6 de novembro de 2012

Eleições do SINDPEFAETEC começam hoje

 
A eleição para a gestão 2013/2014 do Sindpefaetec começa hoje (06) e vai até quinta ( 08/11).
Urnas fixas no ISEPAM, JBM e Agrícola.
Urnas itinerantes em São João da Barra, São Francisco, São Fidélis, Miracema, Itaocara, Itaperuna, Bom Jesus, Pádua, Macaé e CETEP Campos.
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Por um Sindpefaetec independente, classista e de luta!
 
 

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  1.  
     
     
    1. Perguntas para a atual direção do Sindpefaetec responder:
      Como explicar o PCCS aos concursados- que aguardam convocação para asumir seus cargos -, quando o Artigo 8 do Plano assegura a ampla continuidade dos contratos e afronta a Constituição Federal?
      Como explicar aos ASGs que não adianta fazerem uma graduação, pois não mudarão de classe?
      Como explicar a docentes e técnico-administrativos que Mes
      trado é igual a dupla
      graduação(DG)?
      Por que o Professor Doc II, os instrutores I, II e de nível médio não podem chegar ao Doutorado?

      Para solucionar esses problemas bastaria acrescentar uma classe "E" para todos os
      cargos.

      A atual direção defende a proposta da Faetec?
      Sindpefaetec e Cabral defendem o mesmo PCCS?
     
     Mais perguntas para a atual direção do Sindpefaetec?
    Sehá acordo de 30 horas para o quadro técnico-administrativo, por que no CETEP Quintino exige-se 35 horas semanais?
    Se o vale transporte é uma conquista, porque o desconto é maior do que prometeu a Faetec? E porque não é extensivo a todos?
    Como conquistaram o concurso de 2002 se na época não estavam na direção?
    Por que escondem os contratos de p
    essoas físicas(art.8), a meritocracia(art.29) e o trem da alegria(anexo III) presentes no PCCS da Faetec?
    Por que não exigem a chamada imediata dos concursados de 2010 antes que expire o prazo?
    Por que não defendem o FUNDEB?
    Como argumentar que a Portaria referente aos Pedagogos foi uma conquista se a Faetec aumentou a carga horária de todos os professores instituindo a hora relógio?
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ANIMADORES CULTURAIS

Mais uma vez, foi adiado o julgamento do recurso do Sepe, que solicita a suspensão da sentença que considerou inconstitucional a nomeação de cerca de 500 animadores culturais, que trabalham mais de 20 anos nas escolas estaduais.
A nova data para o julgamento será dia 07/11 (próxima quarta), às 10h na 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.
 
A luta continua!!! Ousar LUTAR... Ousar VENCER!!!
 
Atenciosamemte,
 
Cristini Marcelino - Coordenadora Geral/ Sepe Campos.

4 de novembro de 2012

A luta pelo Plano de Cargos, Carreiras e Salários na Faetec

     Desde 2000, os profissionais de educação da Faetec lutam por mudanças estruturais nas condições de trabalho e ensino, que resultariam num prazo mais longo, na criação de um novo plano de carreira na fundação. Propostas defendidas nos fóruns de deliberação da categoria - isonomia na progressão por tempo de serviço entre docentes e técnico-administrativos (2001); 30 horas para o quadro administrativo (2002); progressão por formação (2003), licença integral para estudos (2005); pedagogos no quadro docente (2005); dedicação exclusiva (2009), data-base unificada (2011) – foram incorporadas ao PCCS produzido pela Comissão da Faetec.
     A comissão que elaborou o plano, constituída em 2009 e composta por 10 membros – 7 da Faetec e 3 da direção do Sindpefaetec – não teve a participação da base da categoria. Somente tivemos conhecimento pleno do conteúdo do PCCS em maio deste ano, quando o plano foi entregue pela direção administrativa à presidência da Faetec. Assim, durante quase 4 anos não tivemos acesso ao que estava sendo proposto e discutido, num processo marcado pela falta de transparência da Faetec e, principalmente, da atual direção do Sindpefaetec, que é quem deveria estar dialogando com a categoria a respeito do plano.

     Agora, após todo esse tempo observando o PCCS de longe, é que temos real conhecimento do seu conteúdo e começamos a ver que além de ter um lado positivo – com a inclusão de pontos defendidos pela Categoria ao longo dos anos – existe nele um pacote de distorções e retrocessos que podem trazer graves consequências para a categoria, além de representarem ações que promovem o assistencialismo e o clientelismo político.

