17 de outubro de 2012

Comissão de Educação aprova limite para número de alunos por turma


16/10/2012 17:39,  Por Rede Brasil Atual
Comissão de Educação aprova limite para número de alunos por turma
Proposta prevê até 25 alunos em salas de pré-escola e dois primeiros anos do fundamental e até 35 nas demais

Por: Redação da Rede Brasil Atual



São Paulo – As salas de aula de pré-escola e dos dois primeiros anos do ensino fundamental deverão ter até 25 alunos, segundo o projeto de lei 504/2011, do senador Humberto Costa (PT-PE), aprovado hoje (16), em decisão terminativa, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. O texto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), prevê ainda que as demais turmas do ensino fundamental e as do ensino médio tenham até 35 alunos.
Humberto Costa disse que o objetivo é buscar melhores condições de aprendizagem. “A relação entre professor e número de alunos incide diretamente sobre a capacidade de aprendizagem”, disse o senador, durante a reunião da comissão, presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).
Com informações da Agência Senado

15 de outubro de 2012

Chapa 2 - Oposição pela Base: Mobilização, Luta e Consquista. SINDPEFAETEC

Chapa 2 - Oposição pela Base: Mobilização, Luta e Consquista. SINDPEFAETEC

por Chapa 2, Oposição pela Base - Mobilização, Luta e Conquista, Domingo, 14 de Outubro de 2012 às 14:19 ·


A crise capitalista vem aumentando a exploração dos trabalhadores ao redor do mundo, fazendo com que paguem uma conta que não é sua. Na África  trabalhadores foram às ruas enfrentar o autoritarismo dos governantes, como no caso do Egito. Na Europa, o povo toma conta das ruas, manifestando-se  contra os cortes nos gastos públicos, a recessão econômica, o crescimento do desemprego e perdas de direitos sociais. Na cidadela do capital, os EUA, a população se levanta em diversas cidades do país e, através do movimento Occupy Wall Street, protesta contra o aumento das desigualdades sociais, a  corrupção e a roleta financeira do capitalismo globalizado, denunciando o conluio entre o Estado norte-americano, as corporações transnacionais, os grandes
bancos e os megaespeculadores.

No Brasil, o funcionalismo federal se mobilizou através de inúmeras greves contra o arrocho salarial imposto pelos governos de Dilma Roussef e de seu antecessor, Lula da Silva. Mais um fato para comprovar que a política econômica do governo petista é, na verdade, uma continuidade da política econômica
de FHC e busca a consolidação do neoliberalismo no país, em conformidade com os ditames do capital internacional.

Em várias obras do PAC, país afora, trabalhadores entraram em greve devido às péssimas condições de trabalho dadas pelas empreiteiras. Na usina de Belo Monte, a resistência das tribos indígenas chamou atenção internacional para a questão ambiental e social da região amazônica, onde impera a lei do mais forte. Os quilombolas em vários estados do país lutam pelo direito de propriedade das terras para descendentes dos quilombos. Isso demonstra que os trabalhadores não estão acomodados num mar de consumo  e rosas, como quer nos fazer crer a maior parte da mídia.

No âmbito estadual, o governador  Sergio Cabral é conhecido por suas declarações ofensivas à população e servidores públicos, como no caso da greve dos bombeiros, e por suas relações suspeitas com donos de empreiteiras, com quem se diverte em Paris usando guardanapos na cabeça. Ao longo de quase seis anos de (des) governo, Cabral promoveu um grande arrocho no salário do funcionalismo público e ameaça agora tirar nossos triênios.

Nós, profissionais da Faetec, precisamos retomar os métodos eficazes de luta da classe trabalhadora,como mobilizações, passeatas, atos públicos, manifestações e greve. Foi utilizando essas formas de luta que obtivemos conquistas no início da nossa história na fundação e criamos a nossa associação, a Apefaetec.Reajuste de 44% e unificação das lutas de professores e de funcionários na Apefaetec, em 2001; Regime Estatutário e Eleições Diretas de diretores, em 2002; Derrubada do Calote dos 13º e do 1/3 de férias de Garotinho/Rosinha/Benedita, em 2003, foram vitórias que vieram da força das nossas mobilizações e da unidade de nossa categoria.

Entretanto, já há algum tempo, nosso sindicato vem trocando métodos vitoriosos na luta dos trabalhadores por reuniões fechadas de gabinete, sem a participação da base da categoria. A atual direção do Sindpefaetec cada vez mais se afasta da base, conduzindo e manipulando assembleias e nossas deliberações, e se aproximando do governo de maneira subserviente. Uma coisa é negociar com o governo – que é o papel de uma direção sindical – outra coisa é conciliar com esse governo, como nosso sindicato tem feito, baixando  a cabeça e acatando ações que aumentam a opressão e a exploração sobre o servidor da FAETEC, como fez o governo Cabral este ano ao oferecer 5% para o funcionalismo estadual e míseros 4,5% para a FAETEC.

