31 de julho de 2010

SBPC REIVINDICA PISO DE R$ 4 MIL PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL

Piso de R$ 4 mil para os professores da educação básica brasileira - do ensino infantil ao médio - até 2014. Essa é uma das metas que o Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vai propor aos candidatos à presidência da República em 2010. Hoje, o piso gira em torno de R$ 1 mil.

"O professor deve ter o maior salário do funcionalismo público. Não menos que um delegado ou um diplomata", afirma o conselheiro e docente da UnB, Isaac Roitman. Os números são um alerta. Levantamento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) revela que o total de 70.507 professores formados em 2007 no Brasil representa uma queda de 4,5% em relação ao ano anterior, e de 9,3%, se comparado a 2005.

O pacote apresentado pelo biólogo Isaac Roitman na mesa-redonda Educação Brasileira: A Inflexão Necessária ainda inclui a violência, a evasão e a depredação escolar, a falta de estrutura de trabalho e os baixos salários dos docentes do país. Outro dado é que de cada cem crianças que ingressam no ensino fundamental brasileiro, apenas 53 concluem os oito anos de estudo. E só 37 chegam ao fim do ensino médio. (Fonte: Jornal de Brasília - 29/07/2010).

A SBPC está realizando o seu 62º Encontro Anual, em Natal (RN) e os candidatos à presidência da República foram convidados para participarem dos debates, nos quais a entidade entrega a cada um deles um documento fazendo uma avaliação da importância da Educação, Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento do país. Veja abaixo, o teor do documento do SBPC, que está sendo entregue aos presidenciáveis e que pede uma revolução na Educação e a valorização dos seus profissionais.

Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Brasileiro

A ciência brasileira conquistou uma posição internacional de destaque e alcançou um grau de maturidade que permite considerá-la como um recurso fundamental para o desenvolvimento econômico e social sustentável do país. Essa competência decorre de uma política de estado que promoveu investimento continuado por várias décadas na formação de recursos humanos e na geração de conhecimento. Esta política precisa ser consolidada e ampliada nos próximos mandatos presidenciais. A ABC (Academia Brasileira de Ciências) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) tendo em vista este momento vem propor:

O Brasil precisa de uma revolução na Educação. A valorização e a qualificação do professor de educação básica é condição fundamental para o desenvolvimento do país. É nesse nível que se formará a sociedade que ajudará a construir um país competitivo. A revolução educacional que se busca tem de ser de qualidade, precisa alcançar toda a população brasileira e se dar em todos os níveis, incluindo o ensino técnico e as diversas formas de educação superior.

O Brasil deve estar na fronteira da produção de conhecimento. A expansão quantitativa, com qualidade, é o caminho para o fortalecimento do patrimônio científico e cultural e para o desenvolvimento de temas estratégicos para a integridade territorial, para o desenvolvimento econômico, social, ambiental. A participação na fronteira do conhecimento é fundamental para o domínio de grandes questões do mundo contemporâneo que incluem, entre outras, mudanças ambientais, energias renováveis, satélites, biotecnologia, nanociências, mitigação da violência e redução da pobreza.

A conservação - uso sustentável - dos biomas nacionais é vital para o Brasil. Os biomas brasileiros, em especial a Amazônia e o mar, representam um grande desafio para a Ciência e a Tecnologia, tanto no que se refere ao seu conhecimento quanto ao manejo dos seus recursos naturais. Esse patrimônio natural, único, permite ao país alcançar um novo modelo de geração de riquezas e desenvolvimento sustentável, pelo uso intensivo de novas tecnologias.

O Brasil deve agregar valor à produção e à exportação. É necessário intensificar a inovação tecnológica na empresa e fortalecer a sua interação com instituições de ensino e de pesquisa. Deve ser estimulada a agregação de valor a matérias primas e geração de novos produtos e processos, com a criação de novas empresas de base tecnológica e a promoção de projetos mobilizadores.

O sucesso desta Agenda depende de profunda revisão dos marcos legais que atualmente tolhem as Instituições de Educação Superior e travam as atividades de pesquisa e inovação.

A ABC e a SBPC consideram que essa Agenda de Ciência e Tecnologia para o Brasil deve estar fortemente vinculada ao desenvolvimento social, integral e abrangente, pressuposto para uma nação forte e soberana.

Natal, 28 de julho de 2010.

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO CONDENA PROJETO DE DEMOLIÇÃO DO HOSPITAL CENTRAL DO IASERJ

Defensoria Pública da União foi até o Hospital, acompanhada por rerepresentantes do funcionalismo estadual e condenou projeto que visa demolir a unidade para construção de anexo do Inca. Visita foi realizada no dia 29 de julho.


A Defensoria Pública da União, juntamente com representantes de vários setores do funcionalismo estadual, fez uma visita às dependências do Hospital Central do Iaserj, que sofre ameaça de demolição após ser cedido pelo governo do estado para que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) construa ali um prédio anexo. A vista foi realizada no dia 29 de julho e o defensor público André Ordacgy, depois de inspecionar as instalações do Instituto afirmou que irá tentar evitar a demolição da unidade de forma extrajudicial. “Caso não consigamos, acionaremos a Justiça Federal para impedir que isto aconteça”, afirmou Odacgy, na frente de dirigentes de várias entidades sindicais e técnicos da Defensoria.

O Hospital Central do Iaserj foi cedido pelo governador Cabral Filho ao Inca que pretende demoli-lo para construir, no lugar, um centro de pesquisas em oncologia. “Temos marcada uma reunião com o diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, na qual vamos tentar mostrar a ele que um órgão federal não pode demolir um hospital do estado, até porque cabe ao Poder Público garantir a manutenção das unidades de saúde, bem como a construção de novos hospitais e não a destruição dos já existentes”, adiantou Ordacgy.

Perplexidade

Ao inspecionar o Iaserj, o defensor público federal constatou o sucateamento que vem sendo imposto pelos seguidos governos estaduais e que se aprofundou, ainda mais, no governo Cabral Filho. Em contrapartida, pôde ver que pavilhões inteiros do hospital estadual continuam funcionando, atendendo a milhares de pessoas por mês.