     O Artigo 8 aborda um desses casos que devem nos preocupar. Através dele, se ampliam os contratos para todos os cargos e não os relaciona diretamente com a licença remunerada para estudos  – prevista no Artigo 23, mas sem garantia de integralidade e de remuneração – ou por outros motivos, como licença médica ou licença-prêmio. Defendemos que o contrato deve ser utilizado somente para suprir a carências geradas pelo profissional licenciado nesses casos. Os artigos 8 e 23 têm que se complementar: o contrato serve exclusivamente para ocupar temporariamente a carência gerada pelo profissional que está licenciado. Cabe resaltar ainda, que existem centenas de profissionais aprovados no último concurso esperando serem chamados pela Faetec. Apesar disso tudo, esse escandaloso aumento do número de contratos foi aprovado pela Comissão formada pela fundação com a participação de diretores do Sindpefaetec.

     Outro problema grave se refere ao Anexo III do PCCS. Com esse anexo, a Faetec promove uma grande ampliação do número de cargos comissionados. Assim, serão criados mais 150 cargos de diretores de CVT’s e 120 de gerentes de área, chefes de divisão, etc. O pior é que o sindicato tem ocultado isso da categoria, não colocando em discussão tais propostas inaceitáveis, que dilapidam o patrimônio público. Não podemos ser coniventes com mais esse “trem da alegria” que a Faetec e o governo estadual pretendem embutir dentro do nosso PCCS.

Mais uma vez, o Sindpefaetec não diz uma palavra sobre esse absurdo.


Algumas outras armadilhas estão ocultadas no PCCS, como a discriminação do Professor II (25h.), que não poderá ampliar a jornada para 40 h.e, assim, não poderá requerer a Dedicação Exclusiva(DE). Os Instrutores e Inspetores também são discriminados pelo plano, que os exclui do Projeto Político-Pedagógico da Escola, contrariando a LDB/96.

Apesar desses e de outros problemas que apresenta, o PCCS traz grande parte das nossas reivindicações.Mas para que ele seja aprovado, temos que lutar pelo seu andamento imediato. Há mais de um mês o PCCS está engavetado na SECT (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia), enquanto a direção do Sindpefaetec está esperando o secretario voltar de sua licença eleitoral para, se convidada, tomar um cafezinho em seu gabinete. O cálculo orçamentário, que possivelmente será utilizado para postergar nosso plano, é feito pela SEPLAG (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão). Não há motivo para esperarmos o secretario retornar às suas funções. A SECT deve simplesmente mandar o plano adiante, como já fez a Faetec em 26/9 – mesmo com seu presidente de licença - quando nos mobilizamos e aprovamos um ato público para 27/9, apesar dos diretores defenderem contra.

O reajuste embutido de 30% nos pisos, previsto no PCCS, que foi usado pelos diretores do sindicato como justificativa para suspender a mobilização por reajuste em maio deste ano, quando Cabral apresentou uma proposta de míseros 4,5%, é agora apresentado por esses mesmos diretores como artigo de barganha. Para tornar mais palatável nosso plano para o governo, a direção do sindicato apresentou em assembleia seu Plano B: uma proposta de retirada deste reajuste. É preciso entender que a luta pelo reajuste salarial tem que ser feita sempre, independente do PCCS. O abandono dessa postura e a busca pela conciliação com o governo, como faz a atual direção do nosso sindicato, resultou nos pisos salariais da Faetec cada vez mais baixos. Em nossa última “campanha salarial”, os pisos da Faetec foram superados pelos pisos da SEEDUC (Secretaria de Estado de Educação).

Temos que ter consciência de que a luta será árdua, porém, vitoriosa se nos mobilizarmos pela aprovação do nosso plano. Para que o PCCS siga sua tramitação normal, ele deve ser mandado da SECT para SEPLAG e, depois, para a Casa Civil (gabinete do governador), onde ocorrem as decisões políticas do governo. A cada etapa teremos que nos mobilizar – como fizemos em 2002, quando conquistamos o Regime Estatutário – para que PCCS siga adiante até chegar à Assembleia Legislativa (ALERJ), onde lutaremos por emendas que construam o PCCS que queremos. Como fez a Uerj na luta pela conquista da Dedicação Exclusiva (DE) este ano.