Trabalhadores de empreiteiras, servidores públicos – docentes e administrativos federais – obtiveram conquistas porque ousaram lutar e enfrentar o patrão, o governo federal. No Rio de Janeiro, a UERJ foi à greve e, depois de uma luta duríssima, obteve a conquista do Regime de Dedicação Exclusiva. Nossa Central Sindical e Popular – CONLUTAS – esteve à frente de grande parte dessas mobilizações.

Lutar não é crime. Temos o direito e o dever de nos unirmos para lutar pela construção de um futuro melhor para todos. Foi com esse pensamento que nós,
profissionais de educação da FAETEC, construímos a Chapa 2 – Oposição pela Base: Mobilização, Luta e  Conquista. Nela, reunimos fundadores da Apefaetec
(atual Sindpefaetec), antigos e novos companheiros de luta – muitos recém-concursados já ingressarem participando da luta em defesa do reajuste salarial, em 2011 – para tentar mudar esse quadro desolador. De um lado, temos um governo que busca aumentar a exploração sobre o trabalhador e usa o patrimônio público para fins privados, de outro lado, uma direção do sindicato que prefere o método da conciliação e da desmobilização
da categoria. Precisamos dar um basta nisso.

Juntos somos fortes!

PRINCIPAIS PROPOSTAS
- Defesa do Plano de Cargos, Carreiras e Salários
-Dedicação Exclusiva para todos os docentes
-Inclusão de mais uma Classe na Progressão por Formação
-Adicional do FUNDEB para todos
-Gestão democrática da Faetec: eleições em todos os níveis
-Isonomia para os Inspetores/Educadores sociais
-Adicional de periculosidade e insalubridade
-30 horas para técnico-administrativo
-Transparência na gestão financeira do Sindpefaetec
-Cumprimento das deliberações da categoria
-Democratização nas relações do sindicato com a categoria
-Periodicidade do Jornal do sindicato e criação de um Boletim eletrônico
-Limite de dois mandatos consecutivos dos diretores do Sindpefaetec
-Devolução à categoria do Imposto Sindical compulsório
-Ampliação da representação de base
-Articulação com os movimentos sociais
-Defesa de uma política de preservação da memória institucional, escolar e das lutas dos trabalhadores na FAETEC
-Pela implementação das leis 10639/2003 (história e cultura afrodescendentes) e 11645/2008 (história e cultura indígena) nos currículos escolares da FAETEC


Através da entevista da Professora Luciana (ISEPAM) ao Jornal Folha da Manhã , minha homenagem à todos colegas da Educação.

Esperança no futuro

12
Baixos salários, condições adversas de trabalho e desvalorização da carreira são alguns dos problemas enfrentados cotidianamente pelos professores de todo o país, principalmente por aqueles que lecionam na rede pública. Hoje, Dia do Professor, a pergunta que muitos se fazem é: O que há para comemorar?

A professora Luciana Ribeiro Paiva, de 48 anos, com 25 dedicados ao magistério, já lecionou em escolas do interior do município de Campos (Baixa Grande e Rio Preto) e em escolas da rede particular do município, e atualmente dá aulas de Português, Redação e Literatura em turmas do ensino médio no Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam) e em um colégio da rede privada de ensino. Ela comentou as dificuldades para a preparação das aulas, haja vista a necessidade que tem o professor de possuir mais de uma fonte de renda ou matrícula em instituições de ensino para equilibrar o orçamento doméstico. A desvalorização que se reflete nos baixos salários acaba chegando à sala de aula e à própria família do professor.

— É fato que a maior parte dos pro-fessores tem mais de um vínculo profissional. Sou parte deste grupo e reconheço que, muitas vezes, o trabalho torna-se um fardo muito pesado.
Temos a preparação das aulas, a prática delas e a correção. Neste processo, há o cansaço e a falta de tempo para outras atividades e, até mesmo, para a família que, muitas vezes, é deixada em segundo plano por termos que arcar com nossos compromissos — expôs Luciana.

Mudanças que aconteceram no comportamento social fizeram a escola perder a referência como a única responsável pela educação dos estudantes, o que revela a necessidade de uma nova concepção pedagógica. Exemplo disso é o uso das novas tecnologias e a influência da mídia.