“Minha conclusão, após esta inspeção, é que o governo do estado do Rio está propositadamente sucateando o Iaserj, mas que, apesar disto, a unidade continua prestando serviços importantes, atendendo não apenas aos servidores do estado, que são os verdadeiros proprietários dele, mas também à população servida pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse. Outra conclusão dele, é que, por isto mesmo, o Iaserj tem que ser mantido em funcionamento. “Não se justifica a demolição. Quando se trata de saúde pública, tem que se manter o máximo de unidades em funcionamento e não eliminá-las como se está tentando fazer agora”, reafirmou.

Demolição é inconstitucional

André Ordacgy acrescentou que a demolição do Hospital Central do Iaserj contraria a Constituição Federal e a Estadual. “Isto porque, ele é um patrimônio dos servidores do estado do Rio de Janeiro, que não pode ser demolido, ainda mais por um órgão federal como o Inca”, afirmou. Ordacgy disse, ainda, que os serviços do Hospital São Sebastião, que depois da desativação da unidade, passaram a ser prestados no Iaserj, não podem ser transferidos para o Hospital dos Servidores do Estado, como querem o governador Cabral e o Inca.

“Estive no HSE na semana passada, inspecionando as instalações que acolheriam o São Sebastião, e vi que são impróprias para isto. Enviei ofício ao diretor do HSE que me respondeu, por escrito, dizendo que o HSE não possui espaço físico no qual possa funcionar uma unidade que lida com pacientes atingidos por doenças infecto-contagiosas”, explicou. As minúsculas salas escolhidas para abrigar o São Sebastião ficam ao lado da maternidade do HSE.

Desmantelamento

Já foram fechados no Iaserj o Pavilhão Cirúrgico, a Emergência, a Pediatria, a Pneumologia, o Pólo de Hepatite, e vários consultórios viraram depósito de equipamentos valiosos que estão apodrecendo. Estão em pleno funcionamento, 16 leitos de CTI, mais de 400 leitos normais, o Ambulatório que, com várias especialidades, atende a servidores e pacientes do SUS, o Serviço de Pronto Atendimento, farmácia, vários laboratórios, CTI adulto e pediátrico, instalações do São Sebastião e dez andares com equipamentos de última geração, inaugurados pelo secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes, com verba da Assembléia Legislativa, em outubro de 2008, entre outros.


SECRETARIA DE APOSENTADOS DO SEPE PROMOVERÁ CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA: AULAS JÁ COMEÇAM EM AGOSTO


A direção do SEPE/RJ, em conjunto com a Secretaria de Aposentados/as do Sindicato, promoverá um curso de formação política dirigido aos aposentados dos núcleos e regionais.

A programação do Curso é a seguinte:

Curso de Formação Política para Aposentados do SEPE/RJ

Agosto (As aulas serão realizadas sempre às terças-feiras à tarde, de 14 às 17h, no auditório localizado na sede do Sindicato - Rua Evaristo da Veiga, nº 55, 7º andar, Centro - Preferencialmente com alternância quinzenal).

03/08 - Tema: ESTADO (Neoliberal ortodoxo/Bem Estar/Neoliberal de Terceira Via)

Convidada: Ialê Falleiros - mestre em educação pela UFF e membro do Coletivo de Estudos de Política Educacional – (FIOCRUZ) - grupo de pesquisa do CNPq.

10/08 - Tema: A Repolitização da Política

Convidada: Lúcia Neves - Pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - FIOCRUZ.

24/08 – Tema: Políticas Sociais

Convidada: Marcela Pronko - Coordenadora da pesquisa sobre educação profissional em saúde no Brasil e países do Mercosul

SETEMBRO: (As datas estão sob consulta)

TEMAS: PREVIDÊNCIA SOCIAL - Convidada - Sara Granemann - Professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

POLÍTICAS DE SAÚDE - Convidado - Júlio César França Lima - pesquisador em Saúde Pública da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fiocruz.

POLÍTICAS EDUCACIONAIS - Convidada - Marcelo Paula de Melo - Pesquisador do Coletivo de Estudos de Política Educacional da FIOCRUZ.

Dessa forma, a direção do SEPE/RJ deliberou, em sua última reunião, uma consulta para que os núcleos e regionais avaliem a possibilidade de arcarem com os custos de deslocamento/alimentação de até 2 (dois) aposentados/as do coletivo local para participarem do curso. Os núcleos/regionais que não puderem arcar com esta despesa devem nos comunicar o mais rápido possível para que o SEPE arque, extraordinariamente, com estes custos.


ENCONTRO ESTADUAL DE APOSENTADOS SERÁ REALIZADO NOS DIAS 23 E 24 DE SETEMBRO EM MACAÉ


Secretaria de Aposentados do SEPE/RJ, através do seu Coletivo, marcou o Encontro Estadual de Aposentados da Educação para os dias 23 e 24 de setembro de 2010, em Macaé.
O prazo de inscrições se encerra no dia 03 de agosto (terça-feira). A participação é livre (cada núcleo/regional pode enviar quantos representantes puder).

Assim, solicitamos aos núcleos e regionais que nos confirmem o número de participantes para a Secretaria do SEPE/RJ (através do email secretaria@seperj.org.br), detalhando se as pessoas indicadas participarão dos dois dias do Encontro ou apenas do dia 24/09. Para estes núcleos/regionais, que enviarão representantes apenas para o dia 24/09, o Coletivo lembra que é necessário que seja indicado um representante para acompanhar os debates que serão realizados no dia 23/09.

Solicitamos que essas informações sejam enviadas para nós o mais breve possivel, para que a organização do Encontro possa verificar hospedagem com um quadro o mais proximo possivel da real participação.


