- Café Literário
18h- Joel Rufino dos Santos
Ninfa Parreiras
mediação:Leonardo de Vasconcelos Silva
- Trocas culturais Brasil/África
Botequim Literário:
20h- Pedro de ArtagãoRodolfo Garcia
mediação:Carlinhos Cunha
- Vinhos e gastronomia:quando comer também é um ato de inteligência.
Espaço Jovem:
10h-Jairo Bouer
Ellen Filgueiras Fontes
mediação:Dr. Nélio Artiles
-Drogas...é possível sair?
Caverna:
10:30-Cinelivro:"O livro do lobisomem" com Fábio Sgrol
13:30- Oficina de Xilografia com Nireuda Longobardi
15:30- Performance de ilustração com Fábio Sgrol
Espaço Espetáculo:
19h- O invencioneiro e suas criaturas
local:Departamento de Literatura- FCJOL
21h- MPB França- França Motta
26 de novembro de 2012
BIENAL HOJE, 26/11
25 de novembro de 2012
Fiocruz: crianças internadas não tem acesso a educação
Brasil - Vermelho
- Desde 1995, a legislação brasileira reconhece o direito de crianças e
adolescentes hospitalizados ao acompanhamento pedagógico-educacional. É
obrigação dos sistemas de ensino e de saúde municipais e estaduais
organizar o atendimento educacional especializado para estudantes
impossibilitados de frequentar as aulas por motivos de saúde.
De acordo com profissionais da área, passados 18 anos, a classe hospitalar - nome da modalidade de ensino que possibilita esse aprendizado nos hospitais - ainda não se tornou realidade para a maioria das crianças e adolescentes com doenças crônicas.
Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, a classe hospitalar ainda "engatinha" no Brasil, sobretudo no preparo dos professores.
"A rede hoje precisa de uma estrutura mais ampla para atender essas crianças de forma mais integral. Falta tempo para o professor estudar. A grande maioria dos cursos é paga e a classe é absolutamente discriminada, com um dos piores salários do país. Faltam professores para dar uma atenção diferenciada a essas crianças e adolescentes," disse.
Na capital fluminense, dez hospitais contam com o apoio de professoras municipais, resultado de parcerias da prefeitura com as instituições de saúde.
O governo do estado do Rio informou que ainda não oferece classe hospitalar, mas que o projeto está sendo discutido na secretaria de Educação.
O Ministério da Educação não soube informar o número de hospitais no país que oferecem classe escola. Por meio de nota informou apenas que o atendimento em classes hospitalares é ação intersetorial organizada entre as secretarias de Educação e Saúde de cada estado ou município, conforme demanda existente
Dados do Censo 2010 mostram que o Brasil tem hoje mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência: quase um quarto do total da população. Não existem dados específicos sobre doenças crônicas, de acordo com médicos da área.
De acordo com profissionais da área, passados 18 anos, a classe hospitalar - nome da modalidade de ensino que possibilita esse aprendizado nos hospitais - ainda não se tornou realidade para a maioria das crianças e adolescentes com doenças crônicas.
Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, a classe hospitalar ainda "engatinha" no Brasil, sobretudo no preparo dos professores.
"A rede hoje precisa de uma estrutura mais ampla para atender essas crianças de forma mais integral. Falta tempo para o professor estudar. A grande maioria dos cursos é paga e a classe é absolutamente discriminada, com um dos piores salários do país. Faltam professores para dar uma atenção diferenciada a essas crianças e adolescentes," disse.
Na capital fluminense, dez hospitais contam com o apoio de professoras municipais, resultado de parcerias da prefeitura com as instituições de saúde.
O governo do estado do Rio informou que ainda não oferece classe hospitalar, mas que o projeto está sendo discutido na secretaria de Educação.
O Ministério da Educação não soube informar o número de hospitais no país que oferecem classe escola. Por meio de nota informou apenas que o atendimento em classes hospitalares é ação intersetorial organizada entre as secretarias de Educação e Saúde de cada estado ou município, conforme demanda existente
Dados do Censo 2010 mostram que o Brasil tem hoje mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência: quase um quarto do total da população. Não existem dados específicos sobre doenças crônicas, de acordo com médicos da área.
FONTE: Diário Liberdade
.
23 de novembro de 2012
UENF ABRE INSCRIÇÕES PARA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO
Blog Eu penso que...
Estão abertas até dia 30/11/12 as inscrições para programas de
pós-graduação para o primeiro semestre de 2013 na UENF. São 424 vagas,
sendo 268 para mestrado e 156 para doutorado.
As vagas são distribuídas da seguinte forma: Biociências e Biotecnologia
(27 para doutorado e 36 para mestrado); Ciência Animal (16 doutorado e
21 mestrado); Ciências Naturais (14 doutorado e 18 mestrado) Cognição e
Linguagem (27 mestrado); Ecologia e Recursos Naturais (09 doutorado e 14
mestrado); Engenharia Civil (10 doutorado e 20 mestrado); Engenharia de
Produção (16 mestrado); Engenharia de Reservatório e de Exploração (10
doutorado e 15 mestrado); Engenharia e Ciência dos Materiais (23
doutorado e 30 mestrado); Genética e Melhoramento de Plantas (11
doutorado e 12 mestrado); Políticas Sociais (20 mestrado); Produção
Vegetal (18 doutorado e 21 mestrado); e Sociologia Política (18
doutorado e 18 mestrado).
A UENF é uma das universidades brasileiras com maior oferta de bolsas
para mestrandos e doutorandos. A taxa de inscrição é de R$50,00.
