21 de janeiro de 2013

Cabral impõe sigilo a relatório de gastos do governo do Rio

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1214026-cabral-impoe-
sigilo-a-relatorio-de-gastos-do-governo-do-rio.shtml
13/01/2013 - 04h29


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ITALO NOGUEIRA
DO RIO

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), impôs sigilo a 26 documentos que tratam da gestão financeira do Estado. Relatórios sobre mudanças no Orçamento e sobre execução dos gastos foram classificados como reservados, o que permite mantê-los fora do domínio público por até cinco anos.
A lista dos documentos sigilosos pode revelar também informações sobre as prioridades nos gastos ou eventuais dificuldades financeiras do Estado. Uma série deles trata de retenção de verbas, como a "planilha de controle de programas de trabalho contingenciados".
A determinação consta do Plano de Classificação de Documentos, divulgado em 17 de dezembro no "Diário Oficial". A publicação, assinada por Cabral, permite que muitos documentos sejam eliminados antes mesmo que se tornem públicos.
Rafael Andrade - 23.dez.2011/Folhapress
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), na sede do governo estadual
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), na sede do governo estadual
O plano foi publicado com a justificativa de organizar o arquivo do Estado. Ele define a classificação de sigilo, o tempo de guarda e a destinação posterior --eventual eliminação ou preservação por valor histórico.
A maioria foi considerada ostensiva, o que torna a documentação pública. Mas 26 documentos foram considerados reservados.
A Secretaria de Planejamento do governo do Rio argumenta que os documentos serão classificados como sigilosos apenas na fase de elaboração ou execução de leis orçamentárias. Depois serão desclassificados, ou seja, se tornarão públicos. O decreto não explicita isso.
Oito dos documentos apontados como sigilosos se referem à execução orçamentária. Eles tratam de emendas propostas por parlamentares, solicitação de secretários por mais verbas, pareceres sobre os pedidos e sobre projetos que terão contingenciamento de verba. Estudos elaborados pela equipe técnica do governo também foram considerados sigilosos.
Parte dos dados considerados reservados podem ser obtidos atualmente no Portal Transparência da Secretaria de Fazenda do Estado.
LEI DE ACESSO
Para Gil Castello Branco, da ONG (Organização Não Governamental) Contas Abertas, não há motivo para impor sigilo a esses documentos. Ele afirmou que o objetivo do governo pode ser ocultar eventual autocrítica de gestores na execução do Orçamento estadual.
"Um dos receios que tínhamos [no debate sobre a Lei de Acesso à Informação] é que o gestor preservasse o sigilo de documentos absolutamente banais", disse.
Para Fabiano Angélico, pesquisador da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o sigilo em estudos é justificável.
"Se fossem divulgados amplamente, o debate poderia ficar empobrecido pelo receio de alguns técnicos."
Ele criticou, porém, o sigilo nos documentos referentes à execução orçamentária e outros que contenham informações objetivas sobre a administração pública.
"Tudo o que envolve gasto público, envolve discussão política, de prioridades. Quando são só cinco representantes com quem negociar a liberação de verbas é uma coisa. Se tem os olhos da imprensa, sociedade civil organizada fazendo pressão, fica mais difícil. [O sigilo] é uma forma de diminuir o controle social para dar mais margem de manobra para o gestor", afirmou o pesquisador.
Angélico criticou o fato de decreto não citar, entre suas justificativas, a Lei de Acesso à Informação.
OUTRO LADO
A Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) do Rio de Janeiro afirmou, por meio de nota, que os documentos classificados como sigilosos terão restrição de acesso apenas durante a elaboração ou execução das leis orçamentárias.
De acordo com a pasta, os 26 documentos serão reclassificados após concluído o seu uso por parte da administração pública.
O decreto publicado, no entanto, não explicita isso. Além disso, impede o acesso às informações durante a execução do orçamento.
Para justificar o sigilo, a secretaria citou um artigo do decreto assinado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que regulamenta no Estado a Lei de Acesso à Informação. O texto permite a imposição de sigilo a "documentos inerente à fase interna ou preparatória de procedimentos administrativos em que haja tal previsão".
"Passado o período de preparação, serão desclassificados, e o acesso a essas informações será garantido", diz a nota da pasta.
Para pesquisadores ouvidos pela Folha, entretanto, a restrição a documentos sobre a execução do Orçamento fere o espírito da Lei de Acesso à Informação.
A secretaria informou também "que os documentos resultantes dos estudos reservados são públicos e podem ser acessados por qualquer cidadão no site da Seplag".
O órgão se refere às leis de diretrizes orçamentárias, ao Plano Plurianual e à execução orçamentária.