21 de julho de 2010

ESCOLA COM NOTA PIOR NO ENEM FUNCIONAVA NO BANHEIRO

A escola da rede estadual com a nota mais baixa no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Colégio Estadual Equador, em Vila Isabel, guarda um histórico de dificuldades para garantir o aprendizado. Como o EXTRA mostrou em março de 2007, alunos da turma de 1 ano do ensino fundamental chegaram a estudar no banheiro por falta de salas. Não é só a Equador que causa preocupação. Na lista das 50 escolas do município com notas baixas no Enem, 49 são estaduais e uma é particular.

Além das dificuldades que o aluno do ensino noturno enfrenta, a escola tem um histórico de problemas graves: falta de salas; ausência de diálogo entre direção e professores; e pouca clareza sobre os gastos. Há seis anos, recebemos estudantes surdos sem que os professores tivessem nenhuma preparação específica — afirmou um professor que não se identificou.

No topo do ranking, estão oito escolas particulares e apenas duas públicas: o Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAP-Uerj) e a Escola Estadual Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, ligada à Fiocruz. A liderança é de colégios particulares, como o São Bento.


Contrastes na rede

Entre as escolas estaduais também podem ser vistos contrastes. Na lista das dez melhores unidades da rede no estado do Rio, destacam-se aquelas que desenvolvem parcerias, como o Colégio Estadual Professor Horácio Macedo, ligado ao Cefet.

A boa colocação é dividida ainda por unidades tradicionais, como os institutos de educação de Nova Friburgo e do Estado do Rio, na Tijuca. A lista conta com mais dois colégios estaduais de Friburgo e três unidades da Faetec, ligada à Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Segundo a vice-presidente educacional da Faetec, Maria Cristina Lacerda, o diferencial é que o currículo dos alunos é enriquecido pela formação técnica.

- Temos um corpo docente qualificado e comprometido, apresentamos um projeto pedagógico em que o aluno não tem apenas a física do ensino regular, mas conta ainda com a disciplina aplicada a sua área - explicou.

Em nota, a Secretaria estadual de Educação disse que o resultado foi positivo, já que dois terços das escolas ficaram com nota acima da média nacional: 500 pontos. A secretaria anunciou premiação para as escolas que se destacaram e anunciou aulas preparatórios para o exame, em agosto.






FONTE: JORNAL EXTRA

20 de julho de 2010

AOS CONCURSADOS DA REDE ESTADUAL

O SEPE informa que não há a obrigatoriedade de novo exame médico para
os profissionais da educação aprovados em concurso que estão
sendo convocados para assumir a 2a matrícula no Estado.

De acordo com a Lei 1614/90 (Plano de Carreira do
magistério no Estado), conforme abaixo, se o candidato aprovado já
possuir matrícula no Estado, ele está desonerado deste
procedimento.
Segue, portanto, o capítulo e o artigo que trata
dessa questão, sublinhado e em negrito:
CAPÍTULO II
DO INGRESSO
ART. 9º - O ingresso na carreira do Magistério Público depende de
aprovação em concurso público para as classes do Docente I e
Docente II.

ART. 10 - Os concursos públicos destinam-se à lotação do
pessoal aprovado, em municípios definidos nos editais, sendo
realizados de dois em dois anos, desde que se constate haver
necessidade de pessoal, para cumprimento da política educacional,
ou que se faça indispensável para atendimento das necessidades da
administração.

ART. 11 - No prazo de validade previsto nos respectivos editais, os
aprovados serão convocados com prioridade sobre eventuais novos
concursados.

ART. 12 - A nomeação, em caráter efetivo, somente se dará em
vaga existente, com rigorosa obediência à ordem de
classificação.

PARáGRAFO úNICO - A nomeação de concursado convocado deve
atender ao requisito de aprovação prévia em exame de saúde,
exceto se o concursado for servidor público ativo, ficando a posse
condicionada, nos casos de acumulação, ao disposto nos incisos XIX e
XX do artigo 77 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

SEPE EXIGE RESPEITO DO PREFEITO EDUARDO PAES

Veja nota enviada pelo Sepe para a rádio CBN, em resposta à declaração do prefeito em matéria veiculada no programa CBN Rio, em que Eduardo Paes chamou a direção do Sepe e profissionais de educação da rede municipal de "urubus de plantão"

Em vez de garantir o mínimo de segurança para a comunidade escolar, o prefeito Eduardo Paes resolveu se esconder mais uma vez por trás da arrogância e, numa entrevista à Rádio CBN na manhã desta segunda-feira, chamou a direção do Sepe e os profissionais de educação da rede municipal de “urubus de plantão”, somente por que o sindicato afirmou que entrará na Justiça pedindo garantias de segurança para as escolas públicas localizadas em áreas de risco e exigindo regras e providências da SME para o funcioamento das unidades em casos de conflito.

O Sepe ao longo dos seus 34 anos de luta sempre se pautou pela luta em defesa da educação pública no Rio de Janeiro. Para a categoria, a segurança no ambiente de trabalho, investimentos para a melhoria das condições de funcionamento das escolas e o diálogo com as autoridades para que possamos participar de todo o processo é um direito da população e um dever do governo municipal.

Desde 2006, o Sepe vem denunciando a questão da falta de segurança nas escolas. Data desta época, a preparação de um dossiê sobre a violência, elencando quase 200 escolas localizadas em áreas que oferecem risco para a vida de profissionais de educação e alunos. O documento foi entregue para as autoridades (prefeitura, Secretarias Estadual e Municipal de Educação, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Conselho Tutelar e Ministério Público Estadual). Também foram solicitadas audiências com o Executivo Municipal e com as secretarias responsáveis pelo setor educacional e de segurança. Mas, até hoje, nada foi feito para solucionar o problema. Basta ver o aumento do número de casos de violência dentro do espaço das escolas publicas estaduais e municipais, vitimando profissionais e alunos nos últimos anos e que vem sendo fartamente noticiados nos meios de comunicação.