22 de novembro de 2012
21 de novembro de 2012
Organizada nacionalmente a Unidade Classista
PCB |
|
Congresso define plano de lutas
Ocorreu no Rio de Janeiro, no último
final de semana, o I Congresso da corrente sindical Unidade Classista –
frente de massas sindical e operária ligada ao PCB. Durante o evento,
que homenageou o comunista Manoel Fiel Filho, assassinado pela ditadura
de 1964, militantes do movimento sindical de todo o país contribuíram
para a atualização de um programa classista para as lutas que se
avizinham.
Na pauta, destaque foi dado ao projeto
de Acordo Coletivo Especial, que está sendo costurado pelo governo com a
CUT e o empresariado através do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
“Está como prioridade de nossas ações barrar essa tentativa de liquidar
os direitos trabalhistas ”, afirmou o coordenador nacional da Unidade
Classista Sidney Moura.
A campanha de esclarecimento dos
trabalhadores sobre os prejuízos trazidos pela aceitação da Participação
em Lucros e Resultados (PLR) e da privatização da previdência através
dos chamados fundos de pensão também esteve na ordem do dia.
A Unidade Classista também definiu seu
modelo de organização e definiu seus instrumentos de direção coletiva,
para dirigir o trabalho dos comunistas nos movimentos sindical e
operário. Sua Coordenação Nacional, composta por sete integrantes, terá o
auxílio de uma Secretaria Executiva para tocar as tarefas do dia-a-dia,
e a construção coletiva e enraizada nos movimentos está garantida pela
participação de um conselho nacional, composto por representantes de
cada estado onde existe a entidade.
19 de novembro de 2012
Profissionais da educação: Justiça dá ganho de causa a profissional da rede municipal vítima da violência nas escolas
BLOG NACIONAL DA CORRENTE SINDICAL DA UNIDADE CLASSISTA
Sepe-RJ
A 3ª Vara de Fazenda Pública proferiu, no dia 07/11, uma sentença favorável à luta da categoria contra a violência nas escolas municipais. A professora Autora da ação (cujo nome omitimos para preservar sua intimidade) havia sido vítima da explosão de uma bomba colocada por aluno no banheiro dos professores em 2011, resultando em prejuízo permanente para sua audição. O Município do Rio de Janeiro se recusou, na época, a reconhecer o evento como acidente de trabalho e ingressamos em janeiro de 2012 com uma ação judicial pedindo indenização pelos danos causados à Autora, além da retificação em seus assentamentos funcionais (para que constasse licença por motivo de acidente de trabalho e não para tratamento de saúde).
A sentença reconheceu o direito defendido e condenou o Município a pagar indenização de R$ 20 mil à profissional. Veja um trecho da sentença:
"(...) Na hipótese, entendemos que o Município, ao ser obrigado pela Constituição Federal a cumprir de alguma forma o mandamento constitucional que determina a prestação de ensino fundamental aos cidadãos, evidentemente se compromete com a segurança física dos alunos, pais, professores e funcionários que se encontrem nas dependências do prédio público. (...) Assim, verificamos que no caso concreto o Município facultava que os cidadãos matriculassem seus filhos na escola municipal, não tendo tomado qualquer providência para que os alunos ingressassem no seu interior com artefato explosivo, fato esse aliás corriqueiro, e, portanto, altamente previsível.(...) Observe-se, em primeiro lugar, o caráter dúplice da indenização por dano moral: um, de "cunho punitivo", para sancionar-se o indivíduo ou a pessoa jurídica responsável objetivamente pelo ato ilícito que praticou, para que, assim, não cometa mais tão grave ilícito com outras pessoas e, outro, de "cunho compensatório", destinado à vítima ou seus herdeiros, para que recebam uma soma que lhes proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido. (CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA, "Responsabilidade Civil", Forense, pg. 55, 5a ed.,1994).(...) ISTO POSTO, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO, para CONDENAR o réu MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ao pagamento à parte autora da quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), averbando o motivo do acidente de trabalho, tal como requerido às fls. 15, segunda parte, valores acrescidos de correção monetária na forma da lei 6.899/81, e ainda de juros legais moratórios de 0,5% ao mês desde a data do fato, nos termos da súmula 54 do STJ, declarando, conseqüentemente, extinto o processo com análise do mérito, nos termos do art. 269, I do Código de Processo Civil."
Sepe-RJ
A 3ª Vara de Fazenda Pública proferiu, no dia 07/11, uma sentença favorável à luta da categoria contra a violência nas escolas municipais. A professora Autora da ação (cujo nome omitimos para preservar sua intimidade) havia sido vítima da explosão de uma bomba colocada por aluno no banheiro dos professores em 2011, resultando em prejuízo permanente para sua audição. O Município do Rio de Janeiro se recusou, na época, a reconhecer o evento como acidente de trabalho e ingressamos em janeiro de 2012 com uma ação judicial pedindo indenização pelos danos causados à Autora, além da retificação em seus assentamentos funcionais (para que constasse licença por motivo de acidente de trabalho e não para tratamento de saúde).