“A educação no mundo moderno não é feita somente da participação da escola e da família na vida da criança. Outras instituições também estabelecem parceria na ação pedagógica e a mídia, com certeza, é uma delas. O ser humano se torna cada vez mais dependente da tecnologia. Um exemplo prático é o uso do celular que tem sido o “terror” de muitos professores em sala de aula”, disse Luciana, acrescentando que esse é um caminho sem volta, ressaltando que o professor deve estar atento e estimular o uso consciente e crítico das tecnologias para que a escola não se distancie dos apelos e necessidades desta sociedade excessivamente midiática.

Além dessa mudança, houve também uma ruptura na relação pais e professores. Luciana relatou que há cerca de 20 anos, “a educação era vista como algo promissor”, mas, com o passar dos anos, muitas famílias acabaram se tornando ausentes na vida dos filhos, fazendo a transferência da responsabilidade e do ônus do fracasso escolar para o professor. “Se a família se unisse à escola objetivando a educação de seus filhos, grande parte dos problemas enfrentados nas escolas estaria resolvida”, opinou.
Mesmo com todas essas situações expostas, espera-se uma resposta negativa para a pergunta sobre a comemoração da data que homenageia os educadores. Porém, a professora Luciana Paiva responde com esperança na mudança, na criação de novos paradigmas.

— Ainda que tantos entraves e problemas façam parte do processo educacional, o professor continua a ser aquele que busca transformar seu aluno. Costumo dizer a meu aluno que ele entra na escola para sair dela “diferente” e é expondo este tipo de ideia que percebo uma atitude proativa em relação às aulas. Isso sim é motivo de comemoração! — finalizou a professora.
Talita Barros

14 de outubro de 2012

PROFESSORES DO BRASIL




                                                De:  Valdecy Alves
Ah, professores!
Hoje é teu dia
Estás em guerra
Sempre contra a  ignorância
Sempre contra as trevas
Mas também travas uma guerra
Por salário digno e justa carreira
O teu agora é radical lutar!
Mesmo assim, nesse inferno
De aniquilação dos teus direitos
De luto na luta
Dia e noite sem trégua
Só por não desistir e persistir
Tens o que comemorar!
Mesmo não sendo hora de sorrir
Ínfima a chama da alegria
Sem a guarda poder baixar...
Comemora! Recarrega teu fôlego
Afia tua espada, prepara  tua lança
Mas não perdas a visão do horizonte
O futuro do Brasil de ti depende
Pois não há futuro sem o educar
Como soldado dos teus direitos
Começastes a guerrear
Mas vistes que a guerra é maior
Contra os inimigos da educação
Cujos alicerces políticos na ignorância do povo
Estás com o teu ideal e reação a ameaçar!
Tua luta, pois, é múltipla:
Enfrentas os joãos-grilos
Que se tornaram governantes...
Os pinóquios espertalhões
Em muitos parlamentos
A estelionatar!
Tonaste-te arauto  da educação
Que da liberdade alimenta a chama...
Fizeste das ruas salas de aula
Quando por teus direitos lutas
Assim ameaças velhos tempos
Anuncias novo dia
Com pleno e radical exemplo de cidadania
Melhor forma de educar!
És o sol do horizonte social
Após a longa noite coronelesca secular
Do atraso e da escravidão
Da pilhagem e da corrupção
Ferramenta de luz és, também és do despertar!
Sol é luz, pai do vento que sussurra
Dizendo: - construa o novo amanhã!
Sol pai do azul do céu, do verdejante sertão
Pai e avô do verde esperança
De cada novo aluno a estudar!
Converteste  a ti mesmo em certeza
De nova era do prosperar
Por isso por ti! Por teus direitos! Luta!
Luta pelo direito geral  à educação...
Luta! Luta! Persista! Persista!
Com a força e a insistência das ondas do mar!
Para que assim preserves tua dignidade
E a dignidade de todo o povo
Que tem seus alicerces no  educar
Trégua no dia 15! É teu dia...
Porém após,  com aurora do novo amanhecer
Aonde os  alicerces do futuro
Clamam por tua presença, por tua consciência
Pela ação que é a guerra para transformar
Escultor de novos seres, novas pessoas, novas eras
Com o cinzel do saber e do sábio usar
Retomas teu posto ao cair da estrela d´alva
E  brilhas cavalgando no sol bradando: Lutar! Lutar!