Portanto, ao invés de querer esconder o problema com afirmações que não condizem com a dignidade do seu cargo, o prefeito Eduardo Paes deveria ter um pouco mais de humildade e reconhecer a sua parcela de culpa pelo problema. Por exemplo, no último sábado (dia 17 de julho), quando o aluno Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade foi enterrado, após ter sido morto por bala perdida dentro do Ciep Rubens Gomes, nenhuma autoridade estadual ou municipal se fez presente ao enterro para dar apoio aos familiares e membros da comunidade escolar, ainda abalados com a violência que se abateu contra a escola e resultou na morte do aluno, que tinha somente 11 anos.


Ao invés de se esconderem por trás de twitters ou orkuts, o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e a secretária municipal de Educação Cláudia Costin deveriam sair às ruas para explicar para a população do Rio de Janeiro porque os governos municipal e estadual não fazem nada para resolver o problema da falta de segurança nas escolas estaduais e municipais. Na sexta-feira (dia 16/7), enquanto a secretária e o prefeito se escondiam atrás do twitter para comentar a morte do nosso aluno, profissionais de educação – estes sim, verdadeiramente compromissados com a educação e verdadeiros heróis anônimos – enfrentavam o tiroteio e se mobilizavam para socorrer o aluno ferido e garantir a segurança dos demais estudantes em meio ao fogo cruzado. Os profissionais cumpriram o seu papel. Não podemos dizer o mesmo do prefeito e da secretária de Educação que, cientes dos problemas, nada fizeram para evitá-los. Se tem algum “urubu” nesta história, não somos nós, profissionais da educação das escolas municipais.

19 de julho de 2010

SOMOS TODOS DO CIEP RUBENS GOMES

Leia e repasse para o maior número possível de pessoas e para as autoridades estaduais, municipais

“Um sistema de desvínculos: para que os calados não se façam perguntões, para que os opinados não se transformem em opinadores. Para que não se juntem os solitários, nem a alma junte seus pedaços...

O sistema esvazia nossa memória, ou enche de lixo, e assim nos ensina a repetir a história em vez de fazê-la. As tragédias se repetem como farsas, anunciava a célebre profecia. Mas entre nós, é pior: as tragédias se repetem como tragédias”.

(Eduardo Galeano)

Na última sexta-feira, nosso aluno Wesley faleceu dentro da sala de aula, vítima do descaso dos governos e de uma bala “achada” durante uma “ação” policial.

Cada um de nós que já saiu com os alunos rastejando pelo chão da escola, em busca de um local menos vulnerável ao tiroteio sabe bem o que aconteceu. Cada um que já ficou cantando para acalmar os alunos e minimizar seu próprio pavor também sabe.

Talvez quem não saiba é quem deveria nos proteger: a polícia, os governantes.

Mas para eles tanto faz. Não importa se Wesley tinha uma vida inteira pela frente, como ficarão os pais, como ficarão os outros alunos, como ficarão os profissionais da escola. O importante são as metas, o desempenho. Crianças são só estatísticas, diretores de escola tem que ser gestores de empresa, profissionais de educação são fabricadores de índices.

Se os funcionários adoecem por conta das péssimas condições de trabalho, a solução é contratar a COMLURB. Afinal se eles adoecem é problema do INSS. Se a escola não funcionou, não é culpa da SME, afinal as UE’s tem autonomia. Se os alunos não aprendem a culpa é do professor que não planeja. Afinal existem alguns Centros de Estudos, que somados no final do ano letivo dão uma média de 6 minutos por dia. Alunos das escolas do amanhã tem aula com voluntários, oficineiros. Afinal quem mora em comunidade não merece um ensino de qualidade. Que triste concepção de educação.

Para nós a luta por uma educação pública de qualidade e a construção de uma sociedade mais justa é o mais importante.

Não precisamos de cursos para nos ensinar como agir em situações de risco. Não precisamos do desvio de verbas para OS’s, Institutos e Fundações privadas. Precisamos de respeito. Exigimos ser ouvidos.

Estamos cansados. Não admitiremos mais que nossos alunos morram por causa da negligência dos governantes.

Há anos o SEPE denuncia e cobra dos governos medidas para a solução dos problemas da violência nas escolas e creches, seja externa ou interna. Uma infinidade de documentos foi entregue à Prefeitura, ao Ministério Público e ao parlamento. Inúmeras vezes alertamos sobre os riscos que poderíamos sofrer.

Neste dossiê apresentamos diversas proposta para minimizar estes problemas. Infelizmente nenhuma medida foi tomada.

Diante de tamanha calamidade o SEPE e toda a sociedade devem cobrar dos governos a responsabilidade por este falecimento.

Após a triste morte não basta que a secretaria lamente o ocorrido. A prefeitura não tem o direito de vir a público apenas lamentar fatos que são de sua responsabilidade. Sem anunciar nenhuma medida para minimizar o problema.

Se a Prefeitura realmente se importa com a educação, que marque uma audiência pública com o Sindicato e a categoria, para garantir nossa pauta de reivindicação e ouvir nossas propostas.

Exigimos emergencialmente:

- Fim das operações policiais no horário escolar;

- Uma resolução para o não funcionamento das escolas em momentos de maior tensão neste locais de riscos, sem pressão da direção, CRE ou SME;

- Aluguel de prédios nas proximidades das escolas, com garantia de transporte, para que possam funcionar nos momentos mais críticos de violência;

- Chamada imediata dos concursados para agente educador;

- Concurso público para equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, orientadores educacionais) e agente de portaria;

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação

DENÚNCIA DE ASSÉDIO MORAL EM ESCOLA MUNICIPAL

O Blog do Cláudio Andrade publicou e-mail de uma servidora pública municipal com a denúncia de ASSÉDIO MORAL dentro da unidade escolar em que trabalha. A autora do ASSÉDIO MORAL é a diretora da referida escola indicada por um dos vereadores da Câmara Municipal de Campos, prática que o SEPE há anos repudia, já que a escola deve ser o lugar que possibilite a prática da DEMOCRACIA através de ELEIÇÕES DIRETAS PARA DIRETORES DE ESCOLA.