A sentença reconheceu o direito defendido e condenou o Município a pagar indenização de R$ 20 mil à profissional. Veja um trecho da sentença:
"(...) Na hipótese, entendemos que o Município, ao ser obrigado pela Constituição Federal a cumprir de alguma forma o mandamento constitucional que determina a prestação de ensino fundamental aos cidadãos, evidentemente se compromete com a segurança física dos alunos, pais, professores e funcionários que se encontrem nas dependências do prédio público. (...) Assim, verificamos que no caso concreto o Município facultava que os cidadãos matriculassem seus filhos na escola municipal, não tendo tomado qualquer providência para que os alunos ingressassem no seu interior com artefato explosivo, fato esse aliás corriqueiro, e, portanto, altamente previsível.(...) Observe-se, em primeiro lugar, o caráter dúplice da indenização por dano moral: um, de "cunho punitivo", para sancionar-se o indivíduo ou a pessoa jurídica responsável objetivamente pelo ato ilícito que praticou, para que, assim, não cometa mais tão grave ilícito com outras pessoas e, outro, de "cunho compensatório", destinado à vítima ou seus herdeiros, para que recebam uma soma que lhes proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido. (CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA, "Responsabilidade Civil", Forense, pg. 55, 5a ed.,1994).(...) ISTO POSTO, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO, para CONDENAR o réu MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ao pagamento à parte autora da quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), averbando o motivo do acidente de trabalho, tal como requerido às fls. 15, segunda parte, valores acrescidos de correção monetária na forma da lei 6.899/81, e ainda de juros legais moratórios de 0,5% ao mês desde a data do fato, nos termos da súmula 54 do STJ, declarando, conseqüentemente, extinto o processo com análise do mérito, nos termos do art. 269, I do Código de Processo Civil."
I CONGRESSO DA UNIDADE CLASSISTA
A Unidade Classista homenageia um militante comunista na resistência operária
PCB |
|
A Unidade Classista homenageia um militante comunista na resistência operária
No enfrentamento à ditadura burguesa sob
a forma militar, o PCB construiu uma alternativa de luta que orientava
suas bases e informava a frente democrática, para as mais amplas ações
de massa e articulações políticas, como forma de reagir ao regime de
exceção que se estabeleceu no Brasil, em 1º de abril de 1964.
Essa política de frente única dava
sinais de firmeza em 1973 e se consolidou em 1974. A ditadura,
percebendo o avanço dessas formulações na atuação da oposição e dos
movimentos de resistência, organizou a “operação radar” para liquidar o
PCB. O aparelho de repressão partiu para cima do Partido em todo o
Brasil. De 1973 a 1976, dirigiu o grosso dos seus esforços para o
inimigo número 1 da ditadura naquele momento: foram milhares de prisões,
centenas de militantes torturados, dezenas de exilados e 39 militantes e
dirigentes assassinados sob tortura. A desarticulação do PCB era a
condição da ditadura para transitar o seu projeto de “abertura lenta e
gradual”.
Dentro da política de enfrentamento ao
regime fascista, o PCB deliberou por uma ação que movimentasse a classe
operária para um papel protagonista diante da conjuntura de desgaste da
ditadura. As formas de luta eram as reivindicações salariais, a luta por
melhores condições de trabalho, a denúncia dos crimes da ditadura e a
organização do Partido entre os trabalhadores.
Para cumprir esse último papel, a
direção do PCB em São Paulo designou um operário comunista experiente,
temperado nas lutas da nossa classe e convicto do nosso papel: Manoel
Fiel Filho, nascido em 7 de janeiro de 1927, em Alagoas. Esse camarada
ficou responsável pela distribuição do jornal A Voz Operária nas
fábricas da Mooca e pelo trabalho de organização do Partido entre os
operários daquela região fabril.
No dia 16 de janeiro de 1976, agentes do
DOI-CODI prenderam Manoel Fiel Filho na fábrica onde trabalhava, a
Metal Arte, na Mooca. Dois agentes da repressão levaram o líder operário
por volta de meio-dia. No dia seguinte, 17 de janeiro, a repressão
armava um teatro para dizer que o operário comunista havia se matado,
por enforcamento, nas dependências do II Exército. Trata-se de mais uma
armação, Manoel Fiel Filho tinha marcas de tortura na cabeça, pescoço e
punhos. Tinha sido barbaramente torturado e não resistiu, morrendo nas
dependências do Exército, o que criou uma crise política no governo
autoritário.
O camarada Manoel foi Fiel até o seu
último momento à luta pela emancipação dos trabalhadores. Lutou com seu
Partido, ao lado da nossa classe, para derrotar a ditadura.
Por determinação da repressão seu corpo
foi enterrado rapidamente no dia 18, no cemitério da IV Parada, em São
Paulo. Era o medo da ditadura diante da sombra de liberdade que começava
a cobrir vastos segmentos populares na luta pela democracia.
A repressão continuaria perseguindo os
familiares do operário comunista para que eles nada fizessem. As roupas
com as quais havia sido preso foram jogadas na porta da sua casa, pelos
agentes da repressão, quando do aviso de sua morte.
O movimento operário avançou, mostrou-se
forte nas lutas de classe do final da década de setenta, do século
passado. A ditadura foi derrotada e novas batalhas se colocam para os
trabalhadores. A classe operária marcha para fazer a luta política
diante da crise do capital, os comunistas estão construindo a sua
organização para avançar no enfrentamento à burguesia. O camarada Manoel
Fiel Filho é um símbolo dessa luta. Tombou em defesa da nossa classe e
do nosso Partido. Aqui reunidos reafirmamos a sua presença entre nós.
Seu exemplo e a sua lição de luta marcarão os passos da Unidade
Classista, vanguarda dos trabalhadores na luta pela sociedade
socialista.
Mas, neste momento de reorganizar a
nossa luta, queremos afirmar: por nossos mortos nem um minuto de
silêncio, toda uma vida de luta e combates.
Camarada Manoel Fiel Filho, Presente!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
Viva a Unidade Classista!