12 de outubro de 2012

REDA

Jornal Folha da Manhã

Protesto por pagamento

As professoras, mediadoras e assistentes contratadas pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), em julho deste ano, realizaram na manhã de hoje uma manifestação na frente da secretaria municipal de Educação (Smec) reivindicando o pagamento do salário, que, segundo elas, não é pago há três meses. A secretária da pasta, Joilza Rangel teria prometido que o dinheiro seria depositado hoje, mas a promessa não foi cumprida. O problema estaria em uma decisão do juiz da 4ª Vara da Comarca de Campos dos Goytacazes, Wladimir Hungria, que concedeu liminar suspendendo todos os contratados sob o regime do Reda e pagamentos sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Até o momento, nenhuma resposta definitiva foi dada às funcionárias, que continuam trabalhando sem receber o salário e sob a ameaça de ter o contrato desativado.
A decisão do juiz foi tomada porque, de acordo com ele, os processos seletivos realizados com fundamento no REDA são, a priori, inconstitucionais, já que estariam violando os princípios do concurso público, realizado este ano. Ele disse que os cargos oferecidos aos contratados revelam atividades permanentes, que deveriam ser exercidas por servidores públicos concursados. Além disso, os contratos foram realizados três meses antes das eleições municipais, o que também comprova a inconstitucionalidade da prática.

De acordo com a assistente de berçário da creche escola Felix Miranda, Lara Barreto de Oliveira, após sair a decisão do juiz, todas as funcionárias teriam procurado a direção de cada instituição e também à secretária Joilza, que responderam que nenhum contratado deveria parar e caso o fizessem, teriam os pontos cortados e o contrato de dois anos assinado por elas, anulado. Lara disse ainda que, além de não estarem recebendo o salário, todos os contratados da secretaria de Educação também não recebem vale transporte e auxílio alimentação.

— Mandaram a gente continuar trabalhando e ainda disseram para não darmos ouvidos à decisão do juiz, porque quem manda na secretaria e nos contratados da mesma, é a secretária. Estamos sem saber o que fazer. As contas estão chegando, não temos dinheiro para pagar e estamos cheias de dívidas. Precisamos de uma solução urgente! — falou a contratada.

Sepe se posiciona

O posicionamento do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) é de repúdio à decisão da secretaria de Educação de manter os funcionários contratados trabalhando, mesmo após a decisão judicial. De acordo com o diretor jurídico do Sepe, Sandro Fabiano de Paula, os profissionais não deveriam se manter no cargo sem a garantia de que o salário será pago. “Essa é uma afronta aos professores, assistentes e mediadores. Estou encaminhando o caso ao advogado, mas, de antemão, já posso afirmar que a situação não é simples. Estamos aguardando o posicionamento oficial da justiça, mas espero que esses profissionais não tenham jogado fora esses três meses de trabalho.

Em nota, a prefeitura informou que o procurador Geral do Município, Fabrício Ribeiro, disse que o município tem dois recursos pendentes, visando suspender a decisão do juiz da 4ª Vara Cível. O procurador falou ainda que aguarda confiante a decisão do Tribunal de Justiça. Já a secretaria municipal de Educação preferiu não comentar o assunto.
Ulli Marques

11 de outubro de 2012

CEJOPA

  1. Uma das professoras - atual diretora - do CEJOPA arrolada no inquérito administrativo por desvios de verbas é na verdade a denunciante da conduta ilícita praticada por terceiros. Entretanto, de denunciante passou a condição de ré pelo TCE. O departamento jurídico do SEPE cujo diretor é o Professor Sandro Fabiano, juntamente com a Professora Flávia, levaram o assunto para Dr. Alexandre. Serão tomad
    as as medidas cabíveis para corrigir quaisquer injustiças contra a professora em questão.
    A comunidade escolar do CEJOPA encontra-se mobilizada em defesa do nome da Professora Flávia, solidarinzando-se com ela e dando todo apoio necessário. Hoje houve paralisação das aulas em protesto a injustiça sofrida pela professora.
    A Regional Norte Fluminense I está agindo no sentido de susbstituir a professora, hoje diretora do CEJOPA, a revelia da comunidade escolar que não aceita a medida prestes a ser adotada.
    O SEPE SOMOS NÓS.NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

CEJOPA

Toda mobilização é importante. Só não entendi o porquê dessa ação isolada dos colegas do CEJOPA, que contam com a representação do sindicato (SEPE). Coletivamente a luta é árdua, isoladamente não funciona. O SEPE tem atendimento jurídico e está franqueado à categoria. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
PROFESSORES DO CEJOPA COMUNICAM PARALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES
Colégio Estadual José do Patrocínio(CEJOPA)

O blog recebeu esse comentário, assinado por professores da CEJOPA e coloca como postagem.

O blog apóia a atitude dos professores da CEJOPA em repúdio às agressões sofridas por profissionais da educação.