Talvez seja por este motivo, falta de DEMOCRACIA no espaço escolar, que o Brasil vive num estado de pseudodemocracia onde os resquícios da República Velha encontram-se presentes em práticas que se assemelham a dos antigos coronéis hoje representados por outros atores políticos, dentre eles os vereadores que insistem em indicar seus apadrinhados para diretores de escola para em contrapartida usá-los como cabos eleitorais em suas campanhas, numa iminente troca de favores.

Esta e todos outros servidores vítimas do ASSÉDIO MORAL em sua unidade escolar devem procurar o SEPE (SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO) para atendimento jurídico. O advogado do SEPE, Dr. Alexandre Fecher, atende às quintas-feiras de 10 às 17 horas, no Ed. Ninho das Àguias sala 514.

Para esclarecer: o SEPE é o sindicato que defende a luta de todos os profissionais de educação da rede pública estadual e de todos os municípios do Estado do Rio de Janeiro.

O SEPE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA , NOSSA VOZ!!!
ELEIÇOES DIRETAS PARA DIRETORES DE ESCOLA, JÁ!!!

ABAIXO LEIA O E-MAIL PUBLICADO NO BLOG DO CLÁUDIO ANDRADE:

"Adoeci por causa do tratamento da atual Diretora da E. M. P. C. B, não só comigo, mas com todos funcionários.Um tratamento que nem bichos merecem, quanto mais seres humanos! Uma diretora autoritária, nem um pouco democrática e que pisa nas pessoas como se fossem pano de chão.

Afirmo que não estou falando de uma pessoa inexperiente na área, é formada e tem um currículo apreciável, mas de que vale o seu diploma, se não existe Democracia,Respeito e Humanidade dentro da escola????
Até entendo que eleição de diretores não seja constitucional, mas entendo que os Vereadores deveriam indicar para direção de escola ou creche, pessoas que mesmo não sendo diplomadas,fossem pessoas conscientes de seus atos, que pudessem respeitar os direitos dos funcionários e que lutassem por QUALIDADE nas escolas. E não pessoas que cometam insanamente o ASSÉDIO MORAL no local de trabalho, pois foi isso que sofri!"

Eu repudio a atitude dessa Diretora covarde que cometeu atos monstruosos, como já mencionei, não só comigo,mas com todos da escola,defendo que funcionários não são obrigados a praticarem o que não é de seu agrado e que sejam respeitados!!
Tenho certeza que a Prefeita que estava no cargo e nem tão pouco o Prefeito interino ,tenham conhecimento desse ato que prejudica tanto o funcionalismo na Educação, que é o AUTORITARISMO E O ASSÉDIO MORAL cometido por Diretoras que se acham DEUSES, apenas pelo peso de sua indicação política!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

18 de julho de 2010

SALAS SUPERLOTADAS

SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO CONVOCA 2.119 PROFESSORES

A Secretaria de Estado Educação convocou nesta quinta-feira, 15, 2.119 professores aprovados nos concursos de 2007, 2008 e 2009. Os docentes deverão comparecer na próxima segunda-feira, 19, às 10h, no local e hora indicados, munidos do telegrama de convocação, documento de Identidade, CPF, PIS / PASEP, Título de Eleitor, Certificado de Reservista, CTPS, Histórico Escolar e Diploma de Conclusão.

Segundo a secretaria, quem não atender à chamada no prazo de dez dias perderá a vaga. Os candidatos considerados habilitados pela Equipe de Acompanhamento e Avaliação da Coordenadoria Regional serão encaminhados para realização de exame médico admissional, onde deverão apresentar os seguintes exames: hemograma completo, VHS, glicose, uréia, creatinina, urina EAS, laudo de Otorrinolaringologista com avaliação das cordas vocais e videolaringoscopia, laudo de acuidade visual com fundoscopia e tonometria e eletrocardiograma com laudo do cardiologista (para candidatos a partir dos 40 anos).

Confira a distribuição das vagas.
Concurso de 2007 - 689 docentes.

Convocação por ordem de classificação (674): Língua Portuguesa, História, Inglês, Ciências Físicas e Biológicas, História, Educação Física, Artes, Ciências, Espanhol, Francês e Sociologia Convocação de candidatos que solicitaram final de lista (15): Língua Portuguesa, História, Inglês, Ciências Físicas e Biológicas, História, Educação Física, Artes, Ciências, Espanhol, Francês e Sociologia.

Concurso de 2008 - 429 docentes

Convocação por ordem de classificação (426): Geografia, Português, Educação Física, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas e Inglês. Convocação de candidatos que solicitaram final de lista (3): Artes, Ciências Físicas e Biológicas e Português

Concurso de 2009 - 1.001 docentes

Disciplinas de Ciências Físicas e Biológicas, História, Inglês, Sociologia, Artes, Filosofia, Geografia, História, Espanhol, Biologia, Matemática, Química e Física.

CONFIRA A LISTA DOS CONVOCADOS NO LINK ABAIXO.

Lista de professores convocados.pdf


FONTE: FOLHA DIRIGIDA E D.O-RJ

SEPE CRITICA PODER PÚBLICO

A diretora da Regional 2º (Madureira) do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Denise Guterres, fez uma crítica ao poder público, antes de participar do enterro de Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade , de 11 anos, no Cemitério de Irajá.

Na sexta-feira, a criança levou um tiro de fuzil no peito enquanto assistia a uma aula de matemática no Ciep Rubens Gomes, em Costa Barros. Segundo ela, o tráfico de drogas atua em várias unidades de ensino do Rio, inclusive no Ciep onde o menino estudava, como mostra a reportagem de Bruna Talarico e Felipe Sil na edição deste domingo.

- Tenho feito denúncias à Secretaria de Segurança, mas não existe comunicação entre o órgão e setores da educação. Quando há uma operação policial, as escolas não são avisadas e não têm autonomia para suspender as aulas. Todas são pegas de surpresa - afirmou Denise. - Além disso, os traficantes não agem só no entorno das unidades, eles estão dentro dos colégios, podem ser vistos nas cantinas, nos pátios e nas salas de aula. Os funcionários que oferecem resistência são ameaçados.