I Congresso da Unidade Classista
SOMOS TODOS PALESTINOS
RESUMO DO BLOG: ACOMPANHE OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS......
O prisioneiro palestino, lider do movimento Fatah, pediu ao Presidente palestino para ir a Faixa de Gaza
Editor
do Site Das prissões israelelnses, o lider do movimento Fatah, Marwan
Barghouti chamou todas as lideranças palestina, especialmente o Comitê
Executivo , o Comitê Central do Fatah eo Presidente Mahmoud Abbas, assim
como os líderes do Hamas e da Jihad Islâmica que vivem no exterior para
irem a Gaza, participar da Batalha junto a resistência. Barghouti
declarou em um comunicado
ÓDIO E NEGÓCIOS
Laerte
Braga Estão juntos na barbárie nazissionista contra palestinos. O ódio
bíblico da presunção de superioridade racial, de missão divina, os
“negócios”, nos saques e na pirataria contra vidas e riquezas
palestinas. Pior. Esse ódio e esses “negócios” se espalham pelo mundo no
cinismo que caracteriza os sucessores de Hitler. “Vamos levar Gaza de
volta à Idade Média”. Foi a
A questão central é essa: a ocupação
O
conflito não começou com foguetes lançados contra Israel
18/11/2012, Phyllis Bennis , The Real News Network, TRNN “The Roots of
Israeli Attack on Gaza” Vídeo-entrevista traduzida pelo pessoal da Vila
Vudu JESSICA DESVARIEUX, produtora, TRNN: Bem-vindos à The Real News
Network. Sou Jessica Desvarieux, em Baltimore. Dia 14/11, o governo de
Israel atacou Gaza, matando um dos
No
quinto dia de mais uma brutal ofensiva israelense contra Gaza ....O
saldo é de 75 mortos, sendo 20 crianças, 700 feridos e destruição por
toda parte!
Nov
18, 2012 Faixa de Gaza, SANA Gaza acordou hoje como nos últimos dias,
sob o estrondo assustador de um bombardeio israelense brutal, que
indiscriminadamente, atinge tudo na cidade, as pessoas e as
instituições. Desde seu inicio, o ataque tem produzido um número
crescente de palestinos assassinados e deixa uma destruição desoladora
em todos os lugares. Esta manhã, os
Os Estados Unidos largam o Conselho Nacional Sírio e dedicam-se apenas a armar a “Al Qaeda na Síria”
Tony
Cartalucci* O Washington Post no seu recente artigo “Os EUA procuram
criar uma direção alternativa na oposição síria,” afirma: O governo de
Obama passou os últimos meses em negociações diplomáticas secretas com o
objetivo de organizar uma nova estrutura diretiva da oposição síria que
espera possa ganhar o apoio de grupos minoritários ainda apoiantes do
presidente Bashar al-Assad. A
Eleições nos EUA: do mal menor ao mal maior – A morte do liberalismo crítico
Há
evidência ampla de que a presidência Obama puxou o espectro político
estado-unidense ainda mais para a direita. Na maior parte dos assuntos
de política interna e estrangeira Obama abraçou posições extremistas que
ultrapassam seu antecessor republicano e, no processo, devastou o que
restava da paz e dos movimentos sociais da década passada. Além disso, a
presidência Obama estabeleceu a
Tudo sobre 'O que não te contaram sobre a Líbia" em um e-book
Desde
os primeiros dias da agressão à Líbia e sua "revolução" fraudulenta,
documentamos as mentiras com que os meios de desinformação de massa
venderam a guerra para o público. Fizemo-lo ao longo de 2011, durante
meses através de nossos boletins: Armas contra guerras http://ciaramc.org/ciar/boletines/indice_Libia.htm Agora oferecemos uma síntese desses itens agrupados em um livro
Sobre as eleições presidenciais nos EUA
Diante
das eleições presidenciais nos EUA - país que tem seu lugar no topo do
imperialismo e das organizações e instituições imperialistas (OTAN, FMI,
Banco Mundial, etc) -, os partidos operários e comunistas que aqui
subscrevem declaram o seguinte: A crise econômica do capitalismo marca
as eleições: a desvalorização da força de trabalho, o desemprego,
redução do padrão de vida da classe
Os maus perdedores da crise síria
por Thierry
Meyssan* Rede Voltaire | Beirute (Líbano) | 28 de Outubro de 2012
Em uma reunião em Ancara, o almirante James Winnefeld, chefe de
estado-maior adjunto dos E.U., confirmou que Washington revelaria as
suas intenções em relação à Síria, logo após terminar a eleição
presidencial de 6 novembro. Ele deu claramente a entender aos seus
interlocutores turcos que um plano de
Fórum Social Mundial - Palestina Livre
Chamada
para Ação Solidária simultânea, 28 de novembro até 1o de dezembro de
2012 De 28 de novembro a 1o de dezembro, milhares de ativistas, líderes
comunitários, jovens, grupos religiosos, sindicatos, músicos, acadêmicos
e muito mais irão convergir para Porto Alegre, Brasil para o primeiro
Fórum Mundial Social dedicado exclusivamente à Palestina. Para aqueles
que não podem se juntar a
Maioria de israelenses é racista, aponta pesquisa
Pesquisa
feita em Israel aponta que maioria da população do país é
antipalestina, racista e compartilha a visão da extrema-direita
ultranacionalista. Segundo o levantamento, 58% dos israelenses
reconhecem que Israel pratica uma política de segregação em relação aos
palestinos e apóiam a mesma. Por Baby Siqueira Abrão
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O prisioneiro palestino, lider do movimento Fatah, pediu ao Presidente palestino para ir a Faixa de Gaza
Editor
do Site Das prissões israelelnses, o lider do movimento Fatah, Marwan
Barghouti chamou todas as lideranças palestina, especialmente o Comitê
Executivo , o Comitê Central do Fatah eo Presidente Mahmoud Abbas, assim
como os líderes do Hamas e da Jihad Islâmica que vivem no exterior para
irem a Gaza, participar da Batalha junto a resistência. Barghouti
declarou em um comunicado
ÓDIO E NEGÓCIOS
Laerte
Braga Estão juntos na barbárie nazissionista contra palestinos. O ódio
bíblico da presunção de superioridade racial, de missão divina, os
“negócios”, nos saques e na pirataria contra vidas e riquezas
palestinas. Pior. Esse ódio e esses “negócios” se espalham pelo mundo no
cinismo que caracteriza os sucessores de Hitler. “Vamos levar Gaza de
volta à Idade Média”. Foi a
A questão central é essa: a ocupação
O
conflito não começou com foguetes lançados contra Israel
18/11/2012, Phyllis Bennis , The Real News Network, TRNN “The Roots of
Israeli Attack on Gaza” Vídeo-entrevista traduzida pelo pessoal da Vila
Vudu JESSICA DESVARIEUX, produtora, TRNN: Bem-vindos à The Real News
Network. Sou Jessica Desvarieux, em Baltimore. Dia 14/11, o governo de
Israel atacou Gaza, matando um dos
No quinto dia de mais uma brutal ofensiva israelense contra Gaza ....O saldo é de 75 mortos, sendo 20 crianças, 700 feridos e destruição por toda parte!
