 1.270 pedidos deste tipo. 
Concursado do governo do estado em 2010, o professor de Biologia Eduardo Moraes, 28 anos, decidiu abandonar a rede estadual e passar a trabalhar em Mesquita, na Baixada Fluminense. A intenção era aumentar seus rendimentos em R$ 520. "Em 2010, no Rio, eu ganhava R$ 880. Na Prefeitura de Mesquita, passei a ganhar R$ 1400. Como eu moro em Benfica, na Zona Norte, a mudança me exigiu um certo esforço de deslocamento, mas está valendo a pena".
Professores reivindicam aumento salarial na rede estadual de ensino





Professores reivindicam aumento salarial na rede estadual de ensino
Eduardo é um dos milhares de mestres que acumula mais de uma matrícula. Ou seja, trabalha para a Prefeitura de Mesquita e também para a Prefeitura do Rio de Janeiro. "O vale-transporte que o governo do estado me pagava não cobria as minhas despesas de deslocamento para o trabalho. Isso acontece principalmente com aqueles professores que trabalham em mais de uma escola. Este foi mais um dos motivos pelos quais decidi abandonar a rede estadual. É muito trabalho para pouco dinheiro", destaca. 
O biólogo aponta ainda outras vantagens de se trabalhar fora da capital: "Na rede municipal de educação da Baixada, as turmas tem limite de 30 alunos. Já na rede estadual, o limite oficial é de 60. Isso significa que as turmas na Baixada são menos cheias e é possível trabalhar melhor", aponta. 
Professora do Ciep Pablo Neruda, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, Maria Beatriz Lugão Rios diz que o fato de os novos professores concursados serem chamados apenas em meados do ano piora ainda mais a situação da classe. 
"Os concursados, chamados pelo governo no meio do ano, tem que se encaixar nas turmas já formadas. Ou seja, um professor de Filosofia que é contratado para 12 horas por semana tem que lecionar em 12 turmas distintas já que cada turma tem direito a um tempo de aula desta disciplina. Assim, é comum um professor com apenas uma matrícula acumular aulas em mais de uma escola. O grande problema é que o vale-transporte é para apenas um colégio, né? Assim, o professor desembolsa parte de sua despesa com transporte", critica.
Contratações não acompanham saída
Enquanto a saída de profissionais da rede só neste início de ano foi de 812 mestres, as contratações são exatamente a metade: só 406 professores foram chamados este ano para trabalhar na rede estadual.
Gratificações para diminuir déficit
Para suprir o déficit de professores, a Secretaria estadual de Educação lançou mão de uma gratificação que praticamente dobra os rendimentos dos mestres. Para isso, os professores também tem carga horária dobrada. Com a chamada "gratificação por lotação prioritária", houve diminuição da carência por professores na rede. Segundo a Secretaria estadual de Educação, a carência de profissionais veio reduzindo desde 2010, quando chegava a 12 mil
Adolescentes não tem Riocard há três meses
No Colégio Estadual Vilma Atanásio, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, as dificuldades vão além da falta de professores da rede estadual de ensino. Muitos estudantes - cerca de 50 - ainda não possuem o cartão Riocard, que dá acesso livre aos estudantes da rede pública. Alguns deixaram a escola, enquanto outros contam com a boa vontade dos motoristas para entrar pela por traseira. 

Em assembleia, servidores da Faetec decidem manter a greve


Servidores da Faetec presentes à assembleia decidiram continuar com a greve
Servidores da Faetec presentes à assembleia decidiram continuar com a greve Foto: Divulgação
Djalma Oliveira

Em assembleia feita nesta segunda-feira, servidores da Faetec decidiram manter a greve iniciada na última quarta-feira. A categoria pretende acompanhar a reunião dos líderes da Alerj, na próxima segunda-feira, que vai discutir as emendas do projeto de lei que reajusta em 7% os salários do pessoal do órgão. A Faetec informou que uma reunião entre representantes da fundação e dos funcionários está marcada para esta quarta-feira.


Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/em-assembleia-servidores-da-faetec-decidem-manter-greve-8518635.html#ixzz2UbFDdnoC

22 de maio de 2013

Servidores da FAETEC entram em GREVE!



maio 22, 2013 - Destaques, Notícias
Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, dia 21/5, em frente ao prédio da Sect, os servidores da Faetec decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 22/5.
A decisão da categoria se deve à intransigência do governo estadual em não negociar seriamente os 3 eixos de nossa campanha salarial: reajuste salarial de 36, 47%, chamada imediata dos concursados e aprovação imediata do PCS.
Pela manhã a direção do Sindpefaetec, servidores, estudantes e pais participaram de audiência pública na Comissão de Educação da Alerj, que discutiu as emendas à mensagem do governo de reajuste salarial de 7%. Há diversas mensagens com variados índices de reajuste salarial (de 6% (!) até 36,47%), duas mensagens incluindo a aprovação do PCS e uma mensagem de convocação dos concursados.
Fomos informados que no dia 3/6 haverá reunião do colégio de líderes na Alerj, às 10h, da qual queremos participar. A votação final do reajuste deve acontecer no dia seguinte.
Deliberações da assembleia de hoje:
- O Conselho Deliberativo se transforma em Comando de Greve, aberto para todos os servidores que queiram participar.
- As unidades terão autonomia para decidir as atividades de greve, informando ao comando de greve.
- Estabelecido o seguinte calendário:
Dia 22/5: panfletagem nas unidades com material direcionado para os estudantes.
Dia 23/5: aula pública no Iserj, às 9h.
Dia 24/5: panfletagem nas unidades.
Dia 27/5: Reunião do Comando de Greve, às 10h, em Quintino e Assembleia Geral, às 14h, também em Quintino.
Vamos à luta, servidores!

13 de maio de 2013

Atenção profissionais de educação da rede municipal e estadual de Campos!


 
O Sepe Campos convida todos à participarem da 1ª Caravana estadual da educação do RJ, que será realizada no dia 16 de maio, próxima quinta-feira.
Será disponibilizado transporte para garantir a participação da categoria.

 

10 de maio de 2013

Vem aí uma nova reforma da previdência




09 MAIO 2013 
CLASSIFICADO EM BRASIL - LULISMO

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Intersindical
O fator previdenciário, criado por FHC, para diminuir fortemente o valor do beneficio, é um dos principais mecanismos de precarização da aposentadoria. É por isso, que o fim do fator previdenciário se tornou uma das principais reivindicações dos trabalhadores. O fator chega a reduzir em mais de 40% o valor do benefício do aposentado. Isso faz com que muitos não se aposentem, mesmo tendo completado o tempo de contribuição. Muitos continuam trabalhando doente, pois o valor da aposentadoria é insuficiente para viver.
Apesar da promessa feita aos trabalhadores, o governo se nega a acabar com o fator previdenciário. E ainda ameaça realizar uma nova reforma da previdência, piorando ainda mais o direito à aposentadoria.
Uma das possibilidades é introduzir imediatamente a fórmula 85/95. Para ter direito ao benefício integral uma trabalhadora teria de somar 85 anos (95 se for homem), somando a idade e tempo de contribuição.
Proposta condena trabalhador a morrer antes da aposentadoria
Mas o governo acha pouco. E a partir do ano de 2025 esse cálculo subiria para 95/105. Por essa fórmula, para ter direito a aposentadoria integral, uma mulher precisaria somar entre idade e tempo de contribuição o equivalente a 95 anos. Já no caso dos homens seriam necessários 105 anos somados entre idade e tempo de contribuição.
Por exemplo: a partir de 2025, se nunca ficar desempregado na vida, um trabalhador poderá se aposentar ao completar 65 anos de idade e 40 anos de contribuição à previdência. Se perder o emprego em algum momento da vida, e parar de contribuir por um período, jamais vai se aposentar. Essa proposta do governo é um acinte ao trabalhador e um grande presente para os banqueiros, que lucrarão ainda mais vendendo previdência privada.
Não se pode vacilar. Temos de exigir o fim do fator previdenciário! E não aceitamos redução do benefício!  Tampouco aceitaremos qualquer medida que piore a aposentadoria do trabalhador.
Anulação da reforma de 2003!
No julgamento do mensalão, o STF sentenciou que a reforma da previdência de 2003, do governo Lula, foi realizada através da compra de votos dos parlamentares. Segundo o STF, o processo de votação no congresso teria sido viciado e ilegal. Diante do julgamento daquele tribunal, varias organizações estão em campanha para que o STF seja coerente: se a votação foi comprada, a reforma tem de ser anulada.