O Sepe anunciou que apresentará uma ação na Justiça contra a prefeitura e o governo estadual, responsabilizando-os pela morte de Wesley.

De acordo com estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), dos quatro casos de mortes causadas por balas perdidas entre janeiro e março deste ano, dois ocorreram na chamada Área Integrada de Segurança Pública 9, que abrange Rocha Miranda, onde Wesley foi baleado.

A Secretaria municipal de Educação negou que escolas não tenham autonomia para suspender aulas em casos de confrontos. De acordo com o órgão, desde 2009, todas as unidades de sua rede podem fazê-lo. A autorização fez parte da implementação do programa Escolas do Amanhã, criado há quase um ano e do qual faz parte o Ciep Rubens Gomes e outros 149 colégios localizados em áreas consideradas de risco. Essas unidades atendem cerca de 107 mil alunos.

Ainda segundo a secretaria, cerca de 700 unidades de ensino da rede municipal são atendidas pelo Grupamento Especializado de Ronda Escolar da Guarda Municipal, que tem como objetivo impedir a prática de infrações e o apoio à comunidade escolar. A ronda faz cerca de 6.900 visitas por mês nas escolas. Dentro do programa, a Guarda Municipal também faz palestras nas escolas sobre prevenção às drogas; violência doméstica; integração entre família e escola e medidas de segurança.

17 de julho de 2010

NOTA DO SEPE SOBRE A MORTE DE UM ALUNO EM CIEP EM COSTA BARROS


Com respeito à morte do aluno Wesley Rodrigues de Oliveira, de 11 anos, ferido por uma bala perdida dentro de sala de aula no Ciep Rubens Gomes (Costa Barros), o Sepe lamenta o ocorrido, que é mais uma prova do aumento da violência que ameaça profissionais e alunos nas escolas públicas do Rio de Janeiro.

Há alguns anos, o sindicato tem denunciado nos mais variados fóruns (Ministério Público, Conselho Tutelar, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Secretarias estadual e municipal de Educação, Câmara de Vereadores e OAB/RJ) o perigo que ronda o ambiente escolar, não só na área interna das unidades municipais e estaduais mas, também, o entorno das escolas – muitas delas localizadas dentro ou próximas de áreas consideradas de risco.

Em 2006, o Sepe divulgou um dossiê que relacionava cerca de 200 escolas localizadas em áreas de risco, mas até hoje as autoridades não tomaram providências no sentido de aumentar as condições de segurança e funcionamento das escolas.

O sindicato também reivindicou das secretarias de Educação normas claras para o funcionamento das unidades no caso de ocorrência de conflitos, já que, muitas vezes, as direções de escolas não têm autorização para fechar as portas ao primeiro sinal de confrontos entre policiais e bandidos.

Um dos problemas mais visíveis nas escolas públicas é a falta de porteiros e inspetores de alunos. A carência desses profissionais piora a violência nas unidades, já que é impossível para um corpo pequeno de profissionais zelar pela segurança, em muitos casos, de centenas de alunos.

SEPE CONDENA INSTALAÇÃO DE CÂMERAS EM BANHEIROS DO LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS

O Sepe vai interpelar a Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) a respeito das notícias na imprensa sobre a descoberta de câmeras instaladas no interior dos banheiros dos alunos do Liceu de Humanidades de Campos. As cameras foram descobertas pelos próprios alunos que denunciaram aos responsáveis. A unidade, que pertence à rede estadual, tem mais de 2.700 alunos.

A SEEDUC informou para a imprensa que a decisão de instalação de câmeras na escola foi uma decisão da direção da unidade, mas o Sepe lembra que a precariedade das condições de segurança tanto em unidades da rede estadual como na rede municipal tem feito que muitas direções de escola coloquem equipamentos de vídeo - não nos banheiros - em pátios e corredores para tentar suprir a carência de funcionários administrativos para controlar o transito e a entrada de alunos nas escolas.

O sindicato entende que a SEEDUC e o governo do estado são os principais responsáveis pelo acontecimento de fatos como estes. Se as escolas tivessem mais segurança e mais funcionários certamente tais fatos não estariam ocupando o espaço do noticiário.


SEPE CONVOCA APOSENTADOS DA REDE ESTADUAL QUE FICARAM SEM AS GRATIFICAÇÕES DE R$ 164 (PROF) E R$ 50 (FUNC) NOS GOVERNOS GAROTINHO E ROSINHA

O Departamento Jurídico do Sepe informa que as ações impetradas na Justiça em favor dos professores e funcionários da rede estadual aposentados no final da década de 90 e que não receberam as gratificações de R$ 164,00 (professores) e de R$ 50,00 (funcionários) estão correndo e aqueles que não entraram com a documentação para o andamento da ação entrem em contato imedidato com o sindicato para efetuar o recadastramento. O prazo é do dia 12 de julho até 10 de setembro de 2010. os contatos podem ser efetuados da seguinte maneira:

ATENDIMENTO NO SEPE CENTRAL – NÚCLEOS E REGIONAIS DO SEPE

HORÁRIO de atendimento no SEPE/RJ: 09:00 às 18:00 h, de 2ª a 6ª - Rua Evaristo da Veiga n. 55 – 7º andar – Centro – Rio de Janeiro.

Telefone: 21950450 – ramal 471.

Falar com Flávia ou Rafaela.

Email: juridico@seperj.org.br

13 de julho de 2010

CONCURSO DE 2008 DA EDUCAÇÃO DE CAMPOS

O Blog NA LUTA PELA EDUCAÇÃO...tem recebido vários e-mails com a solicitação de notícias sobre a ação civil pública do SEPE a fim de garantir aos concursados a prorrogação do prazo de validade do referido concurso.

Temos conhecimento da carência de professores da rede municipal que por sinal continua crescendo. Hoje faltam professores em praticamente todas as áreas.