Nov
18, 2012 Faixa de Gaza, SANA Gaza acordou hoje como nos últimos dias,
sob o estrondo assustador de um bombardeio israelense brutal, que
indiscriminadamente, atinge tudo na cidade, as pessoas e as
instituições. Desde seu inicio, o ataque tem produzido um número
crescente de palestinos assassinados e deixa uma destruição desoladora
em todos os lugares. Esta manhã, os
Os Estados Unidos largam o Conselho Nacional Sírio e dedicam-se apenas a armar a “Al Qaeda na Síria”
Tony
Cartalucci* O Washington Post no seu recente artigo “Os EUA procuram
criar uma direção alternativa na oposição síria,” afirma: O governo de
Obama passou os últimos meses em negociações diplomáticas secretas com o
objetivo de organizar uma nova estrutura diretiva da oposição síria que
espera possa ganhar o apoio de grupos minoritários ainda apoiantes do
presidente Bashar al-Assad. A
Eleições nos EUA: do mal menor ao mal maior – A morte do liberalismo crítico
Há
evidência ampla de que a presidência Obama puxou o espectro político
estado-unidense ainda mais para a direita. Na maior parte dos assuntos
de política interna e estrangeira Obama abraçou posições extremistas que
ultrapassam seu antecessor republicano e, no processo, devastou o que
restava da paz e dos movimentos sociais da década passada. Além disso, a
presidência Obama estabeleceu a
Tudo sobre 'O que não te contaram sobre a Líbia" em um e-book
Desde
os primeiros dias da agressão à Líbia e sua "revolução" fraudulenta,
documentamos as mentiras com que os meios de desinformação de massa
venderam a guerra para o público. Fizemo-lo ao longo de 2011, durante
meses através de nossos boletins: Armas contra guerras http://ciaramc.org/ciar/boletines/indice_Libia.htm Agora oferecemos uma síntese desses itens agrupados em um livro
Sobre as eleições presidenciais nos EUA
Diante
das eleições presidenciais nos EUA - país que tem seu lugar no topo do
imperialismo e das organizações e instituições imperialistas (OTAN, FMI,
Banco Mundial, etc) -, os partidos operários e comunistas que aqui
subscrevem declaram o seguinte: A crise econômica do capitalismo marca
as eleições: a desvalorização da força de trabalho, o desemprego,
redução do padrão de vida da classe
Os maus perdedores da crise síria
por Thierry
Meyssan* Rede Voltaire | Beirute (Líbano) | 28 de Outubro de 2012
Em uma reunião em Ancara, o almirante James Winnefeld, chefe de
estado-maior adjunto dos E.U., confirmou que Washington revelaria as
suas intenções em relação à Síria, logo após terminar a eleição
presidencial de 6 novembro. Ele deu claramente a entender aos seus
interlocutores turcos que um plano de
Fórum Social Mundial - Palestina Livre
Chamada
para Ação Solidária simultânea, 28 de novembro até 1o de dezembro de
2012 De 28 de novembro a 1o de dezembro, milhares de ativistas, líderes
comunitários, jovens, grupos religiosos, sindicatos, músicos, acadêmicos
e muito mais irão convergir para Porto Alegre, Brasil para o primeiro
Fórum Mundial Social dedicado exclusivamente à Palestina. Para aqueles
que não podem se juntar a
Maioria de israelenses é racista, aponta pesquisa
Pesquisa
feita em Israel aponta que maioria da população do país é
antipalestina, racista e compartilha a visão da extrema-direita
ultranacionalista. Segundo o levantamento, 58% dos israelenses
reconhecem que Israel pratica uma política de segregação em relação aos
palestinos e apóiam a mesma. Por Baby Siqueira Abrão
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Leia e divulgue : http://www.somostodospalestinos.blogspot.com/
15 de novembro de 2012
Graciliano Ramos, um escritor comunista
Os 120 anos de Graciliano Ramos recebem o presente de O velho Graça,
a biografia de um dos nossos clássicos, que em boa hora a editora
Boitempo acaba de reeditar. Se os adjetivos não estivessem tão gastos,
diria que esse é um lançamento oportuno e necessário. Mas em atenção a
Graciliano, procurarei evitar o excesso de qualificações. E vamos ao
trabalho.