Professores do CEJOPA disse...

Caros blogueiros,

Nós, professores do Colégio Estadual José do Patrocínio(CEJOPA), após reunião realizada no dia 09/09/2009, às 10h, nas dependências desta unidade de ensino, decidimos paralisar as atividades na instituição em repúdio às agressões sofridas por profissionais da educação na última terça-feira. A manifestação realizada em frente ao prédio da ALERJ, no Rio de Janeiro, contra o descaso das autoridades em relação à categoria foi reprimida violentamente, deixando 11 professores feridos.

A decisão sobre a paralisação nesta unidade foi tomada pela maioria presente na reunião, e todos os professores se dirigiram às salas de aula com o objetivo de comunicar aos alunos sobre a posição adotada. Buscamos ainda conscientizá-los a respeito do comprometimento de todos, docentes e discentes, na luta por uma educação responsável e de qualidade.

Finalmente, estaremos reunidos amanhã, 11/09, às 7h30min, a fim de apurarmos os resultados deste ato, reafirmando uma posição de alerta contra todas as atitudes que ameacem a construção de um projeto de sociedade livre, justa, ou que não considerem a educação como princípio básico.

Publiquem, se puderem!

8 de outubro de 2012

SINDPEFAETEC

Nos dias 06,07 e 08 de Novembro acontece as eleições para nova diretoria do SINDPEFAETEC, gestão 2013/2015.
A Unidade Classista está compondo a CHAPA 2 - Oposição pela Base: Mobilização, Luta e Conquista!
As escolas da FAETEC em Campos são: o ISEPAM, João Barcelos Martins e Escola Técnica Agrícola.
A eleição é estadual e concorrem duas chapas.
A Chapa 2 conta com os nomes de Graciete Santana (ISEPAM), Amaro Sérgio (Agrícola) e André Gomes ( JBM).
É a luta que segue...

2 de outubro de 2012

Especial Eric Hobsbawm

Café História

Eric Hobsbawm: vida e obra de um historiador singular
Conheça mais sobre a trabalho e a trajetória de um dos mais importantes historiadores britânicos do século XX.
Um giro pelo noticiário nacional e internacional neste dois de outubro de 2012 evidencia o enorme reconhecimento que Eric Hobsbawm conquistou ao longo de quase oito décadas dedicadas ao estudo da história. A morte do historiador britânico, ocorrida ontem, na Inglaterra, aos 95 anos, foi capa dos principais jornais do mundo. Hobsbawm, que estava internado no Royal Free Hospital, em Londres, morreu em decorrência de uma pneumonia, deixando esposa, três filhos, sete netos, um bisneto e milhões de admiradores pelo mundo, muitos dos quais brasileiros. Em sua homenagem, o Café História preparou o presente texto, no qual lembramos sua trajetória, suas várias identidades e a recepção de sua obra, citada em um número incalculável de trabalhos que abordam a história mundial do século XIX e XX.