4 de janeiro de 2013

Sepe RJ: trabalhadores fazem vigília na Secretaria de Educação



Sepe-RJ

Dezenas de funcionários administrativos de escolas estaduais localizadas na Baixada Fluminense (Duque de Caxias, Japeri,Queimados e Nova Iguaçu) estão realizando um protesto em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação(SEEDUC), no Bairro do Santo Cristo, contra a remoção destes profissionais das suas escolas de origem.
As remoções foram iniciadas na véspera do natal e já atingiram centenas de funcionários administrativos, muitos commais de 20 anos de lotação nas escolas onde trabalhavam.
Os manifestantes decidiram iniciar uma vigília e acamparem no local e só sairão após serem recebidos pela direção daSecretaria. Até o presente momento, ninguém da chefia da SEEDUC procurou o Sepe.
Para o Sepe, um dos motivos destas transferências arbitrárias seria o desejo da SEEDUC e do governo do Estado de abrirvagas para a entrada de mais empresas prestadoras de serviços terceirizados nas escolas da rede estadual. Outrapossibilidade que está sendo investigada pelo sindicato é a utilização política das contratações de funcionáriosterceirizados, já visando o fortalecimento de candidaturas ligadas ao governo para a sucessão do governador Cabral e aseleições para o Legislativo que ocorrerão no ano que vem.

28 de dezembro de 2012

Seeduc remaneja funcionários de forma arbitrária

Os funcionários administrativos (serventes) da metro 1 e da metropolitana de Duque de Caxias tiveram um amargo presente de fim de ano. Todos os funcionários estatutários serão remanejados para algumas escolas.

Na metro 1, que tem 80 escolas , só poderão ficar lotados em 3. Ou seja terão que sair de junto de suas residencias e ir para uma outra escola longe, querendo ou não.

A justificativa para tal ato arbitrário é que não se pode misturar funcionários estatutários com funcionários terceirizados.

Lembramos que muitos desses funcionáRerios já estão em vias de se aposentar. E trabalham nessas escolas há vinte anos.

A direção do SEPE ao longo dia fez contato com a SEE, com o subsecretário Becker , que não conseguiu dar uma resposta concreta do porque só estas duas coordenadorias tomaram este tipo de medida e também não disse se irá reverter a situação.

A direção do SEPE/RJ, junto com os núcleos de Caxias e Nova Iguaçu, irá à SEEDUC no dia 03/01/2013 às 10:00H com os profissionais atingidos bem como tirando encaminhamento junto ao Departamento jurídico do sindicato para tomar as devidas providencias .


Fonte: Sepe RJ.