Quanto ao desdobramento da ação civil pública trata-se de um proceso que requer paciência, já que a Justiça não age com a celeridade que desejamos. Portanto, estamos todos vivendo a expectativa deste resultado e temos todos os motivos para acreditar que será satisfatório aos concursados e à educação de Campos.

No momento resta-nos esperar confiantes.

SECRETÁRIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO FALTA À AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ QUE ELA MESMA PEDIU

A secretária estadual de Educação Tereza Porto faltou à Audiência Pública hoje (7 de julho) na Alerj, pedida por ela própria à Comissão de Educação da casa, e que discutiria a Lei 5451, que estabelece as normas de responsabilidades dos gestores educacionais.

Além de não ir, Porto não enviou nenhum representante da secretaria à reunião. Por causa da ausência da secretária, os deputados não realizaram a audiência e anunciaram que convocarão ainda este mês a secretária para uma nova audiência pública. Tereza Porto não informou porque faltou à reunião.

O Sepe avalia que a ausência de Tereza Porto se deveu aos pífios resultados das escolas estaduais no Ideb – o Rio ficou em penúltimo lugar no ranking nacional, à frente apenas do estado do Piauí, um dos mais pobres do país. Esta colocação comprova o fracasso da política educacional do governador Sergio Cabral, que vem sendo denunciado pelo sindicato nos últimos anos.

Representantes de duas escolas estaduais de Duque de Caxias, entre elas a Guadalajara, compareceram à audiência e se decepcionaram com a ausência do governo.

Este ano, o governador Sergio Cabral deixou mais de 120 mil servidores da educação sem reajuste salarial. Além disso, sua secretária se recusa sequer a discutir com o Poder Legislativo e o Sepe.

O professor de uma escola estadual recebe como piso salarial apenas R$ 584. Já o funcionário administrativo recebe um piso de R$ 415,00 – menor que o salário mínimo naciona. Por causa dos baixos salários, muitos profissionais pedem demissão ou aceleram sua aposentadoria - um estudo do Sepe no Diário Oficial do estado confirmou que ano passado cerca de 20 professores e 4 funcionários saíram das escolas por dia!

O Sepe está negociando com a Comissão de Educação da Alerj uma denúncia conjunta no Ministério Público contra o descumprimento dos planos de carreira da educação (incluindo o de funcionários, que está congelado); o Sepe e a comissão também discutem uma ação civil pública contra o governo, que seria assinada por representantes de diversos partidos.


NOTA DO SEPE: PROVÕES REPRESENTAM CAMISA DE FORÇA PARA A EDUCAÇÃO

Educar para quê? Por anos a educação brasileira vem debatendo esta questão. A atual política da maioria dos governos de avaliar a educação brasileira através dos famosos “provões” traz uma resposta; resposta desastrosa, é verdade. Ora, se o aluno, o professor e a escola serão avaliados por estes provões, então a educação só precisa realizar um treinamento com o aluno para que ele possa fazer boas provas. Nada de construir cidadãos ou preparar o aluno para ser um bom profissional. Para essa lógica bastam treinamentos intensivos. Trata-se da mesma lógica dos cursinhos que prometem preparar os alunos para concursos públicos, vestibulares etc.

Para o Sepe, a preocupação central com estes índices de desenvolvimento da educação, seja em qualquer nível (federal, municipal ou estadual), tem um caráter principal: retirar das mãos do governo a responsabilidade para com o ensino público; provar que a educação alcançou índices melhores não porque o governo aumentou o número de concursados nas escolas; não porque os salários aumentaram e o professor pode se dedicar mais; não porque o governo investiu mais na educação. Simplesmente querem induzir os profissionais a que esqueçam tudo aquilo que aprenderam; tudo o que significa ensinar. Assim, tentam retirar toda a autonomia de suas aulas.

A orientação dos governos é que os professores apenas repassem aos alunos “como realizar boas provas”. A escola e seus profissionais que melhor treinarem os alunos para estas avaliações serão os mais agraciados pelas políticas de produtividade e metas absurdas que querem impor. Sem aumento ou isonomia salarial, a intenção do governo é transformar nossos alunos, profissionais e escolas em competidores “incansáveis” em uma disputa alucinada pelas melhores colocações. Colocam, assim, uma camisa de força na educação e pretendem transformar as escolas em fábricas, com alunos preparados para marcar cruzes, mas incapazes de formularem um texto.

PRINCIPAIS DELIBERAÇÕES DO CONSELHO DELIBERATIVO DO ESTADO

Principais deliberações do Conselho Deliberativo do estado:

1) Campanha salarial prossegue, com os seguintes objetivos: antecipação de outras parcelas do Nova Escola; descongelamento por formação e possibilidade de recuperação de perdas salariais.


2) Calendário:

- 14 de agosto: Conselho deliberativo (sábado), às 10h, no auditório do SINDJUSTIÇA (Travessa do Paço, 23, 13o andar – Praça XV);

-14/08: Assembléia geral dos profissionais da educação da rede estadual, às 14h, no auditório do

INDJUSTIÇA

– conselhos das redes municipais do interior, data e local a serem definidos na próxima reunião de diretoria.

-11/08: Ato dos funcionários na Alerj.


3) Sobre as denúncias dos problemas enfrentados pela direção do Sepe Magé: a direção estadual, em conjunto com a direção de Magé, vai preparar um dossiê denunciando as perseguições do governo local ao sindicato e aos seus dirigentes, cobrando a intervenção do Conselho Estadual de Educação/RJ, Comissão de Educação da Alerj, Comissão de Direitos Humanos da Alerj, todos os deputados estaduais, Ministério Público – setor educação e Direitos Humanos, Ouvidoria do Estado, Anistia Internacional e Secretaria Nacional dos Direitos Humanos; ainda sobre Magé, foi aprovado recuperarmos a ação judicial anterior do Sepe sobre garantia do trabalho sindical e marcar um ato público em Magé em conjunto com a direção local para entrega da carta sindical formalmente. A comissão formada inclui os coordenadores gerais (ou seus eventuais substitutos indicados), com o conjunto dos diretores do núcleo e mais outros diretores que quiserem, da direção estadual.