Da velha edição de O velho Graça
que tenho comigo, de 1992, é que retiro os trechos e reflexões que
reúno agora. A primeira delas é que deveria haver no momento uma
suspensão das notícias que são um alarido de baixa animalidade, que
fazem passar as horas em um vazio sem fim, como as fotos da nudez da
última celebridade ou o arremedo de justiça dos astros do STF, porque
neste ano, mais precisamente no sábado 27 de outubro, é aniversário de
Graciliano Ramos. Diria Camões “cesse tudo o que a musa antiga canta”,
mas em relação ao noticiário, que musa? Melhor, esse “que musa?” soaria
aos ouvidos dos repórteres como um “que música?”. E para evitar a musa
que se confunde com música, vamos ao primeiro trecho que destaco da
biografia O velho Graça, escrita por Dênis de Moraes:
“Na safra, aparecerão A bagaceira, de José Américo de Almeida; Menino de engenho, de José Lins do Rego; O país do carnaval e Cacau, de Jorge Amado; Os corumbas, de Armando Fontes; Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre.
Em artigo no Diário de Pernambuco, de 10 de março de 1935, sob o título O romance do Nordeste, (Graciliano Ramos) escreveu:
‘Era
indispensável que os nossos romances não fossem escritos no Rio, por
pessoas bem-intencionadas, sem dúvida, mas que nos desconheciam
inteiramente. Hoje desapareceram os processo de pura criação literária.
Em todos os livros do Nordeste, nota-se que os autores tiveram o cuidado
de tornar a narrativa, não absolutamente verdadeira, mas verossímil.
Ninguém se afasta do ambiente, ninguém confia demasiado na imaginação.
(…) Esses escritores são políticos, são revolucionários, mas não deram a
ideias nomes de pessoas: os seus personagens mexem-se, pensam como nós,
sentem como nós, preparam as suas safras de açúcar, bebem cachaça,
matam gente e vão para a cadeia, passam fome nos quartos sujos duma
hospedaria.’”
Notem o
quanto é impressionante como escritores tão distintos, José Lins,
Graciliano Ramos, Jorge Amado, sem comunicação entre si, em estados e
cidades diferentes, escrevam romances como se estivessem em um só
movimento literário. Isso, que para os professores de cursinhos
vestibulares, e até em certas cátedras universitárias, ganha feições de
prato feito, é mais que coincidência. Esses homens inquietos não
escreviam o que escreveram por método ou influência de escola estética. O
que os unifica é o espírito do tempo, que no caso eram as ideias de
esquerda, a influência socialista, o movimento comunista no Brasil, que
refletia o eco de 1917, até mesmo em Palmeira dos Índios, onde vivia
Graciliano. E neste ponto, de passagem, cabe uma brevíssima indicação,
que deixo para o aprofundamento de estudiosos mais capazes: pensa-se que
a influência do partido comunista se deu em suas estritas fileiras, ou,
de outro modo, nos tenentes e movimentos de massa e de operários. Nada
mais inexato. Na verdade, a partir de 1930 a força das ideias
socialistas se alastrou no Brasil entre comunistas organizados,
comunistas de simpatia (mas simpatia é quase amor, diz um bloco do
carnaval do Rio), socialistas, e, de modo geral, em artistas que
refletiam o povo brasileiro como se manifestassem uma nova
independência. De certo modo, de certo modo, não, de todos os modos, o
pensamento que avançou entre nós, da ciência à literatura, recebeu a
fecundação do diálogo com o mundo de esquerda. De passagem ainda, mas em
outro lugar, deveria ser observada a influência desses escritores
nordestinos sobre a literatura dos africanos que se libertaram de
Portugal.
No momento, chamo a atenção para o que me parece um engano, que por força do hábito se tornou um gênero de texto. Penso em Vidas Secas, livro sobre o qual a pesquisa de Dênis de Moraes informa:
“Cem
dias depois de ter sido posto em liberdade, Graciliano iniciaria um
novo projeto literário. Escrevera um conto baseado no sacrifício de um
cachorro, que presenciara, quando criança, no Sertão pernambucano… As
opiniões favoráveis o incentivariam a prosseguir a história, esboçando o
perfil dos donos de Baleia.
O
processo de composição do romance – o único que escreveu na terceira
pessoa – seria, por razões de ordem financeira, dos mais originais da
literatura brasileira. A conta da pensão e as despesas duplicadas com a
vinda da família para o Rio o obrigariam a escrever os capítulos como se
fossem contos. Era um artifício para ganhar dinheiro, publicando-os
isoladamente em jornais e revistas, à medida que os produzia. Às vezes,
republicaria o mesmo conto, com título alterado, em outros periódicos.
Dos 13 capítulos, oito sairiam nas páginas de O Cruzeiro, O Jornal, Diário de Notícias, Folha de Minas e Lanterna Verde, além de La Prensa, de Buenos Aires…
Um
romance desmontável, cujas peças podem ser destacadas para a leitura e
seriadas de mais de uma maneira. Como telas de uma exposição que têm
vida própria, independente dos demais”.