Por um Sindpefaetec Independente CHAPA 2


http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/11-noticia/apresentacao/9-vote-por-um-sindpefaetec-independente-classiste-e-de-luta

Nossas propostas
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/nossaspropostas

PCS
Ultimo artigo
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/tudo-sobre-o-pcs/8-a-luta-pelo-plano-de-cargos-carreiras-e-salarios-na-faetec

Artigo mais lido que é a denuncia sobre o abandono do PCS
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/tudo-sobre-o-pcs/5-verdade-do-abandono-do-pcs

SAERJ
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/10-noticia/noticiasgerais/7-saerj

O Plebiscito
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/9-noticia/plebiscito/6-plebiscito2012contratados

Principais propostas da Chapa 2 SINDPEFAETEC

Propostas Chapa 2


Nossas propostas
Principais propostas da Chapa 2

Questões Salariais e Funcionais
Defesa do Plano de Cargos, Carreiras e Salários:
 

  •    Defender os avanços e retirar os retrocessos contidos na proposta de PCCS, lutando pela sua aprovação com mobilização e manifestações públicas;

  •    Unificação da carreira docente em Professor I Educação Básica;
  •    Dedicação Exclusiva (DE) para todos os docentes;
  •    Inclusão de mais uma Classe na Progressão por Formação;
  •    Adicional do FUNDEB para todos;
  •    Isonomia para os Inspetores/Educadores sociais;
  •    Adicional de periculosidade e insalubridade;
  •    30 horas para técnico-administrativo;
  •    Defesa do enquadramento dos Aposentados antes da lei de efetivação dos cedidos em 2010/11: trata-se do direito de ser enquadrado na lei para aqueles que trabalharam desde 1997 na Faetec e foram aposentados meses antes da lei ser sancionada;
  •    Vale-transporte com desconto de 2%, e para todos.



Questões relativas à democratização da
Faetec Gestão Democrática:


  •    Eleições Diretas em todos os níveis (DF aprovou lei de eleições em junho);
  •    Retomada da Campanha de eleições diretas de 2002: “A ESCOL(H)A É NOSSA”;
  •    Chamada imediata de todos os aprovados no concurso, antes da extinção do prazo de validade de 2 anos;
  •    Ato de Investidura para os concursados de 2002;
  •    Criação do Instituto Superior de Educação do Sul Fluminense;
  •    Construção de novas escolas técnicas e ampliação da rede de ensino médio profissional;
  •    Cumprimento da Lei de Acesso à informação.


Questões pedagógicas
  •    Defesa de uma política de preservação da memória institucional, escolar e das lutas dos trabalhadores na Faetec;
  •    Pela implementação das leis 10639/2003 (história e cultura afrodescendentes) e 11645/2008 (história e cultura indígena) nos currículosescolares da Faetec;
  •    Não à Matriz Integrada reducionista e ao Programa Brasil Profissionalizado que integram a Parceria Público Privada do ‘Compromisso Todos pela Educação’ dos banqueiros e empresários das comunicações; Denúncia do PRONATEC enquanto privatização de recursos públicos da educação profissional;
  •    Redução do número de alunos por turma;
  •    Hora-aula na carga horária de todos os docentes e pedagogos;
  •    Não à Meritocracia. Contra o SAERJ;


Questões sindicais
  •    Transparência na gestão financeira do Sindpefaetec;
  •    Cumprimento das deliberações da categoria;
  •    Devolução à categoria do Imposto Sindical compulsório;
  •    Publicização das contas do Sindpefaetec através de submissão do Balancete ao Conselho Fiscal trimestralmente como determina o Estatuto (Artigo 33º inciso 6);
  •    Formação sindical: Política de formação de dirigentes, renovação do sindicato, representantes de base e diretores, através de cursos, encontros, palestras, seminários, etc;
  •    Imprensa sindical: Política de periodicidade de Jornal do Sindpefaetec (Mensal) e Boletim do Sindpefaetec (Quinzenal). As publicações do sindicato têm de chegar obrigatoriamente a categoria nas datas previstas. Limite de 2 mandatos sindicais: retorno do diretor para a base depois de cumprir o segundo
  •    mandato: Interstício pós reeleição de dirigente sindical;
  •    Compromisso com uma postura democrática dos dirigentes sindicais na relação com a categoria: fim do desrespeito, arrogância e prepotência ao se dirigir aos colegas da base da categoria;
  •    Ampliação da Representação: Comissões de Base por local de trabalho. Não à
  •    desmobilização!