4) Sobre a luta dos funcionários administrativos: aprovada a manutenção das reuniões quinzenais do coletivo com a garantia de pagamento de passagem e almoço para três representantes de cada núcleo/regional; aprovado o ato de funcionários administrativos no dia 11/08 (quarta-feira), em frente a ALERJ;


5) Aprovada “Campanha de avaliação do governo e resgate da escola pública”.


6) Sobre o projeto conexão: manter o abaixo assinado, audiências com o MP com ação imediata do DJ sobre o tema; fazer o cadastro de professores docentes II, levantamento da distribuição de laptops, reproduzir mais material sobre o “conexão” nesta próxima semana.


7) Fórum do Sepe para reunir e organizar os conselheiros representantes do sindicato nos conselhos municipais de educação, alimentação e Fundeb. A direção irá marcar uma data para a realização deste fórum, no próximo semestre;


8) Reafirmamos a luta em defesa do IASERJ nos nossos eixos de luta. A próxima reunião de direção vai abordar a forma de participação do Sepe nesta campanha do IASERJ em conjunto com o Muspe.


5 de julho de 2010

EDUCAÇÃO EM CAMPOS EM BAIXA

DO BLOG DIGNIDADE...
Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira mostram que o município de Campos continua capenga na educação. Mais uma vez a cidade deixou a desejar e ficou em último lugar com média 3,2. São João da Barra também não têm o que comemorar, pois ficou na penúltima colocação com média 3,3. Parabéns para Cambuci e Aperibé que estão respectivamente na primeira e segunda colocação. Cambuci ficou com 5,8 e Aperibé com 5.5

Apesar da melhoria do país nos resultados, 24% dos municípios ficaram abaixo da meta estipulada para 2009. As notas se referem aos anos finais do ensino fundamental, que equivale à 5ª à 8ª série (6º ao 9º ano). Nos anos iniciais, da 1ª à 4ª (1º ao 5º ano) série, foram 15% das cidades. Confira abaixo as notas referentes ao Ensino Fundamental Regular - Séries Iniciais (Até a 4ª série) no ano de 2009 no Estado do Rio de Janeiro.


CAMBUCI 5,8

APERIBE 5,5

SUMIDOURO 5,5

ITAPERUNA 5,4

SAO JOSE DE UBA 5,4

MENDES 5,3

MIGUEL PEREIRA 5,3

RIO DAS OSTRAS 5,3

TERESOPOLIS 5,3

VOLTA REDONDA 5,2

COMENDADOR LEVY GASPARIAN 5,1E

NGENHEIRO PAULO DE FRONTIN 5,1

ITAOCARA 5,1

PATY DO ALFERES 5,1

RIO DE JANEIRO 5,1

SANTO ANTONIO DE PADUA 5,1

TRAJANO DE MORAIS 5,1

ITALVA 5,0

MIRACEMA 5,0

VALENCA 5,0

BARRA MANSA 4,9

MACAE 4,9

PIRAI 4,9

CONCEICAO DE MACABU 4,8

NOVA FRIBURGO 4,8

PARATI 4,8

CARMO 4,7

CASIMIRO DE ABREU 4,7

QUATIS 4,7

BOM JARDIM 4,6

BOM JESUS DO ITABAPOANA 4,6

PETROPOLIS 4,6

PORCIUNCULA 4,6

RIO DAS FLORES 4,6

SAO FIDELIS 4,6

SAO SEBASTIAO DO ALTO 4,6

VARRE-SAI 4,6

ARMACAO DOS BUZIOS 4,5

CABO FRIO 4,5CORDEIRO 4,5

IGUABA GRANDE 4,5

NATIVIDADE 4,5

PARAIBA DO SUL 4,5

PINHEIRAL 4,5

RESENDE 4,5

SANTA MARIA MADALENA 4,5

SAO JOSE DO VALE DO RIO PRETO 4,5

ITATIAIA 4,4MACUCO 4,4

PARACAMBI 4,4

ANGRA DOS REIS 4,3

CANTAGALO 4,3

NITEROI 4,3

QUISSAMA 4,3

RIO BONITO 4,3

SAPUCAIA 4,3

SAQUAREMA 4,3

ARARUAMA 4,2

AREAL 4,2

BARRA DO PIRAI 4,2

MANGARATIBA 4,2

MARICA 4,2

SAO PEDRO DA ALDEIA 4,2

TRES RIOS 4,2

CARAPEBUS 4,1

ITABORAI 4,1

ITAGUAI 4,1

LAJE DO MURIAE 4,1

MESQUITA 4,1

PORTO REAL 4,1

RIO CLARO 4,1

VASSOURAS 4,1

DUAS BARRAS 4,0

GUAPIMIRIM 4,0

ARRAIAL DO CABO 3,9

CACHOEIRAS DE MACACU 3,9

NOVA IGUACU 3,9

SAO JOAO DE MERITI 3,9

CARDOSO MOREIRA 3,8

QUEIMADOS 3,8

SAO GONCALO 3,8

TANGUA 3,8

DUQUE DE CAXIAS 3,7

NILOPOLIS 3,7

SAO FRANCISCO DE ITABAPOANA 3,7

SEROPEDICA 3,7

BELFORD ROXO 3,6

JAPERI 3,6

MAGE 3,6

SILVA JARDIM 3,6

SAO JOAO DA BARRA 3,3

Transferência de Cedidos à Faetec

Em 29 de Junho foi aprovado na Assembleia Legislativa o texto 3.200/10 que transfere os servidores cedidos da SEE para a Faetec. Aqueles que quiserem permanecer na SEE terão 45
dias para se manifestarem após a publicação da lei. Foi uma conquista dos trabalhadores da Faetec que reivindicam isso desde 2002.
Mais detalhes no: www.alerj.rj.gov.br