Hobsbawm: o historiador
Eric Hobsbawm esteve certamente entre os historiadores britânicos mais importantes e influentes do século XX. Como docente, foi um profissional dedicado e fiel. Atuou praticamente toda a vida na mesma instituição de ensino, o Birkbeck College, em Londres, onde foi admitido em 1947. Em termos historiográficos, esteve ao lado de nomes como E.P. Thompson, Raymond Williams e Christopher Hill, uma bem sucedida geração de historiadores de esquerda que rompeu com uma leitura ortodoxa do marxismo, excessivamente economista, determinista e desprovida de conexão com a prática política. Hobsbawm não fez parte diretamente, mas também acompanhou a reestruturação dos historiadores de esquerda em torno da revista “New Left”, na década de 1950, importantíssima no contexto político e intelectual do pós-guerra. Em seus textos, mostrou sempre uma incrível erudição. O historiador Christopher Hill disse certa vez, brincando, que nada se podia ensinar ao colega Eric Hobsbawm. “Ele já sabia de tudo”.
No Brasil, “A Era dos Extremos – O Breve Século XX: 1914 -1991” foi notadamente o seu livro mais conhecido. Editado pela Companhia das Letras, o título vendeu incríveis 227 mil exemplares, tornando-se um verdadeiro best-seller na área. Mas as suas principais contribuições à historiografia estão mesmo em obras anteriores, tais como “A Invenção das Tradições” e “Nações e Nacionalismos desde 1870”, nas quais analisa a complexa estruturação dos Estados nacionalistas do século XIX, e “História Social do Jazz” e “Mundos do Trabalho: Novos Estudos Sobre a História Operária”, onde o autor explora a trajetória do mundo do trabalho a partir não só da ótica econômica, mas também do social. É dele também a série composta pelos livros "A Era das Revoluções", "A Era do Capital" e "A Era dos Impérios", que fazem companhia ao já mencionado "A Era dos Extremos". Seu último livro, "Como mudar o mundo", uma coleção de ensaios, foi publicado em 2011 no país pela Companhia das Letras.
Uma característica presente em quase todas as obras de Hobsbawm é a acessibilidade da narrativa. Além de bom pesquisador, o historiador tinha uma boa escrita, sabendo alcançar o grande público sem abrir mão da profundidade de suas análises históricas. Afonso Carlos Marques dos Santos, antigo professor de Teoria de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, falecido em 2004, fez certa vez uma síntese bastante original da história feita por Hobsbawm, destacando uma outra característica do historiador inglês - a coragem para desafiar paradigmas do marxismo:
- “É evidente que Hobsbawm orientou a sua construção historiográfica a partir de uma ambição totalizante, muito cara ao marxismo, mas soube fazê-lo com sensibilidade, ampla cultura geral e abertura para novas formulações oriundas de outras tendências historiográficas. Abertura que deve ter desagradado àqueles que, do lado de cá do Atlântico Sul, vivem incomodados com o que chamam “modismos pós-modernos” ou “desvios irracionalistas” das temáticas clássicas da ortodoxia marxista. Na introdução de A Era dos Impérios Hobsbawm usou como epígrafe uma passagem de Pierre Nora em Les Lieux de Mémoire, onde a história aparece como “a sempre incompleta e problemática construção do que já não existe”. Nesta citação, Nora, ao demarcar as distinções entre memória e história também afirma: “A memória sempre pertence a nossa época e está intimamente ligada ao presente eterno; a história é uma representação do passado”. Hobsbawm , ao problematizar o período 1875-1914, começa pela própria história da sua família valendo-se da memória para motivar a penetração num tempo que se fecha na altura do seu próprio nascimento. Recorre, portanto, a uma dimensão biográfica e individualizada da existência humana para falar de um tempo socialmente repartido. E é curioso que tenha lançado mão de Pierre Nora, uma personalidade central no campo da editoração de obras históricas na França. A heterodoxia de Hobsbawm certamente não deve ter agradado àqueles que, mesmo sem muita familiaridade com a produção historiográfica internacional, apontam de forma condenatória para o que seria a “nossa francofilia” no campo dos estudos históricos”. (leia essa análise, na íntegra, clicando aqui).
Hobsbawm: o intelectual
Além de historiador, Hobsbawm tinha ainda uma faceta bastante rara atualmente entre profissionais da área: era um intelectual público ativo. Na Inglaterra e no exterior, Hobsbawm sempre foi figura fácil em artigos, ensaios e entrevistas, falando de algum acontecimento do momento. Nos atentados de 11 de setembro, por exemplo, foi um duro critico das explicações de “choque de culturas”. Para Hobsbawm, o terrorismo deveria ser entendido a partir de uma relação de dominação e exclusão promovida pelo Ocidente ao longo dois últimos dois séculos. Foi ainda neste âmbito conselheiro de figuras importantes da política mundial, com Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, e participou com frequência de eventos públicos em todo o mundo. Esteve pela última vez no Brasil em 2003, quando foi uma das principais atrações da Festa Literária de Paraty (FLIP).
A presença costumeira no espaço público talvez se explique pela própria experiência de vida do historiador. Nascido em Alexandria, Egito, no ano de 1917, Hobsbawm foi testemunha daquilo que ele chamou do “breve século XX”, um século bastante acelerado pela enormidade de acontecimentos impactantes em termos políticos e culturais. Filho de pai britânico e mãe austríaca, viveu muitos cenários e situações deste período de bem perto. Cresceu em Viena e, após a morte dos pais, judeus, mudou-se para Berlim. Após testemunhar a ascensão do nazismo de Hitler, mudou-se com o tio e a irmã para Londres. Acompanhou, então, a Segunda Guerra Mundial, a crise europeia, a Guerra Fria e toda uma gama de eventos históricos que transformaram o planeta.