23 de dezembro de 2012

Relatório do Sepe sobre a ação do 164


A advogada do Dept. Jurídico do Sepe, Mara Vasques, fez um relatório à diretoria do Sepe sobre a ação do sindicato relacionada à gratificação de R$ 164,00.
Participaram da reunião especial designada pela Dra. Luciana Losada Albuquerque Lopes, Juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que trabalha diretamente com os precatórios do Tribunal e é responsável pelo MS 360, que trata da gratificação de R$ 164,08 para professores e R$ 50,00 para funcionários administrativos da educação: três procuradores do Estado do Rio de Janeiro (Dr. Bruno Veloso de Mesquita - Chefe da Procuradoria de Pessoal, Dr. Sérgio Pyrrho e Dr. Rafael Pepe), além das advogadas do SEPE Mara Vazquez e Adriana Palmer.
Os questionamentos principais da procuradoria eram a existência de identidade entre filiados da UPPE e do SEPE e o risco do pagamento em duplicidade, a existência de falecidos e a ausência de listagem no processo do SEPE, sendo destacado que a UPPE havia apresentado uma listagem no processo e que não haveria como o Estado identificar quem era filiado do SEPE e da UPPE, além da existência dos pagamentos administrativos.
Foi esclarecido e demonstrado pelas representantes do SEPE que o Estado forneceu a listagem em 2004 (disquete fl. 341) dos membros do sindicato Impetrante (foi disponibilizada a cópia do arquivo que estava juntado ao processo em disquete, pela juíza aos procuradores em audiência), o que possibilitou a liquidação do julgado pelo SEPE e que essa listagem, impressa, acrescida dos beneficiários da ação, que descontam para o SEPE na matrícula municipal, também foi devidamente relacionada e comprovada a filiação por documentos. Essas listagens estão nos anexos II e III da petição de liquidação do SEPE, juntamente com os cálculos de funcionários, professores 20 horas e professores 40 horas, compondo os 4 volumes anexados por linha (volumes com capa branca do processo).
Foi esclarecido também que todos os questionamentos apresentados pelo Estado já foram objeto de embargos à execução pelo próprio Estado, já há muito ultrapassada esta etapa no processo.
Foi esclarecido também pelas representantes do SEPE que a UPPE congrega tão somente professores do estado e não funcionários.
Assim, após duas horas de debate, detalhamento e esclarecimentos de pontos centrais que envolvem o processo, foi convencionado pelas partes o seguinte:
1. O RIOPREVIDÊNCIA será intimado para informar em 10 dias a relação de professores que receberam administrativamente a gratificação de R$ 164,08, vinculados aos processos da UPPE e do SEPE;
2. O SEPE deverá apresentar a relação de 100 funcionários administrativos da educação beneficiários da ação, com os valores a receber já atualizados, incluídos nos anexos I, II e III da liquidação e enviar por email o arquivo à Procuradoria de Pessoal, que terá 15 dias para manifestar-se no processo sem necessidade de intimação, ficando convencionado que iniciado o procedimento para pagamento dos beneficiários da primeira listagem, será observado o mesmo rito para os demais.
Em resumo, ficou claro que sobre os funcionários administrativos não há problemas com risco de pagamento em dobro e foi acordado que dar-se-á início ao procedimento para pagamento desse contingente, após manifestações do estado, que pediu 15 dias por questões administrativas, mas o procedimento será simplificado sem necessidade de intimação formal, o que deve tornar mais rápido o processamento.
Importante esclarecer que, enquanto isso, virão ao processo os documentos solicitados para a verificação dos professores que já receberam e/ou estão na ação da UPPE para afastar risco de pagamento em duplicidade.
Importante esclarecer também que esse procedimento ficou convencionado independente da tramitação do agravo regimental, que será possivelmente apreciado no dia 07/01/2013 (será confirmada a pauta somente na manhã do dia 07/01, o que será diligenciado pelo DJ).
Assim, diante das alterações informadas, é necessário em caráter URGENTE:
1. Atualizar o valor dos funcionários administrativos e incluir na planilha, tornando desnecessária assim a remessa ao contador do Tribunal (a atualização dos valores é responsabilidade da Dra. Mara Vazquez);
2. Reordenar os lotes já preparados, separando os funcionários administrativos da educação dos professores, e já separando o primeiro grupo de 100, incluindo quem porventura foi incluído no grupo que já está no processo, (tarefa administrativa que deverá ser diligenciada pela Direção do SEPE/RJ),para juntarmos no primeiro dia útil após o final do recesso (07/01/2013) e enviarmos uma cópia por email para a Procuradoria do Estado.
A partir do envio da listagem de 100, começa a contagem dos 15 dias para manifestações do Estado e, sem impugnações, iniciam-se os procedimentos para pagamento do primeiro grupo, e assim sucessivamente o procedimento para manifestações do estado e consequente viabilização do pagamento dos funcionários da administração, em paralelo com o cruzamento das informações dos professores.
Mara Pose Vazquez - advogada SEPE/RJ