FUNDO DE GREVE:
  •    Percentual de reserva da arrecadação mensal para sustentação das lutas;
  •    Constituir um Acervo Histórico da Categoria e da Luta;
  •    Articulação com os Movimentos Sociais e com Entidades Sindicais da Educação;

Por um Sindpefaetec Independente

Por um sindpefaetec Independente
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Nossas propostas
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PCS
Ultimo artigo
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/tudo-sobre-o-pcs/8-a-luta-pelo-plano-de-cargos-carreiras-e-salarios-na-faetec

Artigo mais lido que é a denuncia sobre o abandono do PCS
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/tudo-sobre-o-pcs/5-verdade-do-abandono-do-pcs

SAERJ
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/10-noticia/noticiasgerais/7-saerj

O Plebiscito
http://www.chapa2lutaeconquista.com.br/index.php/9-noticia/plebiscito/6-plebiscito2012contratados

1 de novembro de 2012

SAERJ ataca nossa autonomia pedagógica


No momento em que o ano letivo está próximo do seu encerramento, para nossa surpresa, a FAETEC resolveu instituir o Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) em suas escolas. O SAERJ está inserido no amplo processo, colocado pelo neoliberalismo, de precarização do trabalho e altera a relação pedagógica entre professores e alunos. At
ravés do uso dos seus resultados, o governo pretende determinar o fechamento de escolas, a título de otimização, superlotar turmas e substituir salários por prêmios ou vales, como o “vale cultura” ou o abono de R$ 500,00 que os profissionais da SEEDUC recebem.

Este sistema tem sua origem nos anos 1970, quando foi adotado nos EUA por orientação do Banco Mundial. Segundo sua autora, sua aplicação resultou num fracasso total. Acima de tudo, trata-se de mercantilizar as relações nas escolas, dando aos professores todas as responsabilidades pelo fracasso escolar e tratando os alunos como mercadoria.

Mas, o que podemos mais esperar na Faetec? Enquanto precisamos de mais escolas técnicas, de melhores condições de trabalho e de salários dignos, a prioridade tem sido dada aos CVT’s, para formar mão de obra barata em cursos de curta duração para ser superexplorada no mercado de trabalho.

Nenhum estudante é obrigado a fazer avaliações externas e, sendo assim, o SAERJ não pode ser utilizado como critério para reprovação.

Chega de mentiras e de desperdício do dinheiro público! É preciso dizer NÃO a mais esse ataque ao ensino técnico público!

Educação pública de qualidade é um direito de todos! Educação não combina com autoritarismo!

BOICOTE AO SAERJ NA FAETEC!

CHAPA 2 – Oposição pela Base: Mobilização, Luta e Conquista

O Plebiscito


O Quadro Permanente da FAETEC é composto por profissionais estatutários e só pode ser preenchido através de concurso público. Assim, visando uma educação pública de qualidade, é imprescindível que os concursos ocorram periodicamente para preencher as vagas disponíveis. Todos os aprovados, dentro do prazo inicial de validade do concurso – que no caso do último concurso da FAETEC é de 2
anos – devem ser chamados. A FAETEC tem até o fim deste ano para convocar os aprovados neste concurso. Mas, pela disposição demonstrada pela FAETEC e pela atual direção do Sindpefaetec, isto parece estar cada vez mais distante de ocorrer.

O nosso VI Congresso, realizado ao fim do ano passado, aprovou uma proposta apresentada por membros da direção do sindicato de um plebiscito consultando a categoria a respeito da defesa dos contratados. O plebiscito deveria ocorrer junto com a eleição para a direção do Sindpefaetec, conforme explicitado no Estatuto do Sindpefaetec, em seu artigo 62º: "Esta 6ª eleição para a Diretoria Colegiada realizar-se-á da seguinte forma: Parágrafo primeiro. A eleição ocorrerá até o último dia do mês de novembro de 2012, junto com o Plebiscito, que tem por objetivo definir se o sindicato irá defender também os funcionários contratados.”