Hobsbawm - como todo grande pensador - também acumulou críticas ao longo da vida. A maior delas se refere a sua fidelidade ao Partido Comunista (PC), inabalável mesmo durante a Invasão Soviética à Hungria, em 1956. Permaneceu membro do PC até a sua desintegração, em 1989. Outra crítica também comum a Hobsbawm se refere a sua relação com o stalinismo. Para o professor de história da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ricardo da Costa, Hobsbawm omitiu em suas obras muitas informações sobre os horrores cometido em nome do marxismo-leninismo soviético. (leia esta crítica, na íntegra, aqui).
Hobsbawm para os historiadores brasileiros
Procurando entender um pouco mais da relevância de Eric Hobsbawm no Brasil – um dos países onde era mais lido, além da Itália – o Café História conversou com algumas pessoas que vivem o cotidiano acadêmico no país. Nossa ideia era identificar como Hobsbawm se tornou a referência entre historiadores brasileiros que é hoje, mesmo quando objeto de críticas.
Monica Grin, professora de história contemporânea do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ) desde 1997, explicou ao Café que a narrativa de Hobsbawm tem o mérito de não só ter popularizado e historicizado o marxismo para legiões de estudantes, como também se tornou indissociável da própria história contemporânea. Grin sublinhou ainda que durante muito tempo Hobsbawm “frequentou” os seus programas de curso na UFRJ, sendo lido com grande prazer pelos alunos:
- Adotei em diversas conjunturas os livros de Hobsbawm. Usei “História do Marxismo - 12 volumes” , “A Era das Revoluções – 1789-1848”, A Era do Capital - 1848-1875” e “A Era dos Impérios - 1875-1914” quando se tratava de aulas para a graduação sobre a emergência do marxismo no século XIX, sobre os desdobramentos sociais da chamada Revolução Industrial e sobre os Impérios e Imperialismos. Não raro, comparava Hobsbawm com Thompson e Polanyi para compreender a história social de um perspectiva marxista, conforme a historiografia inglesa marxista; com Hannah Arendt para discutir imperialismo. Em outras situações, o tema do Estado nação e do nacionalismo me fazia visitá-lo, quer em “Nações e Nacionalismo”, quer em seu livro com Trevor-Roper, “A Invenção da Tradição”. Neste caso também não me furtava às comparações com Gellner, Benedict Anderson, Charles Tilly, Anthony Smith. Cheguei a usar também alguns de seu ensaios em historiografia que saíram em “Sobre história”.
Maria Paula Araújo, também professora da UFRJ, revela uma memória bastante interessante, que remete a um jantar que ela e mais três amigas tiveram com o historiador inglês nos anos 1980, no Rio de Janeiro, na ocasião do lançamento de um de seus livros no Brasil:
- Eu tenho orgulho de dizer que tenho na minha estante quase todos os seus livros. E também tenho na memória uma noite em que eu, Helena Maria Gasparian, Adriana Benedikt e Vera Paiva, nós quatro iniciando o mestrado (acho que isso foi em 1983 ou 84) levamos Hobsbawm para jantar no Lamas (tradicional restaurante do Rio de Janeiro). Ele era um dos autores exclusivos da Editora Paz e Terra (do Fernando Gasparian, pai da Helena) e nos coube esta tarefa - levar Hobsbawm e a esposa para jantar. Na época nós achávamos que o Lamas era um restaurante quase sofisticado (estávamos acostumadas com o Jobi, o Diagonal e a Pizaria Guanabara). Foi uma noite inesquecível. Hobsbawm deu palpite nos nossos trabalhos, até no da Vera, que era sobre a "Lilith" (a primeira mulher de Adão, insubmissa e devassa, que foi banida do Paraíso e da Bíblia).
Maria Paula completou ainda dizendo que embora o encontro tenha se dado há quase 30 anos, não esquece da generalidade e a versatilidade de Hobsbawm, disposto a conhecer e a opinar sobre o trabalho daqueles quatro mestrandas brasileiras de vinte e poucos anos.
Já Zózimo Trabuco, professor de História do Brasil da Universidade Federal de Feira de Santana, contou ao Café que acredita ter começado a ler os textos de Hobsbawm como a maioria dos seus leitores: a partir das “Eras”. “O modo como relacionava as ideias e as práticas sociais às mudanças políticas e econômicas e a visão comparativa dessas relações em diferentes lugares dentro de uma mesma temporalidade sempre me fascinou”, diz o professor. Sobre a história feita de Hobsbawm, Trabuco diz também:
- Acho que Hobsbawm representou um modo de compreender a história e o papel do intelectual que se confundem com o conjunto de sua obra e os tempos históricos aos quais ele se dedicou a analisar: grandes sínteses, visão global ou cosmopolita das transformações do mundo, senso de responsabilidade política da pesquisa e da comunicação do conhecimento histórico, e apesar - ou em função - das opções políticas pessoais que fez ao longo da vida, um rigor teórico e metodológico que o fazia ter o compromisso ético de reavaliar ideologias e alternativas políticas que marcaram sua trajetória como intelectual público. Neste sentido, o "Breve Século XX" foi em Hobsbawm o longo século de um modo de fazer História, foi a "Era de Hobsbawm".
Mas não é só entre professores que Hobsbawm é referência. Entre estudantes de história também. João Teófilo, estudante do nono período do curso de história da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UEVA), na cidade de Sobral, disse que ficou muito triste quando soube da morte do historiador, por quem tinha grande admiração. Teófilo explicou que os textos de Hobsbawm estavam presentes nos cursos de sua faculdade e revelou porque gosta tanto dos textos do autor:
- Os escritos de Hobsbawm, embora de uma linguagem complexa, são de uma riqueza ímpar, uma vez que a maestria do historiador, de uma erudição invejável, mais que proporcionar um entendimento inteligente que nos ajuda a refletir sobre a relação do homem com o tempo-espaço, serve de exemplo para uma escrita exemplar da História. As leituras de Hobsbawm, a exemplo de “A Era do Extremos”, deixam claro que, não por acaso, ele é um dos maiores historiadores.
Discutindo Hobsbawm
E você, estudante, professor ou apenas interessado por história, também gosta da história produzida por Hobsbawm? O debate continua no nosso fórum sobre o tema, que pode ser acessado aqui. Neste espaço, estamos discutindo as maiores contribuições dadas por Hobsbawm à historiografia. Tem reservas ou críticas a obra do autor? Este também é o espaço. Acesse, compartilhe suas ideias e enriqueça o debate.