Sepe se reúne com Risolia - sindicato convoca categoria para assembleia em fevereiro


A direção do Sepe se reuniu ontem (dia 21) com o secretário Risolia – alguns pontos muito importantes, como a questão salarial, foram discutidos. Abaixo os detalhes da reunião:

1) O primeiro ponto discutido na audiência foi sobre a notícia na imprensa de um possível reajuste em 2013 para a educação. O secretário afirmou que apesar de ainda não ter o índice, está discutindo sobre o reajuste com a equipe do governo. Após discussões sobre o tema, Risolia reafirmou sua intenção de anunciar o índice em fevereiro e apontou que um dos parâmetros para o estudo que está sendo feito é a inflação. Ficou acordado que ao final de janeiro teremos novo encontro para discussão do reajuste. Importante ressaltar que o Sepe reafirmou o reajuste como a única política que abrange toda a categoria - professores, funcionários e aposentados.

2) Certificação: o projeto será implementado em 2013 e provavelmente a prova será no primeiro semestre com pagamento a partir do segundo semestre de 2013. O secretário esclareceu alguns aspectos do projeto e garantiu que, caso toda a categoria passe no exame de certificação, haverá verba suficiente para o pagamento do abono. O Sepe reafirmou a posição contrária à política de abonos e certificação. O sindicato continuará no combate a essa política e na luta pela manutenção do plano de carreira e por melhores condições de trabalho em todas as escolas.

3) Sobre a licença remunerada para estudos: Patricia Reis (da Gestão de Pessoas da Seeduc) garantiu que as licenças são concedidas dentro de duas regras básicas: o curso deve ter relação com a função e área do professor e que tenha GLP para cobrir as turmas. Tendo garantido essas duas condições, o profissional da educação deve dar entrada no pedido em sua escola. Orientamos que aqueles que não consigam a licença, tendo cumprido as duas exigências, deve procurar o Sepe para discutir com a Seeduc.

4) Concurso para funcionários: No primeiro semestre de 2013 haverá concurso para coordenador de turno, inspetor de disciplina, auxiliar de secretaria. O concurso aberto agora (800 vagas) é para a função administrativa.

5) Docente II: o secretário garantiu que as resoluções da SEEDUC resolvem a situação dos docentes das escolas municipalizadas. Esses podem escolher ficar na escola municipalizada ou não. Caso vá para outra unidade da rede estadual e não houver turmas, poderá ficar com uma função extra classe, tendo seus direitos garantidos. Foi acertado que os casos problemáticos serão discutidos com a Seeduc. O secretário relembrou que no convênio de municipalização o estado só manda verbas para a escola durante um ano. Após isso, os professores que ficarem na escola passarão a ser professores cedidos.

6) Diferença do 13º e do Bônus - reafirmou o que está nos jornais de hoje: até o dia 24 acertará a diferença do pagamento do 13º dos cerca de 7 mil servidores e até o dia 31 de dezembro devolverão a diferença do bônus.

PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO: O DESENVOLVIMENTO DA SUA CARREIRA JÁ ESTÁ PREVISTO NO PLANO DE CARREIRA, CONQUISTA HISTÓRICA DA CATEGORIA EM SUAS LUTAS.TEMPO DE SERVIÇÕ E FORMAÇÃO SÃO A FORMA MAIS JUSTA E DEMOCRÁTICA DE ASCENSÃO NA CARREIRA. NINGUÉM É MELHOR SOZINHO, POIS EDUCAÇÃO REQUER UM TRABALHO DE EQUIPE NA ESCOLA E NA REDE. A POLÍTICA MERITOCRÁTICA RESULTA NA CULPABILIZAÇÃO DOS PROFISISIONAIS DA EDUCAÇÃO. VAMOS DIZER NÃO À CERTIFICAÇÃO, LUTANDO POR REAJUSTE PARA TODOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO NAS ESCOLAS. NÃO PODEMOS DEIXAR NINGUÉM PARA TRÁS.

TODOS À ASSEMBLEIA DO DIA 23 DE FEVEREIRO DE 2013.

Sindicato Estadual dos Professionais da Educação - RJ.

15 de dezembro de 2012

JUSTA HOMENAGEM!

Centro de Convenções da Uenf passa a se chamar Oscar Niemeyer

O Centro de convenções da Uenf passa a se chamar Oscar Niemeyer, conforme decisão de hoje cedo do Conselho Universitário. É uma homenagem ao arquiteto falecido essa semana e projetou a Uenf.

EDUCAÇÃO COM INCLUSÃO,JÁ!

Do Blog de Cláudio Andrade
"Agora é com Deus e com a justiça, a justiça divina tenho a nítida certeza que vai ser feita!"