Mas Vidas Secas
não é um romance! E as razões para isso vêm não só de ordem financeira,
quero crer. Um romance exige – ainda que a sua realização seja rebelde a
linhas de fronteira – algo mais que a repetição de personagens em
diferentes relatos. Se assim fosse, A Comédia Humana,
de Balzac, seria um só livro. No romance há uma organicidade de
pessoas, digo, personagens, que crescem e se diluem em um destino em
bloco. E de tal modo que as suas partes autônomas, ainda que seccionadas
e vendidas como contos, ganham pleno sentido no conjunto. O todo é a
iluminação do particular, no romance. No entanto, o magnífico relato da
cachorra Baleia, que se uniu a páginas magistrais pelos personagens que o
talento de Graciliano acrescentou, jamais teria unidade absoluta se
pertencesse a um romance. Na verdade, Vidas Secas é uma vitória do gênio
do escritor sobre as condições difíceis de tempo e lugar em que
escreveu o livro, tanto pessoais quanto do Brasil da época. O valor de Vidas Secas
não cai nem um bilionésimo, quando se nota nesse livro um exemplar
conjunto de contos, em vez de um romance. E aqui, sobre a genialidade do
artista, em mais de uma página da sua biografia recebemos lições:
“A
qualidade essencial de quem escreve é a clareza, é dizer uma coisa que
todos entendam da forma que você quis. Para escritor que é de ofício
autodidata, isso custa anos, porque não está na gramática, nem em livro
algum”.
Muito
Bom!!!! é o comentário mais ponderado que me ocorre. Muito bom! Para o
escritor que é de ofício autodidata, escrever custa anos, porque não
está na gramática, nem em livro algum, fala o mestre provado. Me
acompanhem por favor: em que oficinas de literatura podem se formar
escritores essenciais? Em que oficina de escritor se forma a vida? Em
que oficinas, a seu modo laboratórios de bebês de proveta, se conseguirá
a clareza que só a malhação fora das academias de todo tipo e gênero
dá? Em que local se aprenderá a observação que o instinto e a mente e a
experiência concebem?
Em
Graciliano Ramos, se o compreendemos bem, há uma teoria da arte, há uma
teoria da literatura, há uma lição de sabedoria que deveria ser luz para
todo escritor digno do nome. Todos, novos e velhos, escritores livres
ou escravos ladinos. Como neste passo, do diário de Paulo Mercadante,
citado em O velho Graça:
“Graciliano
falou de sua experiência. Escrever é um lento aprendizado, que se
estende pela vida, é alguma coia que exige concentração e paciência.
Muita paciência mesmo. Não se trata apenas de saber a sintaxe, de
dominar um grande vocabulário, mas de ser fiel à ideia e domá-la em
termos de uma precisão formal. Por isso, a experiência é essencial, só
escapando dessa condição o poeta. Talvez com relação ao escritor haja
uma conjugação, Graciliano concluiu, da pessoa como individualidade, do
ponto de vista de uma psicologia determinada com o meio onde cresceu e
viveu”.
Entendam. O
entusiasmo que expressei na citação de Graciliano Ramos acima não
significa que da sua escrita venha uma norma, uma lei que diga a um
homem que deseje “apenas” (!) expressar o seu pensamento:
– Olha, fora deste caminho nenhuma salvação é possível.
Não é isso.
Na literatura só existe uma regra: não existe regra. Na literatura só
existe uma maneira, de todas as maneiras. O reconhecimento da grandeza
de Graciliano não implica a busca do caminho único da escrita
escorreita, limpa e enxuta do mestre. Pois como ficaria a gordura de
José Lins? Em que plano assomaria o bolero em forma de letras de Gabriel
García Márquez? Ou os torneios vocabulares de Proust? E os delírios de
matar de Gogol? Não. Trata-se apenas de retirar da experiência curtida,
no sentido de pele enrugada de muitos sóis, de Graciliano aquilo que
serve a gordos e magros, altos e baixos, desbocados ou contidos. A
saber: escrever é um lento aprendizado, que se estende pela vida, é
alguma coia que exige concentração e paciência. Muita paciência mesmo.
E aqui, sem
sair do capítulo da excelência da sua escrita, e como nem tudo são
flores, entramos em um terreno mais pedregoso. Entramos no embate
político do mestre, dentro do partido e fora dele, e no mesmo tempo, até
como uma prova de que a vida partidária não é uma estufa. A sociedade e
a história passam pelos partidos comunistas, onde quer que estejam.
Refiro-me ao cume da obra de Graciliano Ramos, o Memórias do Cárcere. Para mim, a literatura política no Brasil tem um pico, cujo nome é Memórias do Cárcere.
Até hoje, nada li melhor como retratos de homens comunistas no coletivo
de um presídio. É curioso como até nas universidades não veem as
Memórias como o melhor livro de Graciliano Ramos. Dizem: “não é ficção”,
e com isso desprezam para a lata de lixo uma prosa madura, pedagógica,
de denúncia, porque “não é ficção”. Mas Memórias do Cárcere é
livro tão bom ou melhor que a sua melhor ficção. Da primeira edição que
tenho, da Livraria José Olympio em 1953, com fac-similes do manuscrito e
retrato do autor no desenho de Portinari, digitei com paciência há seis
anos, para publicação no espanhol La Insignia, a página imortal que narra a deportação de Olga Prestes. Está aqui.