1 de outubro de 2012

Morre Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do século 20


Atualizado em  1 de outubro, 2012 - 10:23 (Brasília) 13:23 GMT

Eric Hobsbawm | Crédito da foto: Getty
Historiador Eric Hobsbawm morreu aos 95 anos em Londres.
Um dos mais influentes historiadores do século 20, o britânico Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira em Londres aos 95 anos, confirmaram familiares.
Em entrevista à imprensa, a filha de Hobsbawn, Julia, disse que seu pai morreu no início da manhã no Royal Free Hospital, onde ele se tratava de uma pneumonia.
"Sua ausência será imensamente sentida não só por sua esposa de mais de 50 anos, Marlene, por seus três filhos, sete netos e bisnetos, mas também por muitos leitores e estudantes ao redor do mundo", informou um comunicado da família.
A reputação do historiador deve-se, principalmente, a quatro obras escritas por ele, entre elas "Era dos Extremos: o Breve Século 20: 1914 - 1991", livro que foi traduzido em 40 línguas.
De família judia, Hobsbawm nasceu na cidade de Alexandria, no Egito, em 1917, o mesmo ano da Revolução Russa, que representou a derrocada do czarismo e o início do comunismo no país.
Não por coincidência, a vida do historiador e seus trabalhos foram moldados dentro de um compromisso duradouro com o socialismo radical.
O pai de Hobsbawm, o britânico Leopold Percy, e sua mãe, a austríaca Nelly Grün, mudaram-se para Viena, na Áustria, quando o historiador tinha dois anos e, logo depois, para Berlim, na Alemanha.
Hobsbawm aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio.
Em 1933, com o início da ascensão de Hitler na Alemanha, ele e seu tio mudaram-se para Londres, na Inglaterra. Após obter um PhD da Universidade de Cambridge, tornou-se professor no Birkbeck College em 1947 e, um ano depois, publicou o primeiro de seus mais de 30 livros.
Hobsbawm foi casado duas vezes e teve três filhos, Julia, Andy e Joshua.
Na década de 80, Hobsbawm comentou sobre sua fuga da Alemanha. "Qualquer um que viu a ascensão de Hitler em primeira mão não poderia ter sido ajudado, mas moldado por isso, politicamente. Esse garoto ainda está aqui dentro em algum lugar - e sempre estará".

Obra

Entre as obras mais conhecidas de Hobsbawm, estão os três volumes sobre a história do século 19 e "Era dos Extremos", que cobriu oito décadas da Segunda Guerra Mundial ao colapso da União Soviética.
Já como presidente do Birkbeck College, ele publicou seu último livro, "Como mudar o mundo - Marx e o marxismo 1840-2011", no ano passado.
O historiador afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana".
Marxista inveterado, ele reconheceu a derrocada do comunismo no século 20, mas afirmou não ter desistido de seus ideais esquerdistas.
Em abril deste ano, Hobsbawm disse ao colega historiador Simon Schama que ele gostaria de ser lembrado como "alguém que não apenas manteve a bandeira tremulando, mas quem mostrou que ao balançá-la pode alcançar alguma coisa, ao menos por meio de bons livros".