"Tudo começou quando ele me disse então depois de muitas conversas, que eu pagasse uma orientadora da própria escola no valor de R$ 400,00"
No início do ano letivo, fui até a escola Salesiano de Campos, onde minha filha Mariana sempre estudou, se ausentando apenas no ano de 2011, ela iniciou seu período escolar aos três aninhos de idade, assim como meu filho que já estudava na mesma escola onde ela ainda bebê sempre ai comigo buscá-lo. Criou-se um vinculo de amor e carinho entre funcionários e professores com minha filha, até que então eu fiz a matrícula dela no ano de 2006. 
Desde então ela sempre foi avaliada, sempre tivemos da escola em conversar bom relacionamento, até que mudou a direção e tudo mudou na direção, inclusive a boa vontade que era o que fazia com que ela realmente fizesse parte da escola dignamente como aluna, que paga uma mensalidade para estudar.
Eu disse ao diretor em uma conversa que minha filha estaria retornando a escola e como ele era novo eu passei para ele como era o acompanhamento dela lá nos anos anteriores e se eles estariam dispostos a aceita-la novamente, sendo que ela não dominava o método da escrita em Braille, mas que nos estaríamos dispostos a arcar com um professor desde que a escola permitisse a ele acesso a escola numa sala para que num horário contrário ela pudesse ter aulas de Braille, isso foi negado, eles em nenhum momento procuram meios e mecanismos para avaliar minha filha, nenhum material era preparado para ela especialmente para que ela interagisse com as matérias, nada, nada fez a escola. 
Em Setembro fui chamada a escola para ouvir deles que ela já se encontrava, reprovada, pois não tinha condições de ser avaliada em Matemática e em Ed. física. Fiquei chocada, e disse então é melhor que ela nem venha mais a escola não mesmo, para a coordenação, eles disseram você que sabe.
Em todo tempo senti do diretor má vontade e descaso em relação a minha filha, ele em uma gravação disse claro e em bom tom, que o lugar na minha filha não era lá, era numa rede pública, a chamou de analfabeta e disse que a escola não ia fazer nada para uma única aluna. Aluna que paga uma mensalidade assim como os demais alunos.
Tudo começou quando ele me disse então depois de muitas conversas, que eu pagasse uma orientadora da própria escola no valor de R$ 400,00 documento esse que assinei dado pela coordenadora Cristiane Crespo, eu disse que seria melhor eu pagar então um professor e mais uma vez negado, eu concordei, assinei e esse documento depois de ter sido cobrado, para escola como ilegal ele sumiu e a coordenadora foi demitida da escola, coordenadora tal que conhece minha filha desde os três aninhos de idade.
Foi quando comecei a perceber que eles estavam usando de má fé, jogando sujo, melhor dizendo, uma instituição como aquela, católica, que defende direitos, prega princípios... não sei de onde!!!
Na prática não acontece, a INCLUSÃO não existiu lá esse ano e com isso minha filha foi prejudicada seriamente.
Ele alegou então que ele só aceitou a matrícula da minha filha porque eu garanti que ela dominava o Braille, outra mentira coisa que nunca falei e quem a conhece sabe de suas limitações na escrita em Braille. Eu como mãe salesiana há nove anos fico muito triste com o acontecido e até agora não acredito que minha filha foi reprovada sem avaliada, ela não domina o Sorobã, mas eles não buscaram nenhum mecanismo para tal.
Eles também dizem que eu sou preconceituosa em não matricular minha filha no São José Operário, eu disse que como ela sempre estudou no Salesiano, que um acompanhamento lá seria lento demais e ela no grau que esta precisava de um acompanhamento particular, e que entre lá e o Salesiano eu preferia melhor para minha filha, todo pai busca sempre o melhor para seus filhos e até cheguei a matricular minha filha l, mas ela não se adaptou e eu não insisti, mesmo porque ela já vinha sendo impedida de participar das aulas de Ed, física, atitude essa que a deixou se sentir diferente, coisa que até então ela levava numa boa...
Quando ela me disse que estava ficando na sala de aula nas aulas de Ed. física fiquei furiosa, fui até a escola novamente, coisa que esse ano foi o que mais fiz reuniões com a coordenação, e elas então disseram que ela realmente não participaria das aulas por não ter capacidade de acompanhar os demais alunos, mais é claro, como uma criança cega vai participar das aulas sem ser especializada para ela, não tem comparação, é discriminação total, eu disse, gente até um professor de Ed.física vou ter que pagar para dar aulas a minha filha, nem isso ela pode ter esse direito aqui, e em todo momento um clima chato e desconfortante começou a ser continuo, minhas idas a escola, passou a ser desagradáveis. 
O diretor nem comigo fala mais, certos funcionários na sua minoria também começaram a me tratar friamente, coisa que então nunca tinha acontecido, quero deixar bem claro que a maioria dos funcionários nos tratam bem, como sempre...
Entramos com uma ação no Ministério Público e outra na Secretaria de Educação por discriminação, segregação entre outras,...
Um ano perdido para minha filha que já convive com suas limitações, vai ser duro, ela ainda nem sabe, não consigo contar, não coragem de falar para ela que apesar de ter estudado, de ter feito prova de recuperação em Geografia, depois de ela ter se dedicado a escola, aos estudos, que foi tudo perdido, mesmo ela sendo capaz, com o boletim tendo a menor nota 75 e a maior 95 com uma média de 60 ela esta bem demais... Isso que mais me revolta, a injustiça foi grande, o descaso foi grande!
Espero agora sinceramente que a justiça seja feita, que todos saibam o que acontece com crianças deficientes e como é difícil lutar e ter por direito os direitos de um filho deficiente defendidos e cumpridos.
Lamento muito por tudo, vou expor minha filha em nome de todas as crianças que com certeza já foram discriminadas por escolas particulares, as escolas Estaduais e Municipais já tem por obrigação receber esses alunos segundo a lei da INCLUSÃO SOCIAL, que não passa infelizmente de um FAZ DE CONTA QUE ACONTECE!
A indignação toma meu pensamento e entristece meu coração, minha filha, minha princesa, não deram a ela nenhuma chance, nenhuma.
Ser diferente é normal... dizem!!! Não é nada, quem é diferente no Salesiano de Campos não faz parte do projeto do Excelentíssimo diretor que quer transformar a escola em uma escola de "excelência" agora excelência em discriminação e preconceito isso sim!
Agora é com Deus e com a justiça, a justiça divina tenho a nítida certeza que vai ser feita!
Ela é um anjinho que Deus colocou em nossa vida, ela pode ter perdido um ano inteiro por conta de um descaso, mas eles perderam o privilégio de te-la como aluna, porque ela é especial em todos os sentidos, quem conhece Mariana e esta lendo isso agora, sabe do que estou falando.
Desabafo de uma mãe indignada que sofre por não ter os direitos da sua filha cega de fato compridos!
Alessandra Bensi Vilaça de Azevedo.