Pois bem,
essa obra não se fez sem conflitos os mais sérios, mais particularmente
com Diógenes de Arruda Câmara, o homem que seguia com rigor, digamos,
excessivo a disciplina partidária. Diz o livro:
“Arruda pedira para folhear os originais de Memórias do Cárcere,
aborrecendo-se, logo na primeira lauda, com a afirmação de que, no
Estado Novo, ‘nunca tivemos censura prévia em arte’… No decorrer da
reunião, cobrariam (Arruda, Astrojildo e Floriano Gonçalves) novamente a
Graciliano o seu distanciamento do realismo socialista e a falta de
vigor revolucionário de seus livros. Um dos presentes, em tom inflamado,
diria que ele persistia num realismo crítico ultrapassado e citaria
Jorge Amado como escritor empenhado em dar conteúdo participante a suas
obras. Ao ouvir o nome de Jorge, Graciliano romperia o silêncio:
– Admiro Jorge Amado, nada tenho contra ele, mas o que sei fazer é o que está nos meus livros”.
Conta o
biógrafo que em outra oportunidade, anos antes desse dia, Diógenes, em
uma reunião com escritores, entre os quais estavam Astrojildo Pereira,
Dalcídio Jurandir, Osvaldo Peralva, e o próprio Graciliano, teria feito,
segundo Dênis de Moraes, “uma apologia à literatura revolucionária,
exigindo que os presentes se enquadrassem nos ditames zdanovistas. A
certa altura, citaria como exemplo os poemas de Castro Alves, que a seu
ver encaravam os problemas sociais numa perspectiva revolucionária. E o
que era mais importante: com versos rimados” .
E mais, em outro ponto da biografia:
“Em conversas posteriores com Heráclio Salles, ele enfatizaria a aversão ao romance panfletário.
– Nenhum livro do realismo socialista lhe agradou? – perguntaria o jornalista.
– Até o último que li, nenhum. Eu acho aquele negócio de tal ordem que não aceitei ler mais nada.
– Qual a principal objeção que o senhor faz?
–
Esse troço não é literatura. A gente vai lendo aos trancos e barrancos
as coisas que vêm da União Soviética, muito bem. De repente, o narrador
diz: ‘O camarada Stálin…’ Ora porra! Isto no meio de um romance?!
Tomei horror.
– Não seria possível purificar o estilo do realismo socialista?
– Não tem sentido. A literatura é revolucionária em essência, e não pelo estilo do panfleto.
Não
é de se admirar, portanto, que não tolerasse as fórmulas emanadas de
Moscou. Ao tomar conhecimento do informe de Zdanov sobre literatura e
arte, esculhambaria:
– Informe? Eu gosto muito da palavra, porque informe é mesmo uma coisa informe.”
A relação de
Graciliano Ramos com o PCB, nos últimos anos, é conflituosa, aqui e ali
em aberta crise. Mas se destaca nessa relação, por isso mesmo, uma
expressão de grandeza do escritor, que não deixou a sua escolha pelo
comunismo, mesmo em luta contra a estreiteza da direção na época. Nessa
biografia emerge um comunista à velha maneira, à maneira que julgamos
clássica, modelar, diferente de comportamentos de algumas militâncias
que tudo se permitem, desde que para isso alcancem o poder. Olhem só
como agia, e no que agia ele era, o comunista Graciliano Ramos:
“Recusava
assinar artigos (no Correio da Manhã, onde trabalhava como revisor),
alegando para os mais íntimos que não concordava com a linha editorial
dos jornais burgueses. O máximo que admitia era colaborar com o
suplemento literário. Relutava em aceitar aproximação maior com os
proprietários do Correio da Manhã, embora mantivesse uma relação cordial
com Paulo Bittencourt (o patrão). A ortodoxia política o levaria ao
exagero de não comparecer ao jantar pelo aniversário de Bittencourt. A
José Condé, que passava a lista de adesões, afirmaria:
– Não me sento à mesa com patrão. Todo patrão é filho da puta! O Paulo é o que meno conheço, mas é patrão.
No dia seguinte, Bittencourt se queixaria:
– Mas, Graciliano, como é que você me faz uma coisa dessas?
– Paulo, eu o repeito, mas você é patrão …
– Mas eu sou um patrão diferente.
– Não, Paulo. Todo patrão para mim é ..,
– … filho da puta. Já sei que você xingou minha mãe.
O comunista e o burguês acabariam rindo juntos.
Paulo
Bittencourt gostava de provocar Graciliano por suas ideias socialistas.
Quando o Correio da Manhã recebeu novas máquinas, Paulo o alfinetaria:
– Imagine se vocês fizessem uma revolução e vencessem. Todo esse parque gráfico seria destruído.
Graciliano o cortaria:
–
Só um burro ou um louco poderia pensar isto. Se fizéssemos a revolução e
vencêssemos, só ia acontecer uma coisa. Em vez de você andar por aí,
viajando pela Europa, gastando dinheiro com mulheres, teria que ficar
sentadinho no seu canto trabalhando como todos nós”.
Esse livro, O velho Graça,
tem uma característica até hoje pouco destacada. Em vez da pura leitura
de uma biografia, desperta no leitor uma simpatia profunda pelo
biografado. Nele Graciliano Ramos cresce como escritor em uma rara
empatia, como um irmão mais que amigo, ou como um amigo mais que irmão.
Enfim, como um camarada, fraterno, admirável.
* Versão revisada pelo autor de artigo publicado originalmente no Vermelho
***
O velho Graça: uma biografia de Graciliano Ramos, de Dênis de Moraes já está disponível em versão eletrônica (ebook), por metade do preço do impresso na Gato Sabido , na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura.
Leia aqui a orelha da nova edição, assinada por Alfredo Bosi, e a quarta capa, de Wander Melo Miranda. Confira, abaixo a programação dos debates e autógrafos de lançamento do livrono Rio de Janeiro (27/11) e em São Paulo (30/11)
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