No nosso entendimento, esse plebiscito, na forma como foi posto, é indicativo, não delibera sobre a defesa dos contratados. Possui um caráter apenas consultivo, objetivando saber a opinião da categoria sobre esta questão, sem poder de alterar o Estatuto. Este só poderá ser modificado no próximo Congresso. Além disso, a pergunta formulada no plebiscito é sobre a defesa ou não dos contratados pelo Sindpefaetec, e não sobre sua filiação ou não filiação. Isto faz com que se crie certa confusão na categoria: afinal, o que significa a “defesa dos contratados” conforme proposta no plebiscito?

Também é necessário esclarecer que, neste Plebiscito, somente o funcionário contratado está em questão. Trata-se, muitas vezes, do professor substituto, previsto no atual Plano de Cargos e Salários (Dec. 23.644ª), e que tem vínculo empregatício direto com a Faetec e recebe um vencimento menor do que o piso do cargo docente. Não há referência no plebiscito aos trabalhadores terceirizados, que formam a grande maioria dos que prestam serviços à FAETEC. Os terceirizados já tem seu sindicato, pois são filiados pelos patrões ao Sindicato de Asseio e Limpeza logo que ingressam nas empresas contratadas pela FAETEC.

A Constituição Federal explicita que sindicato existe para “defender individual e coletivamente a categoria em sua base territorial”. O contratado tem vínculo empregatício com a Faetec e, portanto, pertence à base territorial da categoria. Nesse sentido, cabe ao sindicato a defesa de qualquer membro da base territorial da categoria, o que inclui o funcionário contratado, que é o que está sendo perguntado neste Plebiscito.

Ano que vem, no VII Congresso do Sindpefaetec, inevitavelmente, a discussão retornará, independente do que o plebiscito apurar: sim ou não. Ou seja, o que o plebiscito promove é apenas uma pesquisa de opinião da categoria. Não se trata de aprovar a filiação ou a não filiação de contratados ao sindicato, pois esta decisão só poderá ocorrer no nosso próximo Congresso.

É importante salientar que o contrato só deve ocorrer em situações excepcionais, como no caso de funcionários de licença-prêmio, licença médica ou licença para estudo. Defendemos o concurso público e precisamos mobilizar a categoria para exigir que a FAETEC convoque os aprovados já!

CHAPA 2 – Oposição pela Base: Mobilização, Luta e Conquista

Relator diz que royalties do petróleo irão 100% para educação



Da Agência Câmara de Notícias

O relator do projeto de redistribuição dos royalties do petroleo (PL 2565/11), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse que vai mudar o texto para prever que 100% dos recursos conseguidos sejam aplicados na educação.
Ele afirmou, no entanto, que não vai mudar o parecer para determinar que a nova distribuição só seja aplicada a contratos futuros. Ele defende que a norma entre em vigor em janeiro de 2013 e negou que, com isso, haverá quebra de contrato, uma vez que as empresas continuarão pagando o mesmo percentual de royalties, que apenas serão destinados a novas fontes.
"O que existe de contrato é entre a União e as empresas petroleiras, e esse documento diz o quanto cada companhia tem de pagar de royalties e de participação especial, não vamos mudar nada disso. O que estamos alterando é a distribuição dessa arrecadação entre os Estados e municípios, o que não está prevista em contrato, mas em lei", disse o relator da proposta, que deverá ser votada pelo Plenário na próxima terça-feira (6).

Sem quebra de contrato

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o Executivo aceita votar os royalties com alguns pressupostos, como o de que a proposta não pode causar quebra de contrato. "O governo tem interesse em votar a questão dos royalties com alguns pressupostos: não pode haver, sob nenhuma hipótese, qualquer quebra de contrato. Além disso, a presidente determinou que irá para educação 100% daquilo que os royalties irão produzir", disse Chinaglia.
Esses pontos serão negociados com o relator do texto, deputado Carlos Zarratini. Na versão até agora divulgada do relatório, o texto previa a aplicação de 50% dos recursos na educação e determinava que a lei entrasse em vigor em 2013, sem mencionar eventuais impactos em contratos vigentes.
Os recursos para a educação serão usados para cumprir o percentual de investimento de 10% do PIB previsto no PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado pela Câmara. "Fomos favoráveis aos 10% e é fundamental ter fonte de receita", disse.
Essa proposta de manutenção dos contratos vigentes intactos pela proposta de royalties e a aplicação do recurso na educação foi defendida mais cedo pelo deputado Paulo Feijó (PR-RJ). "O que foi contratado não se mexe. Essa proposta tranquiliza Rio de Janeiro e Espírito Santo", disse.