13 de dezembro de 2012

Convite - Festa de Confraternização do Sepe

 

 

É hoje a grande Festa de Confraternização do Sepe Campos



FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO DO SEPE
O Sepe Campos convida a todos os profissionais de educação da rede estadual e municipal de Campos para comparecer a Festa de Confraternização que será realizada hoje (dia 13 de dezembro) no Automóvel Clube na Rua Siqueira Campos, 135, Centro ( próximo da Rodoviária Roberto Silveira) a partir dàs 19:30h.
Contaremos com a participação da Banda Boa Pedida.
Nos encontraremos lá, para juntos nos divertirmos e ampliarmos as nossas expectativas de muitas concretizações profissionais para o próximo ano.
Atenciosamente,
Cristini Marcelino - Coordenadora Geral / Sepe Campos.

8 de dezembro de 2012

Estudantes acampam dentro da UENF para protestar contra o descaso do governo Cabral

Blog do Pedlowisk


Os estudantes da UENF liderados pelo Diretório Central dos Estudantes começaram hoje um acampamento dentro do campus universitário Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes contra o descaso do governo do Rio de Janeiro.  Os estudantes exigem que o governo Sérgio Cabral abra um canal efetivo de negociações que dê cabo de forma positiva às sucessivas greves que ocorreram em 2012.

Contudo, ao contrário do que tentam argumentar os representantes do governo Cabral, os estudantes, apesar de não apoiarem a greve, estão ao lado dos professores e apoiam a demanda pela remuneração do regime de Dedicação Exclusiva. Com isto, o governo do Rio de Janeiro perde seu principal argumento que procura vitimizar os estudantes como vítimas inocentes de professores malvados e insensíveis. Na prática o que os estudantes da UENF com este acampamento é apontar o dedo na direção do governador Sérgio Cabral que é visto pela imensa maioria da comunidade universitária da UENF como o principal causador desta crise.

O interessante é que este movimento de protesto ocorre justamente num momento em que os resultados obtidos pelos estudantes da UENF colocaram a instituição criada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola como a de melhor desempenho no estado do Rio de Janeiro.

Aula pública hoje no Centro da Cidade


Jornal Folha da Manhã

Os docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizam na manhã de hoje uma ação no centro da cidade para divulgar o movimento grevista. De acordo com o presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Raul Ernesto Palácio, eles fizeram uma aula comunitária no calçadão e em seguida realizaram uma passeata pelo centro com o apoio dos alunos.

Ainda de acordo com Raul, na próxima segunda-feira, dia 07, os docentes vão se reunir no Rio de Janeiro com o secretário de Planejamento de manhã e na parte da tarde com o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Já entregamos uma proposta e agora esperamos solução. A Uenf é a melhor universidade do estado do Rio e a 2ª melhor estadual do Brasil, ficando o atrás somente da Unicamp, logo, estamos fazendo a nossa parte e queremos que o governo faça a dele. Somos a classe de professores com os piores salários do Brasil e isso é um absurdo”, disse.

Os professores da Uenf decidiram entrar em greve mais uma vez, pois segundo eles o Governo Estadual deveria ter sinalizado alguma proposta em relação ao pagamento de dedicação exclusiva até o dia 30 de novembro e isso não foi feito. Dentre as principais reivindicações estão o pedido de pagamento da dedicação exclusiva e autonomia financeira das universidades, além do aumento de 65% acima do salário base dos profissionais, que os professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) conseguiram.
 
Bianca Alonso