A classe operária vai à CLT



09 MAIO 2013 
CLASSIFICADO EM SINDICAL - ACE

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(Ricardo Antunes)
"O eufemismo 'flexibilizar' é a forma branda encontrada por essas forças para dizer que é  preciso desconstruir os direitos do trabalho, arduamente conquistados em tantas décadas de embates e batalhas. Basta olhar o que se passa hoje com a Europa e constatar lá também o receituário é flexibilizar, acentuando ainda mais o desmonte dos direitos dos trabalhadores.", escreve Ricardo Antunes, sociólogo.
Em nosso curioso país, muitas conquistas acabam tendo vida efêmera, enquanto muita construção estranha acaba longeva. E assim o país caminha, quase prussianamente, em seus avanços e atropelos. O que explica, então, a longa duração de nossa CLT, criada em 1943?
Sabemos que a Consolidação das Leis do Trabalho se originou em uma conjuntura especial, intimamente vinculada à chamada Revolução de 1930, que foi mais do que um golpe e menos do que uma revolução. Rearranjo necessário entre nossas classes dominantes - cuja fração cafeeira começava a perder seu acentuado espaço no poder -, o movimento político-militar que levou Vargas à Presidência da República recompôs o equilíbrio entre as distintas frações da oligarquia, cujo resultado mais expressivo, entretanto, foi o desenvolvimento de um projeto industrializante, nacionalista e com forte presença estatal. E Vargas sabia que a montagem desse novo projeto não poderia se efetivar sem o envolvimento da classe trabalhadora, que não encontrava espaço no liberalismo excludente da chamada República do Café.
O enigma da incorporação da classe trabalhadora por Vargas pode ser desvendado pelos múltiplos significados presentes quando da decretação da CLT. Desde logo ela consolidava a totalidade da legislação social (e sindical) do trabalho iniciada em 1930. Mas é imperioso enfatizar que houve um movimento dúplice nessa história: o operariado brasileiro lutava, desde meados do século 19, por direitos básicos do trabalho, por meio da realização de greves. E esse movimento se expandiu ao longo das primeiras décadas do século 20 - de que foi exemplo, entre tantas, a grande greve geral de 1917 - quando os trabalhadores reivindicavam, entre outras bandeiras, melhores condições de salário e de trabalho, a regulamentação da jornada, o direito de férias e do descanso semanal, etc.
Aqui o mito encontrou sua origem e densidade: Vargas "converteu" autênticas reivindicações operárias em doações do Estado, realizadas quase sempre em atos de 1º de Maio oficialistas, em que se assumia como responsável pelo Estado benefactor, para recordar Werneck Vianna. Aquilo que a classe operária reivindicava em suas lutas concretas - na primeira metade dos anos 1930 houve a eclosão de inúmeras greves no Brasil -Vargas assumia como sua criação. E foi assim, oscilando entre luta e outorga, que chegamos à decretação da CLT em 1943 e à criação do mito do Pai dos Pobres.
Do lado varguista, construía-se a clara percepção de que o projeto industrial carecia de uma necessária regulamentação e controle do trabalho. Do lado dos assalariados, um exame das pautas das greves permitia constatar que os direitos do trabalho estavam entre suas principais reivindicações. A título de exemplo: se para a classe trabalhadora a criação do salário-mínimo nacional era imprescindível para garantir sua reprodução e sobrevivência, para o projeto industrializante de Vargas era imperioso regulamentar a mercadoria força de trabalho e desse modo consolidar o mercado interno pela instituição de um salário mínimo basal.
Mas a CLT foi também uma espécie de faca de dois legumes, para lembrar o célebre Vicente Matheus. Isso porque, no que diz respeito à estrutura sindical, ela teve em sua origem um predominante sentido controlador, coibidor e cupulista que cultuava um fetichismo de Estado que não foi plenamente eliminado nem mesmo pela Constituição de 1988. Bastaria lembrar que o imposto e a unicidade sindical estabelecidos por lei, dois pilares do sindicalismo atrelado, não foram eliminados pela nova Constituição.
Certamente, não são por esses motivos sindicais que o empresariado quer hoje desmantelar a CLT. O eufemismo "flexibilizar" é a forma branda encontrada por essas forças para dizer que é preciso desconstruir os direitos do trabalho, arduamente conquistados, em tantas décadas de embates e batalhas. Basta olhar o que se passa hoje com a Europa e constatar lá também o receituário é flexibilizar, acentuando ainda mais o desmonte dos direitos dos trabalhadores.
Foi exatamente por consolidar um código efetivamente protetor do trabalho que a CLT tornou-se duradoura e logrou ganhar sólido apoio popular ao longo de suas décadas de vigência. As flexibilizações, terceirizações, o aumento da informalidade e a ampliação do desemprego serão consequências imediatas se a CLT for desfigurada.
Mas não será fácil essa nova empreitada de demolição pretendida pelo empresariado, pelo simples fato de que a CLTé considerada como uma verdadeira Constituição pela classe trabalhadora, ao consagrar conquistas que ela sabe que se perder, não haverá no horizonte próximo nenhuma possibilidade de recuperar. Ainda mais numa conjuntura de destruição intensa e em escala global dos direitos do